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domingo, 2 de março de 2014

Clássico de Kubrick, 'O Iluminado’, volta às telas em cópia remasterizada


 


O longa de 1980 reestreia em tela grande e cópia recuperada com sua história que prende o espectador em suas malhas de suspense e terror. O caminho da sanidade à loucura, do racional ao irracional, da luz às trevas é trilhado com senso de geometria, em que cada elemento conta  

Do roteiro que ele co-adaptou de Stephen King, Kubrick mistura grandes interpretações, cenários ameaçadores, cenas extraídas de um sonho, com sustos constantes, transformando o filme num marco do terror. No papel principal, Jack Nicholson ("Aqui está Johnny") interpreta Jack Torrance, que vai para o elegante e isolado Overlook Hotel com sua esposa (Shelley Duvall) e o filho (Danny Lloyd) para trabalhar como zelador durante o inverno. Torrance jamais havia estado naquele lugar antes. Ou será que havia? A resposta está na fantasmagórica jornada de loucura e assassinato.

Os aficionados de Stanley Kubrick divertem-se ao discutir qual é a melhor das cenas de O Iluminado (1980), de Stanley Kubrick. O passeio de velocípede do garoto Danny pelos longos corredores do hotel até se deparar com as duas garotinhas? As tomadas aéreas, logo no início, que conduzem ao Hotel Overlook? Nicholson conversando com um barman imaginário no bar do hotel? A perseguição do pai ao filho no interior do labirinto de arbustos cobertos de neve? Enfim, são tantas as passagens memoráveis que cada espectador, a cada geração, poderá eleger a sua favorita. E essa possibilidade múltipla de admiração talvez seja o que defina um clássico, que o público poderá rever em tela grande e cópia recuperada.

A arte de Kubrick consiste em envolver uma situação de aparente normalidade nas trevas da loucura e do desconhecido. E o faz de maneira progressiva e insidiosa, prendendo o espectador em suas malhas de suspense e terror. O caminho da sanidade à loucura, do racional ao irracional, da luz às trevas é trilhado com senso de geometria, em que cada elemento conta. Do uso dos grandes espaços (os corredores intermináveis do hotel tornaram-se peça de antologia cinematográfica) à música envolvente de Wendy Carlos, com temas de Bártok, Ligeti e Penderecki, compositores favoritos de Kubrick. 

Do manejo original da câmera (o steady-cam nas cenas do velocípede e em outras) ao clima aterrorizante de um passado que devora o presente, como na foto em que um personagem aparece num baile dos anos 1920, ao som da melódica canção Midnight, the Stars and You. Tudo é mistério. E mistério que nem sempre se resolve uma vez terminada a história. O Iluminado é um filme que fica com o espectador, a perturbar-lhe o imaginário e a fertilizar sua fantasia.

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