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segunda-feira, 17 de março de 2014

A influência do Papa Francisco torna-se visível na América do Sul e marca a reaproximação de jesuítas com movimentos sociais chilenos



Desde o ano passado, com a eleição do papa Francisco, e ainda mais agora com a volta de Bachelet ao Palácio de la Moneda, o Chile vive transformações profundas na relação entre o poder político e a Igreja Católica, saindo o Opus Dei, ligado a Sebastián Piñera, e ascendendo os jesuítas, que têm relação amistosa com a volta da presidente

A influência de diferentes correntes da Igreja nos últimos governos é importante para entender o avanço de algumas políticas. Foi a segunda organização que mais recebeu recursos estatais durante o primeiro mandato de Michelle Bachelet (2006-2010), sendo que somente ao programa Techo foram destinados 1,3 bilhões de pesos chilenos (cerca de R$ 300 milhões), provocando críticas da oposição de direita.

Um dos grandes “abacaxis” que Francisco herdou para descascar, o envolvimento da Igreja Católica com os escândalos sexuais envolvendo padres e freiras, mantinham-se sob o véu da impunidade. Na pesquisa anual que a PUC de Santiago costuma fazer para avaliar as instituições locais, a confiança na Igreja caiu novamente em 2013 e ficou em apenas a 31%.

O novo papado, liderado por um sul-americano, foi visto como uma oportunidade para recuperar a imagem da instituição no país e na região, mas foram principalmente os jesuítas (ordem a qual pertenceu o argentino Jorge Bergoglio) que aproveitaram para retomar uma série de iniciativas ligadas aos problemas sociais chilenos, ação na qual o Opus Dei não costumava se envolver.

Ao longo da sua formação jesuíta, o papa passou pelo Chile, onde viveu durante seis anos na Casa Loyola, entre 1958 e 1964, retiro pertencente à Companhia de Jesus, que recebe aspirantes ao sacerdócio de toda a América Latina. Ligadas à Companhia de Jesus existem, desde a época da estadia de Bergoglio, importantes instituições dedicadas a trabalhos com a população carente, como o Lar de Cristo (que oferece abrigo a moradores de rua), o Infocap (Instituto de Formação e Capacitação Popular, conhecido como “A Universidade do Trabalhador”), o Techo (“teto”, programa de construção de moradias populares através de mutirões), entre outros.

Desde o início do seu papado, Francisco vem recomendando aos seus subordinados que saiam do conforto dos gabinetes e vão ouvir o clamor do povo. Essas organizações mudaram sua relação com a sociedade chilena, em consonância com a determinação de Francisco. Pablo Walker, capelão do Lar de Cristo, recorda Bergoglio como “uma pessoa que trabalhou nas favelas e que conhece a realidade. Ele não quer uma Igreja de burocratas, mas de pastores”.

Bachelet com jesuítas, Piñera com o Opus Dei

A influência de diferentes correntes da Igreja nos últimos governos é importante para entender o avanço de algumas políticas. Foi a segunda organização que mais recebeu recursos estatais durante o primeiro mandato de Michelle Bachelet (2006-2010), sendo que somente ao programa Techo foram destinados 1,3 bilhões de pesos chilenos (cerca de R$ 300 milhões), provocando críticas da oposição de direita.


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