domingo, 23 de março de 2014

A cantora, compositora e ilustradora Karina Buhr, começou na música em 1992 sendo baiana do maracatu Piaba de Ouro



O jeito de cantar parece dotado de uma espécie de malícia irônica que cativa ao primeiro instante. Surge como um dos nomes mais promissores do cenário da MPB atual, embora ainda não tenhamos concedido o verdadeiro valor de seu trabalho.
Karina Buhr, cantora, compositora e ilustradora, começou na música em 1992 sendo baiana do maracatu Piaba de Ouro, de mestre Salustiano e depois tocando bombo no maracatu Estrela Brilhante do Recife. 

De lá pra cá integrou a banda Eddie, participou da criação e batizou a banda Comadre Fulozinha, tocou e fez participações em discos do Mundo Livre S/A, DJ Dolores (participando da trilha da peça e do filme A Máquina, de João Falcão), Antônio Nóbrega, Erasto Vasconcelos, Mestre Ambrósio, Cidadão Instigado, Bonsucesso Samba Clube, Velho Mangaba e suas Pastoras Endiabradas, a bandinha de pífanos Zabumba Véia do Badalo e muitos outros.Para o curto tempo de carreira solo, a compositora, cantora e ilustradora Karina Buhr (Salvador-BA, 1974) não tem do que reclamar. 

É constantemente indicada e vencedora de diversos prêmios da música brasileira como APCA, VMB, Prêmio da Música Digital, além de ter seu trabalho lembrado como um dos melhores discos e melhores shows dos últimos anos pelos principais jornais e revistas do país, além de top10 da Revista Rolling Stones. Isso tudo se explica graças a uma mistura de referências musicais pernambucanas (Recife é sua cidade desde seus 8 anos) com uma linguagem moderna bastante sustentada por puro rock´n roll.

Suas músicas refletem um cenário urbano, caótico, estranho e agitado como o nosso tempo, aliando a isso uma poesia complexa e incomum para o gênero. O jeito de cantar parece dotado de uma espécie de malícia irônica que cativa ao primeiro instante. Surge como um dos nomes mais promissores do cenário da MPB atual, embora ainda não tenhamos concedido o verdadeiro valor de seu trabalho.

Na canção “A Pessoa Morre” podemos perceber que Karina transpira originalidade e aponta caminhos novos para o caudaloso e denso rio de nossa MPB.

Em 1998 veio o convite de Zé Celso Martinez pra fazer a peça Bacantes e a partir de 2000 começa uma forte ligação com o Teatro Oficina, onde também foi atriz. De 2003 a 2007 participou da montagem completa de Os Sertões, com temporadas em São Paulo, gravou Bacantes e as 5 peças de Os Sertões em DVD e turnê passando por Berlim, Rio, Salvador, Recife, Quixeramobim e Canudos.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!