segunda-feira, 31 de março de 2014

SP-Arte apresenta novas edições da Bolsa de Residência ICCo e do Prêmio Illy



Pelo segundo ano consecutivo, a SP-Arte e o ICCo (Instituto de Cultura Contemporânea) concederão uma bolsa de residência para dois artistas representados por galerias participantes da Feira

É mais uma ação que promove a circulação de agentes do campo das artes. Em 2014, a bolsa terá uma nova parceria, com a Fundação Bienal de Cerveira, em Portugal.

Em 2013, Marcia Xavier e Rodrigo Braga foram contemplados com residências na Esthia, em Roma, e na Residency Unlimited, em Nova York, respectivamente. O júri foi formado por Elisa Bygton, da Esthia, Boshko Boskovic, da RU, Daniel Rangel, do ICCo, e Fernanda Feitosa, da SP-Arte.

Já o Illy Sustain Art foi fundado em 2007 com o intuito de mostrar novos talentos da arte contemporânea em países em desenvolvimento. Entre suas atividades está o Prêmio Illy, realizado em feiras e exposições de arte contemporânea pelo mundo e, desde 2012, na SP-Arte.

Durante o evento, uma comissão julgadora seleciona um artista representado pelas galerias participantes, que recebe um prêmio no valor de R$ 20 mil.

Em 2013, a comissão foi formada por Alexia Tala, curadora do Club de Grabado do Museo de la Solidariedad, no Chile, e Marta Mestre, curadora assistente do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. A vencedora foi Valéria Américo, de Fortaleza, representada pela galeria Laura Marsiaj.


Para marcar os 50 anos do golpe militar no Brasil, a TV Cultura leva ao ar uma série de programas especiais



O golpe militar completa 50 anos no dia 31 de março. Para resgatar os acontecimentos do período, a TV Cultura e a TV Brasil lançam, nesta segunda-feira (24 de março), três séries : Pátria Amada, Resistir é Preciso e Advogados Contra a Ditadura

Nesta segunda-feira (31), às 13h30, o jurista José Gregori e o advogado Belisário dos Santos Júnior, vice-presidente da Comissão da Verdade da OAB/SP e presidente do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta, participam do 'JC Debate', apresentado por Andresa Boni. Ainda nesta segunda, às 22h, Almino Affonso, ex-ministro de João Goulart, é entrevistado no 'Roda Viva', para falar sobre o golpe de estado.

Na terça-feira (1º), João Vicente Goulart, filho do ex-presidente João Goulart, deposto do governo em 1964, participa do 'Provocações' com Antônio Abujamra, às 23h30. Na quarta (2), também às 23h30, será levado ao ar o documentário 'Tempo de Resistência', de André Ristum, com depoimento de mais de 30 pessoas diretamente envolvidas na resistência à ditadura.

Na quinta-feira (3), às 22h30, a Cultura apresenta o filme 'Cara ou Coroa', de Ugo Giorgetti. Na história, que se passa em São Paulo, em 1971, João Pedro (Emílio de Mello), sobre um diretor de teatro que se engaja na resistência ao regime militar. Em seguida, à 0h30, o público confere o 'Cara ou Coroa Debate', uma discussão sobre o longa com Sergio Mamberti, Marco Antônio Villa e José Alvaro Moises, mediado pelo jornalista e apresentador do 'Jornal da Cultura', Willian Corrêa.

Disco do Chico Science e Nação Zumbi que revolucionou o mundo da música completa 20 anos



O multifacetado artista pernambucano, Antônio Nóbrega, relembra: “Hoje não tenho mais a visão reticente que tinha do álbum na época do lançamento. Valorizo, principalmente, duas atitudes que se refletem naquela obra: a da utilização dos ritmos populares, como o maracatu e o coco, e o teor político e contestatório contido nas letras. Ambas contribuíram para os jovens se aproximarem mais da cultura e dos problemas brasileiros.”
A Nação Zumbi que, a cada show, tinha um músico diferente do Lamento Negro, grupo de Peixinhos, em Olinda, foi reduzida à primeira formação oficial: Jorge Du Peixe, Gilmar Bola 8 e Gira, nas alfaias; Canhoto, no caixa, e Toca Ogan, na percussão. Liderada por Chico, a banda hospedou-se em um apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro, e encarou — por um mês — uma rotina de 12 horas, de segunda a sábado, no estúdio Nas Nuvens.

O produtor dos sonhos da CSNZ era o guitarrista norte-americano Arto Lindsay, mas a Sony escalou o contrabaixista Liminha, dos Mutantes, dono do Nas Nuvens. “Arto representava a cultura pop e conhecia bem o linguajar de Pernambuco, por ter morado em Garanhuns. Mas Liminha acrescentou o que Arto não poderia, pela experiência em estúdio. Soube tirar leite de pedra”, opina Dengue.

“Eles chegaram muito verdes, mas muito compenetrados e profissionais”, lembra Liminha. “Era um som diferente, deu muito trabalho. Quando fui masterizar o álbum, em Los Angeles, sentiram falta da bateria, mas era um fator diferencial. O som era fechado”, conta o produtor. Apesar da inexperiência e de contratempos, como Lúcio ter contraído caxumba durante as gravações, o clima no estúdio era leve.

O feito, no entanto, não se materializou em espaço no mercado. Em dois anos, o disco não chegou a vender 30 mil cópias. As rádios foram o primeiro entrave. “As emissoras de rock do eixo Rio-São Paulo eram unânimes: ‘Isso é regional. Não tocamos’. Já nas populares, diziam ser rock. Fomos vítimas da ignorância”, conta Paulo André. Pesou contra o álbum, segundo as críticas da época, o fato de o som do estúdio ter perdido o impacto quase físico das alfaias ao vivo, no palco. “A gente esperava um pouco mais de força em relação aos tambores, mas a qualidade dos arranjos ultrapassou as deficiências”, opina Renato L, coautor do Manifesto Mangue.

A virada veio com a turnê internacional, de fevereiro de 1995, garimpada pelo empresário e pela banda, graças ao envio de faxes e correio para produtores de todo o mundo. Foram 32 apresentações em 54 dias da From mud to chaos Tour 95. Com o show no Central Park, receberam o primeiro cachê em moeda estrangeira: US$ 1,5 mil. O New York Times encheu a performance de elogios, e a ela se seguiram apresentações em festivais como o Montreaux Jazz e Sphinx, em Bruxelas. O disco foi lançado no Japão, nos Estados Unidos e nos principais países da Europa. As faixas de 'Da lama ao caos' também ganharam versões do Rappa a Sepultura. E a revolução mangue chegava às ruas.

Diário de Pernambuco

sábado, 29 de março de 2014

Tanto assunto para Deus tratar na terapia, e no teatro ele fala de solidão



Com Irene Ravache e Dan Stulbach, espetáculo "Meu Deus!" tem um ponto de partida interessante e diversas piadas engraçadas, mas se perde em um surrealismo além da conta Deus existe

Ele veste terno azul claro e anda descalço. Um dia chega ao consultório de Ana, psicóloga. Diz que seu nome é Dê e que precisa ser ouvido. Ela acha graça de algumas coisas que ele diz na apresentação, como por exemplo que tem mais de 5 mil anos. “Também me sinto assim às vezes”, se identifica ela.

E assim começa a peça “Meu Deus!”, em que Irene Ravache é Ana e Dan Stulbach é Deus. Começa bem o espetáculo, com tantos caminhos a percorrer que você sente uma certa vertigem na poltrona do teatro só de imaginar.

Será que Deus se acha o máximo? Tem todos os complexos possíveis de grandeza e Ana vai trazê-lo de volta à realidade quando o confrontar com todo o sofrimento do mundo, a começar pelo seu próprio, uma mulher que foi abandonada pelo marido – que se casou de novo e teve dois filhos saudáveis – com o filho autista?

Será que Deus ainda está no processo de criação e está perdido, com crise de inspiração – já que esgotou sua criatividade depois de criar o mundo, o homem, a mulher, a chuva, o mar, a lua?
Será que ele vai ser como um gênio da lâmpada na vida de Ana, e realizar todos os desejos dessa mulher de meia idade?

É com uma delícia de perspectiva que o espetáculo se inicia. Mas, apesar de todas as piadas engraçadas – Ana quase se recusa a analisá-lo quando descobre que Deus nunca teve mãe: “A quem eu vou culpar por todos os seus problemas?”, e simplesmente de ver Deus em cena, dizendo coisas como: “Seja o que Deus quiser!”, o texto segue um caminho meio óbvio – Deus está em crise de solidão.

Se arrepende de vários capítulos escritos na bíblia, se ressente especificamente da maneira como tratou Jó – um homem honesto, trabalhador, pai de família, com quem Deus fez uma espécie de experiência: tirou tudo o que ele tinha, matou o seu rebanho, matou os seus 10 filhos, depois o adoeceu de uma doença horrorosa, e ele não perdeu a fé, nem nunca falou uma palavra contra o Senhor. 

Pelo contrário: para ele, se Deus deu, tem o direito de tirar.
E a peça vira uma espécie de surrealidade um pouco além da conta: ninguém mais consegue se identificar com o sentimento de Deus. E aí não tem talento de Irene Ravache - uma atriz sempre deliciosa de ver em cena – que salve. A direção é de Elias Andreato.

A peça é divertida, delicada, uma maneira de passar duas horas rindo de Deus – não é todo dia que isso acontece. Mas é que a ideia inicial era tão cheia de possibilidades que o caminho que a autora israelense Anat Gov optou por seguir é um pouco frustrante. Todos os programas de TV que tratam de sessões de terapia – novas séries sobre esse assunto não param de surgir – têm pessoas reais lidando com problemas reais na terapia, uma maneira de o espectador ver suas angústias refletidas nas angústias dos outros. “Meu Deus!” acaba sendo apenas um jeito engraçado de olhar Deus pelo buraco da fechadura.

Fonte: ultimosegundo

Fernanda Takai convida Samuel Rosa, para homenagear George Michael



Fernanda Takai lança clipe com Samuel Rosa, vocalista do Skank, e o dueto faz parte do novo álbum da Fernanda, 'Na Medida do Impossível', que entrou em pré-venda desde fevereiro via iTunes e foi lançado no dia 18 de março

O clipe mostra os cantores em um estúdio de Belo Horizonte durante a gravação do disco. A música "Pra Curar Essa Dor" é uma versão escrita por John Ulhoa (músico do Pato Fu). Fernandes montou a parceria com Samuel Rosa, para fazer de um dos clássicos de George Michael, Heal The Pain. Na versão brasileira, a música ganhou o nome Pra Curar Essa Dor.

Quarto disco solo de Fernanda Takai, "Na Medida do Impossível" será lançado no início de abril e terá como um dos destaques a canção "Pra Curar Essa Dor". A música tem a participação de Samuel Rosa, vocalista do Skank.

O álbum de Takai tem ainda participações de Zelia Duncan e Padre Fabio de Melo. A banda de Fernanda Takai é composta por PJ (Jota Quest) no baixo, Glauco Nastácia (Tianastacia) na bateria e Lulu Camargo (Karnak, Pato Fu).

quinta-feira, 27 de março de 2014

Um dos mais brilhantes momentos artísticos do Brasil foi abruptamente sufocado pela ditadura militar



Quando o Brasil vivia uma grande efervescência artística em meados dos anos 60, a festa foi interrompida pela ditadura militar, especialmente com a promulgação do AI5 

No início da década de 1960, o Brasil passava por um momento de grande efervescência artística e intelectual. A nação discutia e propunha soluções para os problemas que afligiam o país. Produzia-se uma arte engajada, com pretensões de mudar a realidade social. 

É nesse período que surgem nomes como Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso na música; Glauber Rocha e Cacá Diegues no cinema; José Celso Martinez, Marieta Severo e Augusto Boal no teatro, Cacá Diegues entre muitos outros.

Nas palavras do cineasta Cacá Diegues, “Nós estávamos todos completamente contagiados com a ideia otimista do Brasil, que o Brasil ia ser um grande país”. Mas a história tomou outro rumo e este processo foi interrompido com o golpe militar de 1964. No começo, a ditadura usou as leis previstas na Constituição para conter ideias contrárias ao regime. Mas, a partir de 1968, com oAto Institucional-5, a censura tornou-se instrumento de repressão política, perseguindo os que não se calavam.

Para o jornalista e escritor Ignácio de Loyola Brandão, “o golpe foi a grande castração de uma geração inteira.” Por mais de 20 anos, a ditadura atormentou e tirou a liberdade de expressão de toda a nação. Foi somente a partir de 1978, com o fim do AI-5, que a censura começou a abrandar, tendo seu fim com a promulgação da Constituição de 1988.

Fonte: EBC

Aos 58 anos, Zizi Possi celebra um momento especial na sua carreira



 Sem lançar discos há algum tempo, Zizi continua sendo apontada como uma das melhores intérpretes da MPB, sendo considerada uma mulher elegante que viveu histórias de grandes e controversos amores e diz que agora sua maior alegria é ver a filha mostrando que também sabe cantar

Uma paulista dedicada e forte. Zizi não só estudou piano e canto, como também cursou regência e composição. Roberto Menescal foi quem apadrinhou o primeiro disco, mas o sucesso veio mesmo com Chico Buarque, que a convidou para um musical. 

De lá para cá, Zizi enveredou por caminhos não tão aplaudidos, mas recuperou o estilo com a gravação de clássicos como "Nunca" de Lupicínio Rodrigues.

Um pouco de Zizi Possi
Zizi Possi ou Maria Izildinha é neta e bisneta de italianos. Paulistana do Brás, nasceu em 28 de março de 1956 e começou a estudar piano bem cedo, aos 5 anos de idade. Dada a rapidez com que aprendia, mudou de professores e métodos muito rapidamente.

Um ano especial na vida de Zizi Possi foi 2008 que a brindou com uma temporada de 3 meses na casa de shows paulistana TOM JAZZ para celebrar os 30 anos da sua carreira. 

Dirigidos por José Possi Neto, os shows apresentaram repertórios diferentes e convidados como Ana Carolina, Edu Lobo, João Bosco, Ivan Lins, Alceu Valença, Alcione, Eduardo Dussek, entre outros.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Mais uma boa produção nacional, "Confia em Mim" chega aos cinemas no dia 4 de abril



Mari tem um grande sonho: abrir seu próprio restaurante. Para tanto ela trabalha duro como chefe de cozinha, sempre focando a ascensão profissional. Até que um dia ela conhece Caio, um cara simpático que permite que ela enfim realize seu sonho. Só que logo Mari percebe que nem tudo é tão simples assim

Também estão no elenco os atores Bruno Giordano, Fernanda D'Umbra, Clarisse Abujamra e Janaina Afhonso, entre outros. Misturando drama e suspense, o filme marca a estreia de Michel Tikhormiroff (da série "O Negócio", da HBO) na direção de longas-metragens.O filme "Confia em Mim", protagonizado por Mateus Solano e Fernanda Machado, teve seu trailer oficial divulgado. O vídeo faz um resumo da trama, em que a chef de cozinha Mari (Fernanda), seduzida pelo empreendedor Caio (Solano), resolve montar o próprio restaurante e, sonhadora e apaixonada, a jovem acaba caindo em um golpe.

A história

A primeira metade deste filme se assemelha a uma comédia romântica comum. Uma garota encontra um garoto, e embora ambos tenham problemas familiares e profissionais, o amor magicamente soluciona esses conflitos. No caso, a cozinheira Mari tem as ambições profissionais sabotadas pelo patrão, o típico vilão de filmes dramáticos, e pela mãe, uma mulher rica e arrogante. Até conhecer Caio durante uma degustação de vinhos, e os dois se apaixonarem.

Com orçamento de R$ 5 milhões, Confia em mim valoriza o suspense sob a ótica do sentimento de frustração da vítima. “O gênero foi pré-concebido, mas não pensei em fazer um drama especificamente. A vocação da história a fez caminhar para um suspense. Eu tive acesso a uma vítima e as suas frustrações. Primeiro quis saber mais sobre o golpista, mas essa história já é muito contada e vi que era mais rico falar do outro aspecto”, explicou Michel Tikhomiroff.

Confia em mim estreia em várias salas de cinema do país, no dia 04 de abril.

Repentistas e cordelistas ganham palco exclusivo na Praça Cairu, em Salvador




“O Capitão perguntou
O que deseja, forasteiro?
Apanhar, brigar, matar,
Ser morto ou prisioneiro,
Ou deseja ser capanga
Da Fazenda Cajueiro?

Laureano respondeu
Nada disso, meu patrão
Eu desejo uma hospedagem
Na casa do cidadão
Mas enfrento tudo isso
Se houver ocasião”


As estrofes acima, são trechos do cordel “Laureano e Carminha”, escrito pelo cordelista João José da Silva, em meados da década de 40 e que narra a saga de Laureano, que se apaixona pela filha do coronel, dono da Fazenda Cajueiro
.

Cordelistas, repentistas e admiradores da arte estão em festa com o espaço ganho por esta importante tradição artística e cultural legitimamente nordestinas. Foi entregue o espaço denominado Palco dos Cordelistas, no mesmo local onde a Ordem Brasileira dos Cordelistas e Poetas da Literatura de Cordel mantinha um banca.

A medida põe fim no inferno astral dos repentistas, violeiros e poetas da literatura de cordel. Desde que a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) determinou o reordenamento para camelôs e artesãos da Praça Cayru, em frente ao Mercado Modelo, em 21 de outubro do ano passado, os artistas populares ficaram sem ter onde se apresentar nem comercializar seus livros e discos, integrando a programação do Festival da Cidade, encerrando assim a peleja contra o dragão da insensibilidade administrativa.

A frase mais ouvida durante as apresentações, entre os repentes, traduzia o alívio que os artistas populares sentiram: "Graças a Deus que a Praça voltou!".
As apresentações do Festival dos Cordelistas continuam até sábado, com apresentação de Bule-Bule e atrações como Lavandeira, Bem-te-Vi, Antonio Queiroz, Sabiá e Zé Querino e Caboquinho e João Ramos, entre outros.

O presidente interino da Ordem Brasileira dos Cordelistas, Antonio Tenório Cassiano, 71, que atende pelo nome artístico de Paraíba da Viola, tem razão em comemorar. "Nosso trabalho aqui não é de camelô, é cultura. E essa cultura é tão forte que nem os poetas sabem direito da potência que ela tem. Não é muito respeitada, como agora fizeram, mas deram fé que fizeram errado".

Oitão

O renomado cordelista e cantador Bule-Bule é agente e testemunha do que já ocorreu por ali desde que o mestre Rodolfo Coelho Cavalcante reivindicou, em 1973, uma feira de cordel no "oitão" no Mercado Modelo, onde estão desde 1978.

"O incêndio [em 1984] foi um desastre. Não atingiu a nossa banca, mas os governantes, na esperança de fazer um lugar renovado, eliminaram nossa banca também", lembra Bule-Bule, que assumiu o comando da Ordem na época após Cavalcante renunciar, até que a banca fosse restabelecida.


O mesmo argumento foi usado há pouco, com o projeto de revitalização, ou "reordenamento", na Praça Cayru. "Pedi para que os pensadores da prefeitura, os assessores do Dr. ACM Neto, me convencessem que a literatura de cordel não é educativa, não é cultural, é contra o turismo e por isso não poderia ficar no mercado".

Para ele, mesmo que um dia o Mercado se transforme num shopping, é preciso preservar a tradição da literatura de cordel — legado nordestino à cultura do País. "Nós não fazemos nada de bagunça, somamos com o turismo da cidade e a cultura do Brasil".

Os embates com critérios pretensamente "modernizantes", ou "higienizantes", das administrações públicas, em cada tentativa de tirá-los da paisagem do Mercado, para Bule-Bule não tem "lógica".

Mas sabe bem o que acontece ao serem impedidos de manter suas famílias. "O homem a quem falta o pão da família na sua despensa, não tem dignidade. Então, eles fazem isso para que você volte a se humilhar e pedir de uma forma miserável, esmolando. Com seu ponto de referência, ganhando seu dinheiro todo dia, você tem dignidade e você fala defendendo sua família e sua cultura com veemência. Mas quando você está com fome ou dificuldade para comer, você não tem a mesma força".

A propósito, Bule-Bule está lançando dois livros no evento: Quatro Almas e Um Destino - ou Delmiro e Paixão Matando pra Não Morrer (Ed. Tupynanquim) - e Um Punhado de Cultura Popular (Ed. Nova Civilização).


Festival da cidade 2014

Festival dos Cordelistas
Onde: Praça Cayru (em frente ao Mercado Modelo)
Horário: Das 12 às 13 horas
Hoje: Lavandeira e Bem-te-Vi
Quinta-feira: Antonio Queiroz e Davi Ferreira
Sexta-feira: Sabiá e Zé Querino
Sábado: Caboquinho e João Ramos (Feira de Santana)


Referência: atarde.com.br

terça-feira, 25 de março de 2014

Tetê Espíndola relança o clássico 'Pássaros na garganta' em pacote com novo álbum, 'Asas do etéreo'



Trabalho celebra o talento da artista em todas as etapas da produção musical e revela a confiança adquirida sobre o palco ao lado dos irmãos — com quem formava a banda de rock Lírio Selvagem — à performance vocal que já havia impressionado a crítica em sua estreia solo, no disco 'Piraretã' (1980)

Mais de trinta anos depois da obra com que conquistou a crítica, a sul-mato-grossense volta a recortar aspectos consagrados de sua bagagem. Experiente, agora assume o manto de compositora e instrumentista para a reunião de faixas inéditas que formam 'Asas do etéreo', recém-lançado pelo Selo Sesc.

Na empreitada da juventude, a cantora explorou novas maneiras de registrar os sons que saíam de suas cordas vocais, adicionou efeitos psicodélicos aos instrumentos regionais e temperou a mistura com ruídos capturados na natureza do Pantanal.
Formado por composições da intérprete em parceria com Carlos Rennó, Arrigo Barnabé e com os irmãos Geraldo e Celito Espíndola, o álbum solidificou a posição de Tetê no cenário nacional e arrebatou o troféu da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) na categoria revelação.

Oportunidade única de revisitar a filmografia magistral de John Ford



Sinais dos tempos. Numa época em que em que muita gente se rende a produções menores como Django livre , o pastiche que Tarantino impingiu ao mundo como um western, ver ou rever a obra de John Ford é no mínimo elucidador

Hoje, esses filmes quase não são exibidos e as oportunidades de conhecer o talento do diretor são cada vez mais raras. Na tentativa de suprir essa lacuna, o Cine Sesc Palladium exibe, de 4 a 19 de abril, a mostra O Múltiplo John Ford, com oito obras. O destaque, como não poderia deixar de ser, fica para os três dos mais emblemáticos westerns da trajetória de Ford: No tempo das diligências (1939), Rastros de ódio (1956) e O homem que matou o facínora (1962).

O diretor norte-americano John Ford conseguiu como ninguém fazer uma leitura visceral e emocionante dos Estados Unidos no século 19, em especial da colonização dos territórios do Oeste. Com uma visão épica dos embates entre pioneiros e indígenas, criminosos e heróis, Norte e Sul, Ford deixou uma filmografia extensa e recheada de clássicos.

Nos três, a presença marcante do astro favorito de Ford, John Wayne, que encarnou à perfeição o herói idealizado pelo diretor, o cowboy íntegro e solitário em busca de justiça (e muitas vezes, vingança) a qualquer preço. Rastros de ódio é, sob todos os aspectos, a obra-prima do diretor. Para muitos, o maior western de todos os tempos e um dos mais belos filmes já feitos em Hollywood. A direção é simplesmente perfeita.

Há alguns anos, em uma das maiores idiotices politicamente corretas que costumam circular pelo mundo, John Ford e Rastros de ódio chegaram a ser acusados de racismo, por oferecer uma pretensa visão negativa dos índios. Mas os defensores da obra-prima foram contundentes e a tentativa de rotular o diretor e o filme não avançou, embora tenha gerado polêmica e proporcionado alguns segundos de celebridade aos detratores de Ford.

Numa época em que em que muita gente se rende a produções menores como Django livre , o pastiche que Tarantino impingiu ao mundo como um western, ver ou rever a obra de John Ford é no mínimo elucidador. Mesmo explorando ao máximo a temática do faroeste, o diretor não se repete. Prova disso é O homem que matou o facínora , filmado em p&b e que tem no elenco, além de John Wayne, James Stewart, Vera Miles e Lee Marvin. É uma obra outonal, que mostra a transição entre o poder exercido pelas armas e o poder exercido pela lei, pelo direito.

Para além do conflito entre brancos e índios, cowboys e ladrões de gado, a mostra do Sesc Palladium tem como atrações As vinhas da ira, inspirada no livro de John Steinbeck, que retrata a situação de uma família de trabalhadores rurais durante a Grande Depressão de 1929, e Médico e amante .

Confira abaixo a programação completa. Os filmes serão exibidos sempre às 19h, a entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados uma hora antes do início da sessão.

4 e 14/4

O Homem que matou o Facínora (1962)

5 e 17/4

No tempo das diligências (1939)

6 e 18/4

Rastros de Ódio (1956)

7/4

A mocidade de Lincoln (1939)

10/4

Juiz Priest (1934)

11/4

Prisioneiro da ilha dos tubarões (1936)

12 e 19/4

Vinhas da ira (1940)

13/4

Médico e amante (1931)




(Álvaro Fraga)

segunda-feira, 24 de março de 2014

Exposição destaca contribuição de naturalistas alemães para a ciência no Brasil



No século 19, dois naturalistas alemães que emigraram para o Brasil deram importante contribuição para o desenvolvimento da ciência no país adotivo e ao trabalho de um renomado colega britânico, Charles Darwin (1809-1882), autor da teoria da evolução das espécies

A trajetória dos irmãos e cientistas Fritz e Hermann Müller pode ser vista pelo público na exposição Fritz Müller – O Príncipe dos Observadores, aberta desde o dia 21 no Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro, como parte da programação do Ano da Alemanha no Brasil.

A mostra integra o evento Fritz e Hemann Müller – Alemanha e Brasil na Consolidação do Darwinismo, que conta ainda com um colóquio científico e um workshop virtual. Fritz (1822-1897) e Hermann (1829-1883) Müller foram grandes observadores da natureza, que mantiveram intensa correspondência e troca de material com Charles Darwin, inserindo, com suas pesquisas, o Brasil e Alemanha no contexto da consolidação e popularização da teoria do cientista britânico.

Formado em matemática e medicina na Alemanha, Fritz Müller emigrou para o Brasil em 1852, juntamente com outros alemães descontentes com a situação política e econômica em sua terra natal. Instalado na então Colônia Blumenau, em Santa Catarina, deu início às pesquisas que tinham como método científico a observação e como objeto de estudo as espécies da Mata Atlântica.

“Fritz Müller foi um homem brilhante. Sem qualquer recurso, ele estudou e interpretou os fenômenos da natureza sem fazer qualquer coleta. Ele preferia estudar os seres vivos no seu próprio ambiente”, explicou Christian Westerkamp, professor da Universidade Federal do Cariri (CE) e assessor da exposição.

Segundo Westerkamp, além de reforçar, com seus experimentos, as teorias de Darwin, o pesquisador, que acabou se naturalizando brasileiro, fundou as bases da biologia no Brasil e procurou divulgar as suas descobertas junto ao público leigo. “Fritz sempre se preocupou em entender a natureza, e não em ficar famoso. Esta é uma das razões de o Brasil ainda desconhecer esse fantástico cientista”, disse.

Além de painéis explicativos, a mostra, produzida pelo Instituto Martius-Staden, conta com fotos e material coletados pelos irmãos Müller e obras artísticas relacionadas aos dois naturalistas. O catálogo virtual pode ser acessado no endereço eletrônico

A exposição Fritz Müller – O Príncipe dos Observadores fica em cartaz até 21 de abril e pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 10h às 17h, e às segundas-feiras, das 12h às 17h.

A Lapa, que abrigou de Luiz Gonzaga a Noel Rosa, tem prédios históricos restaurados



O boêmio bairro da Lapa, na região central do Rio de Janeiro, com seus sobrados centenários, que já abrigaram personagens ilustres da história, como Machado de Assis, Carmen Miranda e Jorge Amado, ganha nova opção de lazer em construção restaurada do fim do século 19

A Lagoa do Boqueirão foi aterrada com material proveniente do desmonte do pequeno Morro das Mangueiras, que se erguia onde hoje está a Rua Visconde de Maranguape, na Lapa.No local onde hoje se encontra a Lapa e o Passeio Público existiu, até o final do século XVIII, uma lagoa chamada de Boqueirão da Ajuda.

Ainda quando existia a insalubre lagoa, a única do Rio que desaguava no mar, o local já era passagem obrigatória para quem circulava entre o Engenho del Rey, na região da Lagoa Rodrigues de Freitas e o Engenho Velho, hoje Tijuca. Em meados do século XVIII, uma forte epidemia de gripe e febre atingiu grande parte da população carioca. O então vice-rei, D.Luís de Vasconcelos, resolveu aterrar o charco, desobstruindo assim a ligação da cidade com a zona sul. Para ocupar aquele local, o vice-rei decidiu criar um jardim público, que seria o primeiro das Américas.

A partir daí, o local, cujo nome teve origem na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Lapa do Desterro, começou a ser ocupado e desde seu início foi um lugar próprio para a agitação, como se mantém até hoje.

O Grande Hotel, edificado em 1896, pelo Comendador Guilherme Porto em cujo prédio está instalada a Sala Cecília Meireles, foi um hotel importante e luxuoso, porque era utilizado por figuras importantes da República, graças à sua proximidade com o Senado Federal no Palácio Monroe.

Restauração

A Casa Momus, com seus 110 metros quadrados, situada na Rua do Lavradio, 11, foi o primeiro imóvel a ser restaurado'. Com dois andares, o novo espaço terá um restaurante especializado em cozinha mediterrânea, com exposições de artes plásticas, sessões de leitura e de música.

A pesquisadora Anna Vacchiano, diretora de produção artística do projeto de restauração do prédio, explicou que a obra demorou sete meses para ser concluída e custou R$ 1 milhão, sendo R$ 300 mil com incentivos do Pro-Apac e o restante pago pelos gestores do espaço cultural.

“Foi uma obra pesada. Não havia cisterna, instalação hidráulica, nem luz elétrica. A parede era metade de pedra com óleo de baleia, não tinha vigas, as vigas de sustentação eram de madeira e como ele [prédio] estava com muito micro-organismo, tivemos que derrubar o forro,” contou. “Na realidade o que sobrou do antigo imóvel foi a fachada”, acrescentou.

A madeira de demolição foi toda aproveitada, como o assoalho, que foi transformado em mesas. Durante a restauração, para surpresa dos pesquisadores, foi encontrada uma cruz templária da Ordem de Cristo, criada em 1319, em Portugal.

Anna, que é diretora executiva da produtora RAÍZforte, responsável pela escolha do prédio, contou que o imóvel foi local de reuniões de políticos e intelectuais no final do século 19, e até a restauração ali funcionava um antiquário. Ela explicou que além das características arquitetônicas do prédio, a localização influenciou muito a escolha do imóvel, visto que no local tem uma feira mensal, vários restaurantes e casas de show e música.

“A Rua do Lavradio já recebe grande quantidade de turistas, está sendo um trabalho de revitalização do centro histórico, e por isso julguei que o sobrado teria as características próprias do edital”, disse ela.

O Pro-Apac foi lançado em 2013 para apoiar e patrocinar a restauração de imóveis tombados e preservados da região central. O objetivo do programa é investir R$ 12 milhões na restauração de sobrados do centro da cidade e de imóveis da região portuária. A primeira edição contemplou nove imóveis e a segunda chamada, que já começou, está analisando 32 propostas. De acordo com o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, cerca de 8,5 mil imóveis nessas regiões podem concorrer a cotas de fomento, que podem chegar a R$ 400 mil.

domingo, 23 de março de 2014

Nova série de Martin Scorsese a ser exibida pela HBO contará com a atriz Olivia Wilde


Atriz viverá Devon Finestra, esposa do personagem de Bobby Cannevale, em série que terá Mick Jagger com um dos responsáveis pela produção

Olivia Wilde é a mais nova contratada da nova série de TV que Terence Winter (Boardwalk Empire) e Martin Scorsese preparam para a HBO.

A atriz se junta a Bobby Cannevale (Nurse Jackie, Boardwalk Empire) no elenco do programa, que ainda não tem título, como Devon Finestra, esposa de Richie, um executivo movido a cocaína da indústria musical de Nova York em 1977, quando o punk, o disco e o hip hop colidiram.

Mick Jagger também está envolvido na produção, que até o ano passado circulava com o título The History of Music. Scorsese, que sempre usa Rolling Stones em suas trilhas e já documentou shows da banda em The Rolling Stones - Shine a Light, deve dirigir o piloto. Winter, Scorsese e Jagger serão os produtores-executivos.

O roteiro da série será de Terence Winter, que trabalhou com Scorsese em Boardwalk Empire e em O lobo de Wall Street, e a produção será de George Matras, que comandou um dos grandes sucessos televisivos dos últimos anos, a série Breaking Bad.

A cantora, compositora e ilustradora Karina Buhr, começou na música em 1992 sendo baiana do maracatu Piaba de Ouro



O jeito de cantar parece dotado de uma espécie de malícia irônica que cativa ao primeiro instante. Surge como um dos nomes mais promissores do cenário da MPB atual, embora ainda não tenhamos concedido o verdadeiro valor de seu trabalho.
Karina Buhr, cantora, compositora e ilustradora, começou na música em 1992 sendo baiana do maracatu Piaba de Ouro, de mestre Salustiano e depois tocando bombo no maracatu Estrela Brilhante do Recife. 

De lá pra cá integrou a banda Eddie, participou da criação e batizou a banda Comadre Fulozinha, tocou e fez participações em discos do Mundo Livre S/A, DJ Dolores (participando da trilha da peça e do filme A Máquina, de João Falcão), Antônio Nóbrega, Erasto Vasconcelos, Mestre Ambrósio, Cidadão Instigado, Bonsucesso Samba Clube, Velho Mangaba e suas Pastoras Endiabradas, a bandinha de pífanos Zabumba Véia do Badalo e muitos outros.Para o curto tempo de carreira solo, a compositora, cantora e ilustradora Karina Buhr (Salvador-BA, 1974) não tem do que reclamar. 

É constantemente indicada e vencedora de diversos prêmios da música brasileira como APCA, VMB, Prêmio da Música Digital, além de ter seu trabalho lembrado como um dos melhores discos e melhores shows dos últimos anos pelos principais jornais e revistas do país, além de top10 da Revista Rolling Stones. Isso tudo se explica graças a uma mistura de referências musicais pernambucanas (Recife é sua cidade desde seus 8 anos) com uma linguagem moderna bastante sustentada por puro rock´n roll.

Suas músicas refletem um cenário urbano, caótico, estranho e agitado como o nosso tempo, aliando a isso uma poesia complexa e incomum para o gênero. O jeito de cantar parece dotado de uma espécie de malícia irônica que cativa ao primeiro instante. Surge como um dos nomes mais promissores do cenário da MPB atual, embora ainda não tenhamos concedido o verdadeiro valor de seu trabalho.

Na canção “A Pessoa Morre” podemos perceber que Karina transpira originalidade e aponta caminhos novos para o caudaloso e denso rio de nossa MPB.

Em 1998 veio o convite de Zé Celso Martinez pra fazer a peça Bacantes e a partir de 2000 começa uma forte ligação com o Teatro Oficina, onde também foi atriz. De 2003 a 2007 participou da montagem completa de Os Sertões, com temporadas em São Paulo, gravou Bacantes e as 5 peças de Os Sertões em DVD e turnê passando por Berlim, Rio, Salvador, Recife, Quixeramobim e Canudos.


Para celebrar os 14 anos no Brasil Bolshoi fará espetáculo no Brasil



 Em comemoração ao 14º aniversário da Escola de Teatro Bolshoi no Brasil, a instituição irá presentear o público com dois espetáculos de gala entre os dias 18 e 19 de março
 
A cidade de Joinville, em Santa Catarina, possui, desde 15 de março de 2000, a única extensão do Bolshoi fora da Rússia. Para celebrar a data, foram preparavas variações conhecidas e aclamadas do balé O Corsário, O Quebra-Nozes, Chamas de Paris e danças 'polovitzianas' extraídas da ópera O Príncipe Igor.

Peças contemporâneas também é destaque. Entre elas está Ariana, que é inspirada em um poema de Vinícius de Moraes e será interpretado por bailarinos da Cia. Jovem Bolshoi Brasil, com coreografia de Cassi Abranches. A obra é embalada por criações de compositores brasileiros, como o musicista clássico Marlos Nobre, o pianista André Mehmari e os percussionistas Naná Vasconcelos e Marcos Suzano.

Além do espetáculo, haverá a participação especial dos calouros de 2014, que farão sua primeira entrada oficial em palco como alunos da escola.

Os ingressos para as apresentações de gala no Teatro Juarez Machado custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada), e já estão à venda na recepção da Escola Bolshoi. O evento também faz parte das comemorações dos 163 anos da cidade de Joinville.
Fonte: terra

sábado, 22 de março de 2014

Ovo Fabergé avaliado em US$ 20 milhões encontrado por comerciante de sucatas



Obra de valor sentimental para a Rússia czarista, o ovo estava desaparecido desde 1917e foi descoberto nos Estados Unidos por um negociante do ramo de sucatas

Quanto um vendedor de sucatas americano comprou o objeto em uma espécie de mercado das pulgas, ele não imaginava que tinha acabado de se tornar o dono que um ovo Fabergé – um artefato raro e estimado da época da Rússia czarista –avaliado em 20 milhões de dólares, o que corresponde a pouco mais de 45 milhões de reais.

Os registros apontam que o ovo de oito centímetros de altura foi retirado de São Petersburgo após a revolução bolchevique de 1917 e ficou desaparecido por décadas nos Estados Unidos. O homem, que não foi identificado, estava procurando peças das quais poderiam retirar ouro e comprou o objeto por 14 mil dólares na esperança de revendê-lo.

Para sua sorte, ninguém se interessou pelo ovo, pois todos os possíveis compradores acharam que o homem estava cobrando um valor abusivo pela peça. Desesperado, o dono do artefato foi procurar mais detalhes na internet e descobriu que tinha em mãos o ovo que o Czar Alexandre III havia dado de presente à sua esposa Maria Feodorovna em 1887.

Foi então que ele decidiu conferir com especialistas se a peça era original. “Sua boca estava seca de medo – ele não conseguia falar. O homem de jeans, tênis e camisa xadrez me entregou fotos do ovo imperial perdido. Eu sabia que era genuíno”, declarou Kieran McCarthy, diretor do antiquário Wartski.

Sem acreditar no tesouro que havia encontrado, o homem consentiu em deixar que a peça fosse analisada pessoalmente. Assim que sua autenticidade ficou comprovada, o ovo Fabergé foi vendido para um colecionador particular que também não quis se identificar. O diretor do antiquário não informou o valor da negociação, mas disse que o comprador não era russo.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Obra do pianista Ernesto Nazareth passa a integrar o patrimônio mundial



Os manuscritos do compositor integram a categoria Memória do Mundo, da Unesco e são peças manuscritas pelo próprio autor, entre elas as clássicas “Odeon” e “Apanhei-te, cavaquinho”, criadas entre os anos 1890 e 1930

Biblioteca /nacionalOs manuscritos do compositor carioca Ernesto Nazareth foram incluídos na lista de patrimônios culturais da humanidade, integrando a categoria Memória do Mundo, da Unesco.

Nessa mesma categoria estão a Bíblia de Gutenberg, a "Nona Sinfonia" de Beethoven, as partituras de Brahms e os textos filosóficos de Rousseau, entre os 300 documentos raros da produção cultural do mundo.

Detentora do acervo, a Biblioteca Nacional foi a proponente da honraria. “Essa categoria contém arquivos de grande valor cultural e histórico, que estão lá devido à necessidade de preservação. 

Eles se utilizam de critérios como a raridade”, explica o pianista brasiliense Alexandre Dias, pesquisador da obra de Nazareth há cerca de 15 anos e responsável pelo texto que justificava o requerimento para adentrar o status de patrimônio mundial. “Há um crescimento no reconhecimento dele nos últimos anos, e a Unesco vem consolidar isso. É necessário chamar a atenção para os compositores brasileiros do passado.”


quinta-feira, 20 de março de 2014

Os últimos dias de Getúlio Vargas sob a ótica de João Jardim



Com direção de João Jardim, roteiro de George Moura e produção de Carla Camurati, “Getúlio” estreia no dia 1 de maio e mostra os últimos dias na vida do presidente Getúlio Vargas e os motivos que o levaram ao suicídio e cunhar a expressão que entrou para a história política nacional: “Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.”

Longa-metragem de ficção, baseado em fatos reais, narra a conspiração político-militar que culminou no suicídio de Getúlio Vargas, Presidente da República em 1954. O filme percorre a intimidade dos 19 últimos dias da vida de Getúlio, período em que ele fica isolado no Palácio do Catete, enquanto seus opositores o acusam de ser o mandante do atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, onde morreu o Major Vaz. O longa-metragem encontra emoção e entretenimento nos acontecimentos que levaram o presidente a dar um tiro no coração sozinho em seu quarto.Passado em agosto de 1954, o filme mostra a pressão sofrida por Getúlio Vargas para renunciar após o atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, seu principal oponente político.

Tony Ramos, responsável por grandes sucessos do nosso cinema, será o ator a interpretar Getúlio. Drica Moraes será Alzira Vargas, filha do presidente, seu braço direito, que tenta a todo custo salvar a vida do pai. ao Oscar pela co-direção de Lixo Extraordinário, João Jardim é o diretor deste longa, em sua filmografia estão também os premiados documentários Janela da Alma e Pro dia nascer feliz.

Os últimos dias de Getúlio

Antes de se suicidar com um tiro no peito, Getúlio Vargas (1882-1954) escreveu uma carta testamento ainda hoje polêmica, pois existem dela duas versões: uma manuscrita, bastante concisa, e outra mais longa, datilografada, que foi distribuída para a imprensa como a mensagem oficial do político ao povo brasileiro. Em ambas, porém, Getúlio informa que deu cabo à própria vida em virtude de pressões de grupos internacionais e nacionais contrários ao trabalhismo – ou seja, criou sua versão das “forças ocultas” que algumas vezes leva a rupturas no poder.

Revelada a prática de países como Portugal, que teria abrigado traficantes de obras de arte durante Segunda Guerra Mundial

Rouault, um dos artistas que tiveram obras traficadas

Francês Jean Rolland Ostins, influente comerciante francês de antiguidades, foi um dos que se envolveram na comercialização de obras de artista como Pablo Picasso e Georges Rouault, surrupiadas por forças nazistas

Conhecido como um dos principais países compradores do ouro que a Alemanha confiscava de bancos judeus durante a Segunda Guerra Mundial, Portugal ainda colaborou de outras formas com o regime nazista durante a década de 1940. Sob a ditadura de Antônio Salazar, o território português também serviu de centro logístico para o tráfico de obras de arte de importantes artistas como Pablo Picasso e Georges Rouault.

Novos personagens desse episódio da história europeia foram descobertos pelo jornalista Carlos Guerreiro, que analisou documentos dos serviços secretos norte-americano e britânico, tornados públicos pelo NARA (Arquivo Nacional dos Estados Unidos) e legalmente disponibilizados online.

Um deles é Jean Rolland Ostins, proeminente comerciante francês de antiguidades em Paris. Após a ocupação nazista, mudou-se para Lisboa e se tornou um dos principais traficantes de arte durante a Segunda Guerra Mundial.

Nascido em 1894, Ostins, que havia lutado durante a Primeira Guerra, mantinha um negócio na Qual Voltaire, à margem do Sena. Na primavera de 1941, já com Paris ocupada pelas tropas alemãs, ele se declara colaboracionista e viaja diversas vezes a Lisboa, sem qualquer problema para aquisição de vistos. Finalmente instala-se com a mulher Lidofenina num apartamento supostamente do ex-cônsul da Bolívia, na Rua Castilho, parte pombalina da capital lusa.

É nessa rua que abre a empresa Laos, cujos fins eram obscuros. Segundo relatório norte-americano de 1945, Ostins contrabandeava diamantes com ajuda da esposa e negociava “obras de arte conhecidamente provenientes do país inimigo” e dos territórios ocupados. Tudo isso enquanto entretinha as visitas a Portugal de alemães e pessoas ligadas ao governo de Vichi, então capital da França do general Flipper Pétala, sob influência nazista.

Descrito pelos serviços secretos como “completamente egoísta e sem qualquer escrúpulo”, Ostins levantou suspeitas inclusive da polícia política portuguesa, a Ide. Seus clientes eram provenientes dos mais variados países, como Estados Unidos, Argentina e Uruguai. Numa carta de 1941 interceptada pelo governo norte-americano, um potencial cliente em Nova York lhe pede somente obras famosas e de museus e exige garantias de que o negócio não oferecia riscos ao comprador. “Podemos fazer milhões de dólares”, escreve.

Mercado negro

A posição alegadamente “neutra” de Portugal durante o armistício e sua localização geográfica, bem comunicada por linhas aéreas e marítimas com a Europa e as Américas, fez do país um polo de atração para traficantes. “As autoridades portuguesas devem ter feito vista grossa, como também as americanas antes de entrarem na guerra”, afirmou a Opera Mundo Carlos Guerreiro, autor de “Aterrem em Portugal”, sobre a entrada de aviões beligerantes no país durante a Segunda Guerra.

Fonte: Opera Mundo

quarta-feira, 19 de março de 2014

Patativa do Assaré e “O Boi Zebu e as Formigas”, o seu poema de cunho social e político



A abordagem ao poeta Patativa do Assaré e a sua inigualável obra, leva de imediato ao seu poema mais famoso, “A Triste Partida”, musicado pelo Nordestino do Século XX, Luiz Gonzaga e uma das mais importantes páginas do cancioneiro popular de todos os tempos

Dedicou sua vida a produção de cultura popular (voltada para o povo marginalizado e oprimido do sertão nordestino). Com uma linguagem simples, porém poética, destacou-se como compositor, improvisador e poeta. Produziu também literatura de cordel, porém nunca se considerou um cordelista.Patativa do Assaré, nasceu Antônio Gonçalves da Silva em 5 de março de 1909, na cidade de Assaré – CE, tendo se tornado um dos mais importantes representantes da cultura popular nordestina e, a exemplo de Luiz Gonzaga, jamais se curvou aos modismos e ao aculturamento oriundo de outras regiões do país.

Uma das suas mais representativas obras, - apesar de muito pouco conhecida, - é o poema “O Boi Zebu e as Formigas”, no qual o grupo de forró cearense “Mastruz com Leite” colocou melodia em uma das estrofes e gravou-o no final dos anos 90. No poema musicado, o próprio Patativa declama a sua obra que traz implícita a verve do poeta e a sua indignação com a opressão sofrida pelas camadas mais necessitadas da população.

Patativa do Assaré escancara a lança o seu “grito de alerta”, na última estrofe de “O Boi Zebu e as Formigas”, ao bradar:

“Neste meu poema novo
O boi zebu qué dizê
Que é os mandão do podê,
E as formiga é o povo.”

Abaixo, a íntegra do poema de Patativa do Assaré, integrante do livro “Ispinho e Fulô”, lançado em 1988.

Euriques Carneiro

“O Boi Zebu e as Formigas”

Moiadinho de suó,
Querem saber o que ele fez
Temendo o calor do só
Entendeu de demorá
E uns minuto cuchilá
Na sombra de um juazêro
Que havia dentro da mata
E firmou as quatro pata
Em riba de um formiguêro.

Já se sabe que a formiga
Cumpre a sua obrigação,
Uma com outra não briga
Veve em perfeita união
Paciente trabaiando
Suas foia carregando
Um grande inzempro revela
Naquele seu vai e vem
E não mexe com mais ninguém
Se ninguém mexe com ela.

Por isso com a chegada
Daquele grande animá
Todas ficaro zangada,
Começou a se açanhá
E foro se reunindo
Nas pernas do boi subindo,
Constantemente a subi,
Mas tão devagá andava
Que no começo não dava
Pra de nada senti.

Mas porém como a formiga
Em todo canto se soca,
Dos casco até a barriga
Começou a frivioca
E no corpo se espaiado
O zebu foi se zangando
E os cascos no chão batia
Ma porém não miorava,
Quanto mais coice ele dava
Mais formiga aparecia.

Com essa formigaria
Tudo picando sem dó,
O lombo do boi ardia
Mais do que na luz do só
E ele zangado as patada,
Mais força incorporava,
O zebu não tava bem,
Quando ele matava cem,
Chegava mais de quinhenta.

Com a feição de guerrêra
Uma formiga animada
Gritou para as companhêra:
Vamo minhas camarada
Acaba com os capricho
Deste ignorante bicho
Com a nossa força comum
Defendendo o formiguêro
Nos somos muitos miêro
E este zebu é só um.

Tanta formiga chegou
Que a terra ali ficou cheia
Formiga de toda cô
Preta, amarela e vermêa
No boi zebu se espaiando
Cutucando e pinicando
Aqui e ali tinha um moio
E ele com grande fadiga
Pruquê já tinha formiga
Até por dentro dos óio.

Com o lombo todo ardendo
Daquele grande aperreio
zebu saiu correndo
Fungando e berrando feio
E as formiga inocente
Mostraro pra toda gente
Esta lição de morá
Contra a farta de respeito
Cada um tem seu direito
Até nas leis da natura.

As formiga a defendê
Sua casa, o formiguêro,
Botando o boi pra corrê
Da sombra do juazêro,
Mostraro nessa lição
Quanto pode a união;
Neste meu poema novo
O boi zebu qué dizê
Que é os mandão do podê,
E as formiga é o povo.

Patativa do Assaré

Cão da raça mastiff torna-se o mais caro do mundo ao ser vendido por 2,7 milhões de reais



Ele é apenas um filhote da espécie mastiff tibetano, uma das raças mais antigas do mundo, mas alcançou um recorde mundial e tornou-se o cachorro mais caro do planeta ao ser vendido por cerca de R$ 2,7 milhões na China

Recentemente, os mastiff tibetano tiveram seu preço inflacionado, tornando-se símbolo de status e poder na China, por ser considerada uma raça pura da terra, dificilmente encontrada fora do Tibete. Os mastiff são cães de porte avantajado e excelentes guardas. Segundo historiadores, eles ficaram vigiando acampamentos nômades e mosteiros no planalto tibetano durante séculos, sendo considerada uma das raças mais antigas do mundo.

“Eles são considerados uma espécie perfeita”, disse ao “The Telegragph” Lu Liang, o criador que vendeu o exemplar mais caro do mundo. “Estes cães têm excelente genes e sempre são cães fáceis de educar. Quando comecei este negócio, há dez anos, nunca imaginei que um dia alcançariam este preço”.

O criador não deu detalhes sobre a venda do filhote, por se tratar de informações confidenciais, mas revelou que o comprador pagou 10 milhões de yens (equivalente a mais de 2 milhões de reais) e é um milionário, barão do carvão, residente do norte da China.

“Eu pude ver que ele amava o cachorro, do contrário, não teria vendido. O comprador disse que considerava um bom investimento. Por ser um cão macho, pode ser ‘alugado’ para outros criadores e, desta forma, o dinheiro será recuperado em pouco tempo”, concluiu.

Os filhotes criados por Lu são alimentados com frango e carne bovina temperados com exóticas iguarias chinesas, como pepinos do mar. “O preço se justifica. Nós gastamos muito dinheiro na criação dos cães. Temos salário de muitos funcionários a pagar”, disse.

Histórico da raça
O Mastiff é um cachorro de trabalho e já foi usado para inúmeras funções em outros tempos: na caça, na guerra, para guarda pessoal e patrimonial. Hoje, é essencialmente um cão de guarda e de defesa. A cinofilia lhe tem grande estima, tanto por seus dotes estéticos como pelas qualidades psicofísicas.

O Mastiff, apesar de sua força, é um cachorro amoroso e tranquilo com a sua família. É desconfiado com estranhos e sabe utilizar de sua ferocidade se for obrigado a atacar. É sem dúvida, um cachorro de porte grande, volumoso, vigoroso e simétrico. É uma mistura de força, coragem, bom humor e docilidade, combina grandiosidade com boa natureza. 

O Mastiff tem um nariz largo, olhos pequenos e afastados, de cor avelã. As orelhas são pequenas, finas ao tato. A cauda da raça Mastiff tem implantação alta, é larga na raiz, que vai se afinando até a ponta e a pelagem é curta e espessa, geralmente de cor fulvo, abricot ou tigrado. Em qualquer uma dessas variedades, o focinho, as orelhas, a trufa e as pálpebras devem de cor preta.