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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Wagner Moura é estrela mais brilhante de “Praia do Futuro”, que estreia no Festival de Berlim


 


Uma produção brasileira voltará ao Festival de Berlim e, mais uma vez, protagonizada por Wagner Moura, que viveu o famoso Capitão Nascimento, em Tropa de Elite (2008). No longa, ele é comandado por Karim Aïnouz (Abril Despedaçado e Madame Satã), em Praia do Futuro, cuja estreia no festival alemão foi na última terça-feira, 11


Rodado nas cidades de Fortaleza e Berlim, o filme mostra mais uma performance de Wagner Moura  interpretando o salva-vidas Donado, que trabalha na Praia do Futuro, localizada na capital cearense. Ao longo da história, ele terá problemas ao não conseguir resgatar um turista alemão e seu irmão, Ayrton (Jesuíta Barbosa), tenta salvá-lo da enrascada levando-o para ganhar a vida na Alemanha.Wagner Moura divulgou o filme "Praia do Futuro", no Festival de Cinema de Berlim, nesta terça-feira (11). A coprodução brasileira está na competição de uma das mostras mais importantes do mundo, a mesma que consagrou "Tropa de Elite" com o Urso de Ouro em 2008.

"Acho que é o filme mais bonito que já fiz. O Karim tem um apuro estético muito grande, e não conheço um diretor que tenha tanto cuidado com a complexidade dos personagens. Quando você assistir, vai perceber que quase não tem personagem. São praticamente três caras, e cada um tem uma história, um conflito", afirmou o ator.



Como o personagem do artista se muda para a Alemanha, ele fez aulas de alemão. "Eu até falo, mas em poucas cenas. É a língua do demônio (risos)! Contrataram uma professora, e nas primeiras aulas entendi que não iria conseguir aprender. Aí pedi que ela trabalhasse comigo aquelas cenas", explicou. "Praia do Futuro" estreia no Brasil no dia 1º de maio de 2014.

Novos Projetos

A trama de Donato lembra um pouco a carreira de Wagner. Ele não precisou abandonar o Brasil, nem se envolveu em problemas na Bahia, onde nasceu, mas tornou-se conhecido mundialmente desde que estrelou "Elysium", em 2013, filme de Neil Blomkamp. E sua popularidade deve aumentar ainda mais após as estreias de "Trash", de Stephen Daldry, e "Rio, Eu Te Amo".

Além disso, o ator de 37 anos vai trabalhar novamente com José Padilha, diretor de "Tropa de Elite". "É um projeto antigo do Zé, na Tríplice Fronteira, ainda sem título". No entanto, ele descarta uma terceira sequência da história sobre o "herói" Capitão Nascimento. "Não faria, nem o Zé faria. Esse filme não vai existir. Ainda tem muita coisa para falar sobre segurança pública, mas dramaticamente para onde iria o Nascimento?", questionou.

Com a carreira aquecida, ele ainda tem engatilhado um longa sobre a história do palhaço Bozo. "Esse é do (diretor) Daniel Rezende. O roteiro é do Luis Bolognesi e vai ser focado num dos caras que fizeram o Bozo e que tem uma história extraordinária. Hoje ele é pastor. E o Bolognesi colocou dois conflitos: um de um sujeito que fica famoso com a cara de um palhaço, nunca é ele mesmo; e a história da relação desse sujeito com o filho, porque o ator do Bozo ficou uma época superdoido, usava drogas, e ainda assim animava todas as crianças, menos o próprio filho", contou o ator.

Hollywood

Apesar de já ter conquistado a indústria cinematográfica e a crítica americana, Wagner descarta morar em Los Angeles. "Eu gostaria de trabalhar fora e voltar sempre", disse, afirmando que equilibra filmes brasileiros com hollywoodianos. "Busco bons trabalhos, independente de onde seja. Já recusei muita coisa de Hollywood, da mesma maneira que houve coisas que eu gostaria de fazer, e eles preferiram o Javier Bardem", brincou.

O ator diz ter noção de que sua imagem "lá fora" será sempre de latino. "Qualquer personagem que eu fizer falando inglês vai ser um estrangeiro. Não sei falar inglês como eles", afirmou.

Privacidade

O ator também falou na entrevista à publicação sobre a sua preferência por levar uma vida mais discreta e sem glamour, mas afirma que não se incomoda de ser abordado por fãs no Brasil ou no exterior para posar para uma foto. "Acho que é consequência do trabalho. Sempre tentei manter minha vida discreta, e imponho limites. Por exemplo, não vou com minha mulher em festa. Não vou jantar no Leblon porque sei que posso ser fotografado. Mas não acho que tenho uma vida cerceada. O ruim é que quando você tenta não se comportar como uma celebridade, as pessoas acham que você é arrogante. E eu não sou nada disso, eu sou apenas um ator".

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