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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Jackie Kennedy: um mito no papel de primeira dama dos EUA ou como editora



Livro conta faceta pouco conhecida de Jackie Kennedy Onassis: a de editora de livros que, aos 46 anos, após a morte do segundo marido, ingressou no mercado de trabalho onde ficou por 19 anos atuando como editora

É difícil imaginar Jacqueline Kennedy Onassis abrir mão dos modelos assinados por Chanel, Givenchy ou Oleg Cassini,deixar de lado um pouco do glamour das grandes recepções na Casa Branca ou dos festões ao lado de Aristóteles Onassis,para ficar em meio a pilhas de livros.

Poucas mulheres na sua posição fariam isso, mas também poucas como ela seriam capazes de mobilizar um batalhão de fotógrafos para registrar seu primeiro dia de trabalho. Sim, a ex-primeira dama dos Estados Unidos largou o conforto de seu apartamento de 15 cômodos com vista para o Central Park, em Nova York, para se esquivar rotineiramente dos paparazzi que batiam ponto como ela na entrada do edifício 625 da Avenida Madison.

Foi aos 46 anos, após a morte de seu segundo marido e com os filhos crescidos, que ela entrou no mercado de trabalho e deu início a uma carreira como editora de livros. Sem dúvida, a vida prévia como primeira-dama dos EUA, heroína trágica ou mulher de milionário interessava muito mais aos vários autores que escreveram biografias não autorizadas sobre ela. Por conta disso, a faceta profissional de Jackie acabou relegada a um papel secundário. Agora, essa fase pouco conhecida da vida de uma das mulheres mais famosas do mundo é contada no livro “Jackie editora", de Greg Lawrence, que acaba de ser lançado no Brasil.

Ela fez livros que foram sucessos como “Dancing on my grave" e vários títulos com o jornalista Bill Moyers. Essas obras possibilitaram que Jackie assumisse outros projetos menos comerciais — afirma o autor Greg Lawrence, que teve três de seus livros editados por Jackie e entrevistou mais de 125 antigos colaboradores dela.

Se a experiência lhe faltava quando assumiu o cargo — anteriormente, ela só havia trabalhado como fotógrafa do “Washington Times-Herald” —, os contatos e o peso de seu nome eram atributos inegáveis. Fora que durante muitos anos, Jackie foi uma fervorosa colecionadora de livros, especialmente os de arte. No início da década de 1970, ela comprava livros quase todos os dias, centenas por ano.

A decisão de trabalhar com os livros não foi tomada por razões financeiras. Ao contrário, dinheiro não foi o que a motivou a arregaçar as mangas das camisas de grife. Jackie herdou uma boa quantia de JFK e recebeu mais US$ 26 milhões de Onassis. Além do mais, na Viking, ela foi contratada para receber 200 dólares semanais para trabalhar meio expediente quatro dias por semana. O que a ex-primeira dama queria mesmo era uma motivação. Tanto que jantava em casa com os filhos para, em seguida, passar o resto da noite trabalhando em sua biblioteca.

Saída conturbada

A saída da Viking não foi amistosa. Jackie pediu demissão por conta de uma obra fictícia e polêmica inspirada nos Kennedy publicada pela editora. O período em que esteve desempregada, como não poderia deixar de ser, foi noticiado pela revista “Time”, que trazia no título: “Procura-se colocação, referências oferecidas”. Ela acabou fechando contrato com a Doubleday para trabalhar três dias por semana com um salário anual de 20 mil dólares.

A atitude modesta com os colegas de trabalho lhe valeu o apelido de “sandálias”. Claro que para Jackie era natural, em muitas circunstâncias, pular processos, atuando às margens dos trâmites das empresas por ter acesso direto ao donos. Até porque frequentavam os mesmos círculos sociais.

Moonwalk: encontro de mitos

A ausência de best-sellers fez com que Jackie aceitasse o desafio de seu chefe na Doubleday e voar até a Califórnia, em 1984, atrás do cantor Michael Jackson (1958-2009), que não tinha o menor interesse em escrever a autobiografia. Tanto que Moonwalk levou quatro anos para ficar pronta – e ainda assim com a ajuda de ghost writers. O mito Jackson queria mesmo era conhecer a mítica Jackie, a quem pediu gentilmente que escrevesse o prefácio do livro. A editora, indiferente à música pop, aceitou constrangida a tarefa, escrevendo um prefácio de três parágrafos – seu desapontamento é indisfarçável.

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