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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Em “A Desintegração da Morte”, Orígenes Lessa criou um inferno que nem Dante ousou imaginar



Em 1948, Orígenes Lessa escreveu o livro de cunho futurista e apocalíptico: "A Desintegração da Morte", obra na qual o autor propõe uma discussão emblemática, ao afirmar que as bases das sociedades contemporâneas estão construídas sobre os alicerces da morte

O cientista Klepstein inventa um processo que impede que as pessoas morram. Na mesma hora em que ele aciona seu invento, surgem líderes religiosos e homens poderosos questionando seu invento e dizendo que a ausência da morte vai ser terrível para a humanidade. Realmente isso acontece - milhares abandonam empregos, as pessoas se dopam para dormir, feridos e acidentados sobrevivem milagrosamente, uma série de transformações complexas vão acontecer em muitos setores, como indústrias, hospitais, quartéis, sedes de governo e outras instituições.

O que seria da vida se a morte não existisse? Essa foi, durante 35 anos, a maior indagação do professor Klepstein, personagem principal da ficção. O cientista trabalhara assiduamente na desintegração da morte, e agora, contemplava o impossível em seu laboratório. Naquele momento, seu maior desejo era sair e gritar pelas ruas o seu enorme feito para a humanidade. Tornara-se um ‘quase deus’. Os homens veriam nele um novo Messias que distribuiria a vida eterna a todos.

Mas, subitamente seu laboratório fora invadido e atacado por mascarados que o metralharam em vão.
Logo seu sangue coagulara e ele continuava a falar e pedir-lhes que parassem com o ataque.
- Eu acabei com as ações da morte e vocês querem me exterminar?
- Não há nada mais burro do que um sábio! Exclamou resignado o chefe da operação.

Outro tema abordado no livro de Lessa é sobre o lucrativo mercado da indústria da morte.
Cemitérios, serviços funerários e principalmente laboratórios fabricantes de remédios e vacinas que não tinham mais o que oferecer a população.

Como o mundo se tornou um caos, cientistas do Leste Europeu trabalhavam dia e noite numa fórmula de reintegração da morte. Um clarão de esperança reanimou as sociedades. A morte se aproximava novamente? Foi quando a humanidade tomou consciência da realidade e se alarmou, pois recomeçara a batalha pelo monopólio da morte, pois enquanto antes todos buscavam prolongar a vida, de repente, passou a buscar o milagre da morte, algo como um “Santo Graal” às avessas.

Orígenes Lessa, nasceu em 1903 e foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1981, onde ocupou a cadeira número 10 até 1986, quando faleceu no Rio de Janeiro.


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