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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Livro 'Arquitetura Moderna Carioca', de Cristiano Mascaro e Lauro Cavalcanti seleciona trabalhos de Lucio Costa, Niemeyer e Burle Marx



O fotógrafo Cristiano Mascaro e o arquiteto Lauro Cavalcanti catalogou a época de ouro da arquitetura carioca em 18 obras e afirmam que o estado de conservação da maioria delas é bastante preocupante

Um dos frutos do trabalho pode ser conferido no livro Arquitetura Moderna Carioca – 1937-1969, em cuja edição, o fotógrafo Cristiano Mascaro sobrevoou pela primeira vez a orla de Copacabana e registrou a obra-prima concebida entre 1969/70 pelo paisagista e pintor Roberto Burle Marx, autor, ao lado de Affonso Reidy, de outra maravilha do Rio, o Parque do Flamengo, de 1961.Há pouco mais de um ano, o fotógrafo Cristiano Mascaro e o arquiteto Lauro Cavalcanti, diretor do Paço Imperial, uniram esforços para tocar um projeto do designer Victor Burton que tinha o fito de registrar em livro as 18 construções modernistas mais importantes da cidade do Rio de Janeiro, todas tombadas. 
Apaixonados pelo assunto, queriam chamar a atenção dos cariocas para as belezas arquitetônicas que os cercam e também para seu estado de conservação. No processo, comemoraram a sobrevida de alguns desses lugares, mas também se apavoraram com o abandono que vem condenando vários outros.
Com textos de Lauro Cavalcanti e fotografias de Cristiano Mascaro (ambos arquitetos por formação), o livro Arquitetura Moderna Carioca – 1937-1969, nas livrarias desde dezembro, mostra a importância da ex-capital federal como “epicentro” da criação arquitetônica brasileira na época destacada no livro. O compêndio elege como marcos iniciais os projetos da Associação Brasileira de Imprensa (1936-1938), dos irmãos Marcelo e Milton Roberto, e o Ministério da Educação e Saúde (1936-1943), o Palácio Capanema erguido a partir da concepção da equipe formada por Lucio Costa, Affonso Reidy, Oscar Niemeyer, Carlos Leão, Jorge Moreira e Ernani Vasconcelos e liderada por Le Corbusier.

Segundo o designer Victor Burton, que concebeu a publicação editada pelo Instituto Cultural Sergio Fadel, Arquitetura Moderna Carioca é uma obra de divulgação para um público amplo, interessado no tema. O livro detalha e conta a história de cada um dos 18 projetos arquitetônicos eleitos – apenas um deles, o prédio da Faculdade de Arquitetura e Reitoria da UFRJ, de Jorge Moreira, não é tombado por nenhum órgão do patrimônio cultural –, por meio dos cuidadosos textos de Cavalcanti e de belas fotografias coloridas de Mascaro. “O desejo era também chamar a atenção do poder público para essas obras”, afirma Burton.

Nem tudo está perdido

O minucioso estudo apontou também que, apesar do estado de abandono de muitas construções, os croquis, plantas baixas e fotografias de edificações constantes do livro mostram obras muito bem conservadas. Na lista estão o edifício-sede do Banco Boavista, que foi projetado, no Centro, por Oscar Niemeyer em 1946 e tem uma fachada de brise-soleil que varia de cor conforme a altura e o grau de insolação; o edifício residencial Júlio Barros Barreto, construído em 1952, em Botafogo, pelos irmãos Marcelo e Milton Roberto para servir de moradia aos funcionários do extinto Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado; e a casa Walther Moreira Salles (atual Instituto Moreira Salles), na Gávea, que, idealizada por Olavo Reidig de Campos em 1948. Se foi possível manter algumas construções em ótimo estado, o que se espera é que as demais construções ganhem o mesmo destino, para que as próximas gerações possam conhecer o traço de mestres da arquitetura nacional.

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