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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Festa do Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador (BA), é reconhecida como Patrimônio Imaterial do Brasil



“Dessa sagrada colina / mansão da misericórdia / dai-nos a graça divina / da justiça e da concórdia”.
Foi com os versos acima, escritos por em 1923 por Arthur de Salles e João Antônio Wanderley, que Caetano Veloso homenageou, na década de 1960, um dos maiores símbolos do sincretismo religioso da Bahia: Nosso Senhor do Bonfim


No último dia 5, a festa que homenageia o santo desde 1745 e é realizada na Cidade Baixa, em Salvador, foi reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Imaterial do Brasil. “É a mais importante e singular festa que nós temos, acontece há quase 300 anos e envolve uma quantidade inacreditável de pessoas”, afirma Carlos Amorim, superintendente do Iphan na Bahia.

Agora, como bem protegido, a comemoração passa a ter as manifestações populares, (como o cortejo, a procissão, a missa solene, a lavagem de escadarias e o terno de reis, por exemplo), periodicamente acompanhadas pelos técnicos do Iphan e terão os elementos constitutivos monitorados. “Temos o registro da história do bem, como nasceu, como evoluiu e como está hoje.”, garante Amorim.

No estado da Bahia, o ofício das baianas de acarajé, a capoeira e o samba de roda do recôncavo baiano também são bens protegidos. Para o presidente da Fundação Cultural Palmares, a decisão do conselho consultivo do IPHAN reconhece a importância de uma das maiores manifestações culturais do país.

História

As homenagens dedicadas ao Senhor do Bonfim começaram em 1745 quando a imagem do santo foi trazido pelo capitão Português Teodósio Rodrigues de Farias, em cumprimento a uma promessa por ter sobrevivido a uma forte tempestade. O ritual da Lavagem das escadarias da igreja veio também deste período, quando os escravos eram obrigados a lavar o templo para a festa celebrada no segundo domingo após o Dia de Reis.

A faxina do templo religioso acontecia sempre numa quinta-feira, três dias antes da festa. No mesmo período, os negros escravizados começaram a reverenciar Oxalá, o pai de todos os orixás e o cortejo até a Colina Sagrada passou a ser marcado por muita dança, o que provocou a proibição da lavagem da igreja, em 1889, pelo arcebispo da Bahia Dom Luís Antônio dos Santos.

Com o passar do tempo, o rito voltou a acontecer e além do contexto religioso, a Lavagem do Bonfim também é caracterizada pela grande festa que acompanha e circunda o trajeto de fé.

Patrimônio Imaterial

No estado da Bahia, o ofício das baianas de acarajé, a capoeira e o samba de roda do recôncavo baiano já são considerados bens protegidos. Para o presidente da Fundação Cultural Palmares, a decisão do conselho consultivo do Iphan reconhece a importância de uma das maiores manifestações culturais do País.

Os bens culturais imateriais estão relacionados aos saberes, às habilidades, às crenças, às práticas, ao modo de ser das pessoas. Desta forma podem ser considerados bens imateriais: conhecimentos enraizados no cotidiano das comunidades; manifestações literárias, musicais, plásticas, cênicas e lúdicas; rituais e festas que marcam a vivência coletiva da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social; além de mercados, feiras, santuários, praças e demais espaços onde se concentram e se reproduzem práticas culturais.

Na lista de bens imateriais brasileiros estão a festa do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, a Feira de Caruaru, o Frevo, a capoeira, o modo artesanal de fazer Queijo de Minas e as matrizes do Samba no Rio de Janeiro.

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