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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Belém que mostrar ao mundo os seus atrativos turísticos, hoje empanados pelo "muro do apartheid"


 

Após uma década sombria, Belém recebeu recentemente um fluxo recorde de peregrinos, principalmente com a aproximação no Natal, mas o principal destino turístico da Palestina continua a ser refém do muro israelense que a separa de Jerusalém
"Belém, uma das nossas principais atrações turísticas, é cercada por 27 assentamentos israelenses. Consequentemente, estamos cercados por altos muros, cercas e postos de controle que afastam os turistas", lamenta a ministra palestina do Turismo, Rola Maayah. "Nós poderíamos desenvolver o turismo, atrair pessoas de todo o mundo, mas isso não é possível por causa da ocupação (israelense)", explica.

Desde 2002, Israel construiu na Cisjordânia uma barreira de segurança -batizada de "muro do apartheid" pelos palestinos- que separa Belém da Cidade Santa e das comunidades palestinas vizinhas. A expansão dos assentamentos judaicos nas proximidades contribuem para isolar ainda mais a cidade que é berço do cristianismo.

No entanto, desde que foi classificada como Patrimônio Mundial pela UNESCO, em junho de 2012, uma vitória diplomática "histórica" para os palestinos, Belém espera um salto substancial no número de turistas, crucial para a economia local. Porque nesta cidade de 25.000 habitantes, onde quase um em cada quatro está desempregado, a renda de dois lares em cada três depende da indústria do turismo.

Belém, o lugar onde Jesus nasceu segundo a tradição cristã, recebeu mais de dois milhões de pessoas entre 2011 e 2012, um número expressivo e impossível de se alcançar na difícil década de 2000 por causa da segunda Intifada. "Houve um salto significativo no turismo na Palestina em 2012, com um aumento de 18% no número de visitantes", observa Rola Maayah. Com 3.800 quartos, Belém representa quase metade da capacidade hoteleira da Cisjordânia. No entanto, a taxa de ocupação (65% a 70%) é distribuída de forma desigual em todo o ano.

"Belém não é um museu"

"Estamos lotados para os feriados cristãos, mas há muitos quartos vazios para o restante do ano", admite Fairouz Khoury, vice-diretor da Câmara de Comércio de Belém. "Nossos visitantes devem saber que Belém não é só para o Natal", ressalta Vera Babun, uma católica palestina, à frente da prefeitura desde 2012, que lamenta o fato de a maioria deles não permanecer por muito tempo.

Os peregrinos - em sua maioria russos, americanos e poloneses - descem dos ônibus, visitam a Basílica da Natividade, uma das igrejas cristãs mais antigas e sagradas, e vão embora imediatamente. Poucas pessoas passam algumas horas a mais na cidade.

"Este ano o nosso lema é 'venha para casa para o Natal', o que significa: leve o tempo necessário para dar um passeio pelas ruas da Cidade Velha, conversar com as pessoas, ajudá-las a viver aqui", argumenta Vera Babun, a primeira mulher a administrar a cidade. "Belém não é um museu", declarou em sua saudação de Natal.

Os guias turísticos palestinos também denunciam o tratamento preferencial dado a seus concorrentes israelenses. São cerca de 150 guias israelenses com acesso à Belém, uma área autônoma palestina, enquanto apenas 42 palestinos estão registrados para operar em Israel e em Jerusalém Oriental, diz a Câmara de Comércio.

"Eles tomam mais de 80% do mercado", reclama Mohammed Awadallah, um guia palestino.

As autoridades israelenses, que também cortejam assiduamente o lucrativo mercado de peregrinos cristãos, rejeitam as acusações de discriminação. "Estamos fazendo todo o possível para garantir que todos os cristãos visitem os lugares santos", diz o ministro do Turismo israelense, Uzi Landau.

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