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domingo, 5 de janeiro de 2014

Bárbara Heliodora aposenta-se da função de crítica de teatro


Para alegria daqueles que são alvo das suas alfinetadas, Barbara Heliodora, aos 90 anos, deixa a função de crítica de teatro

A ácida crítica Bárbara, nascida Bárbara Heliodora Guilhermina da Silveira, em São João Del Rei, Minas Gerais, em 1759, foi a primeira poetisa brasileira. Culta e revolucionária, Bárbara foi uma mulher que, em toda sua vida, agiu com coragem e fibra

Escrevendo peças desde 1957 e escrevendo críticas do universo teatral brasileiro há algumas décadas, Barbara entende que é chegada a hora de passar o bastão para outra pessoa. “Já não tenho mais fôlego para ir ao teatro várias vezes por semana e escrever sobre o que assisto. Ficou um pouco pesado para mim”, afirma a crítica.

Sobejamente conhecida por suas análises ácidas e afiadas, que inspiraram reações iradas de diversos encenadores , - Gerald Thomas sempre foi um dos seus alvos prediletos, - Barbara ganhou alguns desafetos ao longo das últimas décadas. Contudo, eles não terão muito refresco, uma vez que Barbara não se ausentará de vez da cena teatral, já que ela continuará fazendo escrevendo de forma eventual. O que ela não quer mais é um compromisso diário e intermitente.

Projetos para o futuro


Ostentado no currículo a tradução de 35 das 37 peças escritas por Shakespeare, ela dedicará o tempo que agora terá à tradução, uma de suas paixões. Seu projeto agora envolve a análise de “Le Cid”, do dramaturgo francês Pierre Corneille (1606-1684), um de seus autores que mais admira.

Seus desafetos costumam alfinetá-la afirmando que ela tornou-se crítica de teatro por se tratar uma atriz frustrada, mas ela assegura que desistiu da atuação para dedicar-se aos estudos de teatro.

Outro projeto de Barbara é voltar a dirigir uma peça, mas atuando como consultora. No período em que atuou como crítica, ela acostumou-se a receber elogios de leitores agradecendo por seus textos, que serviram de orientação para o que deve ou não ser visto. Agora, Barbara não vê a hora de assumir o seu papel de mera espectadora, sem o compromisso de emitir opinião abalizada.

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