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sábado, 25 de janeiro de 2014

A saga de Serra Pelada pelas lentes da dramaturgia



A Serra Pelada, a maior cava humana de garimpo que funcionou na década de 1980 no sul do Pará, ainda está viva na luta incansável entre latifundiários e pequenos produtores e se vê nos últimos meses sob a luz dos holofotes da dramaturgia

Sebastião Rodrigues de Moura, ou Sebastião CurióFoi em 1980 que se encontraram as primeiras pepitas de ouro no lugar conhecido como Açaizal, distante aproximadamente cem quilômetros da sede do município de Marabá. Já um mês depois o aglomerado de pessoas nos arredores passava de cinco mil. A notícia corria longe e atraía levas e mais levas de maranhenses, piauienses, cearenses, baianos, paraibanos e outros. Instalado o garimpo, logo chega à região a primeira comitiva do governo federal.

Sebastião Rodrigues de Moura, ou Sebastião Curió

Curió, conhecido como uma sinistra figura do aparato repressivo brasileiro, toma em suas mãos o controle da área, controle que iria se perpetuar por muito tempo, trazendo à baila sua ativa participação no combate ao movimento conhecido como Guerrilha do Araguaia. Muitos dizem que ele sabia onde se encontram diversas ossadas dos participantes da guerrilha, tidos como desaparecidos, mas sempre se negou sequer a tocar no assunto.

A luta encarniçada que acontece na região pela destruição do latifúndio é outro capitulo da história atual dos garimpeiros que, na verdade, nada mais são que camponeses pobres saídos de sua terra, pessoas que sonharam e ainda seguem sonhando com libertação. A tentativa de dissipar o "fantasma da Guerrilha" do sul paraense definitivamente não vingou. E o povo o tem demonstrado no decorrer desses anos, com suas lutas radicalizadas, seu espírito, sua disposição, seu sangue.

Documentário

Nos últimos meses, várias produções abordam a temática da saga de Serra Pela, aí incluídos filme, documentário e minissérie para TV. Em uma dessas atrações, o documentarista Victor Lopes segue o modelo das grandes reportagens para exibir um painel bastante completo com as origens e as consequências da corrida do ouro, como ficou conhecida o garimpo de Serra Pelada. Com cerca de 100 mil trabalhadores, protagonistas de sonhos realizados e de tragédias pessoais e figurantes de negócios nebulosos que interligaram interesses do governo militar e de latifundiários que se apoderaram de terras na região.

Filme e minissérie

Com elenco formado por atores populares na TV, como Wagner Moura e Juliano Cazarré e a revelação Julio Andrade (o Gonzaguinha de Gonzaga – de pai para filho), o diretor Heitor Dhalia reprisou a ideia de usar um evento verdadeiro como pano de fundo para uma ficção. A estratégia costuma dar bons frutos e Serra Pelada não foge a regra, revelando o que o poder, seja ele qual for, costuma fazer com os homens.

Seguindo os passos do filme que conta a história do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, o filme foi adaptado para a TV e condensado em uma minissérie composto de quatro capítulos e exibida na Tv Globo de 21 a 24 de janeiro.

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