quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Wilson Batista, o maestro da caixa de fósforos, de sambas imortais e da polêmica com Noel Rosa



Paulinho da Viola já o classificou como “o maior sambista brasileiro de todos os tempos”, pela vastidão da sua obra que chega a cerca de 600 canções, algumas figurando no panteão dos sambas clássicos da música brasileira e gravados pelas maiores estrelas de sua época

Nascido em Campos (RJ), tomou gosto pela música ainda criança, tocando triângulo na Lira de Apolo, banda organizada pelo seu tio, o maestro Ovídio Batista. Mudou-se com a família para o Rio de Janeiro no fim da década de 20 e se apaixonou pela vida boêmia do bairro da Lapa, frequentando cabarés e bares e fazendo amizades com músicos e malandros da região, o que lhe rendeu algumas prisões. Apesar do legado, Wilson Batista é conhecido, para muitos, apenas ou primordialmente como o vilão da famigerada polêmica com Noel Rosa e alguns historiadores da música não costumam dar o devido valor ao maestro da caixa de fósforos.

Antes de se tornar compositor aclamado pelos seus pares, Wilson trabalhou como eletricista e ajudante de contra regra no Teatro Recreio, mas queria mesmo é viver como músico. Compôs o seu primeiro samba em 1929 – "Na Estrada da Vida", lançado por Araci Cortes e gravado mais tarde por Luís Barbosa. Passou a atuar como crooner e ritmista na Orquestra de Romeu Malagueta e no começo da década de 30 teve o seu samba, "Desacato" (em parceria com Paulo Vieira e Murilo Caldas) gravado por três grandes intérpretes da época, Francisco Alves, Castro Barbosa e Murilo Caldas.

Tornou-se, ao lado de Noel Rosa, Assis Valente, Geraldo Pereira, um dos grandes sambistas da boêmia carioca. Ficou conhecido pela polêmica com Noel Rosa, que gerou sambas inesquecíveis de ambos os lados, como "Lenço no Pescoço", "Mocinho da Vila", "Conversa Fiada", “Frankenstein da Vila" (uma alusão ao queixo defeituoso de Noel), todos compostos por Wilson, e "Feitiço da Vila", "Palpite Infeliz", “Rapaz Folgado”, de Noel. No meio das provocações ficaram amigos e aparente briga acabou virando disco ("Polêmica"), lançado em 1956 pelos cantores Roberto Paiva e Francisco Egídio.

Wilson continuou trocando o dia pela noite e compondo grandes sambas, como "Mania da Falecida" e "Oh, seu Oscar" (ambos com Ataulfo Alves), "Acertei no Milhar", delicioso samba de breque feito em parceria com Geraldo Pereira e gravado por Moreira da Silva, "Emília", com Haroldo Lobo, "Pedreiro Valdemar", com Roberto Martins, e "Balzaquiana", com Nássara. Chegado a uma boa confusão e flamenguista doente (como comprova o sincopado “Samba Rubro Negro”), tirou sarro da torcida do Vasco (hoje na segunda divisão, mas que na época tinha um dos melhores times do Brasil) compondo "No Boteco do José", sucesso na voz de Linda Batista no carnaval de 1946. O seu último sucesso do carnaval carioca foi "Cara Boa", marchinha composta em parceria com Jorge de Castro e Alberto Jesus, gravada por César de Alencar.

Em 1977, teve os sambas "O bonde São Januário", "Oh! Seu Oscar", "Mundo de zinco" e "Louco" regravadas pelo grupo vocal MPB-4 no LP "Antologias volume 2". Em 1979, Paulino da Viola regravou o samba "Chico Brito". Em 1985, foi publicado pela Funarte o livro "Wilson Batista e sua época", de Breno Ferreira Gomes.

Em 1995, Cristina Buarque regravou "Memórias de torcedor" no CD "Estácio e Flamengo 100 anos de samba e amor". Em 1997, a editora Globo, na série "MPB - Compositores" lançou um fascículo e um Cd dedicados a sua obra. Nesse CD estão presentes 12 composições suas.

Victoria and Albert Museum (V&A) de Londres apresenta exposição David Bowie, no MIS


 

A exposição David Bowie, caracterizando-se por uma cenografia sofisticada, não é dividida por discos, mas sim por momentos artísticos e a maioria das zonas segue uma ordem cronológica, com cada uma dotada de ambientação e disposição distintas

O V&A, um dos mais importantes museus do mundo na área de design, teve acesso sem precedentes ao The David Bowie Archive para criar esta exposição. Além de set lists, letras de músicas, manuscritos, instrumentos e desenhos, a mostra brasileira inclui 47 figurinos, trechos de filmes e shows ao vivo, videoclipes e fotografias. Organizada tematicamente, leva os visitantes a uma viagem por meio de inúmeros personagens de Bowie e performances lendárias, destacando suas influências artísticas e suas experiências com o surrealismo, o expressionismo alemão, a mímica e o teatro Kabuki.

Entre os figurinos que compõem o inventário da mostra, estão peças do álbum Aladdin Sane, como o macacão assimétrico feito de vinil (Tokyo Pop) assinado por Kansai Yamamoto e a bota plataforma vermelha, ambos usados na turnê do álbum em 1973; o terno azul claro usado na gravação do curta feito para Life on Mars? e o conjunto de calça e jaqueta multicoloridos, de Freddie Burretti, feito para a turnê Ziggy Stardust.

A produção fotográfica também traz interessante material, como a foto promocional feita para a banda The Kon-rads, quando Bowie tinha apenas 16 anos; uma colagem feita por Bowie a partir de stills do vídeo de The Man Who Fell to Earth; e outra imagem dele com o escritor William Burroughs, fotografados por Terry O’Neill, e colorida manualmente pelo cantor.

A exposição coloca os visitantes dentro do processo criativo de Bowie e mostra como sua obra influenciou diversos movimentos artísticos. Ela apresenta o artista como um astuto observador da nossa sociedade, que sempre fez intervenções significativas na cultura, deixando um poderoso legado.

Programação paralela

O museu prepara uma extensa e especial programação relacionada ao artista, incluindo todos os programas regulares do museu como a festa Green Sunset, o Cinematographo eEstéreo MIS, e uma mostra com todos os filmes que Bowie participou.
Estúdio Bowie
Para complementar a exposição David Bowie, organizada pelo Victoria and Albert Museum de Londres, o MIS preparou uma divertida brincadeira para a edição brasileira. Durante o período em que a mostra estará em cartaz, o Museu convida os visitantes a participarem do Estúdio MIS, um karaokê exclusivo que o Museu montou para você cantar com seus amigos os grandes sucessos do cantor.

Livro David Bowie


O MIS é coeditor do livro David Bowie, que será lançado pela editora Cosac Naify. A publicação é uma tradução do livro original feito pelo V&A, em ocasião da exposição em Londres. O livro traça a carreira do artista desde a sua juventude nos subúrbios londrinos, suas influências e decisões, as descobertas durante as gravações dos primeiros álbuns, até tornar-se figura mundialmente aclamada, cuja obra provoca forte impacto na música e na arte de vanguarda do século XX de maneira geral.

Este é o primeiro livro produzido com acesso irrestrito ao The David Bowie Archive, o arquivo pessoal de Bowie com letras originais, trajes de espetáculos, materiais, fotos e objetos. Textos dos curadores do Victoria and Albert Museum sobre a influência de Bowie no mundo da moda, além de ensaios sobre música, cinema, a questão do gênero, entre outros, completam a edição.

Sobre David Bowie
Nascido David Robert Jones, em Brixton no sul de Londres, em 8 de janeiro de 1947. Sua carreira na música já dura quase 50 anos e Bowie pode se orgulhar de seu sucesso comercial e com a crítica especializada. Ele é reconhecido por ser um dos mais audaciosos, influentes e criativos artistas do seu tempo. Autor e intérprete de hits como ‘Let´s Dance’, ‘Life on Mars?’ e “Heroes”, vendeu mais de 140 milhões de álbuns. Foi premiado diversas vezes, incluindo dois Grammys, dois British Awards, três MTV Video Music Awards e um Emmy. No cinema, participou de filmes que até hoje são ícones da cultura pop, como O homem que caiu na Terra (1976), Eu, Christiane F., 13 anos Drogada e Prostituída (1981) e Labirinto, A Magia do Tempo (1986). Em 2013 surpreendeu o público com o lançamento do álbum The Next Day, o primeiro trabalho depois de um hiato de 10 anos.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Mais do que nunca “o Papa é pop”: Francisco é capa da Rolling Stone



A forma com Francisco conduz o seu papado lhe rende a capa da revista Rolling Stone, um reduto do mundo pop star

Para compor a reportagem, a Rolling Stone EUA mandou o editor Mark Binelli para o Vaticano para pintar um retrato de Sua Santidade, um homem que nasceu como Jorge Mario Bergoglio, há 77 anos, em Buenos Aires, para a matéria de capa da mais nova edição da revista. O que ele descobriu é que o Papa Francisco está fazendo mudanças notáveis na tradição do Vaticano, encarando questões políticas de frente e apresentando uma atitude mais inclusiva perante os direitos humanos – e que os católicos estão gostando disso.

Em menos de um ano de papado, o Papa Francisco fez muito para se diferenciar dos anteriores e se estabelecer como um papa do povo. Ele optou por não morar no palácio papal, mas sim ficar na casa de visitas do Vaticano, ficando livre do isolamento imposto ao clero do Vaticano. Ele optou por circular pelo país em um Ford Focus, em vez de usar uma limusine com motorista. Ele paga as próprias contas de hospedagem e mantém seus compromissos. E, quando Binelli esteve na Itália, disse a uma congregação que estava enfrentando uma tempestade que gostaria de poder estar lá com eles. “E parecia que ele realmente estava sentindo isso”, disse Binelli.

Uma pessoa dentro do Vaticano comentou a forma como Francis escolheu privacidade e independência, diferente de seus antecessores. "João Paulo II e Bento tinham um grupo próprio lá, então, isso é muito desconcertante para as pessoas que estão lá dentro”, ele disse à Rolling Stone EUA. "Será que Francisco tem uma sala de guerra? Não, provavelmente não. Mas com quem será que ele conversa ali? Ninguém sabe de verdade.”

Além de oferecer um ponto de vista mais amigável, em comparação a Bento XVI – seu antecessor, que foi o primeiro Papa a deixar o cargo em 700 anos, tinha uma visão bem menos flexível a respeito da homossexualidade e refutou as acusações de pedofilia feitas aos padres – o Papa Francisco começou a investigar possíveis corrupções dentro da igreja. Ele explorou maneiras de lidar com o problema da pedofilia, analisando possibilidades para tomar uma atitude e ajudar as vítimas.

"Francisco já está mudando a igreja de verdade por meio de suas e gestos simbólicos”, disse o Padre Thomas J. Reece, um analista sênior do veículo de tendência esquerdista National Catholic Reporter. "Ele poderia ficar sentado no escritório, estudando o cânone, e começar a mudar leis e regulamentações. Mas não é isso que as pessoas querem que ele faça.”

Desde a eleição papal, a frequência em eventos papais no Vaticano triplicou, chegando a 6,6 milhões de pessoas, segundo Binelli. Depois de conversar com especialistas no Vaticano e diante de uma biografia que mostra o quanto o Papa passou por dificuldades, antes de surgir como o favorito ao cargo, a Rolling Stone EUA apresenta o Papa como um homem ligado às tradições religiosas, por um lado, mas lutando para levar a igreja para uma nova era. Conforme a imagem da capa sugere, na frase que faz referência ao disco/música de Bob Dylan, “os tempos estão mudando”.

Rolling Stone

Homenagem mais que justa do Carnaval de Pernambuco: o multifacetado artista Antônio Nóbrega

Antônio Nóbrega: justa homenagem

A programação do Carnaval de Pernambuco foi anunciada na manhã desta quarta-feira, 29, no Museu da Cidade (Forte das Cinco Pontas) e tem Gilberto Gil e Zeca Baleira como destaque, mas outros artistas renomados farão parte da festa

O Carnaval de Pernambuco desse ano fará homenagem ao pernambucano Antônio Nóbrega e o Frevo. As principais atrações do Carnaval 2014 em Recife são: Mundo Livre S/A, Zeca Baleiro, Lenine, Gilberto Gil, Elba Ramalho, Nação Zumbi, André Rio, Alceu Valença e Sandra de Sá.

Outras atrações que animam os 5 dias do Carnaval são Gustavo Travassos, Marrom Brasileiro, Eddie, Erasmo Vasconcelos, China, Nena Queiroga, Jorge Aragão, Martinho da Vila e Fafá de Belém.

A Abertura do Carnaval de Recife começa com concentração na Rua da Moeda a partir das 16h. De lá seguem às 18h batuqueiros e cortes das 12 nações de Maracatu, sob o comando de Naná Vasconcelos, em direção ao Marco Zero. Por volta das 18h30min com a chegada do cortejo ao Palco do Marco Zero, começa a cerimônia oficial de Abertura do Carnaval com um show de fogos de artifício e rufar de tambores.

Às 19h acontece a primeira participação dos convidados no Palco. Junto com Naná, os batuqueiros e Voz Nagô irão se apresentar Marcelo D2 e Zé Brow. A partir das 20h haverá apresentações de diversos artistas: Maestro Forró, Spok, Claudionor Germano, Expedito Baracho, Nonô Germano, André Rio, China, Fabio Trummer, Nena Queiroga, Elba Ramalho, Lenine, Coral Edgard Moraes, Getúlio Cavalcanti, Antúlio Madureira, Dalva Torres, Gustavo Travassos, Marron Brasileiro, Almir Rouche, Ed Carlos, Silvério Pessoa, Geraldo Azevedo e o homenageado do ano: Antônio Nóbrega. Haverá um momento, por volta das 21h45min, que todos os artistas vão se apresentar em conjunto.

Outras atrações

Antes do fim da festa no Marco Zero, ainda se apresentam: Quinteto Violado (22h30), além de Silvério Pessoa e a Banda Sir Rossi que fazem homenagem ao cantor pernambucano Reginaldo Rossi, falecido no final de 2013

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Com enredo que vai além da difícil relação entre dois homens em uma região e em uma era homofóbica, companhia se apresenta no Teatro Real de Madri





Ópera de Madri revive amor dos dois cowboys de Brokeback Mountain, buscando inspiração no filme e contando com barítonos e tenores para interpretar os cowboys

Madri - Sob a sombra ameaçadora do filme "O Segredo de Brokeback Mountain", dois cowboys com vozes de tenor e barítono revivem nesta terça-feira (28/1) no palco do Teatro Real de Madri a sua trágica história de amor, adaptada para uma ópera depois do sucesso nos cinemas.

Os sons da tuba e dos contrabaixos aumentam, ameaçadores, enquanto nas paredes que cercam o palco são exibidas imagens das montanhas de Wyoming.

Adaptada para o cinema em 2005 pelo diretor taiwanês Ang Lee, em um filme que venceu três Oscar, a história de Ennis e Jack ganha vida nesta terça-feira pela primeira vez em uma ópera, graças ao compositor americano Charles Wuorinen.

No palco, o barítono canadense Daniel Okulitch, que interpreta Ennis del Mar, e o tenor americano Tom Randle, que interpreta Jack Twist, se conhecem criando suas ovelhas nas montanhas de Wyoming durante o verão de 1963, que é seguido por duas décadas de sofrimento, pontuada por encontros fugazes, enquanto cada um constrói sua família.

Autor de mais de 260 composições, incluindo uma ópera adaptada de um livro de Salman Rushdie, Charles Wuorinen, de 75 anos, trabalhou em estreita colaboração com a escritora Annie Proulx. Inspirada pelo tempo que passou em Wyoming, a autora de 78 anos publicou em 1997, na revista The New Yorker, o romance "Brokeback Mountain", que viria a inspirar o filme e esta ópera.

Um dia antes da estreia, os dois atores declararam que o enredo vai além da difícil relação entre dois homens em uma região e em uma era homofóbica."Ennis é conservador, combate a mudança em um nível extremamente pessoal. Já Jack é o agente da mudança, a perseverança e a força que provoca as tensões", explicou Proulx.

"Esse combate mais amplo domina toda a ópera", acrescentou. "Lutamos para descobrir quem nós somos realmente. Uma das coisas boas dessa história é que este espelho nos coloca de frente para o público", considera Tom Randle. Quanto à ópera, os diálogos em inglês são breves, cantados em uma linguagem simples.

A ópera conta com uma "profunda dramaturgia musical", comentou o diretor da orquestra, Titus Engel. Alertado sobre o conservadorismo de alguns sócios do Teatro Real, Charles Wuorinen não pareceu preocupado a esse respeito: "O que os espectadores podem pensar ou dizer... não é problema meu, é seu".
France Press

Líder sul-africano é alvo de homenagens no agreste pernambucano



Comunidade Quilombo do Timbó, próxima a Garanhuns PE, presta homenagem a Nelson Mandela durante a realização da Festa de Nossa Senhora de Nazaré

A programação oferece missas, oficinas, palestras, apresentações culturais, coco de roda, dança afro e shows musicais.A comunidade quilombola Timbó, a 35 quilômetros de Garanhuns, no Agreste, realiza até o domingo (2) a Festa de Nossa Senhora de Nazaré, iniciada na última sexta-feira. E edição atual homenageia o líder sul-africano Nelson Mandela, que morreu no ano passado.

A festa data de mais de 200 anos, segundo pesquisadores. “Muitas pessoas das outras comunidades e até de municípios próximos nos visitam durante a festa. Tivemos, primeiramente, uma programação mais religiosa e a partir de quinta-feira é que passaremos a ter um palco montado para as apresentações culturais”, comenta uma das organizadoras, Maelsan Araújo.

Algumas atrações são de outros quilombos de Garanhuns, como Estrela, Estivas, Castainho e Tigre.“Sem dúvidas é uma oportunidade para os turistas e moradores de respirarem cultura. Todo o Timbó se mobiliza para realizar essa bonita festa. É a valorização das raízes de um povo”, comenta a secretária de Cultura, Cirlene Leite.

Programação:

29/1
15h - Oficina de judô
20h – Terço

30/1
15h - Oficina de Coco de Roda
18h - Afro Estrela
19h - Tigre Nação Quilombola Dança Afro
20h - Mestre Juarez do Coco
21h - Djair e Banda

31/1
20h - Terço
21h - Afro Estrela
22h - Show: Zezinho de Garanhuns

1º/2
15h - Oficina Lúdica Cultura da Infância
20h - Terço
21h - Mestre Juarez do Timbó
22h - Evaristo Vergas

2/2
15h - Missa
16h - Entrega da bandeira na Casa do Padrinho

Referência: jconline

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Navios de cruzeiro fazem de Salvador e suas múltiplas atrações uma parada obrigatória



A Bahia de “todos os santos, encantos e axés” está na rota dos cruzeiros que estão na temporada brasileira e, no porto da sua capital, Salvador, que carrega uma parte da história do Brasil, os navios atracam e os seus passageiros se deslumbram com a aparente confusão harmônica da principal cidade do maior estado nordestino

A maior parte dos navios que fazem as rotas de Carnaval oferece a possibilidade de curtir a festa em Salvador e a depender da disponibilidade do turista, fechar o pacote que inclui a o abadá para desfilar nos inúmeros blocos que colorem o badalado circuito Barra / Ondina ou tradicional Campo Grande.Os visitantes podem mergulhar no universo baiano. Em cada canto da cidade há marcas de uma cultura muito forte, que resistiu ao tempo. Uma das maiores atrações da capital dos soteropolitanos é, sem sombra de dúvida, o Carnaval, que mescla a presença dos trios elétricos (amados por um, odiados por outros), com a beleza e a diversidade cultural dos blocos afro.

Cruzeiros

Na temporada de cruzeiros que se iniciou em novembro e se estende até abril de 2014, 15 portos brasileiros receberão navios. Entre eles, os portos de Búzios, Cabo Frio, Ilha Grande, Ilhabela, Ilhéus, Itajaí, Maceió, Porto Belo, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São Francisco do Sul, Vitória e Ubatuba receberão navios das companhias que atuam regularmente no País.

As cidades do Nordeste brasileiro estão entre os mais famosos destinos turísticos do país, pela combinação de belas praias, altas temperaturas o ano todo e águas calmas e mornas. Durante a temporada de cruzeiros alguns navios farão viagens que englobam quatro cidades da região: Ilhéus e Salvador, Maceió e Recife.

A multiplicidade das atrações de Salvador

Para quem chega em um cruzeiro, uma vantagem é que é possível conhecer muitos pontos caminhando. No Pelourinho, as ruas, quase labirintos, lembram uma Salvador de séculos atrás. De cima do Elevador Lacerda se tem a melhor vista da cidade e, próximo, o Mercado Modelo reúne tudo o que é tradicional do baiano. O Rio Vermelho, reduto boêmio da cidade, é famoso ainda pelos inúmeros bares com som ao vivo e pelas festas que acontecem de segunda a domingo. 

O Porto e o Farol da Barra, além de encantarem pelo pôr do sol, são dois cartões postais de Salvador. As praias, com a água azul e quente, são um atrativo à parte. A primeira capital do Brasil está ganhando força em rotas de cruzeiros, sempre fazendo, literalmente, a festa de quem quer férias muito mais agitadas.

Conservatório na região dos Alpes Franceses seleciona jovens instrumentistas




Em projeto inédito na cena cultural, o intercâmbio Brasil-França já formou e revelou alguns dos pródigos instrumentistas que atuam em orquestras, rodas de choro ou grupos das diversas vertentes da música popular


A bolsa ofertada desde 2006 leva anualmente quatro jovens estudantes de música para um ano intenso de vivência e estudo no Conservatório de Briançon, cidade localizada na região dos Alpes Franceses. Já foram 23 formados e diplomados em nível médio com o “Certificat de fin d’études musicales” (Certificado de Conclusão dos Estudos Musicais).

A bolsa para os músicos inclui passagens de ida e volta para a França, a anuidade dos estudos, além de almoços diários, aula de francês, estadia e uma ajuda de custo mensal. Os estudantes ficam alocados em casas de famílias francesas ou em apartamentos. Em contrapartida, na volta, ficam incumbidos de multiplicar os conhecimentos adquiridos, apresentando concertos e workshops.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no dia da audição. O candidato deve se apresentar no local do exame a partir das 8 horas para o preenchimento da ficha e realização das provas. É necessário que o candidato tenha concluído o ensino médio. No ato da inscrição, ele deve apresentar ainda o curriculum vitae, uma carta de motivação, explicando o porque do interesse na bolsa, fotocópia da identidade (RG) e uma foto 3x4.

Os candidatos podem concorrer em duas categorias, uma delas voltadas para a formação de jovens músicos, com até 21 anos de idade, e outra, para formação de jovens de até 28 anos, que já ensinem em projeto musical apoiado por prefeituras, associações, ONGs. Para a segunda categoria é necessária ainda uma carta de recomendação da direção da escola ou do projeto.

Seis professores do Conservatório de Briançon participam da seleção, acompanhando os alunos em seus instrumentos: Christine Orcel (clarinete), Alain Daboncourt (flauta), Olivier Brisville (trompa), François Acoulon (trompete), Pascal Hotelier (violino) e o cearense Fernando Lage (violoncelo), radicado na França e idealizador do projeto.

Eles realizam o exame de pré-seleção dos candidatos, que inclui uma prova de execução instrumental – com a interpretação de duas peças ou estudos de vertentes diferentes – e uma entrevista com a banca examinadora. O material de vídeo dos exames dos pré-selecionados serão ainda submetidos à análise final do diretor e demais professores do conservatório. O resultado final pode ser divulgado a partir do dia 15 de abril.

Fonte: diariodonordeste

domingo, 26 de janeiro de 2014

A devoção ao Padre Cicero Romão Batista e o seu envolvimento com o coronelismo



Inserir o controverso Padre Cícero nos limites de um rótulo seria um milagre ainda mais improvável do que a concretização da profecia de que o sertão vai virar mar. Santo e demônio, sertanejo e coronel, religioso proscrito e político influente. Cícero Romão Batista foi um personagem multifacetado, produto de uma época turbulenta, em que uma ainda jovem República tentava se consolidar

A fé em Deus e a obediência ao Padre Cícero se confundiam em um sertão desamparado, até então submetido às leis dos coronéis e às regras da Igreja Católica. Homem da fé e mais tarde da política, o religioso foi santificado em vida pelas populações mais humildes com a mesma intensidade com que foi demonizado pelas lideranças constituídas da Igreja.

"Padre Cícero foi astuto e sagaz o suficiente para sentar à mesa das elites agrárias e se tornar parte dela", explica o jornalista e escritor Lira Neto autor de Padre Cícero, Poder, Fé e Guerra no Sertão (Cia. Das Letras), obra que relata a vida e as diversas facetas de um dos mais controvertidos religiosos da história do país.

Para os cardeais com quem conviveu e permaneceu em atrito até o leito de morte, foi um falso milagreiro, messiânico e incentivador do fanatismo. Mas a Igreja que imolou Cícero em vida foi a mesma que não hesitou em reivindicar parte de seu espólio. Dono de uma considerável fortuna construída à base de doações condenadas por autoridades eclesiásticas, Padim Ciço foi pressionado perto do dia do juízo final a refazer seu testamento e nomear a Igreja Católica como grande beneficiária.

Por justiça, a herança doada pelo Padre Cícero deveria ser confiscada e revertida para construção de hospitais, escolas, moradias populares aos moradores do Cariri e Juazeiro. Foi um grande pecado, a doação dos bens adquiridos que o padre Cícero fez a Congregação dos Salesianos que aceitou, sem restituir aos pobres o fruto de tanto sangue e desgraças. E como prova do materialismo, da ganância, os padres Salesianos ainda expulsaram do Caldeirão os sobreviventes das rajadas de metralhadoras vindo do céu, no grande holocausto no Caldeirão nos moldes do holocausto de Canudos.

Pragmática, a Igreja soube separar a condenação canônica da questão material. O padre desceu à sepultura sem o desejado perdão que restituísse suas ordens sacerdotais, ao mesmo tempo em que enriqueceu o patrimônio de uma Igreja que tanto censurou suas práticas. Quase 76 anos após a morte e eternizado pela devoção popular, Padre Cícero continua um tabu para a Igreja Católica que agora discute sua reabilitação.

Ainda proscrito, se mantém como um obstáculo ao avanço de outras religiões no sertão do nordeste, universo em que propagou milagres, patrocinou acordos de paz e de guerra, em que sobreviveu ao combate a Antonio Conselheiro, em que adotou o bando de Lampião para um combate jamais ocorrido à Coluna Prestes e onde morreu como mito.

O Padre Cícero teve a grande oportunidade de reverter a História do Brasil para melhor. Devido a sua conduta de não comprometimento com o povo do Nordeste, a exclusão popular continuou. Os governantes oligarcas quando não praticavam o holocausto nordestino, expulsavam excluíam o nordestino para outras regiões, conduzindo-os para fora em pau-de-arara sem qualquer ajuda financeira; - milhares de nordestinos proibidos que foram, de viverem em seu próprio habitar.


Ele poderia fazê-lo, mas não o fez. Conciliando a conduta totalmente indiferente do Padre Cícero Romão Batista como representante da doutrina católica, sem que o povo nordestino tão ingênuo e sofrido o percebesse, levou-os ao fanatismo religioso, semeando a discórdia, pobreza, miséria. Envolveu-se politicamente com indivíduos materialistas suspeitos à Nação. Para conseguirem o poder, contratavam os excluídos cangaceiros para matar, degolar, roubar; - após suas conquistas, largava-os no abandono como transcrito no pacto dos coronéis. O padre Cícero na sua função de padre, na postura de doutrinador religioso, armazenou grande fortuna oriunda de arrecadação e doação do cangaço, doações estas ilícitas, proveniente muitas vezes de roubo, assassinatos, que o padre sem contestar aceitou.

sábado, 25 de janeiro de 2014

As inúmeras atrações de Salvador (BA) para quem está a fim de um programa cultural


A capital da Bahia tem atrações para todos os gostos nos próximos dias. Da música, ao teatro, passando pelas artes plásticas, os programas incluem artes visuais, visitas a galerias e museus e exposições que estão em cartaz em Salvador

Se você mora ou está a passeio, confira algumas da atrações soteropolitanas e divirta-se!

Uma Ponte Sobre o Atlântico O curioso olhar do lendário fotógrafo franco-baiano Pierre Verger (1902-1996) sobre as culturas afro-americanas do Suriname, das Antilhas e do Brasil nas décadas de 40 e 50.

Dalí: A Divina Comédia Salvador recebe a exposição 'Dalí: A Divina Comédia', na Caixa Cultural. Com a curadoria dos cubanos Ania Rodriguez e Rodolfo de Athayde. O acervo conta com 100 gravuras de Salvador Dalí que ilustram os cantos dos poemas épicos de Dante. A mostra tem entrada franca e permanece em cartaz até o dia 23 de fevereiro.

Na Preguiça Entre a Cidade Alta e Baixa de Salvador e eternizada na canção de Gilberto Gil, a Ladeira da Preguiça ganha contornos expressivos sob a ótica de Antonello Veneri. Segundo o fotógrafo, a exposição nasceu da necessidade de tornar visível a energia que raramente se tem outras partes da cidade.

Gil 70 Idealizada e organizada pelo poeta e designer gráfico André Vallias, com colaboração do pesquisador e ensaísta Frederico Coelho, a exposição GIL 70 foi criada para homenagear os 70 anos do cantor e compositor Gilberto Gil, comemorado em 2012.

Pelos Caminhos de Salvador A exposição retrata parte da urbanização, crescimento e modernização da capital baiana. A mostra constitui um grande apanhado de imagens e fotografias que retratam as diversas transformações ocorridas no tecido urbano da cidade, iniciadas em fins do século XIX. Através de uma leitura histórica, é possível conferir, também, as mudanças nos hábitos e costumes ligados à vida cotidiana.

Balangandas, uma poética da esperança
Estabelecendo uma relação entre a tradição e o olhar contemporâneo da artista baiana Nadia Taquary, a mostra exibe esculturas e instalações que revelam a investigação artística de uma poética relativa à história do negro no Brasil. Através de joias de crioulas e os adornos corporais africanos, a exposição que tem curadoria de Ayrson Heráclito, desperta o pensamento na beleza e exuberância ultra-barroca das esculturas e instalações da artista.

Mario Cravo Jr. Esculturas A mostra que é comemorativa aos 90 anos do artista, conhecido como o maior expoente do movimento de arte moderna da Bahia nos anos 40 e 50, reúne 62 esculturas e tem a curadoria de Murilo Ribeiro.

Smetak - O Alquimista do Som As 'Plásticas Sonoras' – criadas por Walter Smetak (1913-1984) e consideradas obras de arte por críticos e pesquisadores podem ser conferidas na mostra de longa duração Smetak – O Alquimista do Som. As peças do acervo da família do músico suíço foram restauradas e expostas apenas no Museu de Arte Moderna da Bahia e no de São Paulo, em 2007 e 2008.

E o Silêncio Nagô Calou em Mim
Depois de ficar em cartaz em Brasília, a exposição 'E o Silêncio Nagô Calou em Mim' chega a Salvador trazendo à discussão questões referentes à influência da África na construção da identidade do brasileiro, com destaque para as religiões de matriz africana e o papel dos terreiros de candomblé. Composta por fotografias da premiada fotógrafa e pesquisadora Denise Camargo, a mostra ocupa o Centro Cultural Correios e tem curadoria do escritor, roteirista e ex-curador de fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Diógenes Moura.

Mulher posa nua em museu para ensaio sobre obsessões humanas

Foto: Reprodução / Tumblr / Vicky Althaus
Para mostrar a obsessão humana pelo exibicionismo, fotógrafa Vicky Althaus posa nua em museu, em meio a animais empalhados

A fotógrafa suíça Vicky Althaus realizou um ensaio em que uma modelo aparece nua em um museu de história natural. Entre animais empalhados, ela foi clicada com uma iluminação monótona e não exibe emoções. Segundo o site Nerve, o intuito da série é discutir a obsessão humana na “preservação própria e auto exibição”.

O site Beautiful Decay, por sua vez, interpretou que o ensaio reflete sobre “nossas ideias de conservação, a nossa relação com animais, assim como a nossa com nossos próprios corpos”. Navegue pela galeria e tire suas próprias conclusões.

Fonte: Terra

Estreia do filme biográfico sobre Nelson Mandela é cancelada no Brasil



A biografia relembra o percurso de Nelson Mandela, desde a sua infância, em um meio rural, até a eleição democrática ao cargo de presidente da República da África do Sul

A cinebiografia de Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul e líder da luta contra o apartheid, teve sua estreia cancelada nos cinemas nacionais. O filme concorre ao Oscar de melhor canção original.

A Sony Pictures, distribuidora de “Mandela” no Brasil, não comentou a decisão e informou que o lançamento será direto em DVD e blu-ray, sem data definida. No longa, Idris Elba (Círculo de Fogo) vive Nelson Mandela e Naomie Harris (007: Operação Skyfall) sua esposa, Winnie Mandela.

Com lançamento previsto para 21 de fevereiro, a data de estreia de 'Mandela' já havia sido adiada uma vez. Antes de ser divulgado o dia 21, o filme entraria em circulação nacional na sexta-feira anterior, 17 de fevereiro.

A saga de Serra Pelada pelas lentes da dramaturgia



A Serra Pelada, a maior cava humana de garimpo que funcionou na década de 1980 no sul do Pará, ainda está viva na luta incansável entre latifundiários e pequenos produtores e se vê nos últimos meses sob a luz dos holofotes da dramaturgia

Sebastião Rodrigues de Moura, ou Sebastião CurióFoi em 1980 que se encontraram as primeiras pepitas de ouro no lugar conhecido como Açaizal, distante aproximadamente cem quilômetros da sede do município de Marabá. Já um mês depois o aglomerado de pessoas nos arredores passava de cinco mil. A notícia corria longe e atraía levas e mais levas de maranhenses, piauienses, cearenses, baianos, paraibanos e outros. Instalado o garimpo, logo chega à região a primeira comitiva do governo federal.

Sebastião Rodrigues de Moura, ou Sebastião Curió

Curió, conhecido como uma sinistra figura do aparato repressivo brasileiro, toma em suas mãos o controle da área, controle que iria se perpetuar por muito tempo, trazendo à baila sua ativa participação no combate ao movimento conhecido como Guerrilha do Araguaia. Muitos dizem que ele sabia onde se encontram diversas ossadas dos participantes da guerrilha, tidos como desaparecidos, mas sempre se negou sequer a tocar no assunto.

A luta encarniçada que acontece na região pela destruição do latifúndio é outro capitulo da história atual dos garimpeiros que, na verdade, nada mais são que camponeses pobres saídos de sua terra, pessoas que sonharam e ainda seguem sonhando com libertação. A tentativa de dissipar o "fantasma da Guerrilha" do sul paraense definitivamente não vingou. E o povo o tem demonstrado no decorrer desses anos, com suas lutas radicalizadas, seu espírito, sua disposição, seu sangue.

Documentário

Nos últimos meses, várias produções abordam a temática da saga de Serra Pela, aí incluídos filme, documentário e minissérie para TV. Em uma dessas atrações, o documentarista Victor Lopes segue o modelo das grandes reportagens para exibir um painel bastante completo com as origens e as consequências da corrida do ouro, como ficou conhecida o garimpo de Serra Pelada. Com cerca de 100 mil trabalhadores, protagonistas de sonhos realizados e de tragédias pessoais e figurantes de negócios nebulosos que interligaram interesses do governo militar e de latifundiários que se apoderaram de terras na região.

Filme e minissérie

Com elenco formado por atores populares na TV, como Wagner Moura e Juliano Cazarré e a revelação Julio Andrade (o Gonzaguinha de Gonzaga – de pai para filho), o diretor Heitor Dhalia reprisou a ideia de usar um evento verdadeiro como pano de fundo para uma ficção. A estratégia costuma dar bons frutos e Serra Pelada não foge a regra, revelando o que o poder, seja ele qual for, costuma fazer com os homens.

Seguindo os passos do filme que conta a história do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, o filme foi adaptado para a TV e condensado em uma minissérie composto de quatro capítulos e exibida na Tv Globo de 21 a 24 de janeiro.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

High Hopes é 18º álbum de Bruce Springsteen



Após vazamento, Bruce Springsteen libera High Hopes, seu 18º disco para audição, que chegará às lojas no dia 14 de janeiro 

Depois do vazamento do novo disco de Bruce Springsteen no site de vendas online Amazon, no fim de 2013, o trabalho foi lançado oficialmente uma semana antes do previsto, através do Sound Cloud do músico – você pode ouvir High Hopes na íntegra no player abaixo.

O álbum foi disponibilizado, primeiramente, no sábado, 28.12, no site de vendas. Embora a página tenha sido removida, já que aparentemente tratou-se de um erro, as canções agora podem ser encontradas em sites de compartilhamento. Nenhum representante de Springsteen ou da Amazon comentaram publicamente o ocorrido.

No domingo, 05.01, contudo, o site da emissora norte-americana CBS lançou o trabalho com exclusividade, como parte de uma ação promocional para promover a série The Good Wife, cuja nova temporada voltou ao ar dia 12. No próprio dia 5, foram exibidos trechos da série com as canções de Springsteen como trilha sonora.

High Hopes, o 18º disco do músico, chegou às lojas no dia 14 de janeiro. Em um trabalho raro do compositor, o álbum é todo feito com covers, trechos inéditos de estúdio e novas versões de músicas anteriormente apresentadas em discos ou turnês. “A melhor forma de descrever este disco é que é um pouco de anomalia”, afirmou recentemente Springsteen à Rolling Stone EUA. “Mas não tanto. Eu não funciono linearmente como a maioria das pessoas.”

Springsteen e a E Street Band, com participação de Tom Morello, gravaram o disco durante o último ano entre os shows de uma grande turnê mundial. Ainda neste mês, The Boss e banda entram na estrada mais uma vez, e iniciam uma turnê de cinco semanas por África do Sul, Austrália e Nova Zelândia.

Cinema chileno desponta com longas sobre sexo sob o prisma das mulheres

Premiado por "Gloria": Sebastián Lelio 

Com “Glória” e "Jovem aloucada" o cinema chileno aborda o sexo sob a ótica feminina com tramas que vão desde a busca o prazer depois dos 50 o sexo na era da internet

Os dois últimos anos consagr aram o cinema chileno em importantes festivais internacionais, como os de Cannes, Berlim e Sundance, e isso não foi à toa. Por trás dos filmes mais premiados “hechos en Chile”, está a produtora santiaguina Fábula -- de Pablo Larraín, diretor de No, entre outros sucessos nacionais e internacionais --, e dois deles estreiam no Brasil na mesma data: 31 de janeiro.

"Gloria"

O longa de Sebastián Lelio (La sagrada família, Navidad), é a história de uma cinquentona que, em vez de ficar sozinha em casa depois da debandada dos filhos já mais velhos, decide entrar em um circuito de festas e baladas de solteiros em busca de companhia e sexo. O papel protagônico é de Paulina García, reconhecida atriz chilena de televisão e teatro (que, por sinal, também dirige peças) que levou o prêmio de melhor atuação feminina no último Festival Internacional de Cinema de Berlim. O filme era um dos favoritos da competição pelo Urso de Ouro, e, mesmo sem a estatueta, terminou sendo vendido para 45 países -- além de ter dado muito que falar no Chile.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Teatro Guararapes vai fechar as portas para reforma, com previsão de reabertura para 6 de março



Um dos mais importantes espaços culturais do Recife, o Teatro Guararapes fecha para reforma e reabre em março após intervenção que custará R$ 4,2 milhões e prevê inclusive a troca do mobiliário

A partir desta sexta-feira, o Teatro Guararapes vai fechar as portas para reforma, com previsão de reabertura para o dia 6 de março, logo após o carnaval. Entre os serviços que serão feitos no espaço estão a troca das cortinas, da iluminação, do piso de madeira do palco, das cadeiras (que são da época de fundação do teatro, ou seja, 1979) e dos carpetes.

"Faz 13 anos que as cortinas foram trocadas pela última vez. Já as cadeiras são da época da fundação do teatro, em 1979", afirma o presidente da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), André Corrêa. No entanto, outros equipamentos, como o ar-condicionado, não devem ser substituídos.

Após esse período, a capacidade do teatro ainda vai aumentar de 2.390 para 2.407 lugares. Serão apenas mais 17 lugares, que serão fruto da adoção de normas técnicas de acessibilidade durante a reforma, com mais espaços destinados a cadeirantes e poltronas para obesos. 

Sobre a reabertura, os responsáveis pela reforma asseguram que não haverá nenhuma solenidade e que a programação após a entrega das obras ainda não está definida e dependerá dos espetáculos previstos para a capital pernambucana.

Joan Baez confirma três shows no Brasil em março: São Paulo, Rio e Porto Alegre



A cantora norte-americana Joan Baez, maior nome feminino da folk music em todos os tempos, responsável por apresentar ao grande público, em 1962, o então desconhecido Bob Dylan, se apresenta no Brasil pela primeira vez

Joan é conhecida por usar sua bela voz e seu afiado violão para o ativismo social e por ajudar a impulsionar a carreira de Bob Dylan, seu ex-namorado.A cantora se apresentará em três cidades brasileiras esse ano. A turnê “Gracias A La Vida” passará por Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo em março.

Com mais de 50 anos de carreira, essa será a primeira vez que Joan fará shows para o público brasileiro. No início dos anos 80, Joan faria seu primeiro show no Brasil, em São Paulo, mas foi proibida de cantar no palco pelo Governo Militar.

Confira as informações sobre os shows de Joan no Brasil:

Porto Alegre

· 19 de março de 2014

Oi Araújo Vianna
Informações sobre ingressos ainda não disponíveis.

Rio de Janeiro

· 21 de março de 2014
Teatro Bradesco Rio
Informações sobre ingressos ainda não disponíveis.

São Paulo

· 23 de março de 2014
Teatro Bradesco

Fernanda Montenegro volta a ser destaque em série em 14 capítulos que estreia no próximo dia 30




Um ano e um Emmy depois, Dona Picucha está de volta. A intrépida personagem apresentada no telefilme Doce de Mãe, que deu o prêmio máximo da TV mundial a Fernanda Montenegro, é o centro de uma série em 14 capítulos que estreia no dia 30

As gravações, no Rio e em Porto Alegre, têm sido extenuantes – dez horas por dia, praticamente todo dia. Aos 84 anos, Fernanda não esmorece. “Se eu disser que fico exausta, estou mentindo, e se disser que não fico, também. Tenho uma disponibilidade e uma preparação mental e física praticamente há 70 anos, e muitas vezes juntando teatro, TV e cinema. É uma estrutura de atleta mesmo, não tenho pudor de dizer”, diz a atriz, citando colegas também na casa dos 80 com o mesmo vigor: Nathalia Timberg, Laura Cardoso, Lima Duarte, Ary Fontoura...

O diretor, Jorge Furtado, conta que Fernanda não descansa sequer nos dias de folga. “A gente ficou gravando sem parar e quando teve um único dia livre, toca meu telefone e era ela perguntando: ‘Vem cá, na cena 18...’. A Fernanda estuda o roteiro na folga! É mesmo um ponto fora da curva”.

Autor do texto, Furtado juntou histórias de sua própria família (mães, tias) e de conhecidos e criou em cima delas para chegar às situações do cotidiano de Picucha e sua prole. A questão central do telefilme, quem vai ficar com a matriarca depois que a empregada, sua única companhia, a deixa, para se casar, continua no ar. As novas peripécias incluem uma passagem breve por uma casa geriátrica, a apresentação de um programa de TV e a descoberta de segredos do falecido marido.

“É um personagem meio mágico, uma fada. Num país que cultua a juventude, a gente não vê muita protagonista da terceira idade. Mas esse é um assunto que está presente na vida de todo brasileiro: o que fazer com os nossos velhos?”, acredita Furtado.

Fernanda não gosta da palavra “velho”. Tampouco da expressão “melhor idade”. “Não é a melhor, é uma idade que tem as suas características. Mas não é uma anátema, um caminho para uma finitude. Quando se tem herdeiros, você se vê pelo menos 100, 200 anos adiante. Mas também pesa a perda das pessoas que vêm com você pela vida. Cada amigo que vai embora é uma memória que vai junto. Olho em volta e vejo que as pessoas mais próximas de mim, na vida profissional e nas amizades, já não estão mais.”

O texto será uma costura de entrevistas e depoimentos dados pelo dramaturgo, que escreveu especialmente para Fernanda peças como O Beijo no Asfalto (1961) e Toda Nudez Será Castigada (1965). É um Nelson confessional que nunca se viu no teatro. “Não me envolvo muito com imitação de botar barriga, bigode, sobrancelha, imitar voz. O que geralmente se vê é o histrionismo perturbando o que se quer falar a respeito daquela pessoa”.

No cinema, vai estrear o filme de Domingos Oliveira Do Fundo do Lago Escuro, originado da peça dela da qual ela participou nos anos 80, com o marido, Fernando Torres (1927-2008). Fernanda será outra matriarca, Dona Mocinha, que Domingos criou inspirado em sua avó.

“Quando a gente consegue sobreviver à idade que eu tenho, tenho que fazer as senhorinhas de 80 para 90. Domingos é extraordinário. Era uma peça de ajuste de contas, com angústia e amargura, e o roteiro do filme, passados tantos anos, foi para o lírico, para o perdão, a reconciliação”, revela a atriz.

“Symphonica” é o nome do álbum de George Michael, que chega em março às lojas da Europa e EUA



O cantor britânico George Michael anunciou o lançamento de seu novo álbum de estúdio, “Symphonica”, para o dia 27 de março. O trabalho será o sexto do britânico em carreira solo

Symphonica, o novo álbum do britânico George Michael, já tem data de lançamento definida. O novo trabalho do cantor será lançado no dia 27 de março, quando a primeira canção, Let Her Down Easy, já estará no iTunes. Este é o sexto disco de estúdio do artista, que incluiu seus hits mais famosos e músicas de outros artistas, a exemplo de My Baby Just Cares for Me, de Nina Simone.

"Symphonica” foi gravado durante a turnê de Michael de mesmo nome, realizada entre 2011 e 2012. O álbum foi produzidor pelo cantor e pelo famoso produtor Phil Ramone, que faleceu no ano passado. O disco terá 14 faixas, incluindo inéditas e covers de artistas como Roberta Flack, Terence D’Arby e Elton John.

Confira a tracklist do novo disco de George Michael:

1. Through
2. My Baby Just Cares For Me
3. A Different Corner
4. Praying For Time
5. Let Her Down Easy
6. The First Time Ever I Saw Your Face
7. Feeling Good
8. John And Elvis Are Daed
9. One More Try
10. Cowboys And Angels
11. Idol
12. Brother Can You Spare A Dime
13. Wild Is The Wind
14. You’ve Changed

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Livro 'Arquitetura Moderna Carioca', de Cristiano Mascaro e Lauro Cavalcanti seleciona trabalhos de Lucio Costa, Niemeyer e Burle Marx



O fotógrafo Cristiano Mascaro e o arquiteto Lauro Cavalcanti catalogou a época de ouro da arquitetura carioca em 18 obras e afirmam que o estado de conservação da maioria delas é bastante preocupante

Um dos frutos do trabalho pode ser conferido no livro Arquitetura Moderna Carioca – 1937-1969, em cuja edição, o fotógrafo Cristiano Mascaro sobrevoou pela primeira vez a orla de Copacabana e registrou a obra-prima concebida entre 1969/70 pelo paisagista e pintor Roberto Burle Marx, autor, ao lado de Affonso Reidy, de outra maravilha do Rio, o Parque do Flamengo, de 1961.Há pouco mais de um ano, o fotógrafo Cristiano Mascaro e o arquiteto Lauro Cavalcanti, diretor do Paço Imperial, uniram esforços para tocar um projeto do designer Victor Burton que tinha o fito de registrar em livro as 18 construções modernistas mais importantes da cidade do Rio de Janeiro, todas tombadas. 
Apaixonados pelo assunto, queriam chamar a atenção dos cariocas para as belezas arquitetônicas que os cercam e também para seu estado de conservação. No processo, comemoraram a sobrevida de alguns desses lugares, mas também se apavoraram com o abandono que vem condenando vários outros.
Com textos de Lauro Cavalcanti e fotografias de Cristiano Mascaro (ambos arquitetos por formação), o livro Arquitetura Moderna Carioca – 1937-1969, nas livrarias desde dezembro, mostra a importância da ex-capital federal como “epicentro” da criação arquitetônica brasileira na época destacada no livro. O compêndio elege como marcos iniciais os projetos da Associação Brasileira de Imprensa (1936-1938), dos irmãos Marcelo e Milton Roberto, e o Ministério da Educação e Saúde (1936-1943), o Palácio Capanema erguido a partir da concepção da equipe formada por Lucio Costa, Affonso Reidy, Oscar Niemeyer, Carlos Leão, Jorge Moreira e Ernani Vasconcelos e liderada por Le Corbusier.

Segundo o designer Victor Burton, que concebeu a publicação editada pelo Instituto Cultural Sergio Fadel, Arquitetura Moderna Carioca é uma obra de divulgação para um público amplo, interessado no tema. O livro detalha e conta a história de cada um dos 18 projetos arquitetônicos eleitos – apenas um deles, o prédio da Faculdade de Arquitetura e Reitoria da UFRJ, de Jorge Moreira, não é tombado por nenhum órgão do patrimônio cultural –, por meio dos cuidadosos textos de Cavalcanti e de belas fotografias coloridas de Mascaro. “O desejo era também chamar a atenção do poder público para essas obras”, afirma Burton.

Nem tudo está perdido

O minucioso estudo apontou também que, apesar do estado de abandono de muitas construções, os croquis, plantas baixas e fotografias de edificações constantes do livro mostram obras muito bem conservadas. Na lista estão o edifício-sede do Banco Boavista, que foi projetado, no Centro, por Oscar Niemeyer em 1946 e tem uma fachada de brise-soleil que varia de cor conforme a altura e o grau de insolação; o edifício residencial Júlio Barros Barreto, construído em 1952, em Botafogo, pelos irmãos Marcelo e Milton Roberto para servir de moradia aos funcionários do extinto Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado; e a casa Walther Moreira Salles (atual Instituto Moreira Salles), na Gávea, que, idealizada por Olavo Reidig de Campos em 1948. Se foi possível manter algumas construções em ótimo estado, o que se espera é que as demais construções ganhem o mesmo destino, para que as próximas gerações possam conhecer o traço de mestres da arquitetura nacional.

Reabertura do Cine Belas Artes é comemorada com festa na Av. Paulista



Está na hora de comemorar os quase três anos de luta pela volta do Cine Belas Artes, um dos mais tradicionais cinemas da capital paulista. 


O prefeito Fernando Haddad confirmou a reinauguração do Belas Artes, que teve inauguração no ano de 1943 e é um dos poucos cinemas de rua, coisa rara em tempos atuais. Com o seu retorno, a expectativa é que ele volte a ser como antes, exibindo filmes independentes e documentários.

Para celebrar em grande estilo, os cinéfilos de plantão vão se encontrar na Praça do Ciclista nesta sexta, 24 de janeiro, véspera do aniversário de São Paulo, às 19h. O evento está sendo organizado pelo Movimento Belas Artes e espera contar com um público superior a cinco mil pessoas. O mundo da carte e da cultura agradece.

domingo, 19 de janeiro de 2014

"O Lobo de Wall Street", de Martin Scorsese concorre a cinco estatuetas no Oscar 2014


O filme é adaptação do livro de memórias de Jordan Belfort, que no Brasil ganhou o nome de "O Lobo de Wall Street" e conta a saga de Belfort um corretor de títulos da bolsa norte-americana que entrou em decadência nos anos 90 e o seu envolvimento com o mundo das drogas e crimes do colarinho branco

The Wolf of Wall Street é a adaptação ao cinema da autobiografia do corretor da Bolsa de Nova York Jordan Belfort e a quinta colaboração entre Martin Scorsese e Leonardo Dicaprio.

Terence Winter, roteirista de Família Sopranoe produtor de Boardwalk Empire, adaptou o texto. Belfort (Leonardo DiCaprio) cumpriu pena de 20 anos de prisão porque se recusou a colaborar, em 1990, com as investigações de um caso generalizado de fraude bancária que envolvia corrupção em Wall Street e até negócios com a Máfia.

Jonah Hill será Danny Porush, que é convencido por Belfort, seu futuro melhor amigo e sócio, a abandonar seu trabalho como vendedor de móveis e entrar no lucrativo, porém inconstante, mercado de ações. O filme vai contar a história de ascensão e queda da dupla, em meio a escândalos, fraudes e excessos. Kyle Chandler (o agente do FBI Coleman), Jean Dujardin (o banqueiro suíço Jean-Jacques Handali), Cristin Milioti (a primeira esposa de Belfort) e Margot Robbie (a segunda esposa), Rob Reiner (o pai de Belfort), Matthew McConaughey (mentor de Belfort), Jon Favreau (um advogado de seguradoras) estão no elenco, junto com Jon Bernthal, Cristin Milioti, P.J. Byrne e Ethan Suplee.

O livro foi publicado pela Bantam Books em 2006 e Scorsese e DiCaprio, que já trabalharam em Gangues de Nova York, O Aviador, Os Infiltrados e Ilha do Medo, já circulavam o projeto de adaptação desde 2007. Em 2010, a Warner Bros. colocou Ridley Scott para dirigir o filme, mas a agenda do diretor de Prometheus atrapalhou o projeto.

The Wolf of Wall Street estreia em 15 de novembro nos EUA, sem data definida para exibição no Brasil.

O autêntico “Samba de Ipirá” foi a atração principal do “Reis” da Fazenda Floresta, em Ipirá BA

João Batista e grupo, na Fazenda Floresta
A tradição do “Samba de Ipirá” remonta ao início do século passado e, desde então, vem sobrevivendo através de gerações, exatamente da forma como surgiu, sem introdução de outros elementos, exceção aberta apenas para uma pequena caixa amplificado que realça o som da viola
No último final de semana, a tradição foi mantida na Fazenda Floresta, em Ipirá, onde a nata do samba se reuniu para resgatar uma outra vertente dessa manifestação cultural: o “Reis roubado”. Esse “roubo” acontece quando o dono da fazenda anuncia o “Reis” para uma determinada data e um grupo se reúne para “roubá-lo” dias antes. Na nova data, todos chegam em absoluto silencio no local, sempre por volta da meia-noite e o “roubo” é anunciado através de fogos de artifício, com os sambadores cantando o “Reis” enquanto o dono da casa dorme é apanhado de surpresa. Aí é acordar, esperar o canto do “Reis”, abrir a porta e receber os convidados que, costumeiramente, sambam até a tarde do dia seguinte.

Grupo “A Praça é Nossa”

O “Reis” do último sábado contou com a presença dos maiores nomes do “Samba de Ipirá” como João Batista e grande parte dos componentes do grupo que faz cantorias de samba, no centro da cidade. O que hoje é uma forte manifestação cultural, começou como um simples encontro de um pequeno grupo de amigos que se reunia nos fins de tarde para bater papo na Praça Roberto Cintra em Ipirá (BA). A prática evoluiu e surgiu então à ideia de formar uma pequena roda de samba para manter viva a tradição de alguns sambadores do passado que tanto alegraram as festas de Cosme e Damião, entoando as letras que podem falar tanto de amor, quanto tragédias rurais e que arrebatam os participantes ao som palmas vigorosas e ritmadas.

O movimento também relembra ícones do samba como: Teófilo da Viola, Herculano da Viola, Geraldo de Pedro da Lagoa, Jonas do São Roque, Bento, Badinho, Passarinho, Chico Manchinha do Malhador, Roque do Garrote e tantos outros que serviram de inspiração para Raimundo Sodré, - o representante maior da música ipiraense, - levar a cultura do povo de Ipirá para o mercado internacional.

O movimento foi ganhando força e virou tradição o samba na Praça em Ipirá, graças ao incentivo de pessoas como João Batista e seu grupo, que vem fazendo um belo trabalho para revigorar a mais autêntica manifestação cultural da região.

Renovação

O que deixa os admiradores do “Samba de Ipirá” bastante satisfeitos é quantidade de pessoas jovens que abraçaram a causa. Na Fazenda Floresta, pudemos verificar que vários jovens já podem ser classificados como “sambadores”, uma vez que manejam com habilidade os instrumentos que compõem o espetáculo, como a cuia, o prato, o pandeiro e a viola. Outra novidade que nos chamou à atenção foi a introdução de dois outros instrumentos: um ganzá improvisado com três molas e o triângulo, aquele mesmo utilizado no forró “pé de serra”. A presença dos instrumentos não chega a descaracterizar a tradição de quase dois séculos, pois dão uma sonoridade extra ao espetáculo, sem interferir no âmago das chulas e batuques interpretados.

E viva a verdadeira cultura popular brasileira!

Euriques Carneiro

Toquinho fez um apanhado dos seus 50 anos de carreira em minitemporada no Recife


Um dos maiores violonistas da música popular brasileira, Toquinho voltou ao Recife para uma minitemporada de três shows, de quinta a sábado, dentro das comemorações dos seus 50 anos de carreira
Acompanhado de uma nova formação de músicos – Anna Setton nos vocais e violino e Proveta no clarinete e saxofone –, Toquinho reinterpreta canções como Aquarela, Tarde em Itapuã e Regra três. Toquinho iniciou seus estudos musicais ainda criança e se consagrou com a parceria com o poetinha com Vinicius de Moraes.

Um dos maiores ícones da música popular brasileira, o músico Toquinho voltou ao Recife no último final de semana para realizar três shows no Manhattan Café-Theatro. O paulista trouxe à capital pernambucana os grandes sucessos que marcam seus mais de quarenta anos de carreira.

Em cena, com seu inseparável violão, o cantor, compositor e violinista aportou no Manhattan com o que mais gosta de fazer na vida, numa paixão que começou cedo, na infância, e que trouxe como bagagem vários sucessos. Nascido em São Paulo, em 1946, com o nome de Antonio Pecci Filho, o músico ganhou na infância o nome com o qual seria conhecido pelo resto da vida quando sua mãe o chamava de "meu toquinho de gente".

Reconhecido dentro e fora dos palcos por sua trajetória de sucesso, em novembro de 2010 foi lançado pela Leya Editora o livro História de Canções-Toquinho, de autoria de João Carlos Pecci e Wagner Homem.

Em 2011 foi apresentado pela Biscoito Fino o disco Quem Viver Verá com 11 canções inéditas de Toquinho, ressaltado de parcerias com Francis Hime, Eduardo Gudin, Dora Vergueiro, Carlinhos Vergueiro, Jade Pecci e Antonio Skármeta. Além da canção Romeu e Julieta, com Vinícius de Moraes, composta na década de 1970, cuja letra foi recuperada apenas em 2010.