Construção - Reforma - Manutenção

Construção - Reforma - Manutenção
Clientes encantados é a nossa meta!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Reginaldo Rossi: “só no Brasil é que existe essa história de brega e chique”.



O artista pernambucano de 70 anos Reginaldo Rossi, morreu depois de permanecer 23 dias internado no Hospital Memorial São José, na Boa Vista, no Recife, deixando órfãos uma legião de fãs que admiravam o seu jeito debochado e a sua infinita habilidades para falar das dores da traição
O cantor e compositor de inúmeras versões de sucessos internacionais nos anos 70,reformulou o conceito de brega e, com músicas e declarações, esfregou na cara da sociedade a incoerência entre a crítica e a vida real. 

Democratizou os sentimentos, uniu pobres e ricos nas emoções e na mesa do bar, universalizou a dor, o amor, o chifre e a alegria da roedeira ao pé de um garçom, definido por ele como o confessor da humanidade, personagem inspiração para o maior sucesso musical. "Quando o chifre dói, o diploma cai da parede", "Não há quem não bregue depois de três doses" e "No mundo inteiro, é romântico, mas, aqui, quem faz romantismo é brega" foram frases de uma filosofia levada adiante em mais de 300 composições gravadas ao longo da carreira.

Reginaldo Rossi entra para a história da música como uma das vozes mais românticas do país. Em mais de 50 anos de carreira, ele cantou os desencontros do sentimento humano, especialmente ilusões, fetiches, dores e desamores comuns aos relacionamentos. Contemporâneo de uma geração tachada de brega por cantar canções idolatradas pelo povo, ao lado de Odair José, Amado Batista, Wando, Agnaldo Timóteo, Fernando Mendes, entre outros, Rossi inverteu a lógica do rótulo e abriu espaço para um gênero musical marginalizado no Brasil.

Com sua indefectível cabeleira bem fora dos padrões de beleza, de inseparáveis óculos escuros, camisa sempre aberta no peito e uma voz inconfundível, Reginaldo fez sucesso incontestável para além das fronteiras do estado. Começou com o rock e o balanço da Jovem Guarda no grupo Silver Jets. Depois, em carreira solo, enveredou pelas músicas românticas. Dominou o Norte e o Nordeste. Com a canção “Garçom”, lançada em 1986, chegou ao restante do país e se consolidou como artista nacional.

A sua música não primava por letras elaboradas ou melodias carregadas de rimas e métricas, mas e daí? Ele penetrava fundo nos corações abertos ao seu estilo e uma qualidade não pode ser subtraída de Reginaldo Rossi: trilhando o caminho do seu conterrâneo Luiz Gonzaga, ele jamais abriu mão do seu estilo, e nunca migrou oportunisticamente para outros ritmos, mesmo quando as vacas já estavam tão gordas assim. Brega sim, mas autêntico e fiel ao seu público que o admirava exatamente do jeito que ele era.

Referência: diariodepernambuco

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!