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sábado, 7 de dezembro de 2013

O mundo do forró fica mais pobre com a morte de João Silva



Compositor de mais de duas mil músicas (“entre 2020 e 2050”, segundos suas contas), morou por mais de 45 anos no Rio de Janeiro. Fumava de três a cinco cigarros por dia e há poucos anos começou a deixar a bebida de lado. “Eu não sabia beber. Começava com duas cachaças e depois era cerveja, uísque, o que viesse”, costumava dizer

O compositor e cantor João Silva foi encontrado morto na última sexta-feira (6), no quarto do apartamento onde morava em Boa Viagem, no Recife. Considerado como um dos três compositores mais influentes da carreira de Luiz Gonzaga, - ao lado de Humberto Teixeira e Zé Dantas, - João Silva morreu em virtude de uma “hemorragia interna do abdome devido a um aneurisma de aorta abdominal”. Foi a causa mortis de acordo com a declaração de óbito emitida pela equipe do Instituto de Medicina Legal (IML) na tarde de sábado(7). No momento da morte, ele estava sozinho no apartamento. 

Inúmeros sucessos de sua autoria marcaram a história de Gonzagão e outros cantores de forró, a exemplo do baiano Quininho de Valente, que gravou varias músicas de João Silva, a exemplo de “Imagina” e “Vem pra roda rodar”.

Destaque ainda para Adeus a Januário (com Pedro Maranguape), homenagem ao pai de Luiz Gonzaga; dentre outras como A Mulher do Sanfoneiro, A Puxada, Pagode Russo e Sequei os Olhos, sobre a seca que assolou o Nordeste entre 1979 e 1983 (com Luiz Gonzaga); Amei à Toa (com Juquinha Gonzaga); Aí Tem e Amigo Velho Tocador (com Zé Mocó), afora parcerias com nomes de peso como João do Vale, Unindo Almeida, Romeu Cavalcante, Severino Ramos, Bastinho Calisto, Pedro Maranguape, Pedro Cruz e Dominguinhos, dentre outros.

Curiosidades sobre João Silva

- Seu maior sucesso sem Gonzaga – mas que o Rei do Baião acabou gravando em parceria com ele, - foi Pra não morrer de tristeza, que teve cerca de 40 gravações. Entre os nomes, Ney Matogrosso e Núbia Lafayette.

- O filme Recordações nordestinas, de Deby Brennand, é sobre a vida e a obra de João Silva. O documentário, que foi lançado em 2012, segue o roteiro da música Arcoverde meu, com passagens e entrevistas do Agreste ao Sertão.

- Como cantor, João Silva gravou cinco discos, sendo três LPs. “Não gosto de cantar. Não sei nem os nomes dos álbuns, nem das músicas desses discos”.

- Conheceu Luiz Gonzaga um mês antes do golpe militar de 1964, na rádio Mayrink Veiga, onde cantavam forró. "Eu fui para o Rio já fã de Gonzaga. No Sertão, sempre tentava ver um show dele. Ele cantou uma vez em Buíque e eu saí a pé de Arcoverde para vê-lo, mas não cheguei a tempo", disse em entrevistas certa feita.

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