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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Museus brasileiros ainda têm baixo orçamento em relação a outros países



A quantia de US$ 1 bilhão anual anunciada pela xeque do Catar para a compra de obras de arte destinadas a museus parece uma ostentação face aos ralos números brasileiros

Entre 2011 e 2012, o aumento no orçamento do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) foi de 2,94%. Este ano, caso todos os R$ 78 milhões da dotação prevista tivessem sido utilizados, o aumento seria de 11,4% em relação a 2012. No entanto, 43% do montante do ano passado não foi executado. É um dinheiro que faz falta no caixa dos museus brasileiros. Órgão do Ministério da Cultura responsável por organizar o campo museal, o Ibram também repassa parte dessa quantia para as instituições, que contam ainda com uma série de editais, prêmios, captação por meio de leis de incentivo e uma pequena fatia do Fundo Nacional de Cultura (FNC) para equilibrar suas contas.

A quantia de US$ 1 bilhão anual anunciada pela xeque do Catar para a compra de obras de arte destinadas a museus parece uma ostentação face aos ralos números brasileiros. Implantado há cinco anos, o Ibram instituiu um Estatuto de Museus com a intenção de organizar as instituições e capacitá-las para uma melhor gestão dos recursos, mas estes ainda são mínimos num conjunto cuja maior fatia é sempre abocanhada pela música e pelas artes cênicas. Só em 2011, 24% dos recursos do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) foram para produções musicais, e 22%, para as artes cênicas.

Em novembro, a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) do MinC autorizou os museus brasileiros a captarem um total de R$ 90 milhões, quantia ainda pequena no entendimento de quem lida com o dia a dia de prêmios, editais e correrias para poder equilibrar as contas e salvar os acervos. “Num país como o Brasil, é pouco. Mas diria que também é um avanço enorme. Não sou daqueles que ficam destruindo não, acho que é um avanço muito grande, mas sei também que os museus precisam de mais dinheiro porque são anos de carência, de problemas acumulados”, diz Paulo Herkenhoff, diretor do recém-inaugurado Museu de Arte do Rio (MAR) e ex-diretor do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (MNBA). 

Fonte: CB

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