Construção - Reforma - Manutenção

Construção - Reforma - Manutenção
Clientes encantados é a nossa meta!

domingo, 1 de dezembro de 2013

Mais de 30 uvas diferentes fazem sucesso na Serra Gaúcha




Vinhos de cepas pouco comuns começam a ganhar expressão na região e já te, vinícola sendo premiada em um syrah, e não no merlot que é a uva mais bem sucedida da região


Se a história do vinho no mundo é mais antiga que a Bíblia, a vinicultura brasileira, de pouco mais de cem anos, só pode ser considerada uma notável criança. Que a experimentação é uma característica dos terroires novos, não é novidade. A nova (e boa) novidade é que uvas pouco comuns começam a dar grandes resultados na Serra Gaúcha. Vinhos de grande expressão com uvas minimamente conhecidas. Da africana pinotage à italiana ancellota. Da portuguesa touriga nacional à outrora esquecida cabernet franc, mais de trinta variedades são vinificadas atualmente no Sul.

A nova, e já bem premiada vinícola Almaúnica, por exemplo. Tem num syrah, e não no merlot que é a uva mais bem sucedida da região, seu vinho ícone e mais premiado. Ano a ano, confirma algumas de suas características gerais. Um tinto luxuoso, intenso, com muita fruta escura transbordando de madura no nariz, mais algo de couro e tabaco. “Não tínhamos qualquer experiência com o syrah até 2010 até decobrirmos seu potencial aqui, um vinho com a sutileza do pinot noir e a força da cabernet sauvignon”, diz o Márcio Brandelli. O enólogo já tem uma nova aposta: “A malbec aqui vem demonstrando taninos elegantes, menos doce que na Argentina”, diz ele.

A artesanal e familiar, a vinícola Angebhen, comandada pelo professor Idalêncio Francisco Anghebe, responsável pela formação de grande parte dos enólogos do Brasil, é outro exemplo. Com uma produção anual de apenas 30 mil garrafas, tem varietais de touriga, barbera e teroldego. “Os vinhos do Chile e da Argentina são produzidos em clima muito árido. Mas, com nosso clima mais ameno, podemos fazer vinhos ao estilo do Velho Mundo”, diz ele.

O Anghebhen Barbera, por exemplo, é de grande elegância: notas verdes, vegetais, seguidas de frutos maduros e um pouco de couro, com alguma mineralidade e frescor. Sem qualquer passagem por madeira.

Apenas no Uruguai as uvas tannat podem resultar em vinhos expressivos, certo? Não depois do trabalho notável da vinícola familiar Venturinni, localizada no município gaúcho de Flores da Cunha. O Tannat Reserva da vinícola é uma festa no nariz. Rubi intenso, límpido, traz aromas gordamente frutados, ameixa em destaque, seguido de notas de baunilha (são 18 meses de barrica de carvalho francês), tabaco, especiarias. Na boca, um vinho muito vivo, de taninos sedutores, macios. As uvas são provenientes da Campanha Gaúcha, perto de Santana do Livramento, na fronteira com o uruguai.

Outra uva que vem ganhando notoriedade na região é a cabernet franc. Uva normalmente usada no corte dos vinhos de Bordeaux para amenizar e congerir elegância à austeridade da cabernet sauvigon, a franc (ou franca) tinha sumido praticamente no mapa dos vinhos varietais (feitos só com uma, ou com a predominância de uma uva).

Mas já tem um vinho pra chamar de seu com o rótulo elogiado da Dal Pizzol. Sob a marca de Do Lugar, um vinhos de bons e sutis aromas, florais, algo de violeta e alguma fruta vermelha silvestre, pouco madura. “Temos muitas uvas ainda a consagrar”, diz o enólodo Dirceu Scottá.

Fonte: jconline

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!