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sábado, 28 de dezembro de 2013

Documentário "São Silvestre" faz retrato belo e sensorial da corrida do Ano Novo



Filme de Lina Chamie é uma homenagem à cidade de São Paulo, cujas ruas servem de cenário para a competição desde 1925, ano de sua criação. A partir daquele ano, a Corrida de São Silvestre integra o calendário e a paisagem de São Paulo
A mais famosa e tradicional do Brasil e da América Latina, compõe-se de um trajeto de 15 km através da área central da cidade. No início, era disputada à noite, e terminava na virada. Para encaixá-la em sua grade, a Globo fez com que fosse disputada à tarde, para não prejudicar sua programação noturna. A cidade e o Centro, 364 dias por ano, são ocupados por carros. No 365.º, o humano tem preferência.

Um dos documentários mais bonitos e sensoriais do ano forma fielmente reproduzidos pela, Lina Chamie ("A Via Láctea") no filme “São Silvestre”, que estreia no país nesta sexta-feira, às vésperas da histórica corrida, realizada na virada do Ano Novo.

O filme não tem nada de um documentário convencional. É, acima de tudo, impressionista e uma grande homenagem à cidade de São Paulo, cujas ruas servem de cenário para a competição.

Em sua geografia, São Paulo oferece planícies e ladeiras, alívios e obstáculos para corredores do mundo todo. Nessa dinâmica urbana, Lina inscreve sua câmera que captura a beleza e opressão, o verde e o concreto, a Avenida Paulista e o centro velho, os contrastes e paradoxos, as alegrias e melancolias. Mas todos esses cenários são mera moldura para quem está nas ruas correndo.

Como num dos longas mais famosos da diretora, "A Via Láctea", São Paulo é uma personagem crucial. Mas, se naquele filme a cidade se dissolvia na mente de um homem que estava morrendo, fazendo conexões estranhas entre ruas distantes, caminhos improváveis e impossíveis, aqui é a São Paulo real, aquela que determina os itinerários em suas ruas de mão única e conversões proibidas.

Ainda assim, seja antes ou durante a corrida, São Paulo é fragmentada, impossível de ser capturada em sua totalidade. Acontece que a competição também tem esse caráter pós-moderno, por mais que acompanhemos pela televisão, por mais que vejamos mapas, simulações, imagens aéreas, é impossível dar conta do todo, temos de nos contentar com pedaços, segmentos que fazem um retrato aproximado dessa cidade tão paradoxal.

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