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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Os traços herdados da África é tema de exposição em Salvador



A herança de componentes oriundos da África estão em toda a parte na Bahia, da culinária, ao colorido das vestes, passando pelas manifestação de cunho religioso, os traços africanos compõem o cenário de Salvador

Como novembro é o mês escolhido para celebrar a consciência negra, nesta terça-feira, 5, às 19 horas, a Caixa Cultural (Centro) promove a abertura da exposição Marcas da Alma: Uma Viagem Pela Cultura Afro-brasileira Através das Marcas Corporais.

Na mostra, estão reunidas 60 peças arqueológicas, dez fotografias e duas montagens cenográficas a respeito da presença africana no Brasil. Curador da exposição, Wagner Gomes Bornal foi o responsável por disponibilizar grande parte do acervo, por meio de suas próprias escavações arqueológicas na década de 1980.

Grande parte das peças é proveniente do Sítio São Francisco, localizado na cidade de São Sebastião, em São Paulo. Durante 20 anos, Bornal encontrou diversos objetos em suas escavações, como cachimbos, potes, panelas e estátuas. As peças passaram por um processo de restauração e agora são propriedade da Fundação Cultural de São Sebastião.

Estão presentes na mostra ainda dez fotografias de autoria de Cristiano Jr., parte do acervo Noronha Santos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). As imagens mostram registros das diversas etnias africanas que chegaram ao Brasil e das marcas culturais próprias a cada uma destas.

Os dois ambientes montados na exposição permitem que o visitante conheça um pouco mais da cultura africana no País, por meio de uma cozinha colonial, local onde eram utilizadas as cerâmicas, e de uma remontagem dos espaços ocupados pelos africanos em São Sebastião.

Uma curiosidade interessante é a de que as cerâmicas encontradas por Bornal possuem as mesmas marcas utilizadas para identificar cada uma das etnias africanas que chegaram ao Brasil.

Novidade

Coordenador da exposição, o historiador Rodrigo Silva afirma que um dos maiores méritos da mostra é ir além a abordagem tradicionalmente proposta para a questão africana. "Acho que tem uma certa ousadia, porque propõe ainda uma leitura acadêmica do tema, discute paralelamente os objetos do cotidiano, os ritos de fertilidade, a culinária".

Para ele, o uso da arqueologia no tema da herança africana também é uma novidade. "Aqui no Brasil, as relações com a África são muito estudadas, mas quase nunca do ponto de vista arqueológico", afirma.

Segundo Rodrigo, o tema da herança africana aparece a reboque de outros, como a ocupação europeia e os ciclos do açúcar e do café. "Nosso viés é dar visibilidade a essas matrizes africanas na arqueologia. Em Salvador é ainda mais importante, porque ninguém ignora mais a água que o peixe".

Referência: atarde.com.br

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