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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

“O Ceará do Ednardo” mostra a trajetória do cantor e compositor cearense sob o prisma do professor Gilmar de Carvalho



Gilmar de Carvalho lança, nesta terça, 12, no Mauc, "O Ceará do Ednardo", tributo crítico e afeito à obra do compositor cearense , autor de grandes sucessos e protagonista do grupo "Pessoal do Ceará"

Faz tempo que Ednardo radicou-se no Rio de Janeiro e colocou o Ceará nas primeiras páginas da música, montado no “Pavão Mysterioso” e instituindo o seu “Artigo 26”. O cantor e compositor foi um dos protagonistas de um dos mais autênticos movimentos musicais nordestinos, o "Pessoal do Ceará", que emplacou nacionalmente nos anos 70 e trouxe para a ribalta nomes como Fagner e Belchior. Meio que avesso aos holofotes e aos ditames da fama midiática, manteve-se fiel ao seu canto e ao seu jeito algo arredio.

Aos poucos, na última década, uma nova leva de fãs começou a se formar no Ceará. Sem discos de Ednardo em catálogo (à exceção das coletâneas e seu recorte demasiado óbvio), o jeito foi apelar para os velhos bolações e para os sites de download de música nacional. Começou-se a ouvir novamente seu canto setentista em discotecagens, em versões de blocos de carnaval e vindo do próprio, em aparições mais raras do que deveriam - caso da gravação de um DVD ao vivo, este ano, na Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

O canto de Ednardo também ecoa no novo livro de Gilmar de Carvalho, escritor, jornalista e pesquisador de temas relacionados às tradições populares e à comunicação. Se tudo o que se ouve por aí tem jeito de revisão, de olhar saudoso para o passado, o texto de Gilmar (difícil de definir: mas certamente algo para além do jornalismo e da crítica cultural) mais parece um testemunho. E, diga-se, daquele tipo raro que não soa datado.


"Esse é um trabalho antigo. A primeira versão tem 29 anos. Publiquei um artigo na Revista de Comunicação Social da UFC, quando me tornei professor da instituição. Também saiu uma parte em outra revista. E fui o escrevendo ao longo dos anos", conta Gilmar de Carvalho. No livro, ele faz soar os versos e arranjos das canções dos álbuns gravados por Ednardo em seus 10 primeiros anos de carreira. Neles, Gilmar faz notar a presença de uma geografia cearense, com cenários, costumes, personagens, feitos, fragilidades e contradições.

"Sempre gostei do Ednardo. Comprei todos os discos, já o entrevistei, dei cobertura para o seu trabalho quando fui editor do caderno Balaio (suplemento cultural, do extinto Gazeta de Notícias, no começo dos anos 70). O livro é, também, um texto de fã. Ednardo é autor de melodias muito agradáveis, que me comovem, que me dão prazer. Gosto de suas letras e da maneira que vê o Ceará. Ele gosta do Ceará como eu também gosto: é um gostar que não impede que se evidencie os problemas, as contradições", detalha Gilmar.

"O Ceará do Ednardo" é um livro raro na bibliografia de Gilmar de Carvalho. As coisas do Ceará, anunciadas pelo título, garantem a identificação imediata com sua escrita, essa imersão crítica nas culturas do Estado que já dura quatro décadas.

Gilmar de Carvalho parece ter encontrado o caminho entre sua obra e a de Ednardo naquele verso de "Terral" que fala "eu sou a nata do lixo". Numa obra como a de Gilmar, mesmo quando se revolve o lixo (industrial), se encontra a saborosa nata da cultura.

Mais informações sobre um evento imperdível para fortalezenses e visitantes:
Lançamento do livro "O Ceará do Ednardo", de Gilmar de Carvalho dia 12.11, terça-feira, às 17h30, no Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará - Mauc/UFC (Av. da Universidade, 2854 - Benfica).

Referência: Diário do Nordeste

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