Construção - Reforma - Manutenção

Construção - Reforma - Manutenção
Clientes encantados é a nossa meta!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Modernidade reduz drasticamente o comércio de camelos na Índia




Evolução técnica e chegada de novas tecnologias mudam paradigmas da sociedade indiana que vê o mercado de camelos encolher a cada ano. Nesse cenário, a saída é a migração dos animais do trabalho rural para o segmento turístico


A cada ano o número de animais comercializados na Índia diminui, deslocados pela modernidade. Uma pequena colina serve de acampamento aos comerciantes de camelos de todo o estado do Rajastão, no norte da Índia: os animais pastam entre barracas, enquanto os homens vestindo turbantes coloridos os preparam para a difícil tarefa de venda de camelos nos dias atuais.


"Agora há mais tratores e máquinas, por isso nosso negócio está indo abaixo. Cada vez há menos camelos. Agora são sacrificados para vender a carne", explica Om Prakash, de 60 anos, que há 12 anos visita a feira para fazer negócios.

A Feira de Camelos de Pushkar, realizada todos os anos, é na verdade uma feira de dromedários, mas ninguém a chama assim. Prakash chegou a Pushkar, pequena cidade do Rajastão em torno de um lago sagrado, com cinco camelos vindo de Ganganagar, uma viagem de quatro dias pelo deserto, acompanhado de sua família.

"Há cinco ou seis anos havia tanta gente nessa feira que não era possível nem ficar de pé", disse Prakash, filho e neto de comerciantes de camelos e que espera que seus descendentes se dediquem ao mesmo serviço. Na Índia os camelos são tradicionalmente utilizados para trabalhar na agricultura e como meio de transporte, mas a chegada da modernidade em forma de tratores e caminhões está deslocando esses animais.

Viés turístico

Mas se o mercado dos camelos está em baixa, o turismo gerado pela presença dos quadrúpedes segue o caminho contrário. Pushkar, popular destino de "mochileiros" durante todo o ano, recebe milhares de turistas durante a feira.

Atraídos pelo exotismo do evento, pelos passeios de camelo e pelo bazar cheio de colares e produtos de couro, o número de turistas estrangeiros "armados" com suas câmeras fotográficas provavelmente supera o de camelos. Além disso, um festival dedicado ao deus Brahma - Pushkar acolhe o primeiro templo dedicado à divindade - atrai por sua vez milhares de indianos à cidade.

Enquanto os peregrinos rezam e os turistas fazem compras, o comerciante de camelos Umeda Ram, de 60 anos, é pessimista: "Trouxe cinco camelos, talvez eu venda todos, ou só dois. Mas talvez eu tenha que levar os cinco para casa".

Uma das atrações de Pushkar é a feira de animais, um espaço onde famílias tribais comercializam seus camelos, ovelhas e gado (cerca de 50 mil desses animais são postos à venda a cada ano) e onde turistas têm a chance de tirar algumas das melhores fotos de sua viagem.

Sob o cenário dramático do deserto, o evento abriga, além da compra e venda de animais, números de dança, passeios de balão, corridas de camelo e um desfile interminável das coloridas roupas típicas do Rajastão. Há, também, procissões espirituais, visto que Pushkar é uma das cidades mais sagradas para os hinduístas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!