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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Apesar da imperfeição admitida pelo pelo próprio diretor, 'O Exercício do Caos' é um filme bastante interessante



Um pai autoritário vive com suas três filhas adolescentes em uma fazenda afastada, no interior do Maranhão. As meninas sofrem com a ausência da mãe, supostamente desaparecida, e ao mesmo tempo precisam lidar com a exploração de um capataz, que se aproveita da sua inocência e fragilidade

A história é meio tresloucada e há pouco diálogo entre o pai (Auro Juriciê) e as filhas (Thalyta Souza, Isabela Souza e Tainá Souza). A mãe (Elza Gonçalves) não faz mais parte desse quadro familiar. Reaparece na memória dos personagens e em seus fantasmas – que é o termo psicanalítico correto para fantasias inconscientes. Mas, mesmo aqui, ficamos na dúvida sobre se é de fato a mãe real, ou apenas uma entidade imaginada para, digamos, preencher uma falta.

Lacuna que é a estrutura própria daquela família.O diretor Frederico Machado falou abertamente sobre as as imperfeições do seu trabalho na primeira apresentação do seu longa de estreia, em Curitiba, no Festival Olhar de Cinema, mas suas imperfeições não lhe roubam o interesse. Pelo contrário, elas advêm menos de supostas insuficiências do diretor do que de sua disposição ao risco. Quem se arrisca, erra. Quem não se arrisca, além de não petiscar, arrisca-se a fazer uma obra certinha, porém burocrática.

O exercício do caos narra em tons de suspense existencialista a história de um pai soturno e autoritário que vive com as três filhas adolescentes em uma fazenda de mandioca no interior do Maranhão. A família compartilha a ausência da mãe e lida com os ditames rigorosos de um estranho capataz que os explora enquanto persegue a inocência das meninas, divididas entre a ilusão da infância e a cruel realidade de suas vidas. Enquanto o eixo familiar desmorona pouco a pouco, os personagens, fragilizados, situam-se no limiar entre a razão e a loucura, entre o caos e a fé.

O exercício do caos, em cartaz em várias cidades brasileiras, é o que se pode chamar, sem medo de errar, de “filme de autor”, independentemente do critério utilizado. Do ponto de vista teórico ou abstrato, é de autor porque traduz em narrativa audiovisual uma visão pessoal do cinema e da vida. Mas é de autor também num sentido muito concreto, pois Frederico Machado fez tudo neste filme: escreveu, dirigiu, produziu e fez a fotografia.

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