sábado, 30 de novembro de 2013

Fusão entre homem e animal é tema da mostra no Museu Casa do Pontal, no Rio



A relação entre homem e animal é tema da mostra Criatura Imaginárias, que abre hoje (30) no Museu Casa do Pontal, no Rio de Janeiro e, entre os destaques da exposição estão uma peça de barro, de cerca de 1 metro, de autoria de Galdino, chamada Monstro e uma obra da artista Cristina Salgado, de 1,2 metro

Por meio de 18 peças do artista pernambucano Manoel Galdino (1929-1996), a exposição dialoga com leituras da cultura popular e contemporânea para fusão entre seres humanos e animais, frequente na cultura brasileira.

Dentre as 23 peças da exposição, 18 são de Galdino e integram o acervo do museu. As demais são obras de Angelo Venosa, Cristina Salgado e Eliane Duarte, que estavam sob guarda do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC), parceiro da mostra na Casa do Pontal. O artista contemporâneo Zé Carlos Garcia também cedeu uma peça de seu próprio acervo para a mostra.

De acordo com a diretora do museu e curadora da exposição, Angela Macelani, entre os destaques da exposição estão uma peça de barro, de cerca de 1 metro, de autoria de Galdino, chamada Monstro e uma obra da artista Cristina Salgado, de 1,2 metro, denominada Mulher Observadora, que é uma leitura de um “cão fêmea”, com olhos espalhados por todo o corpo.

“Todas as obras abordam as fronteiras entre homem e bicho. De alguma forma: que corpo comum é esse [animal ou humano] que temos? São seres ambíguos metade gente, metade bicho, que compartilham um mundo humanizado, ou animalizado, digamos assim, que são questões fortes nas lendas da cultura brasileira, por exemplo”, disse a curadora, que é antropóloga.

Uma estrutura de Angelo Venosa, que usa ossos na composição, também está entre as peças mais instigantes, segundo a curadora. “É uma estrutura leve, oca, de 2 metros, que parece recoberta por uma pele. São ossos não-humanos que nos evocam a lembrança da transitoriedade de qualquer vida, inclusive uma vida humana”, disse Angela sobre a peça, que não tem nome.

A mostra Criaturas Imaginárias segue aberta ao público até o dia 30 de março, de terça-feira a domingo, entre as 9h30 e as 17h. Os ingressos custam R$ 4, a inteira, e R$ 2, a meia. O Museu Casa do Pontal fica na Estrada do Pontal, 3.295, no Recreio, zona oeste do Rio.
Agência Brasil

Pedro Lima e Sam Alves são os melhores na primeira noite ao vivo do The Voice Brasil

"Bigode Grosso" emocionou plateia e telespectadores

Há quem compare o The Voice Brasil a um programa de calouros elitizado, mas a qualidade dos candidatos a celebridade é diferenciada e promete uma boa safra de novos artistas
Uma gozação já percorre as redes sociais: “o The Voice Brasil é o único programa onde os candidatos cantam melhor que os jurados”, mas quem acompanha e torce pelos concorrentes do The Voice Brasil quer mesmo é ver e torcer pelo seu preferido. 
A primeira noite de apresentações ao vivo da edição apresentada na última quinta-feira, pode ter deixado a impressão de um massacre: 11 candidatos foram eliminados na fase chamada de ‘tira-teima’. A “peneira” um tanto cruel, por consequência, confirmou o favoritismo de cantores que conseguiram passar pelo teste. Acima de tudo, o programa mostrou mais uma vez que Sam Alves é o participante a ser superado este ano.
Mas o cearense de Fortaleza – que, radicado nos Estados Unidos, fala português com sotaque – terá que enfrentar a ameaça de nomes que começam a se superar no programa e a surpreender. Um deles é o carioca Pedro Lima, que fez o técnico Lulu Santos chorar com uma interpretação à flor da pele para o hit I’ll Be There.
A torcida de Sam Alves pode estrilar, mas para a maioria do público a melhor apresentação da etapa foi a de Pedro, também conhecido como “bigode grosso”. Apesar das falhas na primeira parte da música, o desfecho de I’ll Be There foi tão apoteótico que deixou os técnicos atônitos. 

No total, sete cantores foram classificados. Apenas uma, Rully Anne, foi salva – Claudia Leitte deu uma nova chance a ela.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Livro dos fotógrafos Chico Gomes, Henrique Cláudio, Sérgio Nóbrega e Sergio Carvalho será lançado hoje




O dia a dia de homens e mulheres que vivem no (e do) manguezal está retratado no livro "Homens-Caranguejo", que será lançado, hoje, às 19 horas, no espaço Mix do Centro Cultural Dragão do Mar



O livro traz um retrato da vida simples dos habitantes das ilhas que formam o Delta do Parnaíba, mostrando o mangue em sua forma mais densa e a vida de quem sobrevive do caranguejo.

O livro, com material assinado pelos fotógrafos Chico Gomes, Henrique Cláudio, Sérgio Nóbrega e Sergio Carvalho, traz um retrato da vida simples dos habitantes das ilhas que formam o Delta do Parnaíba, situado entre os Estados do Piauí e Maranhão - e de onde vem quase a totalidade do caranguejo consumido em Fortaleza.

Para o cronista piauiense Rogério Newton, as imagens que compõem o livro são despidas de qualquer ornato e artificialismo e remetem a vidas simples, ásperos ofícios e lugares esquecidos, entre os braços do rio e a solidão.

O professor e fotógrafo Silas de Paula, que assina o texto de abertura da publicação, afirma que "o trabalho permite reunir e compartilhar não só o olhar de quem clica, mas o dos sujeitos fotografados que, na incompletude de qualquer projeto, permite a unidade necessária ao trabalho. Unidade entendida aqui como dimensão proliferadora de possibilidades que o gesto de fotografar inscreve no mundo - a fotografia como maneira de pensar e a imagem com o que pensa lugares, corpos e posturas no mundo".

O lançamento do livro "Homens-Caranguejo" faz parte das atividades do evento Encontros de Agosto, que este ano tem como tema a memória e acontece sempre no Centro Cultural Dragão do Mar.

A publicação é assinada pela editora Local Foto, com edição dos fotógrafos Celso Oliveira e Tiago Santana e contou com o apoio do Ministério da Cultura através da Lei Rouanet e patrocínios da Solar Br e do Banco do Nordeste.

Mais informações:

Lançamento do livro "Homens-Caranguejo", hoje, 29.11, às 19 horas, no Espaço Mix do Centro Cultural Dragão do Mar.

Fonte: diario do nordeste

A primeira edição do festival, que vai acontecer no Santo Antônio Além do Carmo, de hoje 29, a domingo 1º de dezembro

Paulinho da Viola: convidado de honra em Salvador
Evento tem como objetivo marcar a comemoração do Dia Nacional do Samba, celebrado em 2 de dezembro, assim como fortalecer o gênero musical, que é Patrimônio Imaterial da Humanidade e tem em Salvador o seu berço primeiro

O sambista Paulinho da Viola é o primeiro grande artista confirmado para a edição de estreia do Festival do Samba que acontece de 29 de novembro a 1º de dezembro, no Largo do Santo Antonio Além do Carmo, em Salvador. Paulinho, autor de clássicos como Sinal Fechado, Coração Leviano e Foi um Rio que Passou em Minha Vida vai se apresentar gratuitamente no último dia do evento, um domingo à noite.

A grade completa pode ser conferida abaixo e a expectativa é atrair entre 25 mil e 30 mil pessoas por dia.

Programação

Na sexta-feira (29), o primeiro dia de apresentação, o evento vai ser aberto pelo o maestro Letieres Leite, às 18h, na Igreja do Santo Antônio Além do Carmo. Ele vai bater um papo com a comunidade sobre a importância do Samba. A partir das 19h, o grupo Canto da Praça se apresenta no palco Sete Cordas, seguido do Grupo Botequim, que convida ao Palco Batatinha Walmir Lima e Roque Ferreira. Para fechar a noite, Elza Soares cantará clássicos do samba.


No sábado (30), as atividades começarão mais cedo, a partir das 14h, e terá atração para as crianças. No Palco Sete Cordas, irão se apresentar Narizinha, Canto da Praça e Samba Sovaco da Cobra. Já no Palco Batatinha, as atrações começam a partir das 18h, com o Grupo Samba Candomblé de Angola. Roberto Mendes e Riachão às 20h. E É o Tchan e Edil Pacheco finalizam o dia com apresentação a partir das 22h.


No domingo (1º), as apresentações serão a partir das 13h, com Samba do Gia, Samba Chula de São Braz e, às 16h, o grande show de Paulinho da Viola. Para o encerramento do festival está programado o Arrastão do Samba de Hoje a Oito.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Natura auncia em São Paulo, na tarde de 26/11, os selecionados nos editais do programa Natura Musical


No evento se encontraram os artistas e idealizadores dos projetos escolhidos, jornalistas e blogueiros especializados, num clima de celebração. “Todo mundo que está aqui gosta de música, de verdade!”, afirmou no palco, Fernanda Takai, uma das selecionadas. Ganhou da plateia o olhar de cumplicidade

Gerônimo, referência na história da música da Bahia e um dos escolhidos no edital específico do estado, foi outro que detectou o que existe em comum entre a turma que faz parte do programa de patrocínio: “Eu penso que nós estamos no lugar certo, na hora certa. O que a gente a gente faz é um trabalho de bem estar e de estar bem, assim como diz a Natura em suas campanhas”. Logo depois de apresentar, num pocket show, “Doce Companhia”, uma canção nova - que estará no disco solo selecionado pelo edital voltado para Minas Gerais – Fernanda Takai puxou outro assunto importante sobre o Natura Musical, num papo com jornalistas: “Eles não interferem em nada na criação. Aceitam o seu projeto do jeito que está.

Não tem veto, censura, não tem nada. É como se fosse uma gravadora dos sonhos”. E é justamente o espaço deixado pelas empresas fonográficas, resultado da crise no setor, que criou oportunidades para o programa de patrocínio da Natura marcar seu lugar de destaque no universo musical. “A nossa preocupação é de fazer as melhores escolhas dentro do recurso que temos. Sabemos que apostar nesses 23 projetos acaba tendo uma influência no mercado. É uma forma da viabilizar novas ideias, iniciativas inovadoras e poder deixar um legado”, confirma Fernanda Paiva, gerente de apoios e patrocínios da Natura.

É possível ver na lista desse ano desde artistas da nova geração, como o elogiado Zé Manoel, até nomes consagrados como Elba Ramalho. A diversidade de estágios de carreira foi outra forte característica buscada no processo de seleção. “Estou animadíssimo, esse é um dos passos mais importantes da minha carreira”, confessa Manoel. Já para Elba a data é simbólica: “A bela coincidência é que faço 35 anos de carreira justamente quando lanço esse meu novo projeto. 

A Natura está proporcionando isso”. A saudável preocupação de renovar parcerias com artistas que produziram discos, mas não tiveram a oportunidade de circular esses novos trabalhos foi decisiva na opção de patrocinar turnês de artistas como Felipe Cordeiro, Juliana Sinimbu e Mestre Solano. “Ter a Natura ao lado novamente é uma força muito grande. Estou com a perspectiva de fazer um grande ano”, conta Felipe Cordeiro.

A edição 2013 do Edital Natura Musical celebra mais uma vez a música brasileira sob um guarda-chuva que abriga e agrega representantes diversos e igualmente talentosos. O programa de patrocínio da Natura segue promovendo a diversidade cultural e a excelência artística do nosso país.

Fonte: natura musical

Gastronomia internacional e práticos típicos nacionais foram os destaques da 53ª Feira da Providência





Uma viagem gastronômica ao Japão, Portugal, Alemanha e Oriente Médio e aos brasileiríssimos pratos típicos do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e Paraíba foi o destaque da 53ª Feira da Providência, onde os visitantes puderam saborear pratos típicos do Japão, Portugal, Alemanha, RS, MG, BA e PB


O Rio recebeu neste fim de semana a já tradicional Feira da Providência, que em sua 53ª edição permitiu aos visitantes conhecer um pouco mais da cultura, culinária e artesanato dos 36 países e 13 estados que fazem parte do evento. Ao todo, 300 expositores se reúnem até o dia 24 no Riocentro, na zona oeste da cidade.

Os destaques ficaram por conta dos oito restaurantes montados na praça alimentação – quatro internacionais e quatro nacionais -, que permitiram uma viagem gastronômica ao Japão, Portugal, Alemanha e Oriente Médio e aos brasileiríssimos pratos típicos do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e Paraíba.

Outro local bastante concorrido foi o tradicional Mercado de Importados, onde foi possível comprar de vinhos e azeites a doces e chocolates. Houve também espaço de recreação para as crianças e um palco que recebeu atrações musicais e grupos de dança durante todo o evento. Toda a renda da feira foi revertida para os projetos sociais do Banco da Providência, que atua em 70 comunidades do Rio, apoiando 2 mil famílias.

Referência: terra

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Ferreira Gullar: o poeta que manipula com maestria as palavras e os pincéis



O poeta maranhense Ferreira Gullar tem 77 anos, já escreveu diversos livros, traduziu outros tantos, ganhou inúmeros prêmios e foi indicado ao Nobel de Literatura em 2002. Além da poesia, realizou trabalhos como crítico, teatrólogo e jornalista mas o seu traço marcante é o gosto pela pintura

Ferreira Gullar já era pintor antes mesmo de conhecer a poesia. José Ribamar Ferreira, seu nome de batismo, descobriu as artes plásticas durante uma aula no Colégio São Luís de Gonzaga, na capital maranhense. Tinha 12 anos. A professora armava na frente da classe um cavalete com uma série de gravuras e a molecada tinha de fazer redações para descrevê-las. "Um dia, quando vi aquelas gravuras grandes, me deu vontade de fazer uma delas. 

Comprei um caderno de desenho e lápis de cor e aí tentei imitar."Há quem use a expressão "é uma arte" para todo tipo de atividade e a história da falsificação está apinhada de grandes talentos. O holandês Han van Meegeren passou mais de dez anos enganando especialistas em Vermeer (1632-1675). Forjou pelo menos seis pinturas do mestre de Delft, todas consideradas autênticas pelos estudiosos do pintor. Quando finalmente foi preso, para provar que seu crime era apenas ser falsário - e não comerciante ilegal de tesouros nacionais -, van Meegeren produziu seu sétimo Vermeer diante de policiais boquiabertos.

O húngaro Elmyr de Hory foi outro craque. Mereceu até filme de Orson Welles. Era especialista em Picasso, Modigliani, Matisse, Renoir e Chagall. Até se aposentar, em Ibiza, depois de 21 anos de faina, pintou mais de mil cópias. Ferreira Gullar parou antes de contabilizar cinquenta falsificações. De lá para cá, produz furiosamente desenhos, pinturas e colagens, mas todos originais. Gasta muito mais do seu tempo nisso do que com a poesia.


Gullar é admirador e só imita artistas modernos, como Braque, Léger e Malevich. O poeta conta que começou a fazer cópias por um motivo simples: "Sempre fui um grande admirador de pintores como Mondrian e Léger. Como nunca poderia ter um quadro deles, resolvi copiar".

"Na pintura não preciso pensar em nada. Não tenho compromissos. Saio das angústias e dos problemas. Só tenho de definir se boto vermelho ou azul, triângulo ou quadrado." Na poesia são outros quinhentos. "O poema nasce de um espanto, de um negócio misterioso que você não sabe de onde vem. É incontrolável e pode vir aos borbotões. 

Passo meses e meses sem fazer um poema. E aí vêm quatro de uma vez." O poema, segundo o poeta, é o contrário do desenho. É o seu modo de "inventar a vida". "A poesia é o momento em que sou obrigado a pensar", diz, agitando os braços esguios. "Por mim eu não pensaria em nada. É como um poema que escrevi. 'Ah, ser somente o presente: esta manhã, esta sala'."

A sala de Gullar, é repleta de pinturas e tem originais de Milton Dacosta, Siron Franco, Rubem Valentim. Um móbile de Calder, ou melhor, de Ferreira Gullar, feito de papelão e arame, balança entre eles. Mais atrás, espremido entre duas telas de Iberê Camargo, está um Ferreira Gullar legítimo, no qual se reconhece, sem sombra de dúvida, a linguagem que o autor vem usando desde o final dos anos 80.

O estilo 100% Gullar nasceu de uma cópia, ou quase isso. "Um dia comecei a fazer uns quadros inspirados no Morandi. Não era bem cópia, era inspirado." No desenho, alinhou sobre uma mesa, lado a lado, um bule, garrafas e cálices. Ele gostou. "Um pouco por comodismo, pensei: se eu fizer uma estrutura e for variando, vou usar as cores que quiser e vai ficar mais fácil para mim, não vou ter de inventar um desenho toda hora."

Do reino das cópias, o pintor Ferreira Gullar gosta particularmente de seus dois Léger. Ele acende a luz do lavabo, junto à sala, e aponta: "Veja este aqui. O Milton Dacosta veio uma vez em casa e disse: 'Uh, rapaz, legal. Quer trocar comigo?'". Gullar não trocou.

As cópias ele guarda para si. Os originais, ele os presenteia. No dia 10 de setembro, seu aniversário, sorteou entre os amigos uma de suas colagens, técnica que vem explorando nos últimos tempos. Ele mesmo organizou todo o sorteio.

I Leilão de Arte Moderna e Contemporânea, dá visibilidade aos artistas plásticos em Recife



O Espaço "3emeio" chega ao bairro das Graças, no Recife, em grande estilo com o I Leilão de Arte Moderna e Contemporânea, que promete agitar as artes plásticas do Recife nesta quinta (28/11)

O leilão tem o intuito de aferir o mercado para artistas mais conhecidos e apresentar os que ainda não são tão divulgados na praça. Além disto, a intenção é aquecer o mercado de arte e estimular a prática de colecionar. O projeto de iniciativa privada dará início ao Movimento Colecionismo. “Somos amantes da arte e em conversa decidimos promover esse evento. A ideia surgiu depois de observarmos que Recife está crescendo e há uma demanda para isso”, conta Liana.

O espaço da Toyolex, em imponente casarão na Av. Rui Barbosa, recebe a exposição com preciosidades garimpadas em parceria de Liana Vila Nova, Thamy Echigo e Armando Garrido. Será possível adquirir em sistema de arremate obras de artistas do quilate de Ariano Suassuna, João Câmara, José Cláudio, Cícero Dias, Gilvan Samico, Guita Charifker, Di Cavalcanti, Léo Santana, Francisco Brennand, Cavani Rosas, Gilberto Freyre e outros grandes nomes. No total são 44 artistas.

“O interessante desse trabalho é ir no íntimo das pessoas, que é a casa delas, falar de algo tão afetivo para elas e avaliar as obras. Essa também é uma forma de descobrir o que elas têm de valioso. A importância do evento é mostrar que não estamos trabalhando decoração para casa, mas a oportunidade de construir um patrimônio”, afirma Armando.

Sendo assim, o I Leilão de Arte deve iniciar uma cultura de estímulo à coleção de trabalhos artísticos. A proposta é que as pessoas possam ter acesso a telas e esculturas de diversos valores, variando entre R$ 500 e R$ 18 mil, para lances iniciais.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Obra do escultor brasileiro Sérgio de Camargo é vendida por US$ 2,1 milhões em leilão da Sotheby's





2,1 milhões de dólares foi quanto alcançou a obra sem título do artista plástico e escultor brasileiro Sérgio de Camargo em um leilão de arte latino-americana realizado na noite da última quarta-feira pela Sotheby's, em Nova York

A peça, um labirinto de cilindros brancos com suas extremidades apontando para diferentes direções, superou em muito as estimativas de venda entre 400 mil e 600 mil dólares, e se tornou a segunda obra latino-americana moderna e contemporânea melhor vendida de um artista brasileiro em leilão.

"Esta foi a noite da arte abstrata latino-americana. Sérgio de Camargo assumiu legitimamente seu lugar no topo dos resultados de hoje, estabelecendo um novo padrão em um leilão", disse o diretor de arte latino-americana da Sotheby's em um comunicado.

"Além disso, vimos preços fortes para outros artistas não figurativos, como Lygia Clark, Edgar Negret, Luis Tomasello, Gego, Jesus Rafael Soto, Alejandro Otero e outros, reconhecendo os colecionadores as belezas de suas criações abstratas", acrescentou o especialista.

Sérgio de Camargo (1930–1990) foi um escultor e artista plástico brasileiro de renome internacional. Estudou na Academia Altamira em Buenos Aires com Emilio Pettoruti e Lucio Fontana. Sérgio também estudou filosofia em Sorbonne em Paris. Em viagens pela Europa em 1948, teve contato com artistas como Brancusi, Arp, Henri Laurens e Georges Vantangerloo.

Trajetória do artista

Sérgio iniciou seus trabalhos com esculturas com peças remanescentes de Picasso e H. Laurens. Retornou ao Brasil em 1950, onde contribuiu para o movimento Constructivistas. Em 1953, novamente retornou para a Europa e foi para a China em 1954. Entre 1961 e 1974 Sérgio se estabeleceu em Paris, quando tornou-se membro da Groupe de Recherche d'Art Visuel.

Durante este período concentrou seus trabalhos em esculturas em madeiras, com pinturas monocromáticas, trazendo ao público as ideias de "Ordem e caos". Depois desse período, em 1967, retornou ao Brasil, onde contribuiu com Oscar Niemeyer nas fundações do prédio do ministério das Relações Exteriores em Brasilia. Sérgio faleceu no Rio em 1990. A galeria Tate Gallery em Londres possui obras de Sérgio em permanente exposição.

Irreverência e um anarquismo surreal são marcas do Monty Python, que retornam aos palcos após três décadas


Mais de 30 anos depois da última apresentação ao vivo, o Monty Python anunciou que voltará aos palcos e o local escolhido foi a O2 Arena, em Londres, com capacidade para 20 mil pessoas. Os ingressos, encomendados pela Internet, se esgotaram em exatos 43 segundos

Por causa da demanda, mais quatro datas foram marcadas. Tudo para julho de 2014. John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin vão reinterpretar os números mais conhecidos (Graham Chapman, que pelejou por anos com o alcoolismo, era gay e morreu de câncer em 1989). Não têm tempo ou energia para criar nada novo. E quem quer isso? Sabem que o que o público espera mesmo são os clássicos.

Qual a razão do sucesso?

Bem, antes de qualquer coisa, o Monty Python é bom. Simples assim. Nada dura tanto tempo se não tiver qualidade. Não houve algo parecido, não há e, provavelmente, não haverá. Entre 1969 e 1974, estrelaram o programa Monty Python Flying Circus. Conseguiram transferir a graça para o cinema. “Em Busca do Graal” e “A Vida de Brian” entram fácil numa lista de melhores comédias da história. “O Sentido da Vida” não.

Toda a melhor comédia atual foi influenciada por seu estilo anárquico e surrealista. Dos Simpsons a South Park, passando pelo Saturday Night Live. No Brasil, com boa vontade, você pode dizer que a turma do TV Pirata e do Porta dos Fundos carrega-os no DNA. Legaram ao mundo, de quebra, o termo “spam”, originário de um esquete. São chamados de Beatles do humor. George Harrison, aliás, os adorava foi produtor deles.

Com quatro integrantes formados em Oxford e Cambridge, não é de estranhar que fizessem coisas cabeçudas. O jogo de futebol entre filósofos é uma maravilha. O forte era o absurdo, o nonsense. O homem que devolve um papagaio porque ele está morto (inicialmente, a ideia era que fosse uma tostadeira quebrada). E ainda tinha o humor físico das “caminhadas tolas”. E o sujeito que cria a piada mais engraçada do mundo, mas morre de rir.

Dava para ficar horas falando dos quadros dos caras, mas muito entendem que o momento definidor de sua grandeza é outro: o enterro de Chapman. A trupe já se havia desfeito, com mágoa e a habitual troca de ofensas. Todos eles subiram ao púlpito para prestar um tributo. Cleese, o mais talentoso, que dividia a liderança com Chapman, o menos engraçado, abriu os trabalhos com um discurso em homenagem ao amigo. O funeral foi televisionado. Cleese aproveitou e lembrou que Chapman faria questão que ele fosse a primeira pessoa a falar “fuck” ao vivo na TV. Batata.

Graham Chapman, co-autor do “Esquete do Papagaio”, não existe mais.

Deixou de ser, partiu desta para melhor, descansa em paz, esticou as canelas, bateu as botas, nos deixou, foi-se, deu seu último suspiro e foi ter com o “Poderoso Chefão do Entretenimento do Céu”. E acho que estamos todos pensando que é muito triste que um homem com tanto talento, tanta capacidade e bondade, tanta inteligência, tenha nos deixado com apenas 48 anos, antes de ter conquistado muitas das coisas de que era capaz, e antes de ter se divertido o suficiente.

Bem, eu sinto que devo dizer algo sem noção como: já vai tarde, otário, espero que queime no inferno. E a razão pela qual sinto que devo dizer isto é que ele nunca me perdoaria se eu não o fizesse, se eu desperdiçasse esta oportunidade de chocar vocês em nome dele.

Fecharam o memorial com o hino do humor negro: “Always Look On The Bright Side of Life”, que toca no final de “A Vida de Brian”, quando o personagem-título está na draga, crucificado entre dois ladrões.

Talvez essa dimensão humana seja o que diferencie o Python. Somadas, as idades dos velhinhos bate em 357 anos. Avisaram na coletiva de imprensa que haverá um plantão médico. O título provisório do show é “Um já foi, faltam cinco”. Até julho, trabalham com a alternativa “Dois já foram, faltam quatro”.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A minúscula Ilha Sr. Martin reúne o melhor do Caribe



Com pouco de 90 km2, a paradisíaca Ilha de Sr. Martin, no Caribe, é o menor território do mundo compartilhado por dois países, Holanda e França, sendo que os franceses detêm o maior naco, com cerca de 54 km2

A explicação para essa diferença é dada pelos nativos: para definir o território de cada governo, um representante de cada lado saiu andando na direção oposta. O ponto em que eles se encontrassem seria a fronteira. O holandês levou uma garrafa de rum, enquanto o francês levou uma de vinho. Daí a vantagem francesa.

Descoberta por Colombo em novembro de 1493, a ilha foi nomeada St. Martin porque a data de sua descoberta coincidiu com a festa de St. Martin. Em 1631 a Holanda tomou posse da ilha e depois estabeleceu um acordo com a França, dividindo a ilha entre duas partes, holandesa e francesa. Portanto uma viagem a St. Martin é entrar em contato com a França e a Holanda, com dois lados de muita praia, cassinos, sol o ano todo e diversão. Os resorts da ilha são um show a parte.

Entre as praias deliciosas, temos a Orient Beach no lado francês e os restaurantes típicos da França. No lado holandês, com a capital Philipsburg, se pode fazer ótimas compras no estilo "duty-free". A melhor opção é alugar um Jeep para explorar todos os cantos deste paraíso que podem aproveitar para estar a bordo de um catamarã e navegar pelas ilhas vizinhas observando as magníficas praias, fazendo uma viagem ao Caribe onde a França e Holanda são vizinhas.

O idioma falado é Dutch/Inglês/Francês/Papiamento e a moeda é Florin com o dólar americano super aceito. Fica a 1:30 h de Miami.

Paraíso caribenho

Neste pequeno território de 90 quilômetros quadrados, temos cenários deslumbrantes. St. St.Martin é compacta, mas tem tudo o que o turista procura. E, dentro do possível, de forma muito bem distribuída e organizada.

Seja do lado holandês ou do francês, é possível encontrar muitas áreas com natureza quase intacta, mas também núcleos urbanos, bem desenvolvidos, como Philipsburg, que é a capital do lado holandês e Saint Maarten, que pertence às Antilhas Holandesas. Marigot é a capital do lado francês, Saint Martin, que é um território ultramarino francês, antigamente pertencente a Guadalupe.

Papa Francisco continua justificando com gestos a escolha do seu nome



Papa Francisco é um homem que vive o que prega. Da escolha de seu nome aos últimos pronunciamentos tem chamado a atenção da Igreja para os pobres e para aqueles que sofrem dos mais diversos males

Na semana passada o pontífice abençoou e afagou por mais de um minuto Vinicio, um italiano de 53 anos e com o corpo cheio de tumores. “O Papa não teve medo de mim”, disse o homem que viu em Francisco o acolhimento do próprio Cristo.Indo além da eloquência das palavras, o que mais chama à atenção são os gestos de acolhimento aos menos favorecidos. Na audiência do último dia 20.12, ao cumprimentar as pessoas, o papa se deparou com um homem que sofria de uma anomalia que desfigura completamente seu rosto. Francisco o abraçou e beijou, em mais uma imagem comovente para os presentes na Praça de São Pedro.

Ano da fé

Neste domingo, o Sumo Pontífice encerrou o Ano da Fé com a assinatura da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho), após a celebração de missa solene na Praça de São Pedro. Cópias do documento, que será divulgado amanhã, foram entregues a 36 pessoas de 18 países, entre elas um deficiente visual, dois jornalistas, dois artistas, representantes de movimentos eclesiais e religiosos.

Segundo o presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, d. Rino Fisichella, a Evangelii Gaudium fala da "missão que é confiada a cada pessoa batizada para se tornar evangelizadora". Esse é o segundo documento do papa Francisco, depois da publicação, em julho, da encíclica Lumen Fidei (A Luz da Fé), assinada por ele, mas escrita a quatro mãos com o papa emérito Bento XVI.

Jornada Mundial da Juventude

Ainda neste mês de novembro, Francisco divulgou os temas das próximas edições da Jornada Mundial da Juventude, evento que acontece anualmente no Domingo de Ramos e, a cada 2 ou 3 anos, é realizada com a presença do Papa Francisco em alguma cidade previamente escolhida:

XXIX Jornada Mundial da Juventude, 2014
“Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu” (Mt 5,3)

XXX Jornada Mundial da Juventude, 2015
“Felizes os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8)

XXXI Jornada Mundial da Juventude, 2016 (Cracóvia)
“Felizes os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia” (Mt 5,7)


Os assuntos escolhidos marcarão as etapas do itinerário de preparação espiritual que durante três anos conduzirá à celebração internacional com o Sucessor de Pedro prevista para Cracóvia (Polônia) em julho de 2016.

domingo, 24 de novembro de 2013

Com “Verdade uma ilusão”, Marisa Monte volta a arrebatar os fãs brasilienses



Uma das novidades do show em Brasília foi a apresentação de uma música inédita. "Dizem" é uma parceria da artista com os músicos Arnaldo Antunes e Dadi e a letra da canção fala sobre as mudanças no mundo, guerra, paz, medo, inteligência e violência 

Marisa Monte emocionou novamente o brasiliense ao voltar a apresentar o show Com “Verdade uma ilusão” na cidade. Duas mil e duzentas pessoas foram assistí-la na noite de sábado na Arena Brasília, no Lago Norte.

O fato destoante foram os problemas de som, fazendo que a voz da cantora, em alguns momentos, chegou fraca mesmo para quem estava mais à frente do palco. Ela levou a platéia a aplaudí-la delirantemente e a fazer coro em canções como Depois (da trilha da novela Avenida Brasil), Beija eu, Diariamente, Gentileza, Eu sei e Infinito particular.


No roteiro do espetáculo prevaleceram músicas do álbum O que você quer saber de verdade, lançado há dois anos, e a elas se juntaram outras de discos anteriores da artista carioca. Marisa provocou delírio entre os espectadores ao interpretar a popularíssima Ainda bem, e ECT, que compôs com Nando Reis e Carlinhos Brown para Cássia Eller, e aproveitou para falar de sua admiração pela cantora mineira-brasiliense; e por Mina, diva da música italiana, que também gravou Ainda bem.


Marisa, que havia dirigido palavras de carinho aos admiradores e a Brasília, logo depois de abrir o show, fez o mesmo ao apresentar os músicos da banda, entre eles o violonista e baixista Dadi Carvalho, que a acompanha há vários anos, e "ao mais querido power trio da música brasileira", referindos-e a a Lúcio Maia, Dengue e Pupillo, da banda Nação Zumbi.


Tudo isso emoldurado por cenário belíssimo em que vídeos criados por atistas plásticos para o Verdade uma ilusão, eram projetados no telão. No bis, com a parte em frente ao tomado por fãs, que registravam o gran finale com máquinas fotográfica e celulares, ouviu-se dois antigos sucessos, Amor I love you e Já sei namorar.


Uma das novidades do show em Brasília foi a apresentação de uma música inédita. "Dizem" é uma parceria da artista com os músicos Arnaldo Antunes e Dadi. A letra da canção fala sobre as mudanças no mundo, guerra, paz, medo, inteligência e violência. Entre os trechos estão “a modernidade agora vai durar para sempre”, “deuses e ciência vão se unir na consciência” e “vivermos em harmonia não será mais utopia”.

Referência: CB

Miguel Bosé é o homenageado como Personalidade do Ano da Academia Latina da Gravação



No evento Personalidade do Ano 2013, alguns dos grandes nomes da música latina se unem para celebrar a Personalidade do Ano 2013 da Academia Latina da Gravação, Miguel Bosé

O cantor e compositor Miguel Bosé, homenageado como Personalidade do Ano da Academia Latina da Gravação na quarta-feira (20) à noite no South Seas Ballroom do Mandalay Bay Resort and Casino em Las Vegas, exemplifica essas qualidades. O reconhecimento à Personalidade do Ano da Academia Latina da Gravação procura celebrar não apenas os logros artísticos de um artista, mas também seus esforços filantrópicos, seu compromisso com a comunidade e seu trabalho social.

Bosé não apenas traçou uma longa carreira marcada pela inovação, como também se envolveu com esforços tão nobres e díspares como promever a paz como direito universal com a fundação Paz Sin Fronteras, com seu colega e amigo Juanes; buscando melhorar o futuro das crianças indígenas no México, protegendo os mares com seu trabalho junto à organização sem fins lucrativos Oceana; ou apioando a luta pela erradicação da AIDS.

“Miguel é um artista profundamente generoso com os demais”, disse Gabriel Abaroa Jr. Presidente/CEO da Academia Latina da Gravação em sua introdução. “Ele é um convencido – e muito convincente com suas ideias”.

Mesa posta, desde a canção inicial, “Linda”, interpretada por Gian Marco, Alex Cuba e Santiago Cruz o programa musical se moveu com grande ritmo e coerência.

Ricky Martin recriou “Bambú”, música que cantou no disco Papito. “Eu o admiro, o respeito, o quero e é uma pessoa muito importante em minha carreira”, disse dirigindo-se a Bosé no final de sua atuação. “Como me influenciou!”

O show mudou de tom com Laura Pausini, que cantou uma elegante, porém forte, versão de “Te Amaré”. Pausini terminou dizendo, improvisadamente,“… sempre te amarei, Miguel Bosé”.

Julieta Venegas e Juan Compodónico, do grupo Bajofondo, cantaram “Amante Bandido”, enquanto que Alejandro Sanz interpretou com dramaticidade a “Si Tú No Vuelves”. Já Ximena Sariñana e Draco Rosa apresentaram uma versão angular e potente de “Júrame”.

Pablo Alborán e Jesse & Joy contribuíram com um medley de “Olvídame Tu/ El Hijo del Capitán Trueno/ Como un Lobo”, e Juanes escolheu “Nada Particular”, dando um carinhoso abraço no final em seu amigo e sócio Miguel Bosé para encerrar seu número.

Natalia Lafourcade e Illya Kuryaki ofereceram um contraponto sensacional de elegante sensualidade e rap (com um acento de ska) com “Morena Mía”. A noite chegou a seu ápice com a versão afro-colombiana de “Amiga”, por Carlos Vives e o incomparável Carlos Santana – mas, por incrível que possa parecer, este não foi o ponto alto do espetáculo.

O evento incluiu vários testemunhos em vídeo, como o de uma das crianças da primeira Aldea Musical patrocinada por Bosé em Oaxaca, México. Depois a apresentação do prêmio à Personalidade do Ano da Academia Latina da Gravação chamou ao palco Sanz, Juanes, Abaroa, Luis Cobos, Presidente do Conselho Diretivo e Neil Portnow, Presidente/CEO da The Recording Academy®.

“Você merece este prêmio por muitos motivos,” disse Sanz. “Te quero, te admiro, sou teu fã e sempre serei teu amigo”. Juanes, com quem Bosé já dividiu momentos importantes e difíceis, falou que “é um privilégio ser teu amigo e ser teu fã também. Você é um exemplo para todos.” “O que vocês me presentearam esta noite é fantástico”, disse Bosé, já com a presença de sua mãe Lucía no palco.

“Este prêmio é importante por várias razões”, explicou Bosé. “Se premia a parte da música, mas também o cidadão Miguel. Miguel e Bosé se odeiam, mas vivem neste corpo e não têm mais remédio que se aguentar. Este prêmio reconhece a ambos. Por isso mesmo é um prêmio extraordinário”.

E como não podia deixar de ser, esta noite foi Miguel Bosé que também ofereceu o momento musical mais memorável. Com “Nena” e depois como um generoso extra para uma platéia que não o queria deixar ir embora, uma densa, perigosa e romântica versão de “Sevilla”, com o público já todo de pé.

Já haviam saudado o artista e o filantropo, agora desfrutavam de Miguel Bosé, o intérprete, músico, bailarino e muito mais.

sábado, 23 de novembro de 2013

Centenário do Poetinha é tema de Exposição em Buenos Aires



Vinícius de Moraes é reconhecido no mundo todo por suas composições e, como a Argentina não poderia ficar de fora desse grupo, os portenhos também organizaram atividades para celebrar o centenário de nascimento do artista brasileiro


A mostra reúne fotos íntimas, instalações de vídeo e documentários, e tem como trilha sonora a sua canção mais lembrada, "Garota de Ipanema", composta com Tom Jobim, um de seus maiores parceiros musicais. Realizada em um centro cultural do elegante e requintado bairro da Recoleta, a exposição tem curadoria de duas argentinas, a artista plástica e estilista Renata Schussheim e a ex-companheira de Vinícius, Marta Rodríguez Santamaría.

Entre as 90 imagens exibidas na galeria estão retratos do poeta com Pelé, os poetas chilenos Pablo Neruda e Gabriela Mistral, e o cineasta norte-americano Orson Welles. Um dos maiores destaques do espaço é um painel que se abre diante dos olhos do visitante, mostrando um enorme telão com projeção digital das areias e o barulho do mar da praia carioca de Ipanema.

Livros e cartas de Vinícius também integram a exposição, que, fora do Brasil, é a maior homenagem ao centenário do artista. O espaço que abriga a mostra é a sala Cronopios, nomeada assim devido aos famosos personagens do escritor argentino Julio Cortázar, que se consagrou como um dos mais importantes do Realismo Fantástico latino-americano. A exposição deve ficar aberta por três semanas.

No Brasil, a mais recente homenagem ao Poetinha foi idealizada pelos Correios, que acabam de lançar um selo em comemoração ao centenário (foto ao lado). A novidade foi divulgada na exposição Filatélica Mundial Brasiliana 2013, que acontece no Rio de Janeiro (RJ).

O selo foi inspirado nos antigos LP’s de Bossa Nova e traz elementos ligados a Vinicius, como o calçadão de Ipanema, violões e máscaras de teatro, além de um trecho do "Soneto da Fidelidade", um dos mais conhecidos escritos por ele.

Octagenário se recusa a devolver obras recolhidas por nazistas


article image


O negociador de arte Cornelius Gurlitt   tinha em seu apartamento mais de mil obras de arte confiscadas pelo regime nazista. Elas foram confiscadas, mas ele as quer de volta

Cornelius Gurlitt escondeu por décadas, em seu apartamento, centenas de obras de arte confiscadas por oficiais nazistas. O negociador de arte de 80 anos finalmente quebrou o silêncio, depois que a descoberta repercutiu por todo o mundo. Ele afirmou que não irá devolver as obras, nem quer negociar com os antigos donos e herdeiros.

Gurlitt declarou à revista alemã Der Spiegel que funcionários do governo estão tentando negociar, mas que ele não está interessado. “Quando eu morrer eles podem fazer com eles o que quiserem”. O comentário do negociador, o primeiro que ele fez sobre o assunto, veio depois que o ministro da Justiça da Baviera disse que espera chegar a um acordo para evitar uma luta legal longa e agilizar a restituição das obras.

Acervo valioso

Foram mais de 1.400 obras de arte encontradas, incluindo obras-primas de Henri Matisse e Otto Dix. A descoberta foi feita há dois anos, mas só foi tornada pública há duas semanas. Funcionários da Baviera dizem acreditar que mais de 500 peças podem ter sido roubadas pelos nazistas.

A recusa de Gurlitt a considerar uma solução amigável pode complicar a restituição das obras. No direito alemão, Gurlitt é o dono do acervo encontrado em seu apartamento até que se prove o contrário. Alguns especialistas questionam até mesmo se as autoridades tinham base legal para divulgar os nomes das obras na coleção de Gurlitt ao público, como fizeram com 25 obras na semana passada. Também não está claro por quanto tempo as autoridades podem manter o acervo.

Crimes prescritos

Mesmo que pudesse ser provado que certas obras foram roubadas, qualquer crime que possa ter sido cometido em conexão com a coleção prescreveu décadas atrás. A confusão envolve também acordos internacionais que a Alemanha assinou sobre como agir em relação a obras roubadas por nazistas. Enquanto as autoridades alemãs argumentam que as diretrizes se aplicam apenas a museus e não a indivíduos, Stuart Eizenstat, secretário especial do Estado sobre questões do Holocausto, discorda, o que gera pressão internacional para uma resolução.

Ainda sim, o negociador está irredutível. Gurlitt declarou que a perda dos quadros foi extremamente dolorosa, mais do que a morte de seus pais. Ele contou que teve de ver as obras sendo levadas e que, nas últimas duas semanas, teve pesadelos. “O que essas pessoas querem de mim? Eu só queria viver com as minhas pinturas”, disse Gurlitt que se referiu a seu pai, um ex- negociante de arte para os nazistas, como um herói que salvou as obras do nazismo, dos americanos e dos russos.

A descoberta das obras ocorreu por acaso. O idoso foi investigado depois que as autoridades o pararam durante um controle fronteiriço de rotina, embarcando da Suíça para a Alemanha, e notaram que ele estava carregando nove mil euros em dinheiro, ou pouco menos dos dez mil permitidos por lei. As suspeitas aumentaram quando se descobriu que Gurlitt não tinha uma conta bancária alemã, nem seguro social ou de saúde, e que seu endereço não era registrado na cidade de Munique, uma exigência para todas as residências alemãs
.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Festival reúne principais jovens violonistas do mundo em Vitória da Conquista BA



O festival tem diversos propósitos, como formar público para a música erudita, incentivar jovens músicos ao estudo do violão e incluir Vitória da Conquista no circuito da música erudita de concerto
 
Vitória da Conquista sediará a partir desta quinta-feira, 21, um dos mais importantes encontros de concertistas da atualidade. Para se ter ideia, da nova geração de violonistas, cinco dos convidados estão entre os 10 maiores jovens concertistas do mundo: Jorge Caballero, Paulo Martelli, Duo Siqueira Lima e João Carlos Victor. Todos estarão reunidos no I Festival Internacional de Violão, promovido pela Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Educação, em parceria com o Movimento Violão.

Desde 1997, o município segue a tradição de articular e integrar a arte culta e elaborada à cultura popular. Naquele ano, a Administração Municipal promoveu em praça pública o encontro musical da orquestra sinfônica e dos ternos de reis, na presença de 7 mil pessoas e que foi notícia em veículos de circulação nacional.

A abertura do evento será nesta quinta-feira, 21, às 20 h, no auditório do Polo de Educação Permanente (Cemae) e contará com o concerto do Duo Siqueira Lima.


Jorge Caballero

Convidados especiais - A importância do I Festival Internacional de Violão pode ser medida pelos nomes presentes. Jorge Caballero, peruano radicado nos Estados Unidos, é o mais jovem músico e único violonista a vencer o prêmio Internacional de Naumburg, um dos mais cobiçados e prestigiosos da música erudita internacional. Solista da Filarmônica de Los Angeles, New York Chamber Simphony, entre outras. Em 2009, substituiu John Williams na 18ª edição do mais importante festival de violão da Europa, o Iserlohn Guitr Symposium. É dono de um repertório notável, que inclui a Sinfonia Novo Mundo, de Dvorak, ou Quadros de Uma Exposição (Mussorgsky), abrangendo ainda de Bach a Ginastera, de Paganini a Ponce, de Scarlatti e Dowland a Mauro Giuliani, além de peças renascentistas para vihuela e de compositores contemporâneos como Berio.


João Carlos Victor

O baiano João Carlos Victor é o violonista brasileiro mais premiado de sua geração. Detentor de 16 prêmios nos mais importantes concursos, tais como o Ligita International Guitar Competition, o Concurso Internacional Mozart Kammermusik Wettbewerb, Iº Concurso Internacional Vital Medeiros (ganhando também o prêmio especial de público); VIII Concurso Nacional Heitor Villa-Lobos, em que foi, pela primeira vez no evento, o candidato que obteve nota máxima de todos os jurados e premiado, também, como Melhor Intérprete do compositor Heitor Villa-Lobos. Vive na Basiléia, Suíça, onde cursa o Master Spezialisiert Solist, o mais alto diploma na área de música do país, na Hochschule für Musik Basel, orientado pelo aclamado violonista argentino Pablo Marquez. Além de violão, João continua se dedicando ao estudo da música antiga e guitarra romântica com o alaudista e especialista em instrumentos de corda pinçada, prof. Peter Croton da Schola Cantorum Basiliensis.


Duo Siqueira Lima

Siqueira Lima é um duo de violão formado pela uruguaia Cecília Siqueira e pelo mineiro Fernando de Lima. Iniciaram carreira internacional em 2003, desde então se apresentam regularmente pela Europa. Lançaram álbuns em Dublin (Irlanda), no Festival of World Cultures em 2006 e no Festival Internacional de Violão em Paris, em 2010. Em novembro de 2007 realizaram seu Debut no National Concert Hall em Dublin-Irlanda e no Cultural Arts Center em São Petersburgo-Rússia. Em seu repertório, o Duo Siqueira-Lima mistura gêneros como clássico, barroco e música brasileira.


Paulo Martelli

O brasileiro Paulo Martelli é considerado o melhor violonista da sua geração. Diplomado na Juilliard School e Manhattan School of Music (EUA), é um músico eclético, criativo, além de professor, idealizador e curador do projeto Movimento Violão (Sesc), série de programas considerada como a mais importante do país, promovendo o melhor do violão erudito ao público, em apresentações mensais gratuitas. Na Manhattan School, estudou ornamentação barroca e recebeu da instituição o Prêmio Segovia, pelo seu brilhante desempenho acadêmico e alto nível de execução do instrumento. Foi aluno de Francisco Brasilino e Henrique Pinto, e teve como principal mentor o violonista e luthier Sergio Abreu. Martelli é o principal articulador entre os músicos participantes para viabilizar este evento, o Festival Internacional de Violão promovido pela Prefeitura de Vitória da Conquista.

O I Festival Internacional de Violão acontece na Casa Memorial Régis Pacheco e no Auditório do Polo de Educação em Saúde (Cemae). Mais informações, no Conservatório Municipal de Música, pelo telefone (77) 3422 8144.

Fonte: PMVC

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Design Amazônico foi o grande destaque na maior feira de decoração do Mundo



Paris sediou recentemente a Maison & Objet, o maior evento de decoração do Mundo, onde o Amazonas, que foi o único estado da região norte do Brasil presente e abocanhou o prêmio com uma peça selecionada bastante original

Durante o evento, um grupo de jurados percorreu os oito halls que compõe a Feira e destacou em cada um deles uma peça como “A Descoberta” ( Les Découvertes) do evento. No caso do hall 1, dedicado ao design étnico, a peça selecionada foi uma Cesta para Pães, do designer Luiz Galvão, comercializada pela Native.
 “Foi emocionante este reconhecimento. Em um evento gigante como este, com cerca de três mil expositores, ter uma entre as oito peças consideradas ‘as descobertas’ da Maison & Objet foi uma surpresa!” declarou Rozana Trilha, sócia-proprietária da Native, ao receber o reconhecimento pelo site francês Maison à Part, especializado em decoração.
A empresa Native Original, representante do projeto Design Tropical da Amazônia, desenvolvido pela Fucapi, esteve presente. As peças estavam expostas no estande da Associação Brasileira de Exportação do Artesanato (Abexa)/ APEX (representando o Brasil). 

Sobre a Maison & Objet

Considerado o maior evento do segmento de decoração, a Maison & Objet acontece duas vezes por ano, em janeiro e setembro. Reúne compradores de todos os continentes e cerca de três mil expositores. Esta foi a primeira participação da Native Original Products na mesma.

Premio Literário José Saramago foi para Ondjaki, escritor e poeta que nasceu em Luanda



Gravura de Picasso foi arrematada por US$ 38.500, mas serigrafia de Andy Warhol não teve comprador



Gravura de Picasso intitulada Jeu sur la Plage, de 1933, é leiloada por US$ 38.500 em Londres, enquanto que uma serigrafia de Lênin feita por Andy Warhol, estimada em 112 mil dólares, não teve arrematador

Jeu sur la Plage, de 1933, é o título da gravura de Pablo Picasso, que foi vendida em Londres por 38.500 dólares pela casa Bonhams. A obra, uma das quatro provas de impressão da gravura, expressa três mulheres nuas brincando com uma bola. Ela compõe a produção da época mais ativa do espanhol e foi vendida em leilão de obras que percorrem a história da ascensão do pop, notadamente no continente europeu.

Com nome bastante pomposo, Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso, ou simplesmente Pablo Picasso, foi um dos maiores nomes da arte espanhola, tendo se destacada como pintor, escultor e desenhista, tendo também trabalhos na área da poesia

Andy Warhol encalhado

O que seria a grande estrela do leilão, uma serigrafia de Lênin feita por Andy Warhol ficou na prateleira por falta de comprador. A Bonhams trabalhava com uma expectativa de que a reprodução, impressa pelo artista Rupert Jasen Smith em uma série única, alcançasse ou até superasse o preço de 112.000 dólares, mas nenhum arrematador chegou ao valor desejado.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Terra do grande escritor português Fialho de Almeida, Cuba destaca-se entre outras cidades lusitanas



Na pacata e simpática cidade com ruas ladeadas de casas pintadas de branco para atenuar o calor que vai a 40ºC no verão, vale a pena um passeio a pé onde se pode conversar com estudantes, empresários e agricultores locais

Os inúmeros achados arqueológicos são testemunho da ocupação do espaço onde atualmente se situa a vila de Cuba desde a pré-história, sendo também evidentes os vestígios de uma importante ocupação na época Romana, tal como algumas ruínas de “villas” e pontes.Cuba é uma cidade lusitana cujo nome não podia ser mais sugestivo, a 200 quilômetros a sudeste de Lisboa.

 O pequeno município com quase 5.000 habitantes, localizado no coração do Alentejo, uma das regiões historicamente mais pobres de Portugal, hoje ostenta números de fazer inveja a outros municípios bem mais portentosos.

Para uns, o nome da vila de Cuba terá tido origem na deturpação da palavra árabe “Coba”, diminutivo de pequena torre. Para outros, por ter sido conquistada pelas hostes de D. Sancho II, o seu nome deve-se ao fato de ao entrarem na vila, os soldados terem encontrado grande número de “cubas” de vinho, tendo-lhe dado o nome de ”Cuba”.

Da ocupação Árabe parece dar testemunho um dos primeiros arruamentos abertos na Vila, que ainda hoje se denomina como "Rua da Mouraria", sendo que tal como noutras povoações, mesmo após a reconquista alguns habitantes Árabes terão ficado a residir no território.

Mais antiga loja de discos de Londres está à venda por R$ 1 milhão



Loja de discos mais antiga de Londres é colocada à venda na internet por R$ 1 milhão, mas proprietário, de 60 anos, exige que o comprador mantenha o estilo do estabelecimento e "sonho vivo"

Depois de 34 anos de dedicação à loja de discos usados “On the Beat”, a mais antiga de Londres, o proprietário Tim Derbyshire quer passar para frente o seu estilo de vida. Com esse objetivo, o comerciante de 60 anos colocou o estabelecimento à venda no eBay, desde o fim de outubro até o dia 25 deste mês, pelo valor de £300 mil (cerca de R$ 1,1 milhão).Mesmo em tempos de música disponível por downloads e iTunes, loja de discos com 34 anos de existência ainda sobrevive em Londres, mas seu proprietário quer vendê-la por R$ 1 milhão.

Derbyshire, porém, garante não estar em busca apenas do dinheiro para sua aposentadoria: ele quer alguém que mantenha o “sonho vivo” e, para tanto, pretende selecionar os interessados em assumir o negócio, localizado no Soho, bairro boêmio localizado no centro da capital britânica.

“Este é o meu bebê, meu filho. Eu dediquei 34 anos da minha vida a essa loja, a esses discos. Quero alguém que tenha o mesmo comprometimento que eu tive com o lugar. Seria muito triste se uma corporação comprasse (a loja) e abrisse outra coisa aqui”, disse a Opera Mundi. Derbyshire comprou a loja em 1979, mas “On the Beat” existe desde os anos 1950, em um espaço de poucos metros quadrados na Hanway Street. Segundo o proprietário, trata-se da loja “independente” de discos de vinil mais antiga da capital britânica.

O valor de pouco mais de R$ 1 milhão inclui o contrato de aluguel do espaço por mais dez anos, além de cerca de 50 mil álbuns de clássicos do rock, jazz, soul, blues, folk, country e pop dos anos 1990. Há também alguns CDs (cerca de 5% da coleção), camisetas e fotos autografadas por artistas que já frequentaram o local, como o ex-Beatle Paul McCartney e o músico David Bowie. Entre os itens mais caros à venda estão álbuns originais (primeira edição) do The Who e Jimmy Hendrix, à venda por cerca de R$ 1.200.

O comerciante disse que optou por colocar um “estilo de vida” à venda porque, de fato, a loja não dá lucro. Apesar da alusão a “Alta Fidelidade” no anúncio online, o comerciante nunca assistiu ao filme, imortalizado nas telas por John Cusack, em 2000, nem leu o livro. “Achei que soaria bem no anúncio. De qualquer forma, todos meus amigos sempre compararam a minha vida ao filme”, admitiu.


Segundo Derbyshire, apesar da queda das vendas nos anos 2000 - graças ao iPod e ao download de músicas online -, a procura por discos de vinil cresceu nos últimos anos, sendo que ele estima vender, em média, 50 LPs por dia. “Vamos dizer assim: as vendas não são ruins, mas você não vai ficar rico com essa loja”, afirmou.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Modernidade reduz drasticamente o comércio de camelos na Índia




Evolução técnica e chegada de novas tecnologias mudam paradigmas da sociedade indiana que vê o mercado de camelos encolher a cada ano. Nesse cenário, a saída é a migração dos animais do trabalho rural para o segmento turístico


A cada ano o número de animais comercializados na Índia diminui, deslocados pela modernidade. Uma pequena colina serve de acampamento aos comerciantes de camelos de todo o estado do Rajastão, no norte da Índia: os animais pastam entre barracas, enquanto os homens vestindo turbantes coloridos os preparam para a difícil tarefa de venda de camelos nos dias atuais.


"Agora há mais tratores e máquinas, por isso nosso negócio está indo abaixo. Cada vez há menos camelos. Agora são sacrificados para vender a carne", explica Om Prakash, de 60 anos, que há 12 anos visita a feira para fazer negócios.

A Feira de Camelos de Pushkar, realizada todos os anos, é na verdade uma feira de dromedários, mas ninguém a chama assim. Prakash chegou a Pushkar, pequena cidade do Rajastão em torno de um lago sagrado, com cinco camelos vindo de Ganganagar, uma viagem de quatro dias pelo deserto, acompanhado de sua família.

"Há cinco ou seis anos havia tanta gente nessa feira que não era possível nem ficar de pé", disse Prakash, filho e neto de comerciantes de camelos e que espera que seus descendentes se dediquem ao mesmo serviço. Na Índia os camelos são tradicionalmente utilizados para trabalhar na agricultura e como meio de transporte, mas a chegada da modernidade em forma de tratores e caminhões está deslocando esses animais.

Viés turístico

Mas se o mercado dos camelos está em baixa, o turismo gerado pela presença dos quadrúpedes segue o caminho contrário. Pushkar, popular destino de "mochileiros" durante todo o ano, recebe milhares de turistas durante a feira.

Atraídos pelo exotismo do evento, pelos passeios de camelo e pelo bazar cheio de colares e produtos de couro, o número de turistas estrangeiros "armados" com suas câmeras fotográficas provavelmente supera o de camelos. Além disso, um festival dedicado ao deus Brahma - Pushkar acolhe o primeiro templo dedicado à divindade - atrai por sua vez milhares de indianos à cidade.

Enquanto os peregrinos rezam e os turistas fazem compras, o comerciante de camelos Umeda Ram, de 60 anos, é pessimista: "Trouxe cinco camelos, talvez eu venda todos, ou só dois. Mas talvez eu tenha que levar os cinco para casa".

Uma das atrações de Pushkar é a feira de animais, um espaço onde famílias tribais comercializam seus camelos, ovelhas e gado (cerca de 50 mil desses animais são postos à venda a cada ano) e onde turistas têm a chance de tirar algumas das melhores fotos de sua viagem.

Sob o cenário dramático do deserto, o evento abriga, além da compra e venda de animais, números de dança, passeios de balão, corridas de camelo e um desfile interminável das coloridas roupas típicas do Rajastão. Há, também, procissões espirituais, visto que Pushkar é uma das cidades mais sagradas para os hinduístas.

Mexicana Elena Poniatowska vence Prêmio Cervantes 2013



A escritora mexicana Elena Poniatowska foi, esta terça-feira, agraciada com o Prêmio Cervantes 2013, distinção máxima para a literatura hispânica. O anúncio foi feito pelo Ministro da Educação, Cultura e Desporto espanhol, José Ignacio Wert

Da Espanha, esta manhã, partiu o telefonema com o anúncio que apanhou a escritora de surpresa. Aos 81 anos, o reconhecimento que agora adquire torna-se um ponto alto da sua carreira e um estímulo para os anos que se seguem, "dez, pelo menos", segundo é seu desejo. "É uma grande alegria estar ao lado de (Carlos) Fuentes, Sergio Pitol e José Emilio Pacheco, são três homens e agora eu, que sou uma mulher. Acredito que, na história do prêmio, apenas três mulheres ganharam e eu sou a quarta", afirmou Poniatowska.

O Prêmio Cervantes, no valor de 125 mil euros, que é concedido pelo Governo espanhol e distingue anualmente, de forma alternada, escritores espanhóis e latino-americanos, é considerado o Nobel da Literatura espanhol e foi criado em 1975 pelo Ministério de Cultura. A láurea reconhece a contribuição do conjunto da obra de um escritor para enriquecer o legado literário hispânico.. O vencedor é escolhido por um júri de acadêmicos, ex-vencedores e membros da imprensa.

A cerimônia de entrega do prêmio ocorrerá em23 de abril de 2014, na Universidade de Alcalá de Henares, em Madrid, data que marca a morte do autor espanhol Miguel de Cervantes.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Nova série “Guerra nas Estrelas” será gravada pelos estúdios Walt Disney e tem estreia prevista para dezembro de 2015



A previsão é que o novo filme tenha estreia dentro de um ano, mas a expectativa é grande entre produtores e, principalmente, os fãs da série “Guerra nas Estrelas”, espalhados pelos quatro cantos do planeta

O anúncio foi uma ratificação, diante de notícias que sugeriam que o filme, prometido no ano passado para 2015, tivesse que ser adiado para o ano seguinte.O primeiro episódio de uma aguardadíssima nova série da saga cinematográfica "Guerra nas Estrelas" será lançado em 18 de dezembro de 2015, conforme anunciaram os produtores da lendária franquia de ficção científica.

"Estamos muito animados por compartilhar oficialmente a data de 2015 para o lançamento de 'Guerra nas Estrelas: Episódio VII'" (Star Wars: Episode VII', no original), afirmou Alan Horn, presidente dos estúdios Walt Disney, que no ano passado comprou a Lucasfilm, empresa do criador de "Guerra nas Estrelas", George Lucas.

O lançamento em dezembro de 2015 "não apenas será a âncora da popular temporada de novos filmes nas festas" de final de ano, mas também "vai assegurar à nossa extraordinária equipe cinematográfica o tempo necessário para apresentar um filme sensacional", acrescentou.

As filmagens estão previstas para começar na próxima primavera (no hemisfério norte), nos estúdios Pinewood, nos arredores de Londres, acrescentou a Disney em um comunicado, destacando que a fase de pré-produção está "a pleno vapor".

Todos os seis filmes anteriores de "Guerra nas Estrelas" - que tiveram lançamentos antes do verão nos Estados Unidos - incluíram a produção em estúdios britânicos, entre eles Elstree, Shepperton, Leavesden, Ealing e Pinewood. Lucas, que lançou a saga em 1977 e dirigiu quatro dos seis filmes até agora, trabalhará como consultor criativo em pelo menos três novos filmes, que devem ser lançados a cada dois ou três anos.

O novo filme será dirigido por J.J. Abrams ("Missão: Impossível III", "Jornada nas Estrelas") a partir de um roteiro redigido por Abrams e Lawrence Kasdan, cujo currículo inclui "O Império Contra-ataca" e "O Retorno de Jedi".

O veterano compositor de músicas para o cinema, John Williams, criará a trilha, enquanto Abrams, a presidente do Lucasfilm, Kathleen Kennedy, e Bryan Burk serão os produtores do aguardado filme.

Já se vão quase quatro décadas, desde o primeiro episódio da saga "Guerra nas Estrelas" que chegou aos cinemas em 1977 e a ele se seguiram duas trilogias: três filmes entre 1977 e 1983 e outras três sequências de 1999 a 2005. A marca se expandiu para parques temáticos e um gigantesco segmento de merchandising, tornado-se uma marca poderosa com legiões de seguidores mundo afora.

Em todo o mundo, os filmes faturaram cerca de US$ 4,4 bilhões nos últimos 35 anos e oferecem "um universo virtualmente ilimitado de personagens e histórias para impelir lançamentos continuados de filmes de ficção", manifestou a Disney ao comprar a Lucasfilm. A previsão é de que , com o novo filme, o faturamento total da série ultrapasse a marca dos US$ 5 bilhões.

Apesar da imperfeição admitida pelo pelo próprio diretor, 'O Exercício do Caos' é um filme bastante interessante



Um pai autoritário vive com suas três filhas adolescentes em uma fazenda afastada, no interior do Maranhão. As meninas sofrem com a ausência da mãe, supostamente desaparecida, e ao mesmo tempo precisam lidar com a exploração de um capataz, que se aproveita da sua inocência e fragilidade

A história é meio tresloucada e há pouco diálogo entre o pai (Auro Juriciê) e as filhas (Thalyta Souza, Isabela Souza e Tainá Souza). A mãe (Elza Gonçalves) não faz mais parte desse quadro familiar. Reaparece na memória dos personagens e em seus fantasmas – que é o termo psicanalítico correto para fantasias inconscientes. Mas, mesmo aqui, ficamos na dúvida sobre se é de fato a mãe real, ou apenas uma entidade imaginada para, digamos, preencher uma falta.

Lacuna que é a estrutura própria daquela família.O diretor Frederico Machado falou abertamente sobre as as imperfeições do seu trabalho na primeira apresentação do seu longa de estreia, em Curitiba, no Festival Olhar de Cinema, mas suas imperfeições não lhe roubam o interesse. Pelo contrário, elas advêm menos de supostas insuficiências do diretor do que de sua disposição ao risco. Quem se arrisca, erra. Quem não se arrisca, além de não petiscar, arrisca-se a fazer uma obra certinha, porém burocrática.

O exercício do caos narra em tons de suspense existencialista a história de um pai soturno e autoritário que vive com as três filhas adolescentes em uma fazenda de mandioca no interior do Maranhão. A família compartilha a ausência da mãe e lida com os ditames rigorosos de um estranho capataz que os explora enquanto persegue a inocência das meninas, divididas entre a ilusão da infância e a cruel realidade de suas vidas. Enquanto o eixo familiar desmorona pouco a pouco, os personagens, fragilizados, situam-se no limiar entre a razão e a loucura, entre o caos e a fé.

O exercício do caos, em cartaz em várias cidades brasileiras, é o que se pode chamar, sem medo de errar, de “filme de autor”, independentemente do critério utilizado. Do ponto de vista teórico ou abstrato, é de autor porque traduz em narrativa audiovisual uma visão pessoal do cinema e da vida. Mas é de autor também num sentido muito concreto, pois Frederico Machado fez tudo neste filme: escreveu, dirigiu, produziu e fez a fotografia.

domingo, 17 de novembro de 2013

Bares como o Amarelinho e o Villarino mantêm as tradições dos tempos que figuravam como preferidos de Vinícius de Moraes



São bares e restaurantes bastante frequentados e, muitos deles, têm o fato de serem os preferidos de Vinícius de Moraes como uma atração a mais

Em 19 de outubro de 1913, no Rio de Janeiro, nascia Vinícius de Moraes, um dos maiores poetas brasileiros. No centenário do músico, vale relembrar seus lugares preferidos no Rio.Em homenagem ao centenário do pai, Maria de Morais lançou recentemente um site remodelado com a biografia e parte do acervo de Vinicius de Moraes. “A iniciativa é a de dar acesso à obra de maneira correta, com referências certas, para que o conteúdo se propague de maneira perfeita e alcance todos. No site haverá fotos, imagens de alguns manuscritos, além de muita história”, destaca a caçula do poetinha.


Entre bares e restaurantes, conheça alguns dos favoritos de Vinícius:


Garota de Ipanema

Antigo Bar Veloso, o local ficou famoso por receber com frequência Tom Jobim e Vinícius de Moraes. O bar mudou de nome pela fama de ter sido o local onde os músicos compuseram o hit internacional "Garota de Ipanema". O poeta aproveitava o dia no bar para beber uísque e degustar alguns petiscos.

Onde: Rua Vinícius de Moraes, 49 - Ipanema. Funciona de segunda a domingo, de 12h às 2h.

Mais informações: (21) 2523-3787


Antiquarius

Tradicional restaurante carioca de culinária portuguesa, Vinícius frequentava o local no Leblon acompanhado da família e seu prato favorito era o arroz de pato. No menu do restaurante destacam-se a carne de porco à alentejana, paleta de cordeiro com feijão branco e muito bacalhau.

Onde: Rua Aristides Espínola, 19 - Leblon. Funciona de segunda a quarta das 12h às 1h, de quinta a sábado das 12h às 2h e aos domingos das 12h à meia-noite.

Mais informações: (021) 2294-1049

A Polonesa

Fundado em 1948, o restaurante se mantém um lugar simples, mas com o charme de Copacabana. No menu, comidas típicas da Polônia, como a sopa de beterraba e o estrogonofe, pratos preferidos de Vinícius. Para finalizar a refeição, suflê de chocolate quente, a grande estrela da casa e sobremesa que o poeta pedia com frequência.

Onde: Rua Hilário de Gouveia, 116 - Copacabana. Funciona de terça a sexta das 18h à meia-noite, sábado das 12h à meia-noite e domingos e feriados das 12h às 22h.

Mais informações: (021) 2547-7378


Villarino

Um dos locais preferidos de Vinícius e que gerou um dos encontros mais importantes de sua trajetória. Foi no Villarino que o poeta conheceu Tom Jobim e firmaram sua primeira parceria, a trilha sonora de "Orfeu da Conceição". No menu, pratos tradicionais como o bacalhau à Gomes de Sá.

Onde: Avenida Calógeras, 6 - Centro. Funciona de segunda a sexta, das 12h às 22h.

Mais informações: (021) 2240-1627 e www.villarino.com.br


Rio Minho

Inaugurado em 1884 e com o título de restaurante mais antigo do Rio, a casa tem especialidades portuguesas, servidas com fartura. A opção do balcão do lado de fora do restaurante oferece petiscos com preços mais acessíveis.

Onde: Rua do Ouvidor, 10 - Centro. Funciona de segunda a sexta, das 11h às 16h.

Mais informações: (021) 2509-2338


Degrau

Com cerca de 170 pratos, o restaurante é boêmio e familiar e tem a fama de atendimento rápido. No coração da Zona Sul e próximo ao locais que Vinícius frequentava, o Degrau era mais um na lista dos favoritos do poeta.

Onde: Avenida Ataulfo de Paiva, 517 - Leblon. Funciona de segunda a domingo, das 11h à 1h.

Mais informações: (021) 2259-3648 e www.restaurantedegrau.com.br

Café Lamas

Uma das casas mais tradicionais do Rio, o reduto de boêmios era frequentado por Vinícius. O restaurante é famoso pelas porções fartas e serve também pratos tradicionais do dia como moqueca, rabada, feijoada e mais.

Onde: Rua Marques de Abrantes, 18 - Flamengo. Funciona diariamente, das 9h às 3h.

Mais informações: (021) 2556-0799 e www.cafelamas.com.br