terça-feira, 15 de outubro de 2013

Teatro João Caetano completa 200 anos com apresentações gratuitas


 


Um dos teatros mais antigos do Brasil, inaugurado por Dom João VI, em 12 de outubro de 1813, na Praça Tiradentes, centro do Rio, o Teatro João Caetano coleciona há 200 anos grandes momentos históricos e artísticos do Brasil, como a assinatura da Constituição de 1824

Neste fim de semana, o teatro comemorou o bicentenário com uma programação especial, com dança, música e exposições. Nos dias 12 e 13, houve apresentações gratuitas da Companhia de Dança Deborah Colker com o espetáculo Nó. A Orquestra Sinfônica e o Coro de Câmara da Escola de Música Villa-Lobos, a Banda Sinfônica do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro também se apresentaram no sábado.O primeiro nome que a casa recebeu foi Real Theatro São João, em homenagem ao príncipe regente, que buscava um local de encontros sociais da Família Real e da corte portuguesa.

O Teatro João Caetano, com capacidade de receber mil espectadores, passou por muitas mudanças ao longo de seus 200 anos. O cenógrafo José Dias contou que o teatro, por exemplo, passou por reformas e teve vários nomes. "A arquitetura dele sofreu várias modificações e reformas. Além disso, o teatro teve vários nomes. Em 1824, passou a ser chamado de Theatro Inconstitucional; em 1826, Theatro São Pedro de Alcântara; em 1831, foi chamado Theatro Constitucional Fluminense; depois de 1839 passa a ser Theatro São Pedro de Alcântara, e a partir de 1923 então, que ele passa a ser chamado de Teatro João Caetano, em homenagem ao grande ator, João Caetano", disse o autor do livro Teatros do Rio - do Século 18 ao Século 20.

As mudanças na arquitetura ocorreram principalmente por causa de três grandes incêndios que atingiram o teatro em 1824, 1851 e 1856. O mais famoso foi o de 1824, logo após a assinatura da Constituição de 1824, minutos depois da saída de dom Pedro I do local.

"O interessante é que o prédio foi edificado com uns blocos de pedra de uma fortaleza que era destinada a construção do Edifício da Sé, que era a Catedral da Sé, e essa pedra tinha sido lançada no século 18, em 1749. Como a obra nunca foi concluída, a pedra que foi da catedral para o teatro, e o povo supersticioso atribuiu esses três incêndios a um castigo divino", contou José Dias.

Dias destaca a importância do teatro para a cultura nacional. "Ele tem uma trajetória histórica. É um teatro que tem uma volumetria, uma arquitetura, e hoje em dia os teatros perderam essa referência arquitetônica. O Teatro João Caetano tem uma trajetória de vida, de cultura. Muitos artistas passaram por este espaço, que é mágico até hoje. Atendeu a várias e várias gerações de artistas consagrados", avaliou.


Agência Brasil

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