domingo, 13 de outubro de 2013

O último 16 de setembro marcou o primeiro aniversário de morte de D. Canô Veloso


 


Relembrando o primeiro ano sem a sua genitora, Caetano Veloso posta mensagem de cunho nostálgico em dia que seria aniversário de Dona Canô

Claudionor Viana Teles Veloso, ou simplesmente Dona Canô, viveu o suficiente para ver seus filhos brilharem, principalmente Caetano Veloso e Maria Bethânia, dois ícones da música brasileira. Se estivesse viva, Dona Canô completaria, no último16 de setembro, 106 anos, e seu filho Caetano fez questão de marcar a data com um depoimento emocionado e uma foto antiga em seu Instagram.

''Hoje é o primeiro 16 de setembro em que não estamos com minha mãe na missa e na festa em Santo Amaro. Até o ano passado, quando ela completou 105 anos, Dona Canô esteve presente e atuante em todos os lugares por onde se estendia o festejo. Da Igreja da Purificação à nossa casa na Rua do Amparo, ela nunca pareceu sentir incômodo com a balbúrdia. A casa é até larga, com duas alas ao lado da porta guarnecida por um portãozinho de ferro rendado. Mas é muito mais comprida (as outras, vizinhas, quando são estreitas, são igualmente longas, com corredores que chegam a quintais que vão dar na Estrada dos Carros)''.

O cantor referência e tido como o letrista vivo da MPB ainda continuou sua narrativa, contando como eram as comemorações dos aniversários de dona Canô.

''As festas de aniversário de minha mãe pareciam festas de largo, começando na calçada e se estendendo até o fundo do quintal. Minha mãe percorria várias vezes essa longura na cadeira de rodas, passando por tantos amigos e parentes de todas as idades. Para mim é uma data incrivelmente mágica o dia do nascimento de minha mãe. Ela era a vida. E era toda a sabedoria que a vida pode ter sobre si mesma''.

Caetano ainda revelou que, quando postou o depoimento, estava em Buenos Aires, mas encerrou o discurso com um tom nostálgico, dizendo ter saudades do passado. ''Tenho saudade do tempo em que ela, cabelo todo preto e muito curto, tocava prato no samba-de-roda (Edith era a mestra, mas minha mãe também tinha a pegada). Hoje não estou em Santo Amaro. Nem sequer estou no Brasil. Faz muito frio em Buenos Aires e chove. Mas está tudo bonito assim na madrugada. Sempre que consigo me sentir um pouco alegre, dou graças a minha mãe''.

Dona Canô morreu no dia 25 de dezembro de 2012, em Santo Amaro, sua cidade natal, interior da Bahia, após passar seis dias internada por uma isquemia cerebral. A casa onde a família morou, um sobrado localizado no número 179, no centro da cidade, se tornou um ponto turístico para aqueles que visitam Santo Amaro, muitos dos quais, apenas e tão somente para conhecer a casa onde Dona Canô viveu.


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