domingo, 13 de outubro de 2013

Cine Theatro Brasil Vallourec, em Belo Horizonte sedia a exposição Guerra e Paz, de Portinari




Começou no último dia 9 de outubro a vai até 24 de novembro, o Projeto Portinari que leva ao Cine Theatro Brasil Vallourec a exposição Guerra e Paz, de Portinari, como marco da inauguração do mais novo centro cultural da cidadeEm cena, ocupando todo o palco do Grande Teatro, as obras primas de Candido Portinari (1903-1962): dois monumentais painéis produzidos na década de 1950, denominados Guerra e Paz.

Os murais são compostos, ao todo, por 28 placas de compensado naval, cada uma com 2,2 metros de altura por cinco metros de largura e 75 quilos. A área total pintada, uma superfície de 280 metros quadrados, é maior do que a do Juízo Final, produzida por Michelangelo para a Capela Sistina.

Apesar de os painéis já terem sido expostos no Rio de Janeiro e em São Paulo, com sucesso absoluto, a mostra em Belo Horizonte é a maior realizada no Brasil.

A exposição

Vencedora do prêmio de melhor exposição de 2012 pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA),Guerra e Paz, de Portinari, ocupa todos os espaços do Cine Theatro Brasil Vallourec, oportunidade para que o público possa apreciar não só as obras do pintor, mas também a restauração de um dos mais tradicionais espaços culturais de Belo Horizonte. O acesso será feito por meio de sessões, de hora em hora, com capacidade para 400 pessoas, cada, de 10h às 19h, de terça a domingo. A entrada será por ordem de chegada, sem a retirada prévia de senha. Antes de apreciar a beleza dos monumentais painéis, o público assistirá a um vídeo de 10 minutos sobre a história e o processo criativo de Portinari na elaboração dos painéis.

No Salão de Eventos, localizado no sétimo andar do edifício, serão expostos mais de 60 estudos preparatórios para a produção de Guerra e Paz, elaborados pelo pintor entre 1952 e 1956. Obras de coleções internacionais particulares, desde pequenos esboços a lápis sobre papel a grandes estudos a óleo sobre madeira, merecem destaque na mostra. Nesse piso, o público também terá a oportunidade de conhecer mais sobre a história de Candido Portinari, por meio da exposição de parte do acervo do Projeto Portinari. São uma centena de documentos históricos , cartas, fotos, jornais de época, depoimentos e objetos pessoais que contam, em detalhes, toda a trajetória do artista.

No sexto andar, o destaque é para as obras interativas Templo Portinari, que apresenta a relação do pintor com grandes nomes da intelectualidade nas décadas de 1920 a 1950, como Juscelino Kubitschek, Oscar Niemeyer e Carlos Drummond de Andrade, além do Carrossel Raisonné, que conta com 5 mil obras, organizadas de forma cronológica, desde a primeira pintura, feita quando Portinari tinha apenas 11 anos, até a última, inacabada.

Algumas curiosidades:

Guerra e Paz: são ao todo 28 placas de madeira compensada naval, com 2,2 metros de altura por 5 metros de largura, pesando 75 quilos cada.

A área total pintada nos painéis, uma superfície de 280 metros quadrados, é maior do que o do Juízo Final, de Miguel Ângelo, na Capela Sistina.

Segundo Bianco, não há um centímetro quadrado nos painéis que não tenha a pincelada de Portinari, que usou pincéis pequenos, para quadros de cavalete, não pincéis maiores...

No Diário Carioca de 29.02.1956 Portinari relatou que gastou 2.500 tubos de tinta de 200g para pintar as mais de 2 toneladas de madeira.

O Jornal da mesma data informava que o valor pago a Portinari pelos 2 painéis foi Cr$2.800.000,00 (a posterior instalação dos painéis na ONU custou 20 mil dólares)

Às 23 horas da noite da inauguração, Portinari perdeu a voz. E assim ficou por 3 dias.

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