sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A escritora canadense Alice Munro é a vencedora do prêmio Nobel de Literatura de 2013



O anúncio foi feito nesta quinta-feira pela Academia Sueca e, ao receber a notícia de que era a vencedora do Nobel, pelo qual vai ganhar US$ 1,2 milhão, Alice Munro disse que sabia estar no páreo, mas não esperava seguir o caminho de Saul Below, outro canadense premiado com o Nobel (em 1976)

É comum nos livros de Alice Munro, a vida de seus personagens mudarem de forma abrupta, como em uma espécie de autobiografia, já que a própria autora só assumiu sua vida profissional após a separação do primeiro marido, com quem dividia a direção de uma livraria. Dona de casa, sua literatura acontecia no hiato entre o nascimento de uma filha e outra. Mas são os fatos corriqueiros transformados em visões epifânicas que caracterizam os contos da canadense, entre eles um que se tornou popular (The Bear Came Over The Mountain) graças à versão cinematográfica, Longe Dela. No filme, Julie Christie interpreta uma vítima do mal de Alzheimer.A escritora conquistou mitos leitores, chegando a vender 1 milhão de exemplares nos EUA. No Brasil, ela foi publicada pelas editoras Globo e Companhia das Letras. A primeira lançou, em 2004, Ódio, Amizade, Namoro, Amor e Casamento, que será reeditado em dezembro, preparando o terreno para outros três livros que serão publicados a partir do próximo ano.





Confira os vencedores do prêmio Nobel de literatura desde 2000, e como a Academia Sueca os descreve:


Mo Yan em 2012: "seu realismo alucinógeno mistura contos folclóricos, história e o mundo contemporâneo".


Tomas Tranströmer em 2011: "através de suas imagens translúcidas e condensadas, ele nos dá um novo acesso à realidade".


Mario Vargas Llosa em 2010: "por sua cartografia das estruturas do poder e as imagens vigorosas da resistência, revolta e derrota dos indivíduos".


Herta Müller em 2009: "com sua concentração de poesia e sinceridade na prosa, ela retrata a paisagem dos menos privilegiados".


Jean-Marie Gustave Le Clézio em 2008: "autor de novas saídas, aventuras poéticas e êxtase sensual - explorador da humanidade além e abaixo da civilização dominante".


Doris Lessing em 2007: "a épica autora da experiência humana, cujo ceticismo, fogo e poder visionário colocou em escrutínio uma civilização dividida".


Orhan Pamuk em 2006: "que, na busca pela alma melancólica de sua cidade natal, descobriu novos símbolos do choque de culturas entrelaçadas".


Harold Pinter em 2005: "que, em suas peças, revela o precipício abaixo das disputas cotidianas, e força as entradas nos quartos fechados da opressão".


Elfriede Jelinek em 2004: "por seu fluxo musical de vozes e 'contravozes' em novelas e peças que - com zelo linguístico extraordinário - revelam o absurdo dos clichés da sociedade e do poder opressor".


John M. Coetzee em 2003:"que em inúmeros disfarces retrata o envolvimento surpreendente do estranho".


Imre Kertész em 2002: "por uma escrita que mantém a experiência frágil do indivíduo diante da arbitrariedade bárbara da história".


Vidiadhar Surajprasad Naipaul em 2001: "por possuir uma narrativa com perspectiva coesa e por trabalhos de escrutínio incorruptível que nos levam a enxergar a presença de histórias suprimidas".


Gao Xingjian em 2000: "por uma obra de validade universal, visões amargas e engenhosidade linguística, que abrem novos caminhos para novela e teatro chineses".

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