terça-feira, 17 de setembro de 2013

Virada Cultural de BH leva 200 mil pessoas às ruas em 24 horas



Primeira edição do evento na capital mineira cumpriu a promessa, levou 200 mil pessoas às ruas e ocupou vias e praças da cidade com programação que privilegiou os artistas mineiros e eventos gratuitos

1ª Virada Cultural de Belo Horizonte, que começou na tarde de sábado, 14, e ganhou todas as regiões da capital por 24 horas, conseguiu cumprir o prometido: levar cerca de 200 mil pessoas às ruas para celebrar a arte, a diversão e a convivência pacífica de todas as tribos. E, o que é melhor, com as praças onde ocorreram os shows e performances abertas, sem as grades e ou catracas que nos últimos quatro anos faziam parte da estrutura dos eventos e vinham incomodando parte da população.

A Virada Cultural mineira chegou com um diferencial em relação ao evento paulista, principal fonte de inspiração. Em vez de contar com atrações nacionais conhecidas, a opção foi por um elenco basicamente local, com poucas exceções, como as cantoras Elba Ramalho e Elza Soares e o grupo Demônios da Garoa. O público gostou. "Ficamos cara a cara com nossos criadores. Foi uma opção muito boa. A população de toda metrópole carece de espaços para celebrar a cidade e voltar para as ruas. Achei maravilhoso", afirmou o artista plástico Wilson de Avellar.

Logo no início da maratona, abrindo a virada, grupos folclóricos como o Boi de Arena, o Trovão de Minas e o Maracatu Lua Nova se apresentaram no Parque Municipal, com suas roupas coloridas, muita dança, rufar de tambores e coreografias típicas. Para André Salles, coordenador do Lua Nova, fundado em 2002 e que conta com 50 integrantes, a virada foi muito importante. "Deu visibilidade à cidade e, para nós, foi oportunidade de mostrar o trabalho", disse.

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