segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Sonho da riqueza transforma cidade mineira numa miniatura de Serra Pelada



O esforço é pelo sustento das famílias mas também acalanta o sonho de uma vida de conforto e desafia sol e chuva. Ainda é madrugada quando eles começam a se movimentar em direção às fazendas da região, levando nos ombros picaretas e a marmita dos “trabalhadores do cristal que se assemelha a diamante

Protegidas por uma sombra às margens do asfalto, as donas de casa Maria Aparecida Silva, de 50 anos, e Rosilene de Souza, de 49, tentavam “juntar fôlego” para voltar para casa, a seis quilômetros. Haviam extraído cerca de 15 quilos de cristais, trabalhando das 4h às 16h, mas mal conseguiam carregar os sacos, tamanho era o cansaço e o calor.


“Com cinco filhos e sem emprego, o jeito é se esforçar”, conta Maria. “Se formos olhar as dificuldades, morremos de fome”, completa Rosilene. Para Milton Gregório da Silva, de 54 anos, 40 deles trabalhando na extração dos cristais, o desalento é a certeza de não ficar rico um dia, como pode acontecer com os que trabalham nas cinco lavras e dezenas de minas de São José da Safira.


A cidade é conhecida internacionalmente pela grande produção e variação de turmalina, dentre elas a rubelita. “O que a gente ganha com o cristal mal dá para o sustento, mas fazer o quê?”, lamenta.

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