quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Novíssimo baiano dá novo fôlego ao trabalho do pai



Moraes Moreira e o filho Davi Moraes resgatam canções clássicas em show e se apresentam nesta sexta-feira (27/8), na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, pelo projeto MPB Petrobras

Por ser a trilha sonora de uma geração, Acabou Chorare já resultaria antológico. O segundo e definitivo disco dos Novos Baianos continua fazendo a cabeça de sucessivas gerações, que há quatro décadas parecem nascer sabendo canções como “Preta, Pretinha” ou “Brasil Pandeiro”. Depois de passar por São Paulo (Vivo Open Air), São Paulo (Virada) e Vitória, Morares Moreira e Davi Moraes trazem a recém-iniciada turnê de Acabou Chorare no Rio de Janeiro

O sucesso das duas únicas apresentações no Rio, uma delas ainda em formato acústico, fez com que Moraes decidisse montar a turnê e uma super banda de apoio para levar o show para várias cidades brasileiras, comemorando os 40 anos do álbum. A surpresa é que no show do Circo Voador serão captadas imagens para o DVD que Moraes Moreira e Davi farão para registrar a turnê de Acabou Chorare.

Para entender por que essas nove canções unem pais, filhos e netos, basta ouvi-las como são: delicadas, roqueiras, contemplativas e suingadas, numa ode à alegria que, como querem os românticos, tem o poder de harmonizar as diferenças. Além de recriar as composições do disco, Moraes Moreira conta ao público um pouco sobre o LP, as gravações, a convivência com os Novos Baianos, os encontros com João Gilberto e muito mais.

Sobre a parceira com o filho, Moraes afirmou: “Davi toca comigo desde a infância. Aos 7 anos ele participou de um show meu, executando Brasileirinho(Waldir Azevedo) no cavaquinho, o primeiro instrumento dele. Em 1985, com 12 anos, integrou a banda que me acompanhou, no Rock in Rio; e, aos 17 anos, iniciando a carreira de guitarrista, participou de turnê pela Europa e pelo Japão, que fiz com Pepeu Gomes”, lembra Moraes.

Nesta sexta-feira (27/8), às 21h, os dois se apresentam na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional de Brasilia, pelo projeto MPB Petrobras, e no próximo mês entram em estúdio para fazer registro do repertório em disco. Trata-se de mais um exemplo na MPB de que "filho de peixe, peixinho é...".

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