sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Mariana, destaca-se entre as cidades antigas de minas pela riqueza do patrimônio histórico e artístico



É cada vez maior o número de turistas que preferem outras opçôes, saindo do roteiro sol & praia e optando por outras vertentes como o turismo rural, ecológico, religioso ou histórico/cultural. Dentro deste grupo Mariana – MG destaca-se como a cidade mais antiga de Minas Gerais
Recentemente, oito cidades mineiras se inscreveram no PAC 2 das Cidades Históricas, um programa do governo federal que visa transferir recursos para ajudar na preservação do patrimônio histórico e artístico. Mariana foi contemplada com o maior volume: R$ 67 milhões, que serão aplicados em 15 ações já aprovadas de recuperação e restauração de importantes monumentos e edifícios da cidade.

Entre os projetos já aprovados para aplicação dos novos recursos, estão a restauração da Catedral da Sé (maior igreja da cidade) e também a da igreja de São Francisco de Assis, que compõe, com a igreja de Nossa Senhora do Carmo e a Casa de Câmara e Cadeia, o conjunto arquitetônico da Praça Minas Gerais, um dos cartões-postais da cidade.


Recuperação

Recentemente, Mariana esteve em festa para a reabertura da igreja do Carmo, recuperada após o incêndio que destruiu seu teto e interior em 1999. Apenas a fachada e o altar-mor escaparam. Depois de mais de dez anos de trabalhos, a igreja foi reaberta à visitação, de terça a domingo, das 9 às 12 horas e das 13 às 16 horas.

Apesar do bom trabalho feito no forro, no telhado e na nave central, alguns lugares, como as torres, ainda guardam marcas da tragédia de 1999, ocorrida justamente durante obras de restauração. A recuperação da vizinha igreja de São Francisco de Assis, que completa 250 anos neste 2013, é uma das prioridades do programa do governo federal.

A restauração da Catedral da Sé, principal igreja da cidade, também está entre as prioridades. É na Sé que está instalado o órgão Arp Schnitger, uma preciosidade do período barroco, fabricado na Alemanha em 1701 e dado de presente à cidade alguns anos depois. Recitais do órgão acontecem todo final de semana e atraem visitantes de todo o país e do exterior. É uma bênção escutar obras de Bach, Telemann, Couperin e outros mestres do órgão em um instrumento tricentenário e raro em todo o mundo.


Papa Bento XIV fez da cidade a primeira sede de bispado do Estado

Mariana, fundada em 1696, foi a primeira cidade e a primeira capital de Minas Gerais. Naquele remoto mês de julho, há 317 anos, bandeirantes paulistas descobriram ouro no Ribeirão de Nossa Senhora do Carmo, que acabou sendo o primeiro nome da futura capital de Minas: Arraial de Nossa Senhora do Carmo.

Em 1703, o nome ficou apenas Arraial do Carmo e, em 1711, o arraial foi elevado a Vila do Ribeirão do Carmo, que seria escolhida para ser a sede do Governo do Estado, reunindo as capitanias de Minas e São Paulo, criada em 1709.

Em 1720, a capitania foi desmembrada e a Vila do Carmo foi escolhida a capital. Em 1745, a vila foi elevada à condição de cidade e rebatizada Mariana, em homenagem a D. Maria Ana d’Áustria, esposa do rei D. João V. Foi o primeiro aglomerado urbano de Minas Gerais a receber a condição de cidade.

Naquele mesmo ano, o papa Bento XIV fez de Mariana a sede do primeiro Bispado de Minas. A elevação para arcebispado aconteceu em 1906.Com isso, Mariana também recebeu as primeiras escolas e hospitais de Minas.


Igreja diferente

A maior parte das atrações fica no Centro Histórico, embora a igreja de São Pedro dos Clérigos (de 1752) fique mais afastada, mais perto da estrada. Essa igreja tem um detalhe interessante: é uma das poucas igrejas barrocas do mundo em formato oval, como um casco de tartaruga.

Além dela, o Centro Histórico também tem a Rua Dom Silvério, com seus casarões centenários, como a casa do Mestre Athayde; tem a Praça Minas Gerais, citada no texto acima; e a Catedral Basílica da Sé, de 1709, que tem como destaque o órgão de tubos alemão Arp Schnitger, de 1701
.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!