sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Homofobia: grupo de pais quer impedir show de Elton John na Rússia



O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, recebeu o contato de um grupo de pais que querem impedir o show de Elton John no país, nos dias 6 e 7 de dezembro deste ano. O motivo é retrógrado: a sexualidade do cantor incomoda a estes pais, que não querem que seus filhos sejam ameaçados por issoApesar dos protestos, - desta vez, bem mais veementes, - o músico Elton John disse que não irá cancelar os concertos marcados para os dias 6 e 7 de dezembro na Rússia diante dos recentes casos de leis estringindo os direitos civis de homossexuais, dos atos violentos contra a comunidade no país e dos reincidentes protestos de grupos homofóbicos. "Como um homossexual, eu não posso deixar essas pessoas sozinhas e não ir lá apoiá-las", disse Elton John ao jornal britânico Guardian. Ele afirma que pretende conversar com "algumas pessoas no Kremlin (sede do governo).

Mesmo com a perseguição homofóbica que existe na Rússia, Elton John não se intimida e volta ao país pela segunda vez neste ano. A primeira apresentador do cantor e pianista em terras ex-socialistas neste ano aconteceu em julho.

Na ocasião, os mesmos grupos homofóbicos queriam que John mudasse seu figurino característico. Segundo os protestantes, as roupas do músico realizam uma "propaganda homossexual".

Ortodoxos

Um dos mais radicais grupos, a União de Irmandades Ortodoxas também se pronunciou neste sentido, afirmando que o concerto seria um "sabbath amoral". Em entrevista recente, Elton John disse que ficou dividido em relação a tocar ou não no país, diante das recentes polêmicas envolvendo os homossexuais no país. "Por um lado, fiquei tentado a dizer ´Eu não vou e vocês podem ir ao inferno´. Mas isso não vai ajudar ninguém que é gay ou transgênero naquele lugar", disse. "Eu não vou à Rússia dizer a ir ao inferno e coisa assim. Você apenas não vai lá com e sai com as armas atirando e diz: ´Bem, pro inferno com você´. Porque eles irão dizer: ´Pro inferno com você fora do país´. Isso não vai resolver nada. Você espera que vai haver um diálogo e que a situação possa melhorar a partir daí".Em pleno século XXI, posicionamentos da espécie levam a um indesejável retrocesso e em nada contribuem para um convivência pacífica onde impera o respeito às diversidades e às opções de cada um.

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