sábado, 31 de agosto de 2013

Jane Fonda volta às telonas como uma vovó hippie que cultiva 'cannabis sativa' no porão da sua casa



Apenas o fato de ver Jane Fonda, 73 anos, com uma farta cabeleira grisalha caindo sobre os ombros, metida em um figurino hippie psicodélico e regurgitando discursos do ideário da contracultura, já vale ver a comédia dramática “Paz, Amor e Muito Mais”

Mas Jane, estrela de “Descalços no parque” e “Barbarela”, de “Amargo Regresso” e “Klute – O Passado Condena”, que rendeu a ela um Oscar, em 1972 dá conta, com sobras. Jane não foi uma atriz dessas que chamam bilheterias de arrasar quarteirões, mas escolheu sabiamente seus papeis e, na vida pessoal, conseguiu não ser ofuscada por maridos ególatras como o cineasta Roger Vadim ou o milionário Ted Turner.É como ela se materializa no filme, como se tivesse acabado de sair de uma máquina do tempo, direto da década de 70 para a Woodstock dos dias de hoje. Não fosse uma atriz do quilate de Jane Fonda seria difícil dar conta de um papel que flerta muito de perto com a caricatura e – dependendo da histrionice do ator – com o ridículo.

Ainda viveu para confessar sem constrangimentos seus erros e acertos na biografia “Minha Vida Até Agora”. Sem mais nada para provar, ela agora parece estar se divertindo com a escolha de seus últimos filmes, como o francês “E se vivêssemos todos juntos” e este leve “Paz, Amor e Muito Mais”.

No filme, Jane é a mãe hippie da recalcada advogada Catherine Keener, que, após receber o pedido de divórcio do marido, resolve finalmente levar os filhos adolescentes para conhecer a avó. Elas não se vêem ou se falam há 20 anos e logo no primeiro encontro dá para entender que a relação não será das mais tranquilas. A filha certinha reprova o modo de vida liberal – e em um certo aspecto ilegal – da idosa, que ainda vive como se estivesse na Woodstock da década de 70 e cultiva bem nutridos pés de maconha no porão da sua casa.

Mas quem for ver o filme, não deve esperar profundidade ou um acerto de contas dramático e verossímil. O filme resulta em um amontoado de romances superficiais, que se deixam assistir prazerosamente numa sessão da tarde chuvosa. A interpretação de Jane Fonda é, de longe, o melhor do filme.

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