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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Exposição "Os riscos do bordado" – aberta à visitação no Museu do Ceará



Inspirado pelo trabalho de Nice Firmeza, Stênio Burgos lança mostra com quadros cheios de cores e saudade, e telas de quase três dimensões. Recheados de pinceladas gordas que saltam da superfície, tão coloridas quanto as flores que as inspiraram
Assim são as obras do artista plástico Stênio Burgos feitas exclusivamente para a exposição "Os riscos do bordado", aberta para visitas, no Museu do Ceará. A floração recriada, no entanto, não veio diretamente da natureza, e, sim, dos bordados da artista Nice firmeza, falecida em abril deste ano. Desde o começo dos anos 2000 o trabalho da cearense com linhas e panos representava uma grande influência no processo de criação de Stênio - que também era amigo de Nice.

A ideia para a exposição surgiu a partir de uma conversa entre sua esposa Arminda Cardoso, sua marchand Olga Paiva e o pesquisador Gilmar de Carvalho (este último, outro grande amigo da artista), no sentido de arrecadar recursos para o Mini Museu Firmeza, em Mondubim, criado por Nice e seu marido, o também artista Estrigas (Nilo de Brito Firmeza).

Devido à qualidade e delicadeza das 20 telas, todas já foram vendidas, pelo preço de R$ 1.500 cada. O valor será repassado integralmente ao equipamento e, provavelmente, aplicado em serviços de manutenção - hoje, segundo Estrigas, maior obstáculo para que o Mini Museu funcione regularmente.

"Fui pego de surpresa pelo oferecimento das obras por parte do Stênio. Então ainda não tive tempo de pensar de que maneira esse dinheiro vai ser utilizado para atender às necessidades do Museu, que são muitas", conta Estrigas.

Segundo o artista, "gastar dinheiro" é o que ele tem feito desde a criação do equipamento. "A ajuda sempre foi pouca, vem mais dos amigos, que também ajudam incentivando, dizendo para não desistir", comenta Estrigas.

A maior demanda é em termos de manutenção. "Tenho muito gasto com pagamento de pessoal, limpeza do terreno, da casa, com reparos do prédio, de sua estrutura, pinturas, combate a cupim, formigas. Há uma série de necessidades constantes", enumera

Entre as ações recentes, Estrigas cita um retelhamento, feito com dinheiro repassado pela gestão municipal anterior. Atualmente, o Mini Museu Firmeza não funciona todos os dias ou mesmo de maneira regular. "Não é aberto totalmente. Abro para algumas pessoas que telefonam e demonstram interesse ou precisão de uma visita. Cinco por vez, no máximo", explica.

Para que o Museu operasse regularmente, Estrigas ressalta a manutenção de uma equipe como medida mais importante - "gente que faça trabalho de recepção, limpeza, que ajude em outros setores". O artista ressalta ainda que, embora bem vindo, o valor oriundo da exposição de hoje é pontual.

Sobre a exposição, o cearense elogia o trabalho de Stênio. "Sei que é muito bom, porque conheço e não é de hoje. É um dos melhores pintores de Fortaleza", elogia.

As telas de "Os riscos do bordado" foram produzidas entre junho e julho deste ano. Foi por meio de Olga que Stênio conheceu Nice. Eventualmente, o grupo tornou-se próximo e estabeleceu laços fortes de amizade. Tanto que a ideia da exposição para arrecadar recursos já havia sido realizada antes.

Em 2006, Stênio passou alguns dias no sítio de Estrigas e Nice, pintando os jardins da artista plástica. Posteriormente, as telas renderam a exposição "Floração - Os Jardins da Nice por Stênio Burgos", também no Museu do Ceará. As obras foram vendidas e o dinheiro, destinado ao Mini-Museu.

Foi por meio dessas e outras experiências que Stênio percebeu a forte influência dos bordados de Nice em seus trabalhos.

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