domingo, 18 de agosto de 2013

“Elysium” turbina a carreira internacional do baiano Wagner Moura



Ostentando a segunda bilheteria nos EUA com “Elysium”, Wagner Moura afirma com modéstia: "Fazer filme é a mesma coisa em qualquer lugar do mundo. A diferença é o dinheiro envolvido e a comida"


Com certa responsabilidade na segunda maior bilheteria da semana, nos Estados Unidos (em Elysium), o ator baiano Wagner Moura, por nada, parece seduzido por sucesso fácil, e menos ainda descompromissado com o Brasil. “Fazer filme é a mesma coisa em qualquer lugar do mundo. A diferença é o dinheiro envolvido e a comida”, descreveu aos jornalistas, no dia em que recebeu o troféu Cidade de Gramado, no famoso festival de cinema gaúcho. Sim, é claro que o êxito da ficção científica conduzida por Neill Blomkamp (o mesmo do robusto Distrito 9) deve lhe estender um tapete de oportunidades e prestígio (vale lembrar que foi elogiado tanto pela revista Variety quanto pelo The New York Times).

Wagner Moura, claro, espera convites, mas a bem da verdade, desacomodado, ele próprio cria oportunidades. Sem visualizar a vida fora do Brasil, muito menos moradia em Los Angeles, ele atesta a busca por projetos que despertem “um interesse artístico violento”. “Sou um ator brasileiro e sempre vou continuar a fazer filmes nacionais. Vou adotar lá fora os mesmos critérios daqui.” Leia-se, tipos capazes de transformá-lo.

Cogitado para o elenco de A balada de Pablo Escobar, em torno do célebre traficante, Moura parece nem ter espaço na agenda para o feito. Também em escala biográfica, acaba de ter anunciado o projeto de estreia à frente da direção: a adaptação do livro de Mário Magalhães Marighella — O guerreiro que incendiou o mundo.

A ser rodada em 2015, a fita em torno do guerrilheiro Carlos Marighella (morto, em 1969, durante o regime militar) ocupará Moura, pela função de produtor. Nesse posto, aliás, esteve no novo filme de Heitor Dhalia, Serra Pelada, com estreia em outubro, passada a tumultuada produção. “Do ponto de vista social, Serra Pelada era uma loucura. Teremos um filme de gângster, tipo um Scarface brasileiro, que deve agradar também a quem gosta de cinema de ação”, adianta.
Fonte: CB

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