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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Campina Grande (PB) tem duas estátuas que retratam Luiz Gonzaga


 

Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro atraem visitas na Paraíba e além das estátuas dos dois músicos instaladas no Açude Velho, a cidade dedicou mais um monumento a Gonzagão


Neste 02 de agosto, a cidade de Campina Grande está recebendo um número extra de visitantes, data em que são lembrados os 24 anos da morte de Gonzagão. É que aquela cidade paraibana dedicou mais um monumento ao Rei do Baião, após o conjunto escultural em bronze do Açude Velho, em que ele figura ao lado de Jackson do Pandeiro. A escultura é uma estátua do cantador ,de autoria de José Faustino, o conhecido Zé Cotó, autor de obras no Parque das Esculturas Monumentais da Fazenda Nova, no município de Brejo da Madre de Deus, no agreste pernambucano, onde é encenada a famosa Paixão de Cristo.

Em outra estátua campinense - em rocha granito, com 1,7 metros de altura e 800 quilos - o Rei do Baião é representado em pose clássica, cantando com a sanfona aberta ao peito. Esta é a primeira peça do conjunto de três esculturas que o diretor-fundador do Museu Luiz Gonzaga paraibano pretende instalar no pátio da entidade, um dos principais centros de pesquisa e de divulgação de MPB, de origem nordestina, de todo Brasil.


Atrações de Campina Grande

As estátuas de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, dois dos mais míticos músicos nordestinos, têm recebido muita visita e elas aumentam durante o São João em Campina Grande. São duas estátuas de bronze em tamanho real. Isso, no entanto, não impede que várias pessoas se desloquem até as margens do Açude Velho, um dos cartões postais da cidade, para conhecer os ídolos.

Esse foi o caso de um grupo de turistas do Rio de Janeiro e de São Paulo, que veio passar alguns dias na cidade e acabaram levados pelos parentes para conhecer e fotografar ao lado das estátuas. Eles não se cansam de elogiar o trabalho rico em detalhes, feito pelo artista Joás Pereira dos Passos.

Sentado em um tamborete, a estátua de Luiz Gonzaga, o rei do baião, segura uma sanfona e passa uma impressão de movimento. Ele usa o tradicional gibão e o chapéu de couro semelhante aos usados pelos cangaceiros, reproduzido em todos os seus mínimos detalhes por Joás Pereira, que é membro da Academia Brasileira de Belas Artes. Ao lado, está o rei do ritmo, Jackson do Pandeiro, em pé, empunhando o seu pandeiro e com as vestes elegantes com as quais costumava se apresentar - gravata borboleta e o inseparável chapéu.

Uma mesa, em forma de pandeiro, colocada entre os dois artistas, tem objetos também em cobre que fizeram e fazem parte da história dos dois artistas, e também de muitos outros nordestinos: a quartinha, vaso de barro utilizado para servir água, cordéis e comidas típicas da região como tapioca e buchada, além da tradicional cachaça.

É impossível contabilizar quantas pessoas param para fotos ao lado das estátuas que imortalizaram o encontro de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro desde 2003, quando foram instaladas, mas com certeza muitas sentaram no tamborete deixado vazio, de forma estratégica, pelo autor da obra, que batizou o conjunto de esculturas como a "Farra de Bodega".

Neste 02 de agosto, o Brasil relembra os 24 anos da morte de Luiz Gonzaga, uma perda irreparável para a cultura nacional, mas as músicas, a história e, sobretudo, o exemplo de autenticidade deixado por Gonzagão fazem dele uma figura lendária e absolutamente inesquecível.

Deve estar acontecendo muita uma festa animada por Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Gonzaguinha, Dominguinhos e tantos outros que partiram para outra dimensão, deixando a terra mais triste. A festa continua porque, plagiando Gonzaga & Humberto Teixeira, na música “Ana Rosa”: ...ainda que o além da vida / não seja o fim / pois eu jamais vou te esquecer...

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