sábado, 31 de agosto de 2013

Jane Fonda volta às telonas como uma vovó hippie que cultiva 'cannabis sativa' no porão da sua casa



Apenas o fato de ver Jane Fonda, 73 anos, com uma farta cabeleira grisalha caindo sobre os ombros, metida em um figurino hippie psicodélico e regurgitando discursos do ideário da contracultura, já vale ver a comédia dramática “Paz, Amor e Muito Mais”

Mas Jane, estrela de “Descalços no parque” e “Barbarela”, de “Amargo Regresso” e “Klute – O Passado Condena”, que rendeu a ela um Oscar, em 1972 dá conta, com sobras. Jane não foi uma atriz dessas que chamam bilheterias de arrasar quarteirões, mas escolheu sabiamente seus papeis e, na vida pessoal, conseguiu não ser ofuscada por maridos ególatras como o cineasta Roger Vadim ou o milionário Ted Turner.É como ela se materializa no filme, como se tivesse acabado de sair de uma máquina do tempo, direto da década de 70 para a Woodstock dos dias de hoje. Não fosse uma atriz do quilate de Jane Fonda seria difícil dar conta de um papel que flerta muito de perto com a caricatura e – dependendo da histrionice do ator – com o ridículo.

Ainda viveu para confessar sem constrangimentos seus erros e acertos na biografia “Minha Vida Até Agora”. Sem mais nada para provar, ela agora parece estar se divertindo com a escolha de seus últimos filmes, como o francês “E se vivêssemos todos juntos” e este leve “Paz, Amor e Muito Mais”.

No filme, Jane é a mãe hippie da recalcada advogada Catherine Keener, que, após receber o pedido de divórcio do marido, resolve finalmente levar os filhos adolescentes para conhecer a avó. Elas não se vêem ou se falam há 20 anos e logo no primeiro encontro dá para entender que a relação não será das mais tranquilas. A filha certinha reprova o modo de vida liberal – e em um certo aspecto ilegal – da idosa, que ainda vive como se estivesse na Woodstock da década de 70 e cultiva bem nutridos pés de maconha no porão da sua casa.

Mas quem for ver o filme, não deve esperar profundidade ou um acerto de contas dramático e verossímil. O filme resulta em um amontoado de romances superficiais, que se deixam assistir prazerosamente numa sessão da tarde chuvosa. A interpretação de Jane Fonda é, de longe, o melhor do filme.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Livro de autoria de juiz sergipano afirma que cangaceiro Lampião era gay


 

Em 2008, visitei em companhia do forrozeiro Quininho de Valente, a Fazenda São Miguel, no município de Serra Talhada, cerca de dois quilômetros  da casa onde nasceu Virgulino Ferreira, o Lampião 

No seu torrão natal, o cangaceiro Lampião é endeusado e ícone naquele pedaço do agreste pernambucano. Duvidar da sua masculinidade, nem pensar. É motivo para cem anos de briga e, se o juiz aposentado Pedro de Morais aparecer por lá com as suas insinuações sobre a opção sexual de Virgulino, sua estadia será deveras complicada.

A vida de Virgulino Lampião que viveu no início do século passado e atuou no sertão nordestino, tido como herói por uns, e assassino e ladrão por outros, virou mais um livro. O cangaceiro que viu seus pais serem assassinados e espalhou uma onda de vingança e terror pela região seria gay, segundo livro.

O personagem é tema do livro “Lampião, o Mata Sete” do juiz aposentado e advogado Pedro de Morais, que seria lançado no próximo dia 1° de Dezembro, na sede da OAB de Sergipe, e que defende que o rei do cangaço era homossexual. Padre Cícero, emboscadas, perseguição policial e o ambiente carente do sertão são pontos abordados pelo livro que vai além e conta o dia a dia no bando de ladrões que viraram heróis por combater o poder estabelecido e coronelista da época.


Não é o primeiro trabalho que afirma que o homem temido por uns e adorado por outros era do bordado e não do babado. É sabido que Lampião era hábil costureiro e confeccionava suas próprias vestimentas e calçados. Há até boatos de que um de seus homens, Corisco, era seu amante e que Maria Bonita só foi aceita no bando para afastar a fama de baitola do chefão. A fama de feia da tal Maria Bonita, mulher macho sim senhor também é abordada no livro.


O livro apresenta diversos relatos e estudos sobre a teoria de que Lampião era um homossexual. Entre elas, a teoria do professor Luiz Mott, doutor em antropologia, do Grupo Gay da Bahia, que força teses anteriores de que Lampião não era machão em sua intimidade e adorava perfume francês, usava um lenço de seda e muitos anéis nos dedos.


Ao ser morto em 1938, Lampião, Maria Bonita, Corisco e outros do bando tiveram suas cabeças decepadas e exibidas em praça pública. Por décadas as famílias não conseguiram dar um enterro digno a estas figuras lendárias da história brasileira. Parece que até hoje eles estão condenados a não descansarem em paz.


Ação na justiça


A família de Lampião conseguiu na Justiça sergipana impedir o lançamento do livro ‘Lampião, o mata sete’, de Pedro de Morais, que sustenta que o cangaceiro era gay.

Em Aracaju, vivem uma filha de Lampião, Expedita, e netos. Segundo o cineasta Zoroastro Sant'Anna, que fez um filme sobre Lampião, há 186 livros sobre o valentão, mas, nenhum questionou sua sexualidade.

Nicolas Cage é aplaudido pelo longa-metragem "Joe" no Festival de Veneza



O filme considerado muito sombrio, carrega todo o peso de uma sociedade povoada por personagens violentos e apresenta uma América desfavorecida que raramente vimos no cinema


Veneza - Nicolas Cage, aliás "Joe", atraiu todas as atenções no longa-metragem do diretor americano David Gordon Green, exibido nesta sexta-feira no Festival de Cinema de Veneza, no papel de um vilão messiânico barbudo em busca de redenção. O filme, baseado no romance homônimo do americano Larry Brown, compete pelo Leão de Ouro que será entregue em 7 de setembro.

Neste filme muito sombrio que carrega todo o peso de uma sociedade povoada por personagens violentos, em busca permanente da sobrevivência, evoluindo em meio a um cenário em ruínas, rural e miserável, Nicolas Cage interpreta um ex-presidiário que tenta se redimir por amor e transmitir esperança de uma vida melhor para um adolescente corajoso, abusado pelo pai alcoólatra, maltratado pela vida.

O filme apresenta uma América desfavorecida que raramente vimos no cinema. Aliás, o diretor usou um sem-teto, Gary Poulter, ator não profissional, para interpretar o pai alcoólatra do adolescente que Joe irá ajudar (Tye Sheridan, visto em "A Árvore da Vida" de Terrence Malick). Gary Poulter preenche a tela. Ele morreu tragicamente em 2013, antes do lançamento do filme.

Em declarações à imprensa, o diretor garante que "esta bela pessoa contribuiu para o sucesso das filmagens e trouxe algo que não se encontra em qualquer pessoa, dando ao filme sua pitada de humanidade". "Joe" conta a história de Joe Ransom, um senhor de cinquenta anos que tenta esquecer seu passado levando uma vida tranquila em uma pequena cidade do Texas. Durante o dia ele trabalha para uma empresa madeireira, e a noite ele bebe. Um dia ele conhece Gary (Tye Sheridan), de 15 anos, desesperadamente à procura de trabalho para sustentar sua família, com sua mãe apática, seu pai alcoólatra e criminoso que o espanca, e sua irmã mais nova, que parou de falar.

Deste encontro nasce uma forte ligação afetiva, que Joe aproveita para resgatar o seu passado, tornando-se protetor e mentor do jovem. Com sua barba grisalha, braços tatuados, barriguinha e olhos francos, Nicolas Cage interpreta um Joe Ransom perturbador cheio de autenticidade, assim como seu jovem ajudante Tye Sheridan.

Cabeça quente e fã de armas, sempre em desacordo com a justiça, com o seu pit bull, ele encarna o arquétipo da masculinidade bruta. "Procurava um ator que pudesse dar autenticidade ao personagem. Depreende-se de Nick (Cage) uma força e vulnerabilidade, um carisma", acrescentou o diretor. "Daria três saltos mortais, pelado, por ele. Havia um espírito fraterno entre nós, não só pelo seu modo de dirigir, como seu olho para escolher o elenco", respondeu o ator de "Despedida em Las Vegas", barbeado para o Festival.

O ator acrescentou que recebeu o romance de Larry Brown como "uma revelação". "Este é um caminho para a redenção, para a salvação, eu amei o personagem de Joe", disse referindo-se a uma "conexão intuitiva imediata com Tye Sheridan, que não precisa ser, necessariamente, uma relação sanguínea".

David Gordon Green consegue dar a personagens ordinários uma dimensão mítica e universal. A câmera filma com uma infinita precisão e, muitas vezes, à noite, a sua intimidade nua e crua em uma paisagem rural, com casas em ruínas e uma ferrovia. Outro filme em competição apresentado nesta sexta-feira: "Die Frau des Polizisten" (A esposa do policial), longa-metragem de três horas do diretor alemão Philip Gröning, não foi tão bem recebido, com vários espectadores saindo antes do final. Gröning filmou em uma sucessão interminável de capítulos "a história simples" de uma família - pai, mãe, filho - e sua lenta destruição.

A história é contada na forma de um documentário e trata a complexidade da violência doméstica que pode surgir entre um casal.

France Press

Vila de Itaitu, em Jacobina (BA), sedia o BALAIO CULTURAL e tem XANGAI como principal atração




Balaio Cultural chega ao distrito de Itaitu, em Jacobina trazendo atrações como o violeiro e cantador Xangai, a banda de reggae Diamba, além dos cantores Maviael Melo, Joan Sodré, Raphael Barbosa, entre outros nomes

A Chapada Diamantina vai ser palco de mais um festival. Desta vez, é o distrito de Itaitu, no município de Jacobina, que recebe o Balaio Cultural, entre os dias 6 e 8 de setembro, próximos. Visitantes e a população local terão acesso a diversas atividades artísticas e culturais, com apresentações musicais, como o violeiro e cantador Xangai, a banda de reggae Diamba, além dos cantores Maviael Melo, Joan Sodré, Raphael Barbosa, e o grupo Essência Natural.

Mas o Balaio Cultural não terá só shows e o visitante ainda tem acesso a manifestações culturais da região, oficinas de artesanato, sessões de cinema, noções de fotografia e torneios de esporte. Como complemente e não menos importante, quem for ao festival levará as belezas naturais na mochila, porque a vila de Itaitu é conhecida por possuir dezenas de cachoeiras, um lugar ainda pouco explorado e com o clima frio típico das vilas da Chapada Diamantina, uma das mais belas e mais visitadas regiões da Bahia.



Um pouco da história de Itaitu

O distrito de Itaitu fica a 18 quilômetros da rodovia BR-324, dentro dos limites do município de Jacobina, ao lado norte, próximo da cidade. Inserida numa paisagem cênica da Chapada Diamantina, no centro oeste da Bahia, a Vila de Itaitu apresenta grande potencial para o ecoturismo, esportes radicais, festas tradicionais, sendo um roteiro obrigatório para visitar e apreciar as belezas encantadoras das 25 cachoeiras em seu entorno.

A cachoeira Véu das Noivas, cartão postal da região, fica bem próximo à Vila, cerca de 25 minutos de caminhada; uma queda d’agua de aproximadamente 60 metros e um belo caldeirão propício para o banho. Em 10 minutos é possível chegar à cachoeira Arapongas e Poço da Geladeira, com queda de 40 metros, e poço para banho de água gelada e escura.

Ficou tentando? Faça as malas, reserve hospedagem e vá curtir uma das mais belas e aprazíveis regiões do hospitaleiro estado da Bahia.

As cervejas TOP 10 do planeta: para quem está disposto a pagar por elas

A água vem de iceberg antártico e custa R$ 4,5 mil a garrafa
Já falei aqui no Artecultural, sobre um bar em Brasília – DF que dispões de cervejas de vários países com preços que julguei algo salgados para a minha realidade financeira, bem como para a maioria dos brasileiros. Junto daquelas que foram eleitas as 10 mais do planeta, as vendidas na Capital Federal são uma pechincha

Cerveja é sempre bem vinda para uma grande parcela da população brasileira, mas o que poucas pessoas param para pensar é que além das cervejas que são servidas no bar ou as especiais, existem também aquelas que são exclusivas e por isso muito, muito caras.

Para a maioria dos mortais comuns, degustar estas exclusividades é apenas um sonho inimaginável, mas o custa sonhar? Porque não imaginar ganhar um prêmio na loteria ou economizar para desfrutar desse prazer? Vejam abaixo a lista com as cervejas mais caras do planeta:

R$102 - PABST BLUE RIBBON 1844 (CHINA)

Essa é uma das cervejas mais baratas nos EUA, mas na China você não compra por menos de R$ 102 a garrafa. Ela é fabricada com maltes alemães de caramelo e envelhecido em barris de uísque.

R$175 - TUTANKHAMUN ALE (INGLATERRA)

Em 1990, o arqueólogo Barry Kemp encontrou em terras egípcias o tumulo da rainha Nefertiti e junto com ela dez barris de cerveja. Um cientista analisou que tinham resíduos de 3.250 anos atrás. Junto a cervejaria escocesa Jim Merrington, eles fabricaram 1.000 garrafas de cerveja. A primeira garrafa foi vendida por R$17.994.


R$186 - BREWDOG SINK THE BISMARCK (ESCÓCIA)

Cerveja forte com preço salgado. Ela é congelada e destilada quatro vezes, tem quatro vezes mais lúpulo do que uma cerveja convencional é quatro vezes mais amarga e é também mais cara.


R$257 - SAPPORO SPACE BARLEY (JAPÃO)

Cientistas japoneses e russos tiveram a ideia de cultivar a cevada no espaço e para isso mandaram sementes para a Estação Espacial Internacional. Cinco meses depois, a cevada foi trazida de volta à Terra e a cervejaria japonesa Sapporo fermentou a cerveja.

R$350 - SAMUEL ADAMS UTOPIAS (EUA)

Essa cerveja é lançada a cada dois anos e o lote é envelhecido em diversos barris para chegar até 18 anos. Ela já foi considerada a cerveja com o maior teor alcóolico do mundo (27% vol.) e por isso é proibida em 13 estados dos EUA.

R$1870 - CROWN AMBASSADOR RESERVE LAGER (AUSTRALIA)

Apesar de ser considerada cerveja, o sabor é mais puxado pro vinho. A bebida fica estocada em barricas de carvalho francês por até 12 meses e depois é embalada em uma belíssima garrafa de champanhe. A cervejaria australiana produziu apenas quatro vezes essa cerveja e cada lote continha 8 mil garrafas.

R$642 - SCHORSCHBRÄU SCHORSCHBOCK 57 (ALEMANHA)

É considerada uma das cervejas mais forte do mundo, com 57.5% vol. de álcool. Foram feitas apenas 36 garrafas dessa iguaria e cada uma foi vendida por € 200.

R$934 - CARLSBERG JACOBSEN VINTAGE (DINAMARCA)

Também fica mais para vinho do que cerveja. Geralmente é vendida em restaurantes de luxo em Copenhague. Somente 1.800 garrafas foram feitas entre 2008 e 2010. Detalhe que eles possuem data de validade, em 2059.

R$1.787 - BREWDOG END OF HISTORY (ESCÓCIA)

Com 55% vol. de álcool é a segunda mais forte e a terceira mais cara do planeta. Ela é congelada e destilada várias vezes. São apenas 12 garrafas e em cada um é utilizada a técnica de taxidermia.

R$4.241 - NAIL BREWING ANTARCTIC NAIL ALE (AUSTRALIA)

Tem noção que esta cerveja é preparada com água a partir de um iceberg antártico? Só 30 garrafas foram feitas e vendidas em um leilão. Toda a renda foi para uma organização de preservação das baleias na Antártida.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Circuito BANCO DO BRASIL:agora é a vez de Salvador- BA



Festival chega a Salvador no dia 31 de agosto no Wet'n Wild e traz shows de Joss Stone, Skank e, Jota Quest, entre outras atrações. Na capital baiana serão três palcos, chamados Circuito, Brasil e Eletrônico

O país vai ganhar mais um festival de música. A 1ª edição do Circuito Banco do Brasil acontece em Salvador, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo entre agosto e dezembro e traz shows de nomes importantes da música mundial, como Red Hot Chili Peppers, Stevie Wonder e Joss Stone.


A primeira cidade a receber o festival é Salvador. No dia 31 de agosto, o Wet’n Wild terá Joss Stone como atração principal. Algumas dos outros nomes que se apresentam na capital baiana são Skank, Jota Quest e Carlinhos Brown.

Ingressos

Clientes Banco do Brasil têm direito a desconto de 30% e pré-venda exclusiva de ingressos a partir do dia 11 de julho. Em Salvador (R$ 160 inteira), a venda de ingressos começa dia 15 de julho por meio do site www.ingresso.com.

Serão três palcos, chamados Circuito, Brasil e Eletrônico. Veja a programação completa do Circuito Banco do Brasil em Salvador no site oficial do circuito.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Anastácia, a rainha do forró, faz apresentação no Sesc Ipiranga, em SP



Anastácia, a rainha do forró e autora de clássicos como 'Eu Só Quero Um Xodó', 'Eu Tô Doida Pra Te Ver', 'Quando Me Lembro de Tu' e 'Nó No Pescoço', faz apresentação no Sesc Ipiranga SP, onde apresentará sucessos próprios e alheios em um autentico clima de São João


A recifense Lucinete Ferreira, na música popular conhecida por Anastácia é, sem dúvida, uma mulher de muita força, no sentido de coragem e honestidade. Guerreira e que sempre lutou pelos seus objetivos, ela tem cerca de 800 músicas gravadas nos gêneros mais diversos, 210 delas com Dominguinhos. Como a coroar a sua carreira de compositora, teve várias canções gravadas por Luiz Gonzaga, representante maior da música nordestina.

Show no Sesc SP

Homenageando o seu companheiro de longos anos e parceiro de todas as horas, na primeira parte do show, ela canta "Sanfona Sentida" e "Eu Só Quero um Xodó", ambas compostas em parceria com Dominguinhos.

"Como uma das sobreviventes da época de Gonzaga, em outra parte do show canto músicas dele", diz a cantora.

Anastácia estourou no nordeste em 1961, com a música "Uai Uai". Veio para São Paulo trabalhar com a dupla de repentistas Venâncio e Corumba, que lhe apresentou Gonzaga e, mais tarde, Dominguinhos, com quem foi casada por mais de 10 anos.

Leo Gandelman resgata trabalho de saxofonistas do Nordeste em “Ventos do Norte”



Gandelman: "Ventos do Norte faz referência não somente ao Nordeste, que por muito tempo foi chamado de Norte pelos sulistas, mas também à influência das big bands norte-americanas, que chegavam aos ouvidos desses músicos nordestinos pelas rádios de ondas curtas dos Estados Unidos"

O título fala em Norte e não em Nordeste, como seria geograficamente mais preciso, pois era assim que os antigos se referiam a sua própria imigração: quando vim do Norte. Por outro lado, a música desses craques chegou ao Rio de Janeiro impulsionada por um vento forte que veio da América do Norte e que ajudou a popularizar o saxofone: o jazz.

Ventos do Norte resume a contribuição dos saxofonistas oriundos da região Nordeste na consolidação de um estilo brasileiro de saxofone, através da recriação da música composta por eles para o instrumento ao longo do século XX. Nomes como Luiz Americano, Ratinho, Severino Araújo, K-Ximbinho, Netinho, Moacir Santos, Zumba e Duda.

Ao realizar Ventos do Norte, Leo Gandelman dá um segundo passo no mapeamento do sax brasileiro, iniciado em 2006 com o premiado CD “Radamés e o Sax”. Mais uma vez, Leo colocou o refinamento de sua sonoridade e interpretação à serviço de homenagear mestres do saxofone brasileiro, mantendo sua marca de solista e realizando uma ponte com o passado sem nenhuma sombra de saudosismo.

Pesquisa aponta insatisfação da população com a programação da TV brasileira


 


Revelando a mediocridade da grade, recente pesquisa aponta que 43% dos brasileiros não se identificam com a programação da TV

Quase um terço dos entrevistados (29%) disse que nunca vê a defesa de seus interesses na televisão, enquanto que para 55% essa defesa ocorre de vez em quando. Em relação às mulheres, 17% acha que, quase sempre, são tratadas com desrespeito na programação, problema que ocorre eventualmente para 47% dos entrevistados. O tratamento dos nordestinos também recebeu avaliação semelhante, sendo que foi considerado quase sempre desrespeitoso para 19% e só às vezes para 44%. Sobre a população negra os percentuais foram de 17% e 49%, respectivamente.A televisão é assistida diariamente por 82% dos brasileiros, mas 43% da população não se reconhecem na programação difundida pelo veículo e 25% se veem retratados negativamente. Apenas 32% se sentem representados positivamente. Os dados são da pesquisa de opinião pública Democratização da Mídia, lançada nesta sexta-feira (16) pela Fundação Perseu Abramo. Para o estudo foram feitas 2,4 mil entrevistas domiciliares em zonas rurais e urbanas de 120 municípios, entre 20 de abril e 6 de maio deste ano.

De acordo com o estudo, a maioria da população (61%) acha que a TV concede mais espaço para o ponto de vista dos empresários do que dos trabalhadores (18%). Para 35% dos brasileiros, os meios de comunicação, não só a televisão, defende principalmente os interesses dos próprios donos. Na opinião de 32%, a versão que prevalece na mídia é a dos que têm mais dinheiro e para 21% é o interesse dos políticos que é mais defendido pelos meios. Apenas 8% avaliaram que os meios de comunicação estão prioritariamente ao lado da maioria da população.

A maioria dos entrevistados (71%) é favorável a que a programação televisiva tenha mais regras. Para 16%, as regras atuais são suficientes para disciplinar o conteúdo e 10% disse que é preciso reduzir o número de normas. Na opinião de 54%, não deveriam ser exibidos conteúdos de violência ou humilhação de homossexuais ou negros. Para 40% da população, esse tipo de programação pode ser aceita sob determinadas regras. Percentual semelhante ao humor que ridicularizam pessoas, 50% são contra a exibição desse conteúdo e 43% admite desde que normatizado.

Fonte: jconline

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Igatu: além de boa música estar na centenária e antiga vila garimpeira e incrível e são muitos pontos turísticos interessantes que podem ser visitados



Igatu, na Chapada Diamantina, promove nos próximos dias 5, 6 e 7 de setembro o Festival de Igatu/Andaraí com presenças de Guilherme Arantes, Flávio Venturini, Jú Moraes, Targino Gondim com a Orquestra Sanfônica do São Francisco e Lula Gazineu e Banda Mandai

A Vila de Igatu, cartão postal do município de Andaraí, na Chapada Diamantina, que é considerado a 'Machu Picchu brasileira', vai realizar, nos dias 5, 6 e 7 de setembro, o seu tradicional festival de música.

O evento contará com apresentações atrações renomadas como Flávio Venturini, Guilherme Arantes, Ju Moraes, Targino Gondin, Lula Gazineu e Banda Mandaia, além da Orquestra Sanfônica do São Francisco. Entrada franca.

No Festival de Igatu, além da boa música, todos poderão desfrutar da tranquilidade de uma pequena vila do interior e das belezas naturais. No cenário, transitando entre as ruínas de pedra e cachoeiras, os visitantes viverão três dias dedicados às artes, encontros literários, oficinas de reciclagem e de escalada, apresentações culturais e a beleza musical dos corais.

História da Vila de Igatu

A pequena Vila de Igatu viveu o apogeu e a decadência do garimpo do diamante, deixando os sinais de sua história estampados na arquitetura e no estilo de vida tranquilo dos moradores.

O vilarejo é tombado como patrimônio nacional pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e possui diversos atrativos especiais, como as ruínas das casas de pedra construídas pelos garimpeiros.


Festival de Igatu 2013
Atrações - Flávio Venturini, Guilherme Arantes, Ju Moraes, Targino Gondin, Lula Gazineu e Banda Mandaia e Orquestra Sinfônica do São Francisco
Quando - quinta, sexta e sábado (05, 06 e 07/09)
Entrada franca

2ª semana do Quarta que Dança 2013 avança pela Bahia



Cada trabalho inserido no projeto Quarta que Dança será encenado quatro vezes, em locais diferentes, gratuitamente, contabilizando 84 sessões de um panorama contemporâneo da diversidade da produção em Dança na Bahia


No último dia 7 de agosto, a 15ª edição do Quarta que Dança chegou à sua segunda semana. A programação reúne sete trabalhos nas quatro categorias abarcadas pelo projeto este ano: espetáculos, intervenções urbanas, danças de rua e trabalhos em processo de criação. As apresentações também alcançarão o interior nas cidades de Lauro de Freitas e Valença, dois dos 11 municípios que receberão o projeto em 2013, além da capital.

Promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Governo do Estado (SecultBA), o Quarta Que Dança é inteiramente gratuito.

Em Salvador, serão cinco atrações, começando com a intervenção urbana Índio Boca Azul, da LIGA do Corpo, que se depara com os transeuntes da Estação da Lapa. Também surpreendendo quem passar pelas ruas, outra intervenção urbana: Tentáculos, do Núcleo VAGAPARA, farão o percurso entre o Mercado do Peixe e a Praia do Buracão, no Rio Vermelho, a partir das 16 horas.


Já o Espaço Cultural Alagados recebeu uma dobradinha de apresentações, com dois trabalhos em processo de criação: 70porcento (ou Studying Water), de Neemias Santana, e A Coisa ou a Pessoa, de Melissa Figueiredo. Nesta categoria, o público acompanha o andamento de processos criativos na concepção de novas obras, dando espaço para o desenvolvimento de pesquisas artísticas em dança, o que ocorre também através de um bate-papo posterior às sessões. Os debates são acompanhados por um profissional convidado da área, que participa das apresentações públicas e dá suporte ao processo de construção da coreografia. Fechando a lista do dia na capital, tem o espetáculo Portas, de Victor Hugo, no Centro Cultural Plataforma.

O Cine-Teatro Lauro de Freitas, em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador, receberá o Quarta que Dança – é a primeira vez que este espaço entra na programação oficial do projeto. Neste palco, será encenado o espetáculo Umbigo, de Dejalmir Melo. E no Baixo Sul da Bahia, no município de Valença, a dança de rua Pout-Pourri, de Marvan Carlos, artista do próprio local, ocupa a Praça da República, às 16h30.

Quarta que Dança 2013 – De 31 julho a 13 de novembro, toda quarta-feira é de dança na Bahia. Dez espetáculos, quatro intervenções urbanas, três danças de rua e quatro trabalhos em processo de criação compõem a programação da 15ª edição do Quarta que Dança, que promove apresentações em Salvador e mais onze cidades do interior da Bahia: Curaçá, Itabuna, Ituberá, Juazeiro, Lauro de Freitas, Porto Seguro, Senhor do Bonfim, Taperoá, Uauá, Valença e Vitória da Conquista. Cada trabalho será encenado quatro vezes, em locais diferentes, gratuitamente, contabilizando 84 sessões de um panorama contemporâneo da diversidade da produção em Dança na Bahia. As 21 propostas participantes foram selecionadas dentre 120 inscritas em edital público, um recorde histórico do projeto.

A programação completa pode ser consultada na página www.fundacaocultural.ba.gov.br/quartaquedanca.


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Os escolhidos dos festivais de Veneza e Toronto em 2013



O Festival de Veneza, a mostra de cinema mais antiga do mundo, vai comemorar a 70ª edição de 28 agosto a 7 setembro com uma programação variada, que combina filmes de diretores veteranos e jovens promessas do cinema


Foram divulgadas ao longo da semana as programações dos festivais de Toronto, que acontece entre 5 e 15 de setembro, e Veneza, cuja 70ª edição começou hoje, 26 de agosto e vai até 7 de setembro. Quem acompanha o mundo do cinema sabe que são dois festivais estratégicos do calendário cinematográfico e que balizam a temporada de premiações do cinema americano. Toronto é a mais concorrida plataforma de lançamento de filmes que almejam fazer bonito no outono do hemisfério norte e Veneza, com o charme e a imponência de ser o festival mais antigo do mundo, é um oásis por si só.

Se Toronto com seus mais de 70 filmes e sem mostra competitiva (há apenas um prêmio do público concedido no fim do evento) volta a impressionar com uma gama de lançamentos do mais alto calibre, Veneza decepciona. Principalmente por se tratar da simbólica marca da 70ª edição do festival, que terá o júri presidido pelo cineasta italiano Bernardo Bertolucci.

Não há grandes nomes em Veneza. Apenas dois vencedores prévios do Leão de Ouro voltam ao lido e um deles fora de competição. Não obstante, a seleção americana – que como dita o recente hábito vem forte com seis títulos – não apresenta candidatos de alto pedigree. O americano mais ansiado é o filme de abertura, Gravity, também fora de competição.


O que vale é a festa

Veneza prepara uma série de comemorações por seu 70º aniversário e na ausência de uma mostra competitiva de incontestável categoria, promoveu à inédita marca de dois documentários integrarem a seleção oficial. O americano The unknown known: the life and times of Donald Rumsfeld, do premiado Errol Morris de Sob a névoa da Guerra(2003) e Procedimento operacional padrão (2008), e o italiano Sacro Gra, de Gianfranco Rosi. O filme de Morris é muito aguardado por se propor a investigar o ex-secretário da defesa dos EUA, Donald Rumsfeld que ocupava o cargo durante o início da guerra no Iraque em 2003.

A mostra competitiva promove ainda o primeiro filme de Xavier Dolan a não debutarem Cannes. Trata-se de Tom at the farm, primeiro roteiro não original de Dolan, sobre um homem que vai visitar a família de seu namorado que faleceu e entra em choque com figuras menos liberais do que ele imaginava. O último italiano a vencer o Leão de ouro volta a disputa com L´intrepido. Gianni Amelio venceu nos anos 90 e junto com Rossi compõe a esquadra italiana no festival.

Ao todo, 20 filmes competem pelo cobiçado Leão de Ouro, que será concedido por um júri liderado pelo exigente cineasta italiano Bernardo Bertolucci. Entre os diretores experientes escolhidos para a competição oficial está o britânico Stephen Frears, que entra na disputa com "Philomena", a história real de uma mulher que foi obrigada a vender o filho, enquanto o seu compatriota Terry Gilliam vem com "The Zero Theorem", que tem no elenco Christoph Waltz e Matt Damon.

O museu Afro-brasileiro de Salvador participa da lista dos raros museus direcionados a cultura negra no Brasil



Quem visita Salvador tem a chance de dar um mergulho na cultura negra, visitando o Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira (Muncab) A ideia do museu foi da Associação dos Amigos da Cultura Afro-brasileira, presidida por José Carlos Capinam, que é o atual diretor da instituição

Jose Carlos Capinam, poeta e compositor, nasceu em Esplanada (BA), em 19 de dezembro de 1941, e é considerado um dos grandes letristas de sua geração, tendo participado ativamente do movimento tropicalista no fim da década de 60. Como afro descendente e ativista cultural dos mais efervescentes da Bahia, a escolha do seu nome para dirigir o MUNCAB caiu como uma luva.


Por estar localizado no Centro histórico a maioria dos visitantes do museu Afro-Brasileiro são turistas estrangeiros e brasileiros. É na alta estação que o museu é mais visitado e no dia 19 de abril, dia do índio, recebe um grande número de estudantes de escolas públicas e privadas, por conta do acervo indígena instalado no prédio da escola de medicina, que é o Museu Arqueológico e de Etnologia.


O museu dispõe de um Projeto de Formação de Jovens Monitores, sendo que todos são estudantes do ensino médio. Fernando Souza é um dos jovens que teve oportunidade de participar “O projeto está abrindo caminho para nós jovens, é o nosso primeiro trabalho. Além de estarmos conhecendo a nossa cultura, somos treinados e supervisionados”.

“A África não era uma página em branco antes da invasão colonial, havia produzido conhecimentos e técnicas, além de obras de grande valor nos campos da arquitetura, escultura, música, dança, poesia e literatura oral.” Este é um trecho que está na sala de indumentárias do museu, datado de Julho de 1972 do informe Correio da Unesco.
O museu Afro-brasileiro de Salvador participa da lista dos raros museus direcionados a cultura negra no Brasil. Surgiu de uma cooperação cultural entre o Brasil e a África, uma parceria com o Ministério da Cultura, das Relações Exteriores juntamente com a prefeitura de Salvador, o governo da Bahia e a Universidade Federal da Bahia. A iniciativa da abertura do museu foi justamente para expor e estudar a cultura negra, principalmente em Salvador, cidade mais negra fora da África. 


Exposição de Carybé


O museu afro-brasileiro dedica uma sala à obra de Carybé que expõe, num quadro, a obra e vida do desenhista, pintor, gravador, escultor, entalhador, muralista e ceramista Hector Júlio Paride Bernabó. Nascido na Argentina em 09 de fevereiro de 1911, Carybé faleceu em 1997, na sua mais nova terra natal, o Brasil. São 27 painéis representando os orixás do candomblé da Bahia. Cada quadro de madeira apresenta um orixá e suas armas, confeccionadas em madeira de cedro, um trabalho escultural e com aplicações de diversos materiais.


Acervo do museu


O acervo do museu foi constituído por doações da comunidade baiana e as demais peças vieram da Nigéria, Benin, Gana, Zaire, angola, Ruanda, Burundi, Guiné, Senegal, Tanzânia e Moçambique. São braceletes, anéis, gargantilhas, objetos metalúrgicos, indumentárias, cerâmica, fotos de mães, pais e filhos de santo, reinos africanos, instrumentos musicais, fotos de penteados ‘sendo que a roupa e o penteado significam status, poder, admiração, caráter’, a tecelagem, objetos e textos sobre religião ‘os orixás, voduns, inquices’, esculturas, máscaras, crendices, jogos, objetos que ao serem olhados transpassam uma energia positiva deixando bem nítida a riqueza e beleza da cultura africana. O museu passou por uma reforma em 1997, sofreu uma atualização e hoje tem muitas peças, indumentárias que estão sendo reformadas e não tem espaço suficiente para expor.


Horário de funcionamento:

Segunda a sexta das 9h às 18h
Sábados e domingos das 10h às 17h


domingo, 25 de agosto de 2013

Exposição de fotografia como arte contemporânea é destaque no Masp


 

1ª Foto Bienal do Museu de Arte de São Paulo (Masp) traz um panorama da produção fotográfica contemporânea, com trabalhos que mostram o registro, o documento, a performance, a instalação e a incorporação das novidades tecnológicas

Com 35 artistas, entre brasileiros e estrangeiros, a 1ª Foto Bienal do Museu de Arte de São Paulo (Masp) traz um panorama da produção fotográfica contemporânea. São trabalhos que mostram o registro, o documento, a performance, a instalação e a incorporação das novidades tecnológicas. Para o curador, Ricardo Resende, a fotografia é hoje a linguagem mais difundida na arte contemporânea. “Quando você observa a exposição percebe vários núcleos de temas e de como a fotografia é usada.” A exposição vai até o dia 3 de novembro.


Essa linguagem pode, inclusive, modificar o método de trabalho de um artista. Resende cita a produção de Marina Abramovic, presente na exposição. Nos anos 1970, a artista sérvia fazia registros em imagens de suas performances. “Ela começou, então, a transformar esses registros no próprio trabalho”, comenta.

Em outros casos, a fotografia é apenas um elemento em composições maiores. “Não é a fotografia em si, é a fotografia dentro de um contexto de um trabalho”, destaca o curador. Um dos exemplos é a instalação em que o público é convidado a pedalar para iniciar a exibição das imagens. “Ele colocou uma máquina na roda da bicicleta-táxi que ele dirigia em Londres”, explica Resende sobre a natureza das fotografias. Caso uma segunda pessoa se anime a pedalar, a instalação oferece também uma experiência com áudio.

Também está presente na exposição a fotografia de uma maneira mais convencional, como no trabalho de André Cepeda. O artista português passou dias observando detalhes da arquitetura paulistana. “Ele fez fotografias de uma São Paulo que a gente jamais perceberia a olho nu”, comenta Resende sobre a sensibilidade de Cepeda.

No trabalho de Dora Longo Bahia, a fotografia é apenas o ponto de partida. A artista desenvolve pinturas a partir das imagens apresentadas em um ensaio da norte-americana Susan Sontag. “Dora começou a investigar as fotos que ela descrevia no livro”, destacou Resende sobre as obras que, segundo o curador, estão entre as com maior carga política da mostra.

Concurso Revelando os Brasis cria cineastas em pequenas cidades



Nas quatro primeiras edições do projeto foram produzidas 160 obras, entre ficções e documentários. Os filmes são lançados em DVD com distribuição gratuita para organizações sociais e culturais, bibliotecas, universidades e cineclubes de todo o Brasil

Rio de Janeiro – Uma ideia na cabeça, uma câmera na mão e uma cidade de até 20 mil habitantes. Esses são os requisitos para quem quiser participar do 5º Concurso Nacional de Histórias do Revelando os Brasis. Qualquer morador com mais de 18 anos pode se inscrever até o dia 30 de setembro. As histórias podem ser baseadas em casos reais ou inventados e o candidato não precisa ter nenhuma experiência em vídeo. Uma comissão formada por profissionais das áreas do cinema e da comunicação escolherá 30 histórias.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 5.568 municípios brasileiros, 3.919 têm até 20 mil habitantes. A diretora do Instituto Marlin Azul, idealizador e criador do projeto, Beatriz Lindenberg, explicou que embora o concurso, criado em 2003, tenha o objetivo de promover inclusão e formação audiovisuais por meio da produção de filmes em lugares com pouca ou nenhuma oferta de cinema, os desdobramentos do projeto foram muito além do que se pretendia,

“Muitos dos participantes acabaram entrando para a área de cinema, mudaram-se para uma cidade grande para fazer carreira no audiovisual, alguns montaram cineclubes, outros passaram a usar o audiovisual como ferramenta educativa nas escolas. Todos de alguma forma desenvolveram espírito crítico em relação à imagem e passaram a ser produtores culturais ou mobilizadores na sua comunidade em algum nível”, explicou. “Houve casos em que a mobilização da cidade em torno do projeto foi tão grande que gerou a criação de políticas públicas.”

Os autores selecionados participarão, a partir de novembro, de oficinas preparatórias de roteiro, direção, produção, direção de arte, fotografia, som, edição, mobilização comunitária e direitos autorais no Rio de Janeiro, com todas as despesas pagas pelo projeto. Na etapa seguinte, que deve começar em novembro e terminar em março, os diretores terão o apoio da estrutura de produção oferecida pelo Revelando os Brasis para gravar em seus municípios os filmes com até 15 minutos.

“Na última edição, das produtoras que contratamos para assessorar nas filmagens com equipamentos e profissionais, seis produtoras foram abertas por pessoas que iniciaram suas carreiras depois de participarem pelo Revelando os Brasis”, comemorou.

Nilma Teixeira Accioli, 62 anos, participou do concurso em 2009, quando produziu Ibiri, Tua Boca Fala por Nós, que conta a história de sonhos e perdas das seis irmãs Conceição da Silva, descendentes de escravos e parte da história de Iguaba Grande, região dos lagos fluminense. Em 2009, o filme ganhou o primeiro lugar no Festival do Filme de Pesquisa sobre Patrimônio e Memória da Escravidão Moderna na França e participou de vários festivais nos últimos anos.

“O projeto passa o filme na cidade em um telão. Na hora do lançamento, a cidade não esperava que elas [irmãs Conceição da Silva] aparecessem, pois são muito arredias. Então, quando elas chegaram foi uma emoção que até hoje não me esqueço. Uma cena incrível, as irmãs se vendo na tela, dialogando com elas mesmas, foi lindo”, disse.

Hoje, Iguaba Grande não pode mais participar do concurso, pois a população ultrapassou os 20 mil habitantes, mas o filme de Nilma gerou frutos. “O rapaz que me ajudou como assistente na produção acabou estudando cinema e hoje trabalha com produção de filmes no Rio de Janeiro”, disse. “Por outro lado, a ação mais impactante do projeto foi a mudança na relação da cidade com as irmãs. Havia muito preconceito, debochavam delas. Depois do filme, a câmara dos vereadores fez uma homenagem a elas, no desfile de 7 de Setembro, elas participaram e ao passarem na avenida principal, as pessoas aplaudiram muito”, lembrou Nilda.

Revelando os Brasis tem patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet, parceria com o Canal Futura, parceria estratégica da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e apoio da EBC, que ajuda na divulgação do concurso pela TV, pelo portal e pela rádio.

“É surpreendente o grande número de pessoas que sabem do projeto por meio da A Voz do Brasil, especialmente as pessoas que têm maior dificuldade de chegar até elas pela distância”, disse Beatriz que contou ter recebido inscrições das mais inusitadas, como cartas escritas em papel de pão.

Nas quatro primeiras edições do projeto foram produzidas160 obras, entre ficções e documentários. Os filmes são lançados em DVD com distribuição gratuita para organizações sociais e culturais, bibliotecas, universidades e cineclubes de todo o Brasil. A diretora do Marlin Azul explicou que está sendo costurada uma parceria de exibição entre o Canal Futura e a TV Brasil. “Junto com o Canal Futura, produzimos programas com os filmes do Descobrindo os Brasis e agora estamos tentando viabilizar a exibição na TV Brasil”, diz.


Fonte: Agência Brasil


sábado, 24 de agosto de 2013

Mestres do Renascimento: Obras-primas Italianas, pode ser visitada em SP até 23 de setembro



Com pinturas, esculturas e desenhos, a exposição Mestres do Renascimento: Obras-primas Italianas
leva obras de mestres renascentistas a SP
Para quem gosta da arte renascentista, uma exposição com mais de 50 obras primas italianas pode ser a opção perfeita para um programa cultural na cidade de São Paulo. Iniciada em julho passado, a mostra pode ser apreciada até o dia 23 de setembro, de quarta a segunda-feira, sempre das 10h às 22h.

Com pinturas, esculturas e desenhos, a exposição traz importantes coleções italianas da época de seu apogeu, o Renascimento. As obras têm o objetivo de mostrar aos visitantes o percurso do movimento em toda a Itália, ocorrido entre os séculos XV e XVI. Marcado pela revalorização da cultura clássica, o período apresentou ao mundo mestres como Leonardo da Vinci e Michelangelo.

Rafael Sanzio, Ticiano, Sandro Botticelli e Michelangelo Buonarroti são alguns dos artistas que têm suas obras expostas no Centro Cultural Banco do Brasil, localizado no número 112 da rua Álvares Penteado, no centro da capital paulista.

Ao todo, a mostra – que é inédita - expõe 57 trabalhos, entre eles Cristo benedicente (Cristo abençoando), de Rafael, Morte diLucrezia (Morte de Lucrecia), de Giovanni Bazzi dito Il Sodoma, e Sacra Famigliacon una santa (Sagrada Família com uma santa), de Andrea Mantegna.

A entrada é franca e a exposição tem curadoria de Cristina Acidini e Alessandro Delpriori.

Serviço:
Mestres do Renascimento: Obras-primas Italianas
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112, centro de São Paulo

Fonte: terra


Um queijo de leite de cabras quase armorial é destaque na Paraíba



Queijos artesanais da Fazenda Carnaúba na Paraíba, com tradição na criação cabras, nada fica a dever aos melhores do país
Manoel Dantas Vilar é quase tão (se não for mais) nacionalista quanto seu primo e camarada Ariano Suassuna, o escritor. “Na minha fazenda, eu não permito imitar receita de francês. Leite bom é leite de cabra nativa do Nordeste”, costuma dizer ele, criador de cabras e dono de três prêmios no último concurso de queijos do Nordeste.

Novidades no mercado recifense, os queijos de cabra de Manelito chamam atenção já pela origem: são feitos na famosa fazenda Carnaúba, na cidade paraibana de Taperoá, na qual o mestre armorial encontra sossego e inspiração.


Foi Ariano, aliás, quem batizou os queijos do laticínio pioneiro na produção de queijos de cabra no Nordeste, uma produção que começou ainda em 1979. “Tio Ariano botou o nome de Grupiara, que significa veio de diamantes, porque diz que o laticínio é o diamante da fazenda”, diz Joaquim Dantas Vilar, um dos filhos de Manelito e hoje à frente da produção dos queijos que procuram demarcar uma nova identidade no Nordeste. “Realmente, a gente não tenta nem quer imitar nenhum queijo europeu”, diz.


Feitos de leite de pasteurização lenta, o que agride menos a cultura láctea responsável por sabor e textura, os queijos são maturados e podem, para facilitar o entendimento, ser comparados a um cablanca.
“Em casa, a gente costuma servir queijo com até um ano de maturação para as visitas. Mas para vender, e gente não matura tanto, porque os custos seriam muito altos”, diz Joaquim. Os queijos que chegam com a marca ao mercado são brevemente maturados, não mais que um mês.

O queijo tipo cablanca serve apenas como comparação. Porque as texturas e sabor dos queijos de Taperoá são diferentes, como se mais fundidos, o que os situam como relativamente inéditos. “Com o tratamento térmico, a textura fica diferente”, reforça Joaquim.
As cabras usadas são, entre outras, a parda sertaneja, a moxotó, a azul, a repartida, a graúna, a marota e a canindé. De europeia, apenas a raça muciana, de origem espanhola. “Elas conseguem fornecer um leite uniforme”, diz ele, que tem o produto analisado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco.

“O teor de sólido do leite dessas cabras sertanejas é maior que a das cabras europeias”, aponta. Enquanto o rendimento das raças estrangeiras é de dez litro de leite para cada quilo de queijo, o das brasileiras chega a sete para um. A produção de leite de cabra na fazenda já foi de 600 mil litros por dia. Hoje, com a seca, oscila entre 450 e 500 litros. “Compramos leite dos fornecedores para completar a produção”, diz. 

Os queijos da Grupiara são divididos em três tipos. Como nomes (claro) inéditos e sem reverência europeia, o tipo branco é chamado de arupiara e recebe um segundo tratamento térmico além da pasteurização. Os do tipo cariri são temperados com ervas e vegetais. Todos rigorosamente da região: aroeira, marmeleiro, alfazema e cumaru. “Um francês chegou querendo vender a painho as ervas francesas, querendo dar um tom a mais nos nossos queijos. Mas ele recusou. Acha que temos que valorizar o que temos no próprio Sertão”.

Tem também uma pasta, temperada com alho e cebola (que deve estar em pelo menos seis horas de temperatura ambiente para exibir a potência de sabor e aroma). Mais conhecidos na Paraíba, os queijos da Grupiara podem ser encontrados em mercados e em delicatessens. O caráter sertanejo desses queijos tem, inclusive, auxílio luxuoso do próprio Ariano Suassuna. As embalagens são estampadas com iluminugravuras do escritor. Desenhos de cabras, naturalmente. “A cabra pode ser um caminho para a revitalização política, literária e econômica do Sertão do Nordeste”, diz Ariano Suassuna, enxergando, obviamente, bem mais que queijo naquele pedaço de leite de cabra fermentado e coagulado.

Fonte: jconline


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Augusto dos Anjos: o poeta de necrotério



Durante minha adolescência vivida na Cidade Nova, em Feira de Santana – BA, assisti incontáveis vezes, um vizinho se embriagar até onde era possível e, no auge do porre, declamar “Versos Íntimos”, de Augusto dos Anjos


Figura conhecida no bairro pelos porres homéricos, João do Gole* passava meses sem beber, mas quando recomeçava era difícil parar. Em certa oportunidade, ele “abriu os trabalhos” no dia Santo Antônio e só foi “encerrar a sessão” depois do Ano Novo. Como ele bebia dia e noite, não era raro soltar a voz madrugada adentro, recitando “Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga, Escarra nessa boca que te beija!”.

Versos Íntimos

Augusto dos Anjos


Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!


Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu no Engenho Pau d'Arco, Paraíba, no dia 20 de abril de 1884 e divide com Ariano Suassuna a glória de ser um dos maiores poetas paraibanos. Aprendeu com seu pai, bacharel, as primeiras letras. Fez o curso secundário no Liceu Paraibano, já sendo dado como doentio e nervoso por testemunhos da época. De uma família de proprietários de engenhos, assiste, nos primeiros anos do século XX, à decadência da antiga estrutura latifundiária, substituída pelas grandes usinas. Em 1903, matricula-se na Faculdade de Direito do Recife, formando-se em 1907. Ali teve contato com o trabalho "A Poesia Científica", do professor Martins Junior.

Formado em direito, não advogou; vivia de ensinar português. Cético em relação às possibilidades do amor ("Não sou capaz de amar mulher alguma, / Nem há mulher talvez capaz de amar-me"), Augusto dos Anjos fez da obsessão com o próprio "eu" o centro do seu pensamento. Não raro, o amor se converte em ódio, as coisas despertam nojo e tudo é egoísmo e angústia em seu livro patético ("Ai! Um urubu pousou na minha sorte").

 A vida e suas facetas, para o poeta que aspira à morte e à anulação de sua pessoa, reduzem-se a combinações de elementos químicos, forças obscuras, fatalidades de leis físicas e biológicas, decomposições de moléculas. Tal materialismo, longe de aplacar sua angústia, sedimentou-lhe o amargo pessimismo ("Tome, doutor, essa tesoura e corte / Minha singularíssima pessoa"). Ao asco de volúpia e à inapetência para o prazer contrapõe-se porém um veemente desejo de conhecer outros mundos, outras plagas, onde a força dos instintos não cerceie os voos da alma ("Quero, arrancado das prisões carnais, / Viver na luz dos astros imortais"). Pela acidez dos seus versos e pela morbidez da sua obra, Augusto do Anjos ganhou a alcunha de “Poeta de Necrotério”.

Com o tempo, Augusto dos Anjos tornou-se um dos poetas mais lidos do país, sobrevivendo às mutações da cultura e a seus diversos modismos como um fenômeno incomum de aceitação popular. Vitimado pela pneumonia aos trinta anos de idade, morreu em Leopoldina em 12 de novembro de 1914. O poema “Versos Íntimos” foi incluído no livro "Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século", organizado por Ítalo Moriconi.

* Nome fictício


Euriques Carneiro

Mussum, um ícone dos “Trapalhões”, será biografado com nuances desconhecidas do humorista



Nos áureos tempos do humorístico “Os Trapalhões”, inúmeros bordões caíram no gosto popular. Marcaram época “Pissit” e “Bicho Bom” de Didi (Renato Aragão), mas o linguajar peculiar de Mussum, sempre empregando o "is" no final das palavras, - "cacildis", "forévis", - tornaram-se impagáveis e ainda hoje são copiados nas redes sociais

O Mussum que será retratado, mostra um homem com hábitos refinados, que ouvia jazz e bebia uísque, detalhes não tão conhecidos do humorista. “Apesar de ter uma infância pobre, ele desenvolveu gostos bastante refinados”, diz Juliano Barreto.O homem Antônio Carlos Bernardes Gomes, e o personagem “Mumú da Mangueira” (entre tantos outros apelidos) é o que o jornalista Juliano Barreto pretende mostrar na biografia que será lançada pela Editora Leya, em 2014. Como diferencial, o autor pretende mostrar um lado desconhecido de Mussum, não se restringindo ao personagem conhecido por sua atuação no humorístico Os Trapalhões.

O autor revelou que se surpreendeu com descobertas que fez durante a pesquisa para o livro, principalmente em relação à vida pregressa aos Originais do Samba, grupo que Mussum fazia parte antes de atuar em Os Trapalhões. Barreto diz que o humorista era um músico muito respeitado e tocou com nomes como Elis Regina e Jorge. Ben.

Além de familiares e amigos, personagens que fizeram parte da história de Mussum, como Alcione, Zeca Pagodinho, Dedé Santana e Renato Aragão, deram seus depoimentos que vão enriquecer a história do humorista.

Nascido no morro de Cachoeirinha no Rio de Janeiro, Antônio Carlos estudou 9 anos em um colégio interno de onde saiu com o diploma de ajustador mecânico. Não bastando ele passou mais oito anos servindo as forças armadas, quando alternava seu tempo participando da Caravana Cultural de Música Brasileira de Carlos Machado. Formou então com amigos a banda Os Sete Modernos, mais tarde chamada de Os Originais do Samba que obtiveram um grande sucesso, se apresentando inclusive em países do exterior.


O mais carismático dos Trapalhões deixou o Brasil mais triste em 29 de julho de 1994 e finalizamos esta matéria com uma das suas irreverentes frases: "se suco de cevadiss atrapalha seu casamentiss, abandone sua mulher, cacildiss!!"


Euriques Carneiro

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

16ª edição do Festival de Cultura e Gastronomia acontecerá em Tiradentes, em Minas Gerais


 


Começa nesta sexta-feira, dia 23 de agosto, o 16º Festival de Cultura e Gastronomia de Tiradentes, cidade da Zona da Mata do estado de Minas Gerais que durante dez dias se transformará na capital nacional da gastronomia

Cerca de 60 palestras, debates, cursos, workshops e degustações também serão oferecidos ao público gratuitamente, mediante inscrição prévia feita nos locais de realização.A expectativa é de que a cidade receba 35 mil visitantes, parte deles turistas vindos de todo o país e do exterior. A programação artística conta com 84 atrações gratuitas, entre shows e espetáculos de teatro, além da abertura da exposição itinerante "Oratórios - Relíquias do Barroco Brasileiro".

Para a parte cultural desta edição foram convidados artistas e grupos de Minas Gerais e dos estados visitados pela Expedição Brasil Gastronômico: São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal.

A expedição é um projeto que antecedeu o festival com objetivo de fazer um retrato de toda a cultura e cadeia gastronômica regional do Brasil.

Entre as principais atrações musicais do festival deste ano estão o escritor e saxofonista Luiz Fernando Veríssimo com o seu Jazz 6; o Tomati Jazz Trio, liderado pelo guitarrista Carlos Tomati, mais conhecido por integrar o Sexteto do Jô; o multi-instrumentista gaúcho Renato Borghetti; e Gabriel Grossi, um dos maiores gaitistas da atualidade.

Também haverá apresentações teatrais e atividades voltadas para as crianças, além da abertura da exposição itinerante "Oratórios - Relíquias do Barroco Brasileiro".

A exposição reúne 115 oratórios, objetos e imagens sacras dos séculos XVII ao XX pertencentes ao acervo do Museu do Oratório, instalado em Ouro Preto, desde 1998.

Já em relação à gastronomia, uma das novidades nesta 16ª edição do evento será a ampliação das atividades realizadas nas ruas. O conforto e a integração entre os visitantes é a principal preocupação da cenografia pensada para o Largo das Forras, principal praça do Centro Histórico de Tiradentes, que ganhará grandes mesas comunitárias de madeira para 80 a 120 pessoas.

Menus especiais serão oferecidos por oito restaurantes convidados. Entre eles pratos como pescada amarela, creme leve de baroa, beterrabas secas e azeite de carvão; porco recheado com joelho e paçoca de verduras do "terreiro"; pastel de Belém de bacalhau; isca de fígado com mandioca acompanhada de farofa de carne; entre outras delícias locais e nacionais

Chefs convidados vão participar dos já famosos festins, onde serão apresentados pratos de seus restaurantes. Neste ano, além de renomados chefs nacionais estarão presentes o colombiano Juan Manuel, do El Cielo (Medellín e Bogotá); o argentino Fernando Rivarola, do El Baqueano (Buenos Aires); e o mexicano Bruno Oteiza, do Biko (Cidade do México).

O 16ª Festival de Cultura e Gastronomia de Tiradentes acontece até o dia 1º de setembro.


EFE

Obras de Pablo Picasso em Oslo, correm o risco de demolição



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Desde que um grupo de especialistas recomendou a demolição do complexo e a remoção dos murais do pintor espanhol Pablo Picasso, o debate na Noruega e está dividindo a opinião pública no país

Os painéis de betão do mestre modernista, projetados entre os anos 50 e 70, estão instalados num complexo de edifícios governamentais atingidos pelos atentados à bomba na capital do país, Oslo, em 2011.

Como as estruturas dos prédios foram abaladas pelos ataques, um grupo de especialistas recomendou a demolição do complexo e a remoção dos murais. Mas a sugestão não agrada aos críticos de arte, que argumentam que os murais, instalados nos blocos H e Y do complexo, foram criados especificamente para esses prédios, não podendo ser meramente removidos e instalados noutro lugar.

Uma pesquisa recente do jornal Verdens Gang mostrou que 39,5% das pessoas concordam com a recomendação dos especialistas, mas 34,3% acham que os murais e os edifícios devem ser restaurados e permanecer onde estão.

A possível demolição tem sido comemorada por quem sempre viu no complexo uma série de edifícios com traços de gosto duvidoso. “É uma oportunidade de ouro” para nos vermos livres daquela “arquitetura degradante, brutal e feia”, provoca o artista Dag Hol.

Há quem veja nos prédios, no entanto, um significado histórico, como Joern Holme, chefe do departamento de Património Cultural. “Não podemos demolir o melhor (momento) de uma era (da arquitetura moderna) apenas porque achamos isso feio hoje em dia”, disse. O governo norueguês irá decidir o destino dos edifícios até o início do ano que vem.

As obras estão entre as primeiras experiências de Picasso com murais em betão. À época, a execução das obras, presentes no interior e no exterior dos prédios, ficou a cargo do artista norueguês Carl Nesjar. Os direitos sobre as obras pertencem hoje aos herdeiros de Picasso, que deverão ser consultados sobre o destino delas. Eles ainda não foram oficialmente contactados, mas já disseram estar “abertos ao diálogo” para discutir a questão.

O complexo foi o alvo de um atentado à bomba perpetrado pelo radical de ultradireita Anders Breivik em 2011. A explosão fez oito mortos no local e antecedeu a segunda e mais sangrenta parte do atentado, o ataque a tiros contra jovens que participavam num encontro de um partido de esquerda na ilha de Utoeya. O massacre terminou com 77 mortos, a maioria adolescentes, e chocou o mundo. O que se discute na Noruega é que a arte de um mestre como Picasso não pode ser objeto de demolição pura e simplesmente, mas a pendenga promete ser longa e exaustiva.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O novo cinema Português se muda para o Ceará



23ª edição do Cine Ceará muda de foco e visita a nova geração do cinema português em sua programação que vai de 07 a 14 de setembro

O Ceará é o ponto no território continental brasileiro mais próximo ao Velho Mundo. Nada mais justo do que ser, graças à localização geográfica, a ligação entre europeus e americanos. No que se refere a audiovisual, o solo alencarino já é anfitrião tradicional do Cine Ceará, o Festival Ibero-Americano de Cinema. Chegando à sua 23ª edição, de 7 a 14 de setembro, o festival apresenta novidades conceituais e espaciais.

Deixando de lado as temáticas mais abrangentes que guiaram a programação dos anos anteriores do evento, a partir de 2013 o Cine Ceará se volta para as homenagens ao cinema contemporâneo de um país. "A gente resolveu dar uma guinada no foco do evento", explica Wolney Oliveira, diretor do festival. "A ideia é que o Cine Ceará pegue esse sangue jovem que está aí em vários lugares do mundo e concentre homenageando a cinematografia contemporânea desse país a cada ano".

A mudança, de acordo com Oliveira, também se deve à popularização gradual do fazer cinema, inclusive no Ceará, graças à evolução tecnológica e à presença de três cursos de realização audiovisual no Estado - dois dos quais são graduações.

O tributo que dá início a essa sequência é feito a Portugal, exibindo e discutindo filmes produzidos nos últimos 15 anos. Segundo o diretor, a escolha do país se justifica também pelo fato da cinematografia realizada em terras lusas ainda ser de difícil acesso aos cinemas comerciais brasileiros. A homenagem ao país ibérico se estende à atriz, cantora e cineasta portuguesa Maria de Medeiros, responsável pelo show de abertura do, cujos filmes serão exibidos em uma mostra especial. O cinema luso será tema do debate entre realizadores e público portugueses e brasileiros durante o Seminário Diálogos Visuais, na Casa Amarela Eusélio Oliveira.

Mostras competitivas

Oito produções foram selecionadas para concorrer ao Troféu Mucuripe, durante a Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem. Destas, sete são completamente inéditas no Brasil. Os indicados são os brasileiros "Se Deus Vier Que Venha Armado", de Luis Dantas, "Olho Nu", de Joel Pizzini, e "Solidões", de Oswaldo Montenegro; o espanhol "Emak Bakia", de Oskar Alegria; o uruguaio-português "Rincón de Darwin", de Diego Fernández Pujol; o mexicano "El Paciente Interno", de Alejandro Solar Luna; o cubano "La Película de Ana", de Daniel Diaz Torres e o argentino "Mercedes Sosa, la voz de Latinoamérica", de Rodrigo H. Vila.
 As categorias da disputa são melhor filme, direção, fotografia, edição, roteiro, som, trilha sonora original, direção de arte, ator, atriz e prêmio da crítica. O prêmio ao vencedor é de dez mil dólares.

Ariano Suassuna, de 86 anos, sofre infarto e é internado no Recife



Ariano Vilar Suassuna, paraibano de João Pessoa e autor de obras como O Castigo da Soberba (1953), O Rico Avarento (1954) e o Auto da Compadecida (1955), sofreu um infarto e foi levado à emergência na manhã desta quarta-feira (21)

O escritor paraibano Ariano Suassuna, de 86 anos, está internado no Real Hospital Português, no Recife, para onde foi levado de manhã após passar mal. Durante os exames, foi constatado que ele tinha sofrido um enfarte, informou a assessoria do escritor. 

Imortal da Academia Brasileira de Letras e autor de obras como Auto da Compadecida e A Pedra do Reino, Suassuna está lúcido e ficará internado para observação. Segundo a assessoria de imprensa da unidade, ele foi levado à emergência na manhã desta quarta-feira (21). Ele sofreu um infarto, mas passa bem.

Além de dramaturgo, romancista e poeta, Ariano é atual secretário de assessoria ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Ariano foi tema de enredo no Carnaval carioca, em 2002, na escola de samba Império Serrano, e em 2008, na Mancha Verde no Carnaval paulista.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

“Questão de Método” revela toda a alma libertária de Jean-Paul Sartre



 Definindo-se como um homem radicalmente livre, o traço mais marcante na formação de Sartre foi, sem dúvida, a imaginação criativa, alimentada pela leitura precoce e intensiva: “...por ter descoberto o mundo através da linguagem, tomei durante muito tempo a linguagem pelo mundo”

“A Filosofia aparece a alguns como um meio homogêneo: os pensamentos nascem nele, morrem nele, os sistemas nele se edificam para nele desmoronar. Outros a consideram como certa atitude cuja adoção estaria sempre ao alcance de nossa liberdade. Outros ainda, como um setor determinado da cultura. A nosso ver, a Filosofia não existe; sob qualquer forma que a consideremos, essa sombra da ciência, essa eminência parda da humanidade não passa de uma abstração hipostasiada.”

O texto acima constitui as linhas iniciais do livro Questão de Método, escrito, paradoxalmente, por um homem que jamais deixou de fazer de todos os momentos de sua vida uma permanente reflexão sobre os problemas fundamentais da existência humana.

Jean-Paul Sartre nasceu em Paris, no dia 21 de junho de 1905. O pai faleceu dois anos depois e a mãe, Anne-Marie Schweitzer, mudou-se para Meudon, nos arredores da capital, a fim de viver na casa de Charles Schweitzer, avô materno de Sartre. Sobre a morte do pai, escreverá mais tarde: “Foi um mal, um bem? Não sei; mas subscrevo de bom grado o veredicto de um eminente psicanalista: não tenho Superego”.

Seja como for, talvez a ausência da figura paterna em sua vida possa explicar por que Sartre se tornou um homem radicalmente livre, tomada a expressão no sentido que ele lhe dará posteriormente: não existe uma natureza humana, é o próprio homem, numa escolha livre porém “situada”, quem determina sua própria existência.

Outro traço marcante na formação de Sartre foi a imaginação criativa, alimentada pela leitura precoce e intensiva: “...por ter descoberto o mundo através da linguagem, tomei durante muito tempo a linguagem pelo mundo. Existir era possuir uma marca registrada, alguma porta nas tábuas infinitas do Verbo; escrever era gravar nela seres novos foi a minha mais tenaz ilusão , colher as coisas vivas nas armadilhas das frases...” Como consequência, aos dez anos de idade quis tornar-se escritor e ganhou uma máquina de escrever. Seria seu instrumento de trabalho por toda a vida.

Em 1924, aos dezenove anos de idade, Sartre ingressou no curso de filosofia da Escola Normal Superior, , ao contrário dos que muitos pensam, não foi um aluno brilhante, mas muito interessado, especialmente pelas aulas de Alain (1868-1951), que dedicava atenção particular à discussão do problema da liberdade. Na Escola Normal, Sartre conheceu Simone de Beauvoir (1908 - 1986), “uma moça bem-comportada” que lhe afirmou : “A partir de agora, eu tomo conta de você”. Desde então, nunca mais se separaram.

Uma relação aberta

Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre escandalizaram a França do início do século passado e um retrato da relação está em “Tête-à-Tête”, de Hazel Rowley, uma biografia baseada na vida amorosa do casal de filósofos, que mantinha um relacionamento aberto impensável na Europa dos anos 30. A versão brasileira da obra contém trechos de cartas inéditas, proibidas na edição europeia pela filha adotiva de Sartre.

Abstraindo-se o valor literário do legado deixado por Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre no pensamento moderno que, sem sombra de dúvidas, é inestimável, o casal de escritores-filósofos-existencialistas é lembrado igualmente pela vida que levou. Ambos eram brilhantes, corajosos e indivíduos profundamente inovadores. Optaram por viver com paixão, energia, audácia, humor e contradições, o notável e pouco ortodoxo relacionamento. Mostra também, sobretudo, como a coragem e o brilho intelectual de Sartre e Beauvoir influenciaram de forma determinante o pensamento da época em que viveram. Essas duas figuras colossais e sua intensa e turbulenta relação marcaram o século passado com uma relação absolutamente inusitada e aberta, mesmo em seus momentos mais íntimos, escancarando até os casos extraconjugais do casal.