domingo, 28 de julho de 2013

Mostra 'Ocupação Mário de Andrade' foi encerrada neste domingo em SP


 


Gavetas se abrem e delas saem vozes, cartas, fotos. Armários revelam outros documentos. Audiovisuais exibem trechos dos filmes que ele fez em expedições para as inóspitas e de difícil acesso, à época, regiões dos sertões do norte e nordeste brasileiros. Essa foi a tônica de 'Ocupação Mário de Andrade'

A mais recente mostra da série Ocupação lança luz às faces do inquieto Mário de Andrade, escritor que ficou conhecido como um dos fundadores do modernismo brasileiro. A exposição, que terminou neste domingo (28), no Itaú Cultural, em São Paulo, trouxe mais de 400 itens do artista, entre cartas, filmes, fotografias e objetos nunca antes reunidos em um só conjunto.

Segundo a antropóloga e doutora em Ciências Sociais Silvana Rubino, que assinou a curadoria da mostra, foi necessário vasculhar milhares de documentos para chegar ao material selecionado. Para ela, a exposição reproduziu, com as mídias atuais, o estado de inquietação e descobrimento propositivo cultural do homenageado.

“Não deixa de ser, pelo avesso, um convite à reflexão sobre as políticas culturais contemporâneas”, analisou a curadora. “Uma reflexão fixada no presente, bem de acordo com o que o próprio Mário sugeriu em seu Prefácio Interessantíssimo de Paulicéia Desvairada: ‘o passado é lição para se meditar, não para se reproduzir’”, concluiu ela.


O projeto expográfico, assinado por Vasco Caldeira, inclui espaço estruturado em madeira, dando a ilusão de se entrar no gabinete de Mário. Sem a sisudez que se espera de um lugar desses, no entanto, a exposição foi articulada em uma espécie de caixotes manipuláveis, articulados de forma ordenada e ao mesmo tempo caótica.


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