sexta-feira, 21 de junho de 2013

Sergio Fingermann prepara exposição de gravura brasileira na Bélgica



O renomado artista plástico, professor e curador de exposições, Sergio Fingermann vive e trabalha na Vila Madalena há 27 anos e está preparando uma mostra individual de gravura brasileira na Bélgica
Como diz a letra da música de Chico Buarque, “Dora que amava Pedro que amava Paulo que amava Lia”, a ideia de estreitar os laços da comunidade da Vila Madalena segue viagem e traz Sergio Fingermann para apresentar novos horizontes.

Atualmente, tem algumas exposições coletivas e está no início da preparação de uma mostra individual. Sergio Fingermann está realizando a curadoria de uma grande exposição de gravura brasileira na Bélgica. Às vezes, gostaria que o dia tivesse mais horas: “Isso está me tomando bastante tempo, porque é uma exposição que pega a história da gravura brasileira dos anos 30 até agora. São 80 anos. Tem mais de 300 obras”.

Além de seu ateliê em sua casa, Sergio construiu com sua família o espaço Contraponto. É um local onde dá aulas de pintura, desenho e gravura. Funciona também como um espaço de trocas, pois convida pessoas de outras áreas para discutir o que se cria em comum. Há um teatro e um salão de conferências e exposições. Muitos dos eventos são gratuitos.
A vizinha Tarsila

Quando era criança, o artista plástico paulistano Sérgio Fingermann costumava passar o tempo na casa de uma senhorinha interessante que morava no mesmo prédio em que ele, em Higienópolis. Quando eu tinha 10 anos, minha mãe me levou à Bienal de Arte e me lembro que vi alguns quadros dela expostos lá”, afirma Fingermann. “Então falei: é na casa dela que tomo lanche. Minha mãe não sabia que éramos vizinhos de Tarsila do Amaral.”

Quando a pintora morreu, em 1973, aos 86 anos, Fingermann ficou com alguns objetos como lembrança. “Como eu a visitava sempre, a enfermeira dela acabou me dando algumas peças. Ganhei tintas, paletas, um chapéu e um abajur”, diz. Quarenta anos depois, a filha dele, Elisa Fingermann, dirige a peça ‘O Homem com a Bala na Mão’, da Cia. Contraponto. E o abajur de Tarsila, emprestado pelo artista, compõe a cenografia.


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