domingo, 9 de junho de 2013

Drauzio Varella: além de médico, é um premiado escritor de ficção para adultos e crianças

Drauzio Varella não é só o médico mais popular do país. Além de oncologista, cientista e escritor que virou figura notória por popularizar a medicina em seu país, teve a persistência de começar a correr aos 49 anos e, já no ano seguinte, completar a Maratona de Nova Iorque


Antonio Drauzio Varella nasceu há 70 anos, completados em janeiro, no Brás, na zona leste de São Paulo. Drauzio, filho de um contador, honrou os esforços do pai e foi o segundo colocado no vestibular da Faculdade de Medicina da USP, onde ingressou em 1962, ostentando o 2º lugar entre os candidatos. Com João Carlos di Genio, fundou, em 1965, o cursinho Objetivo, hoje um império em educação privada. Os anos como professor lhe deram dinheiro o bastante para terminar a faculdade e começar na medicina sem precisar pular de um hospital para o outro para conseguir sobreviver.


Foi em 1985, já com vasta experiência no setor de imunologia do Hospital do Câncer, em São Paulo, que Drauzio participou, na Suécia, de um congresso sobre a AIDS. Na volta, conseguiu publicar no jornal O Estado de S. Paulo um artigo sobre a terrível novidade. Era a estreia em comunicação, área em que se tornaria celebridade. Há quase 20 anos, e m 1994, Drauzio falou com a peculiar franqueza sobre a doença que ainda era fortemente associada a homossexuais e usuários de drogas injetáveis. O mesmo tom, direto, sem rodeios, pontuou a série de pílulas informativas sobre a doença que ele passou a apresentar na mesma rádio. “Cai fora da seringa, cara. Se você não consegue encarar a vida de cara limpa, fuma, cheira, faz supositório. Mas não injeta na veia” dizia um de seus textos desconcertantes na rádio.


O doutor Drauzio não estava na cadeia no dia, mas seu contundente relato do massacre é o ponto alto de Estação Carandiru, livro lançado em 1999 em que conta suas histórias como médico dos detentos. Além do best-seller, transformado em filme pelo amigo Hector Babenco, Drauzio publicou outros oito livros. O mais recente, Carcereiros, marca sua volta ao tema de estreia – a penitenciária onde atuou por mais de 20 anos, mas agora sob a ótica dos agentes que lá trabalhavam.


Hoje, famoso pelas suas aparições nos programas de TV e pelos livros que publicou, Drauzio sempre aborda nas suas entrevistas, a necessidade das pessoas envelhecerem com saúde. Ele próprio, um setentão em belíssima forma, há muito tempo tem hábitos alimentares saudáveis e mantém-se em constante atividade física. Vejam que pérola do Dr. Drauzio sobre este tema:

Somos péssimos planejadores. Planejamos os momentos imediatos, o que vamos fazer à tarde, no dia seguinte, no final de semana. Se o planejamento para o próximo mês já é um pouco nebuloso, imagine para dali a vinte, trinta anos. Por isso, talvez, as pessoas continuem acumulando peso, comendo demais, levando vida sedentária, sem tomar consciência de que estão entrando num processo que vai acarretar danos graves à sua saúde nas fases mais avançadas da vida. Diante disso, não seria nenhum exagero dizer que os tributos que pagamos na velhice variam de acordo com os investimentos em saúde que fizemos nos anos que a precederam.”





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