terça-feira, 18 de junho de 2013

Cidade cenográfica recria a Campina Grande do século 18


O Parque do Povo, onde se concentram as principais atrações do São João de Campina Grande, é tão imenso que no seu interior cabe até uma cidade. Cenográfica, é verdade, mas mesmo assim, uma cidade


Dentro do enorme arraial, que tem 42,5 mil metros quadrados, existem réplicas de prédios históricos, como a catedral e o Cassino Eldorado, e até uma recriação da Vila Nova da Rainha, denominação oficial de Campina Grande na época de sua fundação, em 1790.

O nome era uma homenagem a Dona Maria I, rainha de Portugal na época, e na réplica da vila que existe hoje no Parque do Povo funcionam lojas de artesanato e barracas de comidas e bebidas que reproduzem as fachadas das casas de Campina Grande no século 18. Neste espaço, bastante visitado e fotografado pelos turistas, uma pequena igreja presta homenagem aos três santos juninos.

A reprodução mais impressionante que há no Parque do Povo, no entanto, é de outro marco histórico de Campina Grande: a Catedral de Nossa Senhora da Conceição. Encantadas com a réplica, as paulistanas Shayenne Pires e Alessandra Neufeld, que este ano participaram pela primeira vez do São João na cidade, fizeram questão de registrar em fotos o edifício cenográfico. "Tínhamos sido informadas pelo guia turístico sobre a réplica da igreja, mas fiquei surpresa com a beleza dela e também com o tamanho da festa", disse Shayenne.

Quem também teceu comentários sobre a catedral foi o arquiteto campinense Maxsuel Ramalho, que afirmou ser a réplica ainda mais bonita que a original. "A iluminação e a localização deram um realce maior à réplica, já que a Avenida Floriano Peixoto, onde está localizada a catedral, possui árvores no canteiro central, o que acaba atrapalhando a visibilidade", explicou.

Além da Vila Nova da Rainha e da catedral, os forrozeiros podem conhecer mais da história de Campina Grande em outras réplicas de construções que marcaram época na cidade, como o Cassino Eldorado. A casa noturna serviu de local de diversão para senhores do algodão, políticos e boêmios que formavam a alta sociedade campinense, inclusive com atrações internacionais e mulheres de estados vizinhos.

No arraial, os visitantes também podem visitar o Museu da Polícia Militar, com a fachada semelhante à de 1958. Na frente fica estacionado um Fusca utilizado nos anos 1960 e no interior há antigos uniformes e fotos que contam um pouco da história da instituição no estado da Paraíba.

Por fim, localizada estrategicamente no centro do Parque do Povo, fica a réplica de uma fogueira que permanece “acesa” durante os 30 dias daquele que se autodenomina o Maior São João do Mundo.


Fonte: terra

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