domingo, 30 de junho de 2013

Salão de Turismo Rota 101 Nordeste quer integrar estados



As discussões acontecem de 4 a 6 de julho, em Natal, no Rio Grande do Norte e o evento envolve os quatro estados beneficiados pela duplicação da BR 101 

Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas são os estados nordestinos que farão parte do Salão de Turismo Rota 101 Nordeste, entre os dias 4 e 6 de julho, em Natal, capital do Rio Grande do Norte. A ideia é que o encontro seja um meio de integração regional, o primeiro do gênero no país. O ministério do Turismo já reconheceu a ação.

A escolha dos participantes tem resposta: o evento envolve os quatro estados beneficiados pela duplicação da BR 101 (RN, PB, PE e AL). Ao todo, 128 estandes, comercializados junto à rede hoteleira, operadoras, empresas aéreas, locadoras de ônibus e automóveis, além de empresas de passeios, de shows e de eventos, estarão presentes para promover interações entre os estados. Haverá, ainda, espaços gastronômico, cultural e de artesanato, para entreter o público.

Em tempo, Pernambuco será representado no salão pelos municípios do Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Escada, Palmares, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Rio Formoso, Tamandaré, Barreiros, São José da Coroa Grande, Paulista, Igarassu, Itapissuma, Ilha de Itamaracá, Moreno, Vitória de Santo Antão, Gravatá, Bezerros e Caruaru.


Fonte: diário de Pernambuco



“Giovanni Improtta” não consegue agradar o público e ainda sofre duras críticas


 

É sabido que José Wilker é uma das pessoas que mais conhecem de cinema no país e, além de ser uma autoridade no assunto, é ator e diretor dos mais respeitados da dramaturgia brasileira, mas toda esta bagagem não conseguiu catapultar “Giovanni Improtta” ao sucesso

Está cartaz em todo o Brasil, o filme Giovanni Improtta. O personagem principal fez muito sucesso há quase 10 anos atrás, em 2004, na novela Senhora do Destino. O projeto pode iniciar um novo gênero na produção cinematográfica nacional, as adaptações de personagens coadjuvantes engraçados oriundos das novelas e, já esta em fase inicial, um filme baseado no personagem "Crô", um caricato mordomo de um outro folhetim televisivo.


O longa é dirigido por José Wilker que além de comandar o projeto foi responsável por interpretar o personagem principal. O elenco é recheado de nomes oriundos do mundo das novelas como: Andrea Beltrão, Felipe Camargo, Milton Gonçalves (Billi Pig), André Mattos, Jô Soares.


Giovanni Improtta (José Wilker) é um contraventor que sonha com a ascensão social. Ao saber que a lei dos cassinos está sendo negociada nos bastidores, ele resolve entrar para o ramo. Para limpar sua imagem recorre ao vereador evangélico Franklin (Thelmo Fernandes), seu velho amigo, que lhe consegue o título de cidadão honorário do Rio de Janeiro. Apesar de ser casado com Marilene (Andréa Beltrão), Giovanni mantém um caso tórrido com Patrícia, filha de um figurão. Como o pai dela não gosta do romance, Giovanni decide agradá-lo comprando um rim, já que sofre de problemas renais. Porém, o que ele não esperava era ser acusado de tráfico de órgãos e para piorar, que o promotor do caso fosse assassinado. Giovanni logo se torna o suspeito número um do crime e agora precisa encontrar um meio de provar sua inocência.


Apesar do nome de José Wilker na direção e como protagonista, o filme não vem agradando crítica e público. Vejamos a opinião do comentarista de um dos sites de cinema “desde que soube da existência dessa produção eu temia pelo dia que iria ao cinema conferir e analisar o resultado final deste longa. Mas confesso que nem nos meus piores pesadelos o resultado seria tão ruim, tinha muito tempo que eu não conferia um filme tão sem sentido e sem graça como Giovanni Improtta. O roteiro é um emaranhado de coisas que não faz com que o espectador se sinta interessado pela história ou pelos personagens. A montagem é péssima, as cenas não conseguem se conectar e minimante dar vida ao roteiro. As atuações variam entre exageradas ou vazias e a trilha sonora é sofrível com direito a um momento em que toca a pérola Quatro Semanas de Amor de Luan e Vanessa”.


Conhecidas as opiniões, a opção de ir ou não ao cinema ver “Giovanni Improtta” é sua amigo, afinal o que desagrada a muitos pode perfeitamente ser interessante para outros tantos.

sábado, 29 de junho de 2013

Homenagem a Renato Russo terá transmissão ao vivo e participação de Ivete Sangalo



O canal fechado MTV exibirá o show, que acontecerá neste sábado (29), às 20h, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. A homenagem contara com a presença de outros grandes artistas

Os fãs que não puderem marcar presença neste sábado (29) no estádio Mané Garrincha, em Brasília, para assistir ao tributo a Renato Russo, terão um grande consolo, com a vantagem da comodidade. É que a MTV fará a transmissão do evento, a partir das 20h, com a apresentação e comentários de Guilherme Guedes.

Intitulada de 'Renato Russo Sinfônico', a homenagem ao eterno líder do Legião Urbana, que morreu em 1996, contará com a presença da cantora Ivete Sangalo, interpretando um dos clássicos do músico.

Além da musa da axé music, o evento organizado pelo filho de Renato, Giuliano Manfrendini, terá também outros grandes artistas, como Lobão, Sandra de Sá, Jerry Adriani, Fernanda Takai, Zélia Duncan, Luiza Possi, e Ellen Oléria, todos acompanhados pela Orquestra Sinfônica do Teatro. Ótimo programa para quem curte a música de Renato Russo. Quem está na Capital Federal, vai ao Mané Garrincha e os demais fãs podem ver pela TV.


Rosa Passos lança disco "Samba dobrado" em homenagem a Djavan



No álbum, a cantora grava canções desde o início da carreira do artista. Entre as 13 faixas, há clara predominância de músicas do lado B da extensa obra do compositor
A amizade e a admiração mútuas entre Rosa Passos e Djavan vêm de algum tempo. Já em Curare, o CD de estreia, que lançou há 22 anos, a cantora baiana-brasiliense gravara o compositor alagoano. Lá, há o registro de Sim ou não. Depois, ela seguiu interpretando canções djavanianas em seus discos, dando ênfase aos sambas: no Festa, de 1993, por exemplo, ela incluiu De flor em flor.

“Quando fiz o Festa, o produtor foi Paulinho Albuquerque, que trabalhava com Djavan. Ao saber que eu incluiria De flor em flor no repertório, enviou uma gravação de voz e violão da música, que guardo até hoje. É que, antes, a Gal Costa gravou e parece que houve alteração numa frase melódica”, lembra Rosa. “Nos conhecemos depois do disco lançado, um durante evento no Rio Centro (Rio de Janeiro), do qual participamos e ele me cercou de atenção.”

No Morada do samba (1999), Rosa interpreta Beiral. Mas foi em Azul, no ano seguinte, que Djavan aparece com destaque. “É um álbum em que homenageio Gilberto Gil, João Bosco e Djavan. Dele, regravei, além da canção que dá título, as consagradas Açaí, A ilha, Samurai, além de Aliás, que à época ainda era pouco conhecida”, recorda-se.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Exposição traz projetos culturais pensados por Mário de Andrade



As políticas culturais desenvolvidas pelo modernista Mário de Andrade (1893-1945) são o foco da Ocupação Mário de Andrade, exposição que começou nesta sexta-feira (28), em São Paulo

Poeta, escritor, crítico de arte, professor, folclorista, intelectual e idealizador do modernismo brasileiro, Mário de Andrade foi também diretor do Departamento de Cultura da Municipalidade de São Paulo (equivalente à atual Secretaria de Cultura) entre os anos de 1935 e 1938.

Como diretor, concebeu a criação de bibliotecas infantis, parques infantis e até de uma discoteca pública, com um importante acervo musical que existe até hoje no Centro Cultural São Paulo. A exposição faz parte de um projeto que tem o objetivo de apresentar artistas ou pensadores brasileiros que são referência e que servem de inspiração para outras gerações. A curadoria ficou a cargo de Silvana Rubino.

"O tema desta ocupação é este Mário perdido em meio a papéis em diferentes repartições públicas, inventando uma política de cultura em constante diálogo e colaboração com parceiros como Paulo Duarte [1899-1984] e Rodrigo Mello Franco de Andrade [1898-1969]", diz a curadora, no texto de apresentação da exposição.

A Ocupação Mário de Andrade é interativa e apresenta mais de 400 itens, entre cartas, filmes, documentos, fotografias e objetos do modernista. "A exposição reúne um conjunto de cerca de 40 cópias de documentos [não há originais] constituídos de fotos de Mário e de seus interlocutores no período, trechos de cartas, programas de concertos, projetos que ele desenvolveu nesses anos no departamento, vídeos de danças populares, arquivos de áudio, registros das variações de sotaques brasileiros, exemplares de arte popular, um conjunto de mapas e algumas imagens de obras de arte que ele colecionava", disse Selma Cristina da Silva, gerente do Observatório do Itaú Cultural na área de Gestão e Políticas Culturais.

Segundo Selma, enquanto diretor do departamento, Mário pensou em várias questões de política e de gestão cultural que são discutidas até hoje. "Entre 1935 e 1938, ele [Mário de Andrade] já começa a pensar temas que são discutidos até hoje, tais como patrimônio, mapeamento cultural, democratização de acesso, preocupação com a formação de pessoas e até em como se levar concertos e bibliotecas à periferia", disse. "Ele criou, por exemplo, a ideia de biblioteca circulante, que era feita em uma jardineira, onde ele ia às periferias", contou.

A exposição foi dividida em módulos, com gavetas e portas que podem ser abertas e que simulam o gabinete de trabalho do escritor. "Como ele era um homem múltiplo, que pensava e pesquisava muitas áreas, tentamos reproduzir com o gabinete um espaço de curiosidade, onde se abrem gavetas para sair um som ou uma carta, por exemplo", explicou Selma. Cada módulo apresenta um dos projetos pensados por Mário de Andrade.

A exposição é gratuita e vai até o dia 28 de julho.
Fonte: terra

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Pierre Verger: uma referência internacional quando se fala em etnologia



Pierre Edouard Léopold Verger, mais conhecido como Pierre Verger, é o mais baiano dos franceses. Tendo se radicado na Bahia desde agosto de 1946 até a sua morte 1996, dedicou sua vida, aprofundando-se no estudo da complexa e forte relação existente entre a África e a Bahia
Pierre Verger nasceu em Paris, no dia 04/11/1902 e era filho de uma abastada família de origem belga e alemã. Trinta anos depois, começou a mudar de vida, dando início às viagens ao redor do mundo. Foi nesse período que também iniciou o aprendizado fotográfico, em companhia de PIERRE BOUCHER, utilizando uma máquina nova na época, mas que faria história no mundo fotografia, a ROLLEIFLEX. Sua vida foi então guiada, até o início dos anos 50, por duas paixões: viagens e fotografia.

Percorreu diversos países entre 1932 e 1945 como pesquisador para o Musée Etnographique du Trocadéro (atual Musée de l’Homme), em Paris. Viajou para a Polinésia (1933), Japão e Estados Unidos (1934) África Ocidental, (1935/36), Ásia (1937), América Central e Antilhas (1939), América do Sul (1941/46).

Até 1946, sobreviveu exclusivamente desse ofício, negociando suas fotos com grandes jornais e agências internacionais. A partir dos anos 50, começou a desenvolver um incessante trabalho de pesquisa das culturas africana e brasileira. Em 1946, chega a Salvador, cidade que escolhe para viver, fazendo periodicamente viagens ao Benin (ex-Daomé) e à Nigéria, publicando diversos trabalhos sobre a história das comunidades afro-brasileiras.

Tendo contato com a cultura afro, o fotógrafo iniciou estudos sobre a religião, que acabaram gerando sua carreira como pesquisador do Instituto Francês da África Negra (IFAN). Radicado na Bahia desde agosto de 1946, dedicou sua vida, aprofundando-se no estudo da complexa e forte relação existente entre a África e a Bahia. Realizou um extenso trabalho etnológico retratando o povo, seus costumes, sua cultura e principalmente as religiões afro-brasileiras.

Como colaborador e pesquisador visitante de várias universidades, Verger conseguiu transformar suas pesquisas em artigos e livros. Entre os temas que geraram importantes produções, estão as relacionadas com a religião dos iorubás, as consequências sociais, econômicas e políticas do tráfico de escravos para o Brasil, e o uso medicinal e litúrgico das plantas.

Em 1960, Verger comprou uma casa na Vila América, próxima de um dos mais importantes candomblés da Bahia e ali teve contato com nomes consideráveis e dos mais diversos segmentos artísticos e culturais do Brasil, como Carybé, Jorge Amado, Pai Balbino e Lina Bo Bardi, entre outros. No final dos anos 70, Pierre Verger parou de fotografar e fez suas últimas viagens de pesquisa à África.

A obra “Orixás” ou “Orishas”, de Pierre Verger, foi publicada em 1980, mostrando descrições detalhadas de rituais e presentes às divindades da África, também em Cuba e no Brasil. São 260 fotografias, ilustrações e mapas, em 300 páginas.

Seus trabalhos lhe valeram o título de Doutor em Etnologia pela Universidade de Paris, Sorbonne, e também o de Babalaô pelo Candomblé. Seu acervo fotográfico, de valor inestimável, é uma importante referência para a Fotoetnografia do Brasil. Seu trabalho é referência para pesquisadores que estudam as religiões relativas a esta cultura.


Em 1988, criou a FPV – Fundação Pierre Verger (www.pierreverger.org.br), transformando sua própria casa em um centro de pesquisa com a intenção de disponibilizar ao público um acervo com dezenas de artigos, livros, 62 mil negativos (matriz), gravações sonoras e filmes, além de uma coleção de documentos, manuscritos e objetos. Desde 1989, a Fundação Pierre Verger, conserva seus negativos, sua vasta biblioteca, seu arquivo pessoal e se encarrega da difusão de seu legado antropológico e fotográfico.

Em 11/02/1996, morre na mesma Salvador que o acolheu, deixando como herança um acervo fotográfico de valor inestimável, conservado pela Fundação Pierre Verger, por ele criada em 1988. Estas fotos foram digitalizadas à partir do catálogo da Exposição Bahia África Bahia, organizada pela Pinacoteca do Estado, São Paulo.




quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Oeste da Bahia não é só produção de grãos e guarda enorme potencial turístico



Há mais de duas décadas a Região Oeste da Bahia vem se destacando como o maior celeiro do Estado, batendo recordes sucessivos de produção de grãos, notadamente quando o assunto é a soja. Mas a enorme extensão territorial guarda verdadeiros tesouros inexplorados para o mercado do turismo


De grutas a rios, de paredões rochosos e sítios arqueológicos, a faixa territorial situada no oeste do estado da Bahia guarda enorme potencial para exploração do turismo na região, trazendo um outro viés econômico e fugindo da dependência do agronegócio. Principalmente para os mochileiros e aventureiros em geral que, na sua grande maioria, foge do clássico “sol e mar”, as atrações do oeste baiano são as mais variadas. A seguir, enumeramos algumas delas.

São Desiderio

Tendo o Cristo Redentor a emoldura-la, a cidade pode ser vista de uma forma privilegiada a partir do monumento. Em um passeio pelas ruas é comum encontrar moradores receptivos e alegres às portas de suas casas. Certamente, logo surgirá um convite para uma roda de conversa, um cafezinho ou a degustação de um dos inúmeros pratos típicos da região. 



A cidade tem várias atrações, entre as quais

•146 grutas catalogadas entre elas o Buraco do Inferno com 4 km de extensão e uma depressão de aproximadamente 60 metros e 300 de diâmetro,
•Nove sítios arqueológicos;
•Centenas de inscrições e pinturas rupestres;
•Maior lago subterrâneo do Brasil, Lago do Cruzeiro
•Uma das maiores bacias hidrográficas do nordeste, rica em biodiversidade;
•24 rios perenes entre eles o Rio das Fêmeas
•Paredões rochosos de até 40 metros de altura favoráveis a prática de rapel e tirolesa
•Trilhas ecológicas;
•Cachoeiras e lagos;
•Nascente do Rio Grande um dos principais afluentes do São Francisco em sua margem esquerda;
•Parque Municipal da Lagoa Azul com vários atrativos naturais
•Fenômenos naturais, a exemplo do que pode ser observado no sumidouro, onde se forma uma espécie de piscina natural na qual a água sobe e desce num ritmo marcado pela própria natureza, denominado sifão.

Sítios arqueológicos

Dos sítios arqueológicos descobertos no município três foram nomeados e os outros são identificados por pontos de GPS. Nesses locais foram encontrados artefatos como peças de cerâmica, instrumentos de caça, urnas funerárias, ossadas e pinturas rupestres. Esses materiais são datados de dois mil anos. Os sítios mais conhecidos são:

Lapa dos Tapuias no distrito de Sítio do Rio Grande;
Morro dos Tapuias situado na Fazenda João do Dazinho;
Morro do Sol na Fazenda Beleza

Outras atrações do Oeste Baiano

Rio de Ondas – Cartão postal de todo o Oeste, com sua calha coberta de água, faz com que as ondas tenham um aspecto de corredeiras espumantes, efeito deslumbrante aos olhos de quem está as suas margens. O rio oferece não só lazer, mas também entretenimento, o que proporciona aos moradores locais e aos seus visitantes, várias modalidades de aventura, inclusive a decida de bóia-cross e caiaque.

Serra da Bandeira – Bem no alto da serra, a 787m do nível do mar, com suas paredes rochosas, sua localização tem como referência o aeroporto, existem diversos mirantes naturais com vista panorâmica de, aproximadamente, 280 graus para o vale, de onde se pode, do alto, olhar toda a cidade de Barreiras. Além disso, o por do sol pode ser assistido de lá ou, até mesmo, percorrer trilhas por entre vegetação rasteira existente lá. O local também é utilizado para a prática de esportes radicais.

Cachoeira do Acaba Vida – Com 36 metros de queda livre, a cachoeira fica a 90 km de Barreiras e proporciona ao turista, um visual deslumbrante, emoldurada pela água, mata e por um céu quase sempre azul. Um dos locais mais visitados por quem percorre a região.

Cachoeira do Redondo – Praticamente vizinho da cachoeira anterior (58 km de Barreiras), que tem uma queda de água livre, formando assim, uma grande piscina de água cristalina e com três metros de profundidade.
Além disso, os passeios ecológicos não param por aí. Também em São Desidério (27 km de Barreiras) e na região circunvizinha existe opção de visitar as diversas grutas e cavernas. As grutas do Catão, do Sumidouro, do Buraco do Inferno, do Paulista e do Sítio Grande são as mais visitadas.

Quer saber mais? Visite essa deslumbrante região ainda pouco explorada pelo trade turístico, mas que guarda tesouros que encantam aos que nela se aventuram. Você terá a oportunidade de constatar que a Bahia não é só praia, Chapada Diamantina, região do São Francisco ou o misticismo da impagável Salvador. O Oeste tem muito a oferecer. Boa viagem!

Inverno em Santa Catarina: paisagem suíça em pleno sul brasileiro



Nosso país é visto lá fora como a terra do sol e mar em quase todos os meses do ano, imagem essa fortemente impactada pelo clima do Nordeste, mas o sul do país pode chegar a temperaturas típicas do inverso europeu

A região denominada Serra Catarinense tem seu horizonte pontilhado pelas mais altas montanhas da região Sul do Brasil. Grande parte de suas cidades está a mais de mil metros de altitude, o que facilita a ocorrência de geada e até de neve. Sim, não é raro nevar nessa região. Nem sempre se sabe exatamente o dia em que o chão ficará coberto de branco (para alegria dos turistas , que brincam como se estivessem na Europa ou nos vizinhos Argentina e Chile), mas a possibilidade sempre existe.Um outro Brasil em que faz frio abaixo de zero e onde cânions e vales profundos marcam a paisagem ainda é pouco difundido pelo trade turístico. Ele fica no Sul , mais precisamente no sul do Estado de Santa Catarina, na divisa com o Rio Grande do Sul.

Nessa estação, o branco é a cor predominante, com a temperatura frequentemente atingindo marcas negativas. Aliás, o recorde nacional de temperatura negativa foi registrado na Serra Catarinense, mais precisamente no Pico da Igreja, em Urubici (cidade vizinha a São Joaquim): -17,8ºC, em 1996.

A Serra Catarinense e o potencial turístico

O Planalto Serrano catarinense é a região mais fria do Brasil. E é o único lugar no país onde a precipitação de neve é certa - todos os anos a paisagem verde-amarelada de araucárias, coxilhas (campos ondulados) e taipas (muros de pedra) torna-se branca, mesmo que por poucos dias, no inverno. Nestes dias, até as águas das cachoeiras congelam.

É uma região de campos de altitude, florestas e grandes cânions. Nos campos, ficam as fazendas, algumas com serviços de hospedagem. A região é ideal para o turismo rural. Lages, maior cidade do Planalto Serrano, há dois séculos era entreposto comercial no Caminho dos Tropeiros, no qual era feito o transporte de gado entre Rio Grande do Sul e São Paulo. Hoje, a cultura campeira, cujos ícones são o homem do campo, as fazendas e o cavalo, é predominante na Serra Catarinense. Algumas das fazendas que oferecem turismo rural são centenárias. O frio, as histórias de tropeiros contadas ao pé do fogo de chão, o pinhão, o chimarrão, o camargo (café misturado com o leite saído na hora, bebido ao pé da vaca) criam uma atmosfera especial, repleta de calor humano e hospitalidade.

Os 18 municípios que compõem a Serra Catarinense ocupam uma área de mais de 16 mil quilômetros quadrados. Sua população é de cerca de 280.000 habitantes.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Unesco adiciona 19 novos patrimônios mundiais



Dezenove novos lugares foram adicionados à lista de patrimônios mundiais da Unesco. Entre os novos pontos estão edifícios, monumentos e paisagens naturais



Segundo o site da CNN, a decisão aconteceu durante a 37ª reunião anual da entidade em Camboja, que acontece entre 16 e 27 de junho.

A lista total hoje reúne 981 locais de 160 países. Desses pontos, 759 são culturais, 193 naturais e 29 de propriedades mistas.

Itália e China lideram os países com novos patrimônios com dois pontos cada. Porém, outros países como Qatar e Fiji também chamam atenção. Confira a lista completa dos novos pontos eleitos pelo comitê da Unesco:

1. Tianshan Xinjiang - China

2. Monte Etna - Itália

3. El Pinacate e Gran Desierto da Reserva Altar - México

4. Mar de areia Namib - Namíbia

5. Parque Nacional de Tajik National Park - Tadjiquistão

6. Estação Baleeira de Red Bay - Canadá

7. Terraços de arroz de Honghe Hani - China

8. Monumentos Históricos e Sítios em Kaesong - Coreia do Norte

9. Cidade histórica de Levuka - Fiji

10. Bergpark Wilhelmshöhe - Alemanha

11. Castros de Rajashtan - Índia

12. Palácio Golestan Palace - Irã

13. Villas Medici e jardins na Toscana - Itália

14. Fujisan - Japão

15. Centro Histórico de Agadez - Níger

16. Tserkvas de madeira da Região dos Cárpatos - Polónia e Ucrânia

17. Universidade de Coimbra - Portugal

18. Sítio arqueológico de Al Zubarah - Qatar

19. Cidade Antiga de Tauric Chersonese e sua Chora – Ucrânia


Além de adicionar novos patrimônios, a Unesco também alterou sua lista de patrimônios em perigo. Bam, cidadela iraniana, foi removida da lista enquanto Rennell, da Ilha Salomão, foi adicionado com mais outros seis sítios da Síria. A organização ainda considera incluir a Grande Barreira de Corais, na lista de locais ameaçados.

Fonte: terra

Fagner presta homenagem a Gonzagão e Dominguinhos durante show em Campina Grande



Relembrando as velhas parcerias com o Rei do Baião, com quem gravou dois álbuns denominados Gonzagão & Fagner, o cantor cearense incluiu no repertório do show em Campina Grande, músicas que homenagearam Luiz Gonzaga e Dominguinhos

Identificado com músicas românticas como "Espumas ao vento", "Deslizes", "Borbulhas de amor" e "Canteiros", algumas delas tendo integrado trilhas sonoras de novelas, o cantor e compositor Fagner voltou às origens e mudou um pouco o seu repertório. Incluiu nele forrós e xotes, e ainda fez uma emocionante homenagem a Dominguinhos, que está internado desde o fim de 2012, e a Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. A apresentação ocorreu no palco principal do autodenominado Maior São João do Mundo, em Campina Grande, na noite desta segunda-feira, 24.

Além das baladas românticas, Fagner fez uma referência especial a Dominguinhos, cantando "Quem me levará sou eu", música de autoria do próprio sanfoneiro. "Quero que vocês cantem comigo para que chegue até ele e ajudem na sua recuperação", disse Fagner, depois de colocar um chapéu jogado no palco por uma fã. Ele também prestou homenagem ao rei do baião, Luiz Gonzaga, relembrando alguns dos seus sucessos.

"Mudo um pouco o meu repertório por causa do São João, mas não posso deixar de tocar as músicas românticas", disse. De volta ao Parque do Povo depois de um ano de ausência, Fagner levou um grande público e, em referência ao Maior São João do Mundo, pediu que as pessoas fizessem daquele o maior coral do mundo, cantando junto com ele as suas músicas. "Estou feliz de voltar a Campina Grande, uma cidade que sempre me acolhe muito bem", disse Fagner, que já participou de muitas edições da festa.

Fagner está completando 40 anos de carreira e, para comemorar a data, está com dois projetos em andamento. Um é a gravação de um CD com algumas músicas novas e participações especiais, como Guilherme Arantes. No CD, o cearense pretende fazer mais uma homenagem a Luiz Gonzaga. O outro projeto, para o segundo semestre deste ano, é um DVD, que será gravado em diversas capitais brasileiras.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Uma “Saramandaia” descaracterizada, estreia nesta segunda-feira (24)



A “Saramandaia” original era um programa dedicado à diversão do público, sem maldades exacerbadas e sem as traições, falcatruas e mortes que hoje povoam até as novelas de fim de tarde


O Brasil vivia os negros tempos de ditadura e marcação cerrada da censura sobre os meios de comunicação. Dias Gomes, comunista confesso, era um dos alvos prediletos do SNI e dos órgãos de censura. No ano anterior, sua novela "Roque Santeiro" foi totalmente impedida de ir ao ar, já com dezenas de capítulos gravados (só "ressuscitou" em 1985, quando já se elegia o primeiro presidente civil).

A mudança de nome de uma localidade, como já aconteceu com vários municípios brasileiros, serviu de ponto de partida para Dias Gomes escrever "Saramandaia", novela que marcou época em 1976. A outra inspiração era o realismo mágico, estilo literário que fazia furor na América Latina e que tinha seu maior expoente em Gabriel Garcia Márquez.

"Saramandaia" nocauteava a ditadura desferindo “murros com luva de pelica”. Todo o realismo politico em "Roque Santeiro" virou metáfora. Nem assim os censores deram trégua: muitas cenas eram cortadas, só para passarem incólumes alguns capítulos e os critérios da repressão era uma “caixa preta”.

O folhetim era um programa sofisticado, ainda mais para o Brasil de quase 40 anos atrás, mas caiu no gosto popular pois, em "Saramandaia", a aridez aparecia apenas no cenário sertanejo. Curiosamente, o "remake" que estreia nesta segunda-feira (24) não tem nada de nordestino. A Globo optou por gravá-la em Bananal, no interior do estado de São Paulo, a nova versão se passa num local indefinido, inclusive no tocante à região do país.

A decisão tem um viés positivo já que o público não será submetido mais uma vez ao arremedo de “nordestinês” que a Globo costuma inventar. Atores de sotaque forçadíssimo e sem qualquer correlação com a realidade, uma enorme folclorização dos problemas que afligem a região e outros clichês que já se tornaram insuportáveis para o telespectador.

Apesar desse progresso, o deslocamento de "Saramandaia" soa quase como traição ao original de Dias Gomes. Personagens como João Gibão, o homem com asas, o lobisomem ou a moça que pega fogo são ecos da literatura de cordel. Contextualizá-los no sul do país deixa-os mais inofensivos e deslocados do seu habitat natural e longe do Nordeste, região onde surgiu e ainda sobrevive a literatura de cordel.

Mas a maior descaracterização da nova Saramandaia é a ausência da música tema original "Pavão Mysteriozo". A música de abertura da "Saramandaia" de 1976, cantada por Ednardo, foi um dos majores sucessos daquele ano, mas ainda não foi tocado nas chamadas da versão atual, o que nos leva a acreditar que nem tenha sido incluída em sua trilha sonora.

Caso confirmada, seria uma das maiores descaracterizações da novela pois a música foi inspirada no cordel “Pavão Misterioso” e narra claramente nas aventuras do personagem principal, que ganhou o nome de João Gibão na versão folhetinesca.

A obra Romance do Pavão Misterioso é o maior clássico do cordel. Folheto mais vendido em todos os tempos, foi escrito por José Camelo de Melo Rezende no final dos anos 20. A correlação entre o cordel e a novela original, - a essa altura não se sabe até que ponto haverá alterações entre uma versão e outra, - é que na literatura, o mocinho resgata a donzela a bordo de um avião (daí o nome “Pavão Misterioso”) e no folhetim televisivo, João Gibão deixa suas asas crescerem e, no capítulo final, faz uma vôo panorâmico por Saramandaia.



Sem termos como prever como será o andamento de Saramandaia, resta-nos acompanhar o desenrolar da história, o quanto ela foi alterada em relação à versão de 1976 e qual será a reação do público.

Tereza Costa Rêgo: uma mulher em três nomes e uma arte única



Tereza Costa Rêgo, artista plástica pernambucana com riquíssima experiência nas artes e na vida política, pertence a uma geração de pintores brasileiros que marcam nossa história da arte com as cores da nossa cultura

O estado de Pernambuco tem gerado artistas, ao longo da história, que vêm marcando a arte brasileira. Cícero Dias e Vicente do Rego Monteiro, por exemplo, foram dois pintores pernambucanos que tiveram uma ativa participação na Semana de Arte Moderna de São Paulo, em 1922 e que ajudaram a levar os ventos modernistas das artes para o Nordeste brasileiro.

Tereza Costa Rêgo, filha de uma tradicional família da aristocracia rural pernambucana, cresceu em meio ao mundo do glamour modernista do Recife, que incluía artistas como Teles Júnior, Francisco Brennand, os irmãos de Vicente do Rego Monteiro, Joaquim e Fedra, Lula Cardoso Ayres, Reynaldo Fonseca, Hélio Feijó, Wellington Virgulino e Abelardo da Hora. Todos eles seus amigos. Todos romperam com os padrões acadêmicos e adotaram estéticas pessoais que tinham mais a ver com a identidade cultural nordestina, com o imaginário pernambucano, com a luz e as cores do Brasil. Mesmo Reynaldo Fonseca, que segue os mestres holandeses como Van Eyck, guarda a sua veia brasileira. Mesmo Tereza, que se diz influenciada pela arte do pintor espanhol Francisco Goya, escancara uma alma pernambucana.

Mas na década de 1960, a vida de Terezinha (seu nome de batismo) deu uma guinada. A menina rica deixou para trás os salões da elite pernambucana, para acompanhar o grande amor da sua vida, o também pernambucano Diógenes de Arruda Câmara, dirigente do Partido Comunista do Brasil. Ela mesma resume a decisão que tomou nesse período:

“ Fui educada para ser a boneca que enfeita o piano da sala de visitas. Acontece que um dia eu saltei do piano e fui embora!”

Veio com Diógenes Arruda inicialmente para São Paulo, onde ela se formou em História pela USP. Mas a vida clandestina e as perseguições da ditadura militar, fizeram com que o casal fosse embora do Brasil. Diógenes tinha sido preso e torturado em 1968. Após sua soltura, foram para o Chile, em 1972, mas acabaram tendo que fugir de Santiago também, após o golpe militar de Augusto Pinochet.

Teresa e Diógenes viveram muitos anos exilados entre Paris e Lisboa, passando também por Tirana (Albânia) e Pequim (China). No exílio, ela foi obrigada a uma vida de artista também clandestina: nesses anos assinava suas pinturas com o pseudônimo de Joana (nome de uma de suas netas, a jornalista Joana Rozowykwiat). Mas não podia participar de exposições de arte. Mesmo na Europa, os comunistas estavam sempre sob observação de espiões, e lá também precisavam usar nomes frios. Por isso, Terezinha ficou sendo Joana.

Em 1979, a luta do povo brasileiro pela Anistia trouxe de volta os exilados políticos, como João Amazonas e Edíria Carneiro (também artista plástica), e Diógenes Arruda e Tereza Costa Rêgo. Eles voltaram, em outubro de 1979, para seu país, sua família, seus amigos, seu povo. Muitas homenagens foram feitas aos exilados que voltavam, por parte dos que aqui ficaram. Havia tanta alegria em estar de volta para casa, em ver de volta amigos como João Amazonas, e o coração de Diógenes Arruda não resistiu: teve um enfarte fulminante no dia da chegada de João Amazonas a São Paulo. Diz Raul Córdula, no livro sobre Tereza: “Ele avistou a terra prometida, mas não pôde ocupá-la”.

Para ela, foi uma perda incomensurável, que ela expressou no quadro “A partida”. Nele, uma mulher em dor profunda se debruça sobre o corpo do marido morto. Mais uma vez, ela teve que se refazer, retomar seu caminho sob outros parâmetros, desta vez sem seu grande companheiro.


E Joana se transformou em Tereza. Voltou à sua terra com o coração partido, mas cheio das experiências que viveu mundo a fora, onde ajudou a escrever a história de um mundo em mudança e que apontava para a justiça social e a liberdade. Mudou para Olinda, onde organizou sua casa e seu atelier, onde mora até hoje. De volta ao trabalho, começou a reconstruir sua carreira de artista plástica, se engajando novamente entre os artistas pernambucanos, participando de exposições, eventos, atividades culturais. Hoje ela é a diretora do Museu do Mamulengo, que pertence à Prefeitura de Olinda.

Em 1981 fez sua primeira exposição, no Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco. Hoje esse museu separa uma sala para exposições temporárias e tem como título “Galeria Tereza Costa Rêgo”.

Em 2008 recebeu o título de Cidadã Olindense, da Câmara Municipal de Olinda, quando declarou sobre si mesma: “Pode não parecer, queridos companheiros, mas eu sou uma mulher muito velha... uma mulher que viveu muitas vidas... uma mulher Terezinha... uma mulher Joana e uma mulher Tereza”.

Para completar, nesta rápida passagem por São Paulo, Tereza recebeu um convite da artista plástica paulistana Lucia Py para expor seu painel “Mulheres de Tejucupapo”, como convidada do Núcleo de Arte Contemporânea Latino-Americana. Cabe a nós aguardar, então, que a arte de Tereza possa ser vista de perto por nós moradores desta desvairada Pauliceia...

Referência: Luciana Souza

Caminhos que se tomam na vida e ciclos que se fecham, são os temas de O Lugar Onde Tudo Termina



O filme refaz a parceria entre o ator Ryan Gosling e o diretor Derek Cianfrance imediatamente depois de Namorados Para Sempre, mas já no começo do filme, pelo tom da trilha sonora composta por Mike Patton, percebemos que o drama do longa anterior vai dar lugar ao suspense

Luke (Ryan Gosling) é um motociclista misterioso, que pilota dentro de globos da morte para um circo itinerante. Quando descobre que sua ex-namorada, Romina (Eva Mendes), teve um filho seu, ele tenta se reaproximar dela. Sua intenção é mostrar-se um pai capaz de sustentar o filho e, para isso, Luke decide participar de uma série de roubos a bancos.

 O problema é que Luke não consegue reprimir seu lado violento, o que lhe traz problemas não apenas com Romina mas também com Robin (Ben Mendelsohn), seu parceiro de assaltos. Apesar dos vários problemas inesperados que surgem, ainda assim Luke resolve realizar sozinho um assalto a banco. Perseguido pela polícia, ele vira alvo de Avery Cross (Bradley Cooper), um policial que cumpria sua rotina fazendo a ronda diária.


O Lugar Onde Tudo Termina não chega a ser um Crash - No Limite, um discurso moralista sobre hipocrisia que não dá a seus personagens nenhuma chance de tomar suas próprias decisões. Está, porém, mais longe daquele promissor flerte de Cianfrance com o cinema de Cassavetes, porque embora os heróis do dia a dia em Cassavetes parecessem sempre fadados ao fracasso, a vida não lhes negava o prazer de viajar à deriva.


O filme “7 caixas paraguayas” foi rodado no Mercado 4, um dos mais frequentados de Asunción



Em um mercado onde dá até para conseguir o último filme do Almodóvar e conhecido como o paraíso da pirataria, não deixa de causar estranheza o cartaz afixado na “Feira do Paraguai”: “Não insista: não temos 7 caixas paraguayas!”
Ele recebe uma nota de US$100 rasgada ao meio para entregar sete caixas de madeira, e a outra metade da nota ele receberá quando a mercadoria chegar ao destino.Víctor, um jovem de 15 anos que ganha a vida carregando mercadorias pelas ruas do Mercado 4, um centro comercial lotado de gente, localizado no centro da capital do país, recebe uma proposta irrecusável.

A pegadinha? O jovem, que geralmente carrega nada além de carne, frutas, vegetais, aparelhos eletrônicos e até mesmo móveis, não sabe o que transporta neste último trabalho.

Bem-vindo à vida de um “carreteiro”, os modestos entregadores de produtos para os comerciantes que vendem seus artigos para os milhares de consumidores que se amontoam todos os dias no Mercado 4. Mas o que acontece durante o trabalho de US$ 100 de Victor é o preâmbulo de “7 Caixas”, um filme de Juan Carlos Maneglia e Tana Schémbori, que utilizam mercados populares como cenário para sua estreia no mundo do cinema.

“Queremos que o público paraguaio veja o cinema nacional e que sintam o desejo de querer vê-lo novamente”, declararam os diretores em nota.

O enredo do filme é ficção, mas os protagonistas escolhidos por Maneglia e Schémbori certamente dão vida à ficção. Isso porque muitos atores e atrizes, incluindo Celso Franco, que faz o papel de Víctor, foram escolhidos durante entrevista com aqueles que trabalham no Mercado 4.

O patrão de Víctor no filme, personagem de Alberto Ayala, estabelece três regras para Victor, que recebe um telefone celular para seguir as instruções; não ver o conteúdo das caixas e certificar-se de que todas as sete cheguem ao destino final com seus conteúdos intactos.

Mas Víctor comete um erro: ele perde uma das caixas, fazendo com que ele contrate companheiros carreteiros para ajudá-lo a localizar o volume perdido em troca de uma parte de seu pagamento.

Schémbori comentou que a maioria dos paraguaios irão se identificar com o filme, que é falado em Guaraní com pouco espanhol, porque irão reconhecer lugares e situações do Mercado 4, que serviu como um “cenário maravilhoso”.

“Nossas expectativas baseiam-se mais do que nunca no público nacional. O filme está voltada para o nosso público. Se ultrapassar fronteiras, ficaremos mais do que felizes, mas se o filme for sucesso no Paraguai, o nosso objetivo já estará cumprido”, declarou Schémbori, cujo filme está em fase de pós-produção e ainda não tem uma data para a estréia.

O trabalho mais difícil foi gravar o filme no Mercado 4, pela enorme quantidade de pessoas que lá frequentam, que é uma espécie de formigueiro quando as pessoas vão às compras. O filme terá legendas em espanhol.
“Gravar neste local foi uma desafio enorme”, disse Schémbori. “Mas o número de pessoas, a poluição sonora e visual foi justamente [o que] fez do [Mercado 4] muito rico”

sábado, 22 de junho de 2013

Dançarino de aluguel ensina turistas a dançar

Na cidade do Maior São João do Mundo, não só os conterrâneos vão dominar o forró nas noites frias de Junho. O Projeto Dançarino de Aluguel, idealizado pelo Professor, Euclides Alves, leva aos turistas a oportunidade de aprender como se dança o verdadeiro forró pé-de-serra

O Projeto iniciou-se juntamente com a fundação do São João de Campina Grande, começando como uma brincadeira: “Dois amigos meus resolveram unir o útil ao agradável. Saíam pelo Parque do Povo oferecendo aos turistas uma aula de dança, cobrando em troca uma taxa simbólica. Certo dia eles pararam, mas eu resolvi levar a ideia adiante, de uma forma profissional, transformando-a em um projeto sério até os dias de hoje”, afirma o Professor Euclides.

Observando a dificuldade que a grande quantidade de turistas que se instalam em Campina Grande durante o mês de junho encontra para acompanhar os rápidos e ágeis passos de forró realizados pelos moradores locais, o Projeto demonstrou uma preocupação que vai além de apresentar para os que vêm de fora a nossa culinária, gírias, música e costumes. Eles podem voltar para a sua região e estado levando adiante o nosso ‘gingado’, fazendo jus à associação que a palavra forró tem com a expressão da língua inglesa: for all – para todos.


Estando no Parque do Povo duas horas durante os finais de semana, não é difícil identificar o grupo: Camisa padronizada, chapéu de palha e uma energia que contagia qualquer um que por eles passar. As fichas são vendidas pelos próprios dançarinos, que esperam o turista escolher com qual deles deseja dançar, cobrando-se R$ 1,99 por música. Para ‘locar’ um dançarino particular, é cobrado o valor de R$ 150,00 durante duas horas e, caso o horário seja extrapolado, será cobrado R$ 10,00 a cada 30 minutos. Portanto, com o início do São João os turistas não ficarão apenas apreciando os outros dançarem.

Angela Merkel pede a Putin devolução de arte saqueada na II Guerra Mundial


 


A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, disse na sexta-feira ao presidente russo, Vladimir Putin, que obras de arte alemãs tomadas por soviéticos na Segunda Guerra Mundial deveriam ser repatriadas, algo que o líder russo rejeitou rapidamente
Merkel disse ser louvável que as obras sejam pela primeira vez expostas ao público. "É nossa opinião que essas peças em exposição deveriam ser devolvidas para a Alemanha", afirmou ela.A tensa conversa ocorreu quando os dois governantes inauguravam uma exposição no museu Hermitage, em São Petersburgo. A exposição tem cerca de 600 peças da Idade do Bronze, confiscadas pela União Soviética como indenização de guerra, segundo o governo alemão.

Putin respondeu que não é hora de parar de fazer esse tipo de pedido, pois do contrário a Turquia também poderá exigir da Alemanha a devolução de obras. Ele acrescentou que, para o cidadão médio, não faz diferença o lugar onde as obras ficam expostas.

Segundo a Universidade Humboldt, de Berlim, os soviéticos tomaram mais de 1 milhão de livros e milhares de obras de arte ao final da guerra, das quais muitas não voltaram a ser localizada.
Fonte: terra

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Sergio Fingermann prepara exposição de gravura brasileira na Bélgica



O renomado artista plástico, professor e curador de exposições, Sergio Fingermann vive e trabalha na Vila Madalena há 27 anos e está preparando uma mostra individual de gravura brasileira na Bélgica
Como diz a letra da música de Chico Buarque, “Dora que amava Pedro que amava Paulo que amava Lia”, a ideia de estreitar os laços da comunidade da Vila Madalena segue viagem e traz Sergio Fingermann para apresentar novos horizontes.

Atualmente, tem algumas exposições coletivas e está no início da preparação de uma mostra individual. Sergio Fingermann está realizando a curadoria de uma grande exposição de gravura brasileira na Bélgica. Às vezes, gostaria que o dia tivesse mais horas: “Isso está me tomando bastante tempo, porque é uma exposição que pega a história da gravura brasileira dos anos 30 até agora. São 80 anos. Tem mais de 300 obras”.

Além de seu ateliê em sua casa, Sergio construiu com sua família o espaço Contraponto. É um local onde dá aulas de pintura, desenho e gravura. Funciona também como um espaço de trocas, pois convida pessoas de outras áreas para discutir o que se cria em comum. Há um teatro e um salão de conferências e exposições. Muitos dos eventos são gratuitos.
A vizinha Tarsila

Quando era criança, o artista plástico paulistano Sérgio Fingermann costumava passar o tempo na casa de uma senhorinha interessante que morava no mesmo prédio em que ele, em Higienópolis. Quando eu tinha 10 anos, minha mãe me levou à Bienal de Arte e me lembro que vi alguns quadros dela expostos lá”, afirma Fingermann. “Então falei: é na casa dela que tomo lanche. Minha mãe não sabia que éramos vizinhos de Tarsila do Amaral.”

Quando a pintora morreu, em 1973, aos 86 anos, Fingermann ficou com alguns objetos como lembrança. “Como eu a visitava sempre, a enfermeira dela acabou me dando algumas peças. Ganhei tintas, paletas, um chapéu e um abajur”, diz. Quarenta anos depois, a filha dele, Elisa Fingermann, dirige a peça ‘O Homem com a Bala na Mão’, da Cia. Contraponto. E o abajur de Tarsila, emprestado pelo artista, compõe a cenografia.


Gastronomia no Mercado Municipal de São Paulo: a variedade é fantástica, já o preço...

O Mercadão e sua arquitetura ímpar
 Octogenário, o Mercado Municipal de São Paulo é um dos edifícios mais bonitos e emblemáticos da capital paulista. O Mercadão, como ficou conhecido, foi erguido há oito décadas às margens do Rio Tamanduateí. Ele veio substituir o antigo mercado central, que funcionava a céu aberto na Rua 25 de Março, e acabou reunindo os comerciantes da região.

Ao longo desses oitenta anos de história, o Mercado Municipal passou de um espaço frequentado principalmente por donos de restaurantes a um ponto turístico movimentado. Hoje conta com 272 estandes das mais variadas especialidades, de peixaria a loja de cervejas, e atrai visitantes dos quatro cantos do país e do mundo.

O prédio antigo mas bem cuidado do Mercado Municipal de São Paulo, guarda uma imensa variedade na área gastronômica onde os visitantes dispõem de inúmeras opções. Se as calorias a mais não representarem problemas, os pastéis (enormes) de bacalhau, camarão e outros sabores, mais os sanduíches com cerca de meio quilho de recheio de mortadela ou carne seca, são opções imperdíveis.
A arte de arrumar as frutas
Mas se sua praia for mais light, a variedade de frutas é de encher os olhos (e o estômago), sempre frescas e suculentas. Das mais prosaicas como o abacaxi às mais exóticas como a nectarina, elas chamam à atenção e despertam a gula já a parti r da meticulosa arrumação. Basta passar na frente das barracas e o visitante é convidado a degustação e é quase impossível resistir aos copos recheados com um mix delas. Se preferir levar, há todo um sofisticado padrão de embalagem e até o sistema delivery que entrega onde o cliente desejar.

Dentro da máxima “não existe almoço grátis”, o preço do serviço de entrega pode ser pouco convidativo, a depender da distância que o consumidor deseja que a entrega seja feita. Aliás, as opções do Mercado Municipal são variadas e bastantes apetitosas, mas o preço tem uma proporção inversa. Levando-se em conta que o local não tem um custo operacional alto, - não dispõe de instalações luxuosas, sequer é climatizado e os banheiros são apenas sofríveis, - o preço cobrado é bastante salgado. O pastel de bacalhau custa R$ 14, o trivial sanduíche de mortadela, R$ 17 e o chope de 300 ml, R$ 7. No tocante às frutas, paga-se cerca de R$ 25, pelo quilo da uva moscatel, R$ 45 pela nectarina e até R$ 10, pelo abacaxi pérola.
Queijos e vinhos para todos os gostos (e bolsos)
Mesmo com preços acima da média, a visita ao Mercadão é um programa obrigatório para quem visita a “terra da garoa”. As cores, aromas e sabores encantam e prendem pelo estômago turistas e nativos que fazem do espaço um local de compras, gastronomia e encontro de amigos.


Texto e fotos: Euriques Carneiro

quarta-feira, 19 de junho de 2013

“Canteiros”: uma epopeia judicial de quase três décadas



Uma das músicas mais executadas da discografia de Fagner, tem uma longa história de desavenças entre o cantor e a família de Cecília Meireles, autora do poema que inspirou a canção
A história toda começou em 1973, com Raimundo Fagner gravando no elepê, (não de assuste, era long play mesmo) de estreia para a Philips a música Canteiros, até então citada como sendo de sua autoria. Como as vendas do disco não decolou, ele foi tirado das prateleiras pouco tempo depois de lançado.

O grande sucesso da música Revelação, despertou a curiosidade de alguns radialistas que foram procurar as canções antigas e esquecidas de Fagner, lá naquele disco que já tinha saído de catálogo. Encontraram Canteiros, começaram a tocar a música e descobriram ali um potencial de grande sucesso.

A bem da verdade, antes da música acontecer nacionalmente, Fagner já tinha dividido a parceria da letra com Cecília Meireles e inclusive divulgando-a em release de show, em 1977.

No dia seis de novembro de 1979, Raimundo Fagner admitiu, ao ser interrogado no dia pelo Juiz, que ''sem tirar a beleza dos versos, procurou fazer uma adaptação à música'', reconhecendo o uso indevido do poema Marcha, de Cecília Meireles, na composição Canteiros, registrada na primeira edição do elepê ''MANERA FRU FRU, MANERA''. Para o magistrado, Raimundo Fagner violou a lei que regula os direitos autorais e com a agravante de plágio.

Para que se possa fazer um comparativo, disponibilizamos a letra de “Canteiros” e o poema ''Marcha'', original de Cecília Meireles:

''Quando penso no teu rosto, fecho os olhos de saudade

Tenho visto muita coisa, menos a felicidade

Soltam-se meus dedos tristes

dos sonhos claros que invento

Nem aquilo que imagino

já me dá contentamento



Gosto da minha palavra pelo sabor que me deste

Mesmo quando é linda, amarga

Como qualquer fruto agreste.

Mesmo assim amarga, é tudo que tenho

entre o sol e o vento.

Meu vestido, minha música,

meu sonho, meu alimento.''

A novela envolvendo o cantor Raimundo Fagner e a música “Canteiros” somente terminou em 1999, quando a gravadora Sony Music fez um acordo com as herdeiras da poetisa Cecília Meireles. Celebrado o acerto
para a regravação da música, o que aconteceu em janeiro de 2000, em Fortaleza, no primeiro registro ao vivo das músicas do compositor cearense, o disco ''RAIMUNDO FAGNER - AO VIVO'', com Canteiros, foi lançado em fevereiro de 2000.

Visitantes de Caruaru são recebidos por um Dominguinhos gigante

 
O filho mais famoso de Garanhus, o músico e compositor Dominguinhos, ganhou uma homenagem do tamanho de seu talento: uma estátua gigante, que vai ficar exposta no centro de Caruaru, Pernambuco, durante os festejos de São João
O trabalho que foi desenvolvido pelo artista plástico Ubiratã Lambert, mede quase quatro metros e demandou cerca de quatro dias para ficar de trabalho intenso. Além do sanfoneiro, no entanto, outras figuras que têm tudo a ver com a festa junina foram retratados em tamanho gigante pelas mãos de Lambert, os santos da época, Santo Antônio, São João e São Pedro.

“É um trabalho que pode ser acelerado, mas bastante delicado”, afirma Lambert. Apesar de terem sido confeccionados com materiais leves, a exemplo de barro, isopor, papel e tinta, os maiores chegam a pesar 40 kg.

Eles ajudam a decorar as praças e diferentes ambientes da festa, e têm conquistado um lugar de destaque, em meio às bandeirolas e balões. Dois dos grandes bonecos de Lambert foram colocados dentro do palco principal do São João de Caruaru, no Pátio de Eventos Luiz “Lua” Gonzaga.

Modernizando a festa sem perder as suas características originais, a Prefeitura de Caruaru elaborou, este ano, um livro digital com todas as informações que os turistas precisam saber sobre o São João de Caruaru 2013: detalhes sobre todos os polos e história dos homenageados. Os festejos por lá começara e vão até o final de junho com atrações para todos os gostos, fugindo um pouco do tradicional pé de serra, mas agradando a uma parcela mais abrangente do público que acorre para aquela cidade pernambucana.








terça-feira, 18 de junho de 2013

O fotógrafo japonês Takayuki Maekawa torna-se o novo 'astro' da fotografia de vida selvagem e ganha 1ª mostra em Nova Iorque


Surfando na onda de fotógrafo de vida selvagem laureado, o japonês Takayuki Maekawa tem mostra com 20 retratos gigantes inaugurada na Steven Kasher Gallery, em Nova Iorque
Nascido em Tóquio em 1969, Maekawa iniciou a sua carreira como fotógrafo de vida selvagem em 2000, tendo como foco animais no Japão, América do Norte e África. Esta é a primeira exposição de Maekawa nos EUA. Ele é o vencedor da recente primeira edição do Nikkei National Geographic Photo Prize e tido como um dos grandes astros da fotografia de vida selvagem.
Os fascinantes retratos de Maekawa mostram os animais nos mínimos detalhes. Em uma delas, são retratados macacos-japoneses, os primatas não-humanos que mais vivem ao norte do mundo, a tomar banho em águas termais numa floresta montanhosa no Japão.
O fotógrafo japonês captura momentos tranquilos mas também muitos momentos de ação dramática, como no caso das águia-de-cabeça-branca, Homer, clicadas no Alasca, em fevereiro de 2008.
Uma manada de elefantes-africanos visita um lago em Masaimara, no Quênia. Elefantes africanos, maiores que as espécies asiáticas, são a maior espécie de animal terrestre do mundo. Até recentemente, havia apenas uma espécie de elefante em África.

Cidade cenográfica recria a Campina Grande do século 18


O Parque do Povo, onde se concentram as principais atrações do São João de Campina Grande, é tão imenso que no seu interior cabe até uma cidade. Cenográfica, é verdade, mas mesmo assim, uma cidade


Dentro do enorme arraial, que tem 42,5 mil metros quadrados, existem réplicas de prédios históricos, como a catedral e o Cassino Eldorado, e até uma recriação da Vila Nova da Rainha, denominação oficial de Campina Grande na época de sua fundação, em 1790.

O nome era uma homenagem a Dona Maria I, rainha de Portugal na época, e na réplica da vila que existe hoje no Parque do Povo funcionam lojas de artesanato e barracas de comidas e bebidas que reproduzem as fachadas das casas de Campina Grande no século 18. Neste espaço, bastante visitado e fotografado pelos turistas, uma pequena igreja presta homenagem aos três santos juninos.

A reprodução mais impressionante que há no Parque do Povo, no entanto, é de outro marco histórico de Campina Grande: a Catedral de Nossa Senhora da Conceição. Encantadas com a réplica, as paulistanas Shayenne Pires e Alessandra Neufeld, que este ano participaram pela primeira vez do São João na cidade, fizeram questão de registrar em fotos o edifício cenográfico. "Tínhamos sido informadas pelo guia turístico sobre a réplica da igreja, mas fiquei surpresa com a beleza dela e também com o tamanho da festa", disse Shayenne.

Quem também teceu comentários sobre a catedral foi o arquiteto campinense Maxsuel Ramalho, que afirmou ser a réplica ainda mais bonita que a original. "A iluminação e a localização deram um realce maior à réplica, já que a Avenida Floriano Peixoto, onde está localizada a catedral, possui árvores no canteiro central, o que acaba atrapalhando a visibilidade", explicou.

Além da Vila Nova da Rainha e da catedral, os forrozeiros podem conhecer mais da história de Campina Grande em outras réplicas de construções que marcaram época na cidade, como o Cassino Eldorado. A casa noturna serviu de local de diversão para senhores do algodão, políticos e boêmios que formavam a alta sociedade campinense, inclusive com atrações internacionais e mulheres de estados vizinhos.

No arraial, os visitantes também podem visitar o Museu da Polícia Militar, com a fachada semelhante à de 1958. Na frente fica estacionado um Fusca utilizado nos anos 1960 e no interior há antigos uniformes e fotos que contam um pouco da história da instituição no estado da Paraíba.

Por fim, localizada estrategicamente no centro do Parque do Povo, fica a réplica de uma fogueira que permanece “acesa” durante os 30 dias daquele que se autodenomina o Maior São João do Mundo.


Fonte: terra

domingo, 16 de junho de 2013

Superman 2013: a história é a mesma mas a emoção é sempre renovada



Em 18 de abril de 1938 (data aproximada, já que à época, as revistas tinha a data de capa bem acima da real para parecerem recentes), chegava às bancas dos EUA a primeira edição da publicação

Na capa, um homem com roupa de fortão de circo erguia um carro com os braços enquanto homens com cara de desespero saíam correndo. Foi a estreia de Superman, o Homem de Aço.

A história

A origem do Homem de Aço é sobejamente conhecida: nascido em Krypton, o pequeno Kal-El viveu pouco tempo em seu planeta natal. Percebendo que o planeta estava prestes a entrar em colapso, seu pai (Russell Crowe) o envia ainda bebê em uma nave espacial, rumo ao planeta Terra. Ao chegar ele é criado por Jonathan (Kevin Costner) e Martha Kent (Diane Lane), que passam a chamá-lo de Clark. Com o tempo ele demonstra ter uma força descomunal, o que amedronta seus pais. Eles pedem que ele jamais demonstre seus poderes, mesmo em situações de emergência, já que nem todos conseguirão compreendê-lo por ser diferente das demais pessoas. Ao crescer, Clark (Henry Cavill) se torna uma pessoa isolada e frustrada. Em meio aos seus problemas emocionais, ele resolve usar seus poderes para ajudar a humanidade e se torna o Super-Homem.

O Super Homem de 2013 está remodelado e com versão atualizada. Sai o ultrapassado sungão vermelho por cima da capa e entra um uniforme de vermelho mais escuro. O ator que faz o Superman 2013, Henry Cavill, ainda não é conhecido do público brasileiro e foi uma aposta pessoal de Russell Crowe, que faz o pai dele no filme.

Se o novo ator que faz Superman vai ser um novo Christopher Reeve só o tempo dirá, mas a julgar pelo desempenho dos últimos filmes centrados em super heróis, a bilheteria será das mais auspiciosas.

A biografia histórica de Norman Mailer sobre o mito Marilyn Monroe é relançada depois de 40 anos

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O diferencial básico do texto clássico do jornalismo americano, "Marilyn", é a decisão de Norman Mailer de se desfazer da imagem fácil do mito para ficar com o mistério da atriz

Depois de 40 anos fora de catálogo, está sendo relançada pela Record Marilyn, biografia histórica de Norman Mailer, um dos mais brilhantes escritores e jornalistas do século passado. No livro, ele vai além dos estereótipos associados à Marilyn Monroe ao revelar muito da personalidade do maior símbolo sexual do século XX. 

“Romance pronto a jogar pelas regras da biografia”, nas palavras do autor, o livro relata a vida amorosa da loura, resgata várias histórias, questiona a versão oficial de sua morte e se empenha em descobrir como Norma Jean, uma garota como tantas, se tornou simplesmente Marilyn Monroe.

Ali, como em outras grandes biografias, junto à vida e à essência de Marilyn, o tema é impossibilidade de captar um ser humano, ainda mais quando seu principal talento é a construção de personalidades e invenção de si mesmo. Talvez, por isso, Mailer preferia sugerir que seu Marilyn, clássico do jornalismo literário americano, escrito em, não era exatamente uma biografia; estava mais próximo de ser “uma espécie de romance”.
Ele explica: “Use um ladrão para pegar um ladrão, e um artista para um artista”. 

Assim, o que ele quer é construir uma possibilidade de Marilyn: é uma biografia em grande parte especulativa, ainda mais por fazer a opção de mergulhar nos aspectos psicológicos da personagem. Assim, a imagem de uma órfã sofrida que a atriz fez de si mesma ao longo de sua carreira, citando a crueldade do seu orfanato e um possível abuso sexual, é descartada. Mailer prefere trabalhar com os conflitos dos desejos e personalidades dela – aqui, é finalmente mais do que uma imagem – que geram esses depoimentos “inventados”.


A essência da obra de Mailer é o procedimento de se desfazer da imagem do mito (uma Marilyn pronta para consumo) para ficar com um mistério. O preço disso é a angústia de não poder solucioná-la, mas uma dúvida é melhor do que falsas certezas e impressões cômodas.

O premiado artista Romero Britto, diz-se influenciado pela estética cubista, e tem Picasso como um grande mestre



O pintor, escultor e serígrafo pernambucano Romero Britto é o nome da moda. Sua arte está nas galerias mais badaladas, mas se tornou febre em prosaicas capas de celulares e encanta nomes como Arnold Schwarzenegger, Madonna e o ex-presidente Bill Clinton
Romero Britto, 49 anos, nasceu no Recife e começou seu interesse pelas artes ainda na infância, quando usava sucatas, papelões e jornais para exercitar a sua criatividade. Eram tempos de pobreza e muitas limitações na cidade do Recife. Romero Britto também começou nessa época a usar a grafitagem, o que foi de grande influência em seu trabalho.

Iniciou o curso de Direito na Universidade Católica de Pernambuco, mas depois viajou aos Estados Unidos e lá se estabeleceu como artista de sucesso até hoje.

É muito influenciado pela estética cubista, e tem Picasso como um grande mestre. Seu estilo vibrante e alegre, com cores fortes e impactantes fez com que sua obra tivesse forte ligação com a publicidade. O artista já mostrou o seu talento pintando para uma campanha publicitária da marca de vodca sueca Absolut, para as latas de refrigerante da Pepsi Cola, e redesenhou personagens de Walt Disney.

Muitas celebridades admiram a obra de Romero Britto, como Arnold Schwarzenegger, Madonna, os ex-presidentes Bill Clinton, Fernando Henrique Cardoso, Carlos Menem, respectivamente dos EUA, Brasil e Argentina. Suas coleções estão presentes em diversas galerias do mundo inteiro.

Dentre outras realizações, merece destaque a criação dos selos postais que levam o nome de Esportes para a paz, sobre as olimpíadas de Beijing. Outra criação importante é uma pirâmide que esteve instalada no Hide Park, em Londres, com uma altura similar a de um prédio de quatro andares. A obra deverá ser encaminhada para o museu da criança, na cidade do Cairo, no Egito.

Suas pinturas estão presentes em importantes aeroportos do mundo inteiro, como os de Washington DC, Nova York e Miami. Vale citar outros locais onde se pode ver e apreciar as suas obras: Montreux Jazz Raffles le Montreux Palace Hotel e Azul Basel Children’s Hospital, ambos na Suíça, e o Sheba Sheba Medical Center, Tel Aviv, em Israel.


Romero Britto foi homenageado pela escola de samba carioca Renascer no desfile do carnaval de 2012. O enredo abordou sua história, o colorido e a alegria de sua obra. 
Hoje, o pintor vive em Miami, cidade na qual possui grande identificação. É casado e tem um filho.
A versão de Romero Brito para "Abaporu", de Tarsila do Amaral

MASP mostra em junho, trabalhos do neto de Sigmund Freud


Um dos trabalhos que serão expostos no MASP

MASP abre dia 27.06 exposição com obras do polêmico pintor Lucian Freud, morto em 2011. O  Paço Imperial, no Rio, em novembro, é o próximo destino da mostra

Em menos de duas semanas, a partir do dia 27, o Museu de Arte de São Paulo (MASP) recebe uma exposição cujo título define o principal interesse do neto do criador da psicanálise, Lucian Freud - Corpos e Rostos. De fato, o que o avô Sigmund Freud fez pela mente, o neto Lucian fez pelo corpo, colocando-o literalmente numa posição desconfortável para examinar o que se passava, afinal, em seu interior. Inicialmente identificado como expressionista, rótulo que nunca aceitou, Lucian Freud (1922- 2011) passou a ser associado, em 1976, ao grupo figurativo batizado pelo pop Ronald Kitaj (1932-2007) como a "Escola de Londres", que abrigou pintores tão diferentes entre si como seus amigos Francis Bacon, Frank Auerbach e Leon Kossoff.

Kitaj, assim como Freud, era descendente de judeus, o que fica claro nessa tentativa de abrigar numa mesma escola artistas que ele imaginava como recriadores da mítica figura do golem, um ser ligado à tradição mística do judaísmo. Freud, que partiu da Alemanha aos 10 anos, em 1932, fugindo do nazismo com a família, talvez tivesse outra coisa em mente - e não propriamente um Frankenstein informe criado a partir do barro para espantar inimigos. Kitaj exagerou, mas não ao associar o nome de Freud ao de Francis Bacon, seu mais perfeito interlocutor.

Assim como Bacon reduziu o corpo humano a uma massa disforme - carne de açougue mesmo -, Lucian Freud fez dele pouco mais que uma substância ainda sem vida à espera que a pintura o animasse. Não por outra razão exigia de seus modelos - fosse ele o fotógrafo David Dawson, seu assistente, ou Elizabeth II, a rainha da Inglaterra - dedicação absoluta enquanto posavam para retratos em que seus corpos acumulam as marcas do tempo, como se retrocedessem à condição antropomórfica do monstruoso golem. Em outras palavras, ao puro barro humano. Sua última pintura, inacabada, Portrait of The Hound (2011), mostra Dawson ao lado de Eli, o cão pertencente ao artista, como figuras amalgamadas, ambos sujeitos à degradação física - tema de todos os seus retratos, em que buscava a verdade, e não a aparência.

Curador da exposição, que segue depois do MASP para o Paço Imperial, no Rio, em novembro, Richard Riley classifica a mostra como uma completa radiografia da obra de Freud, mesmo tendo apenas seis de suas pinturas de diferentes períodos - a atividade do artista atravessou nada menos do que seis décadas. O pintor não foi prolífico, mas a mostra reúne ao todo 78 peças, das quais 44 gravuras (a maior parte do Museu de Arte Contemporânea de Caracas), um desenho (autorretrato de juventude) e 28 fotografias do ateliê de Freud por seu assistente David Dawson, um dos dois únicos amigos (o outro foi Cecil Beaton) autorizados a registrar seu cotidiano no estúdio londrino de Notting Hill, herdado por Dawson.

Dawson, também pintor, conheceu Lucian Freud em 1990, um ano após formar-se no Royal College of Art. "Certo dia ele imaginou um grande retrato e convidou-me para posar com seu cachorro Pluto no sofá", conta. Isso foi em 1997. A tela tem um título ambíguo, Manhã Ensolarada - Oito Pernas. Não está na mostra, mas o título insinua que Dawson também tinha quatro pernas, como Pluto, considerando os braços como membros inferiores dos hominídeos das cavernas. É essa redução à condição ancestral, de quadrúpede, que tanto incomoda nos nus de Freud. Eles escancaram a bizarrice de corpos pouco harmônicos, para dizer o mínimo.

Riley adianta que estará na mostra também o polêmico retrato da jovem nua deitada na cama ao lado de um ovo colocado sobre uma mesa lateral, assim como a figura de um pássaro morto e um autorretrato do artista em crayon. "O foco da exposição é a gravura, pois Freud foi, além de pintor, um desenhista meticuloso." E metódico. Não passou um dia sem ir ao ateliê, exigindo pontualidade britânica de seus modelos.


Fonte: estadao

Anunciando o Programa Festival Bloomsday 2013, evento em homenagem ao escritor irlandês James Joyce



O Programa Festival Bloomsday é um feriado em homenagem a uma das maiores figuras da literatura, James Joyce. Em 16 de junho, a Irlanda para e celebra Leopold Bloom, personagem de Ulysses que marcou a história da literatura

O The James Joyce Centre tem o prazer de anunciar que já está aceitando reservas para o programa Festival 2013 Bloomsday. O programa promete ser um dos melhores ainda com a capacidade de entreter entusiastas da obra de James Joyce de todas as idades.

Está agendada uma semana de envolver e inspirar os eventos, a partir de programas como o tradicional Bloomsday. Café da manhã e passeios a pé, teatro, música ao vivo, palestras e outros eventos especiais.

Também foram expandidos o programa para incluir uma lista detalhada de muitos outros eventos Bloomsday ocorrendo em toda a cidade ao longo de junho. Os organizadores estão ansiosos para receber a horda de visitantes no Centro de James Joyce durante este mês de junho.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Louvre recebe crucifixo que pode ser de Michelangelo


Museu do Louvre: crucifixo atribuído a Michelangelo

 


O colecionador canadense Peter Silverman doou ao museu do Louvre, em Paris, um belo crucifixo do Renascimento italiano, considerando que poderia ter sido esculpido por Michelangelo (1475-1564)
Após testes de laboratório e a consulta de cinco especialistas, o Louvre concordou que essa escultura, "obra de um artista florentino de grande talento criada por volta de 1500", entrará em suas coleções, embora reconheça que a sua origem ainda "é debatida".A escultura em madeira de 44 centímetros é "notável pela delicadeza dos detalhes anatômicos do corpo de Cristo, particularmente visível no tratamento do torso", ressaltou o museu. Este é, provavelmente, um crucifixo de devoção privada.

"Todos os especialistas disseram que era uma obra de grande qualidade. Alguns veem a mão de Michelangelo, mas outros não", explicou Marc Bormand, curador-chefe do Departamento de Escultura do Louvre.
"Minha opinião é que é impossível saber com certeza. Michelangelo é uma possibilidade, mas há outros", acrescentou Bormand.

O Departamento de Escultura do Louvre apresentará a obra como sendo de um "artista florentino por volta de 1500, Michelangelo?".
Após uma leve restauração, o Cristo na cruz passará a integrar dentro de alguns meses a Galeria Michelangelo, onde estão expostas esculturas desse período.

O Louvre, que não possui uma obra comparável, "saúda a sua entrada nas coleções nacionais e expressa sua gratidão a Peter Silverman e a sua mulher Kathleen Onorato por sua grande generosidade".

Fonte: AFP