segunda-feira, 20 de maio de 2013

Virtuose da sanfona, Cezzinha começou a tocar depois que o pai comprou a sanfona de um amigo: "Foi o destino mesmo”


O instrumentista Cezzinha é se diferencia da maioria das produções de forró por ser da escola do xote e do baião, mas ter gravado com músicos de outros estilos, o que deu mais liberdade estilística ao seu trabalho


Antes ele só tocava, mas agora canta também e lança novo álbum como preparativos para estrear em DVD. A mistura da sanfona dançante com o aconchego da temática romântica, proposta por ele, tem tudo para agradar aos apreciadores do legítimo forró.

“A sanfona é meu corpo, minha alma”, afirma o pernambucano Cezzinha, de 28 anos, cantor, compositor e sanfoneiro dos bons. O elogio não é gratuito. Foi o mestre Dominguinhos quem disse e apostou as fichas no jovem músico, tal qual um certo Luiz Gonzaga fizera com ele há algumas décadas. No mundo dos sons, as histórias se repetem. Em 2008, por incentivo do cicerone, o novato gravou o que viria a ser seu primeiro projeto fonográfico. Agora, ele dá o passo seguinte.

Cezzinha acaba de lançar o segundo CD, o independente “Porque tem que ser assim”, e prepara o DVD de estreia. No disco, todo autoral, o músico apresenta parcerias com Nando Cordel, Clodo Ferreira, Ulisses Silveira e Chico Pessoa. A mistura da sanfona dançante com o aconchego da temática romântica, proposta por ele, tem tudo para agradar aos apreciadores do forró mais lento e melódico, mesmo que Cezzinha beba na fonte dos veteranos e tenha tocado com nomes de peso do cenário nacional. “Quero renovar essa linguagem romântica do forró, mas com uma proposta mais contemporânea”, observa.

PORQUE TEM QUE SER ASSIM
CD de Cezzinha. Independente, 8 faixas. Preço: R$ 10. À venda no site cezzinha.com.br.

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