segunda-feira, 27 de maio de 2013

Unicamp se destaca como uma ilha de excelência em um mar de ineficiência



A Universidade de Campinas - Unicamp, tem números dignos de fazê-la figurar entre as melhores universidades do mundo. Quase metade dos cursos da Unicamp apresenta nível de excelência internacional, segundo a última avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)


Para se ter uma ideia, enquanto o conjunto de programas de pós-graduação no Brasil está concentrado entre os conceitos 3 a 5, com ênfase em torno do conceito 4, na Unicamp existe um claro predomínio do conjunto de cursos com conceitos 5, 6 e 7, que perfazem 82% dos programas.

DESTAQUE NA PÓS-GRADUAÇÃO - Além de manter a liderança nacional em relação à qualidade, a pós-graduação da Unicamp também vem expandindo as atividades nesse segmento. Entre 2009 e 2012, foram iniciados cursos de mestrado e doutorado em 11 dos 71 programas vigentes, envolvendo oito unidades. O conhecimento gerado pela pós-graduação da Unicamp tem sido difundido para além dos limites da instituição por intermédio da divulgação das dissertações e teses produzidas.

Uma das estratégias adotadas nesse sentido é a disponibilização dos trabalhos acadêmicos pela internet, o que permite o acesso a um sem-número de interessados. Ao final do ano de 2012, o número de teses e dissertações chegou a 38.695, o que corresponde ao total de teses e dissertações produzidas pela Universidade desde o início dos programas de pós-graduação. Esta produção já foi acessada cerca de 31.282.860 vezes e apresentou, até o final de 2012, um total de 6.198.201 downloads.
Atestando a universalização da Unicamp, salta aos olhos a ampliação do número de alunos estrangeiros na pós-graduação da Universidade. Entre 1998 e 2001, havia 330 estudantes nesse segmento, decrescendo para uma média de 250 entre 2002 e 2006, e ficando em 300 alunos até 2010, quando o grupo representava apenas 2% dos matriculados. Em 2011 e 2012, esse contingente elevou-se ligeiramente, alcançando, respectivamente, as marcas de 424 e 597 alunos, refletindo os esforços institucionais de internacionalização no âmbito do ensino e pesquisa. Estes números indicam que houve um aumento na participação relativa desse segmento na Unicamp, passando de 3,82% em 2011 para 5,3% em 2012. 

Os resultados obtidos em relação aos alunos estrangeiros refletem o incremento na política de internacionalização implementada a partir de 2009, quando o setor ganhou peso estratégico na administração central. Coube à PRPG coordenar o Grupo de Trabalho instituído em 2009 pela Reitoria com o objetivo de estabelecer metas e ações para expandir o grau de internacionalização da Universidade. Entre elas, a ampliação da visibilidade internacional da Universidade e a criação de um International Office.

A escola preparou-se para dar suporte às atividades de internacionalização, melhoria das condições e busca e criação de novas oportunidades para mobilidade e intercâmbio internacional de alunos e professores/pesquisadores e maior participação destes em redes, consórcios e convênios internacionais.

Quando se percebe uma verdadeira indústria de escola de nível superior inundando o mercado com profissionais de preparo questionável, a atuação e destaque da Unicamp enche-nos de orgulho nos dá a certeza de que possível ter aqui, ensino de nível internacional. É tudo uma questão de querer fazer, ter vontade política e alocar os recursos e valores intelectuais na forma e quantidade adequadas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!