segunda-feira, 6 de maio de 2013

Prefeito do Rio volta atrás e vai continuar apoiando da OSB


A prefeitura do Rio de Janeiro voltou atrás e decidiu manter o repasse de R$ 8 milhões à Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB). O reposicionamento aconteceu após duras críticas da opinião pública, quando anunciada a retirada do apoio

Em reunião realizada na tarde de ontem (2) no gabinete do prefeito Eduardo Paes, com a presença do superintendente da OSB, Ricardo Levisky, e outros três conselheiros, ficou acertado que a parceria entre a prefeitura e a Sinfônica, que já durava 20 anos, será mantida. Na reunião ficou decidido também que o atual secretário municipal de cultura, Sérgio Sá Leitão, passará a integrar o conselho da OSB.


A suspensão da parceria chegou a ser formalizada pelo prefeito no dia 18 de março, em carta à OSB. O corte representaria um quinto do orçamento da Sinfônica. Desde o dia 20 de março, a OSB tentava marcar uma reunião com a administração municipal para tentar reverter a decisão, sem sucesso. Somente ontem os conselheiros conseguiram agendar a reunião, depois que a notícia veio a público no último sábado, quando o jornal O Globo informou que a prefeitura havia decidido interromper o apoio financeiro para investir na preparação para a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Afirmativa infeliz

Durante esta semana, a prefeitura recebeu duras críticas pela decisão de retirar o repasse. Na terça-feira, o prefeito chegou a dizer, em entrevista coletiva, que "o dinheiro público tem que ser investido em coisas que, de fato, tragam projeção à cidade", e sugeriu que o Rio não precisa de duas orquestras e que a OSB deveria se fundir à Orquestra Petrobras Sinfônica (Opes).

"O Rio tem duas orquestras sinfônicas e eu tenho defendido há muito tempo que essas orquestras se integrem e tenham um orçamento mais volumoso, que as permita ter uma projeção que uma cidade como o Rio de Janeiro merece." Na verdade o prefeito não está bem informado, pois o Rio conta com três grandes orquestras: além da OSB e da Opes, há ainda a Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, fundada em 02 de maio de 1931 - a mais antiga da cidade. Ademais, grandes capitais como Berlim e Viena, têm no mínimo cinco orquestras de porte, mas o investimento em cultura nestas cidades é algo inimaginável para o nosso país, onde se dá muito mais valor a movimentos como o funk, o new sertanejo, o pagode, o arrocha...


Euriques F. Carneiro


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