quarta-feira, 15 de maio de 2013

O MPB 80 não foi o que se esperava, mas revelou alguns nomes que ainda estão com o pé na estrada



Com a pretensão de reviver os grandes festivais da música brasileira onde surgiram nomes como Nara Leão e Edu Lobo, entre outros, a Globo promoveu o MPB 80, que foi exibido de 14/03 a 23/08/1980

Em uma época que a novela ainda era exibida às 20 horas, de março a agosto de 1980, sempre às 21h10min h das sextas-feiras, o Festival da Nova Música Popular Brasileira – MPB 80, elegeu 60 finalistas entre mais de 16 mil compositores e 20.183 músicas inscritas. Compositores de todo o país inscreveram-se para o festival, e o interior foi representado por um número significativo de concorrentes.


Os ensaios e eliminatórias foram realizados no Teatro Fênix, no Riocentro e no Teatro do Jockey, no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro. As músicas concorrentes foram divididas em grupos de 15 e apresentadas em quatro eliminatórias. Cada etapa apontava cinco músicas para formar as 20 composições que concorreriam às semifinais. O júri era composto por 200 profissionais das mais diversas áreas, como artistas plásticos, compositores, críticos, jornalistas e DJs.


As atrações durante as eliminatórias, foram shows realizados com destacados nomes da MPB, como Caetano Veloso, Dorival Caymmi, Nelson Gonçalves e Tom Jobim. Gravaram-se, ainda, depoimentos sobre os festivais em geral (como os do então ministro da Educação e Cultura Eduardo Portella, dos críticos musicais Ricardo Cravo Albin e Sérgio Cabral, do jornalista Blota Júnior e dos cantores Ângela Maria, Caetano Veloso, Elis Regina, Jair Rodrigues, Nara Leão e Zé Ramalho).


Apesar de levarem premiações, algumas canções se destacaram na MPB como Clareana,(homenagem da autora às suas filhas Clara e Ana), de Joyce e Maurício Maestro, interpretada pela própria Joyce, e Nostradamus, composta e defendida por Eduardo Dussek.


A finalíssima foi realizada no ginásio do Maracanãzinho, no dia 23 de agosto, reunindo um público de 30 mil pessoas. Enquanto os jurados davam as notas, Fagner, Gonzaguinha e Jorge Ben Jor se apresentavam para a plateia. Entre os concorrentes finalistas estavam nomes já consagrados na música nacional, como o grupo A Cor do Som e os cantores Baby Consuelo e Renato Teixeira.


A campeã do festival foi Agonia, de Mongol, interpretada por Oswaldo Montenegro, em segundo lugar ficou Foi Deus quem Fez Você, de Luiz Ramalho e em terceiro, A Massa, de Raimundo Sodré e Jorge Portugal, interpretada por Raimundo Sodré. A Massa ficou em terceiro, mas foi a preferida do público presente no Maracanãzinho. Jane Duboc recebeu o prêmio de melhor cantora pela interpretação de Saudade, de Nato Gomes.



Os três primeiros colocados, o melhor arranjo e os melhores intérpretes masculino e feminino receberam prêmios em dinheiro e a composição campeã também levou um troféu criado especialmente para o evento.


Os promotores do evento fizeram uma parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Discos para que todos os classificados nas eliminatórias fossem contratados por uma gravadora. Cada concorrente gravou um compacto para ser divulgado nas rádios.


Algumas músicas alcançaram grande sucesso, como a composição de Luiz Ramalho Foi Deus quem Fez Você, cantada por Amelinha, que atingiu a marca de 300 mil discos vendidos. Outras lançaram novos nomes na MPB, como Jessé, classificado com Porto Solidão, de Zeca Bahia e Gincko, que vendeu mais de 100 mil discos. Jessé ganhou o prêmio de melhor intérprete masculino.

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