quinta-feira, 16 de maio de 2013

Bruce Lee: uma cabeça pensante por trás dos músculos de lutador


Autor do livro O tao do Jeet Kune Do, Bruce Lee foi influenciado pelo taoísmo e pelas ideias do pensador indiano Jiddu Krishnamurti e acreditava que os verdadeiros obstáculos estão dentro de cada um

Não se esperava um futuro dos mais brilhantes para Bruce Lee quando ele nasceu, nos Estados Unidos. Sua família se mudou para Hong Kong quando ele ainda era um bebê. Na adolescência, acostumado a se envolver em brigas, começou a estudar kung fu com o mestre Yip Man.Quando tinha 18 anos, os pais o mandaram de volta para os Estados Unidos, e ele estudou filosofia na Universidade de Washington enquanto trabalhava em um restaurante chinês. Bruce quis criar uma série de TV, mas uma produtora roubou sua ideia e escalou outro ator para o papel que ele queria fazer.

Ele ficou decepcionado, mas, ao voltar a Hong Kong para visitar a família, uma oportunidade no mundo do cinema caiu em suas mãos. O produtor Raymond Chow ofereceu a Bruce a possibilidade de participar de um projeto chamado O dragão chinês, que foi um grande sucesso e o lançou para a fama.Fora do âmbito cinematográfico, Bruce era um filósofo do corpo e da mente que anotava seus treinos diariamente na agenda e os comparava, com a intenção de melhorar todos os dias. Ele achava que o kung fu tradicional era limitado porque impunha posições fixas que restringiam a espontaneidade.

Quando estava chegando ao fim da vida, o que, aliás, aconteceu quando ainda era jovem, (20 de julho de 1973), Bruce Lee transferiu esse mesmo espírito para seu pensamento filosófico. Acreditava que, do mesmo jeito que acontecia com a arte marcial tradicional, cada pessoa está limitada por seus preconceitos, e é isso que fecha portas. Para aumentar nosso campo de possibilidades, devemos esquecer as formas e buscar a flexibilidade física e mental, adaptando-nos às mudanças. Os verdadeiros obstáculos estão dentro de nós.

Em um de seus discursos mais célebres, Bruce declarou:

"Eu não represento um estilo, mas sim todos os estilos. Vocês não sabem o que estou prestes a fazer, mas eu também não sei. Meu movimento é resultado do seu movimento e minha técnica é resultado da sua técnica."

Durante um treino, Bruce machucou gravemente as costas e teve que ficar imobilizado por seis meses. Foi nessa época que ele escreveu as notas que depois se transformariam no livro O tao do Jeet Kune Do, influenciado pelo taoísmo e pelas ideias do pensador indiano Jiddu Krishnamurti.

Apesar de ter ouvido que não voltaria a andar, a vontade de Bruce foi mais forte, e ele não apenas recuperou todos os movimentos como continuou com os treinamentos e os filmes até o dia de sua morte.

Em 1971, em uma entrevista a um talk show, Bruce Lee disse as seguintes palavras, que ficariam célebres:

"Não se coloque dentro de uma fôrma; adapte-se e construa a sua própria. Deixe-a se expandir, como a água. Esvazie sua mente de modelos e formas, seja amorfo como a água. Você põe água em um copo, ela se torna o copo; põe água em uma garrafa, ela se torna a garrafa; põe água em um bule, ela se torna o bule. A água pode fluir ou pode colidir. Seja água, meu amigo."

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