terça-feira, 28 de maio de 2013

A Região Norte do Brasil e a sua vasta e saborosa culinária

Pato ao tucupi: destaque maior da culinário do Norte
Qualquer referência à culinária do Norte do Brasil leva automaticamente ao “tacacá”, “pato ao tucupi” ou às diversas maneiras de se consumir açaí, mas a variedade gastronômica daquela região do país vai muito além destes itens
Até pela variedade existente na região, o principal ingrediente dos pratos é o pescado, servido de diversas formas, mas em especial na forma de caldeiradas. A variedade de peixes é imensa, mas dentre elas, destaca-se o pirarucu e o tucunaré. Fortemente influenciada pela cultura indígena, a culinária do Norte inclui ainda variadas espécies como jacarés, aves e animais silvestres, com destaque para a carne de paca.

Especificamente no Pará, são itens obrigatórios de degustação a pescada paraense, o pato ao tucupi e o tacacá. Como acompanhamento, (olha a cultura indígena presente outra vez), a preferência é pelo pirão.

Após a refeição principal, não podem ficar de fora as frutas típicas, e os sorvetes de açaí, cupuaçu, manga, taperebá, graviola e murici, oferecidos também na forma de compotas e doces.
Tacacá: à base de camarão

Principais pratos da culinária do Norte:


Pirarucu
Uma das várias formas de servir o tucunaré

O pirarucu (Arapaima gigas) é um peixe que é encontrado geralmente na bacia Amazônica, mais especificamente nas áreas de várzea, onde as águas são mais calmas. Costuma viver em lagos e rios de águas claras e ligeiramente alcalinas com temperaturas que variam de 24° a 37°C, não sendo encontrado em zona de fortes correntezas e águas ricas em sedimentos.

Este peixe é um dos maiores de água doce do mundo, e conhecido também como o bacalhau da Amazônia. Ameaçado de extinção, é uma espécie protegida ambientalmente falando, mas pode ser comercializado por criados autorizados.


Tucunaré

Os tucunarés são peixes de médio porte com comprimentos entre 30 centímetros e 1 metro. Todos apresentam como característica um ocelo redondo no pedúnculo caudal. É uma das espécies mais consumidas de todo a região, sendo utilizado de várias formas: ao coco, frito ou assado na palha de banana.

Os tucunarés são sedentários e vivem em lagos, lagoas, rios e estuários, preferindo zonas de águas lentas ou paradas. Na época de reprodução formam casais que partilham a responsabilidade de proteger o ninho, ovos e juvenis. São peixes diurnos que se alimentam de qual quer coisa pequena que se movimenta e outros peixes e até pequenos crustáceos.

Pirão

Pirão é um prato tradicional das culinárias do Brasil e de Angola feito à base de farinha de mandioca e item obrigatório para acompanhar os pratos à base de peixes. É um prato originado da culinária dos indígenas brasileiros. A farinha de mandioca não serve para o preparo de pão assado, a não ser quando misturada com a farinha de trigo. De forma pura, a farinha de mandioca é utilizada em pratos como: farofa, beijus, sopas, mingaus e pirões.

O pirão é uma papa de farinha de mandioca feita quando se mistura esta com água ou caldo quente. No Brasil o pirão pode ser preparado com diferentes tipos de caldos. O pirão mais comum é feito com a mistura da farinha de mandioca com a água em que foram cozidos peixes, formando uma papa viscosa que é comida como acompanhamento do prato principal.

Pato no Tucupi

O pato no tucupi é um prato brasileiro típico da culinária paraense. É elaborado com tucupi, líquido amarelo retirado da mandioca brava, e com jambu, verdura típica do estado, que possui propriedade anestésica, causando uma leve sensação de tremor na língua.

O tucupi e o jambu também estão presentes em outra iguaria paraense à base de camarão chamada tacacá, muito preparado no período do Círio de Nazaré.

Pode ser acompanhado por arroz branco ou farinha-d'água de mandioca.


Tacacá

Tacacá é uma iguaria da região amazônica brasileira, em particular do Acre, Pará, Amazonas, Rondônia e Amapá. É preparado com um caldo fino de cor amarelada chamado tucupi, sobre o qual se coloca goma, camarão e jambu. Serve-se muito quente, temperado com sal e pimenta, em cuias. O tucupi e a tapioca (da qual se prepara a goma), são resultados da massa ralada da mandioca que, depois de prensada, resulta num líquido leitoso-amarelado. Após deixá-lo em repouso, a tapioca fica depositada no fundo do recipiente e o tucupi, na sua parte superior.

Sua origem é indígena e, segundo Câmara Cascudo, deriva de um tipo de sopa indígena denominada mani poi. Câmara Cascudo diz que “Esse mani poí fez nascer os atuais tacacá, com caldo de peixe ou carne, alho, pimenta, sal, às vezes camarões secos.”.


Sorvete 

Gelado (português europeu) ou Sorvete (português brasileiro), termo este também utilizado em Moçambique, é um tipo de guloseima doce e gelada que é tipicamente preparada a partir de derivados do leite. Pode possuir diversos sabores, tais como de frutas, chocolate ou caramelo. A mistura é arrefecida enquanto agitada, para evitar a formação de cristais de gelo.

O gelado representa, de uma forma geral, todas as formas de doces gelados, sendo comumente utilizado como sobremesa. No entanto, os especialistas em culinária e os governos de alguns países distinguem vários tipos de gelado de acordo com as peculiaridades das diferentes formas de fabricação e ingredientes: o sorbet, de origem turca (Sherbat), assim como o gelato, de origem italiana, são alguns exemplos.

Na região Norte os sorvetes que se destacam mais são os de açaí, cupuaçu, manga, taperebá, graviola e murici. Quer saber mais? O melhor mesmo é visitar esta belíssima região do Brasil e descobrir seus sabores, seus mistérios e desfrutar da hospitalidade de um povo que adora receber visitantes. Boa viagem!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!