sábado, 20 de abril de 2013

Revista Time coloca Joaquim Barbosa na lista dos 100 mais influentes do mundo


Artigo da renomada publicação americana destaca o pioneirismo do ministro como o primeiro negro a presidir a Suprema Corte brasileira, além da erudição e da bagagem cultural de Barbosa

O presidente do Supremo Tribunal Federal ( STF ), ministro Joaquim Barbosa, está na lista das 100 personalidades mais influentes do mundo da revista Time, dos EUA. A publicação destacou o fato de Barbosa ser o primeiro negro a comandar a Corte mas não foi o primeiro a ser ministro do STF, ele foi, na verdade, o terceiro, sendo precedido por Hermenegildo de Barros (de 1919 a 1937) e Pedro Lessa (de 1907 a 1921).

O chef Alex Atala também está na lista da publicação, que no ano passado destacou a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, o empresário Eike Batista, fundador do grupo EBX, e a presidente Dilma Rousseff - a petista já havia saído na edição de 2011. Em 2004, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou no ranking.

Para a autora do texto sobre o ministro, Sarah Cleveland, professora de direito da Universidade de Columbia, Barbosa é símbolo de uma promessa de um País "novo, compromissado com a diversidade cultural e a igualdade", afirmou, lembrando que o Brasil foi o que mais "importou" escravos em comparação a outros países das Américas.

No perfil, a revista narra o passado pobre de Barbosa e diz que o ministro usou a educação para sair da pobreza. "Trabalhou como faxineiro e tipógrafo no Senado para se sustentar na faculdade de direito", diz a publicação. Dotado de vasta cultura geral, desde cedo se interessou pelo estudo de línguas estrangeiras, com cursos no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. 



Após o recente julgamento que ganhou o nome de "mensalão", o ministro passou a ser considerado uma espécie de arauto da honestidade e uma reserva moral da sociedade brasileira. Mas o que esta mesma sociedade espera desse mineiro que dança forró, adora história e ternos de Los Angeles e Paris, é que ele tenha o mesmo denodo e a mesma persistência no julgamento dos demais escândalos de corrupção, cujos protagonistas ainda estão impunes e a zombar dos homens de bem desse país. 

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