domingo, 21 de abril de 2013

De "Deixe a vida me levar" a "Vida que Segue", um resumo da carreira de Zeca Pagodinho


Com uma única faixa inédita, exatamente a que dá título à obra, Zeca Pagodinho lança DVD com 19 clássicos do samba. "A vida me fez artista", diz o artista do alto dos seus 30 anos de carreira

Durante a coletiva de lançamento de seu novo CD e DVD, Vida que Segue, Zeca Pagodinho já falava por cerca de 30 minutos quando, resignado, pediu um copo de água. Antes que os jornalistas presentes estranhassem, o irreverente cantor se apressou em explicar, dizendo estar constrangido em não pedir sua bebida preferida: uma geladíssima cerveja.
“Tomei injeção, estou ruim da garganta, me vê uma água. É só hoje, até eu me vejo constrangido em fazer esse pedido. São ordens médicas. Mas se der bobeira, vou abrir uma escondido”, afirmou. 

Foi nesse tom que Zeca lançou Vida que Segue, no qual interpreta, em gravação ao vivo, 19 clássicos do samba. A única inédita é a faixa que dá título à obra. Ao contrário de muitos artistas, Zeca Pagodinho não tem declarações prontas, não é político e não está preocupado em vender sua imagem. Em dado momento, questiona a sua condição de “artista”, já que, como mesmo diz, sai por aí, bebe cerveja e pega ônibus e van, como qualquer pessoa.

“Esse DVD mostra onde comecei com minha paixão pelo samba, pela música brasileira. A partir daí, a vida me levou para esse lado. Não me fiz artista, a vida me fez artista, se é que posso ser considerado artista”, afirmou, em entrevista coletiva na qual apresentou seu novo trabalho.

Na obra, Zeca interpreta grandes sucessos do universo sambista, compostos por nomes lendários como Candeia, Cartola, Mário Lago, Noel Rosa, Ataulfo Alves e João da Baiana, entre outros. Para auxiliar nas interpretações, Zeca se cercou de verdadeiros monstros sagrados a exemplo de Paulinho da Viola e a Velha Guarda da Portela, Marisa Monte, Yamandú Costa, Hamilton de Carvalho e Roberto Menescal. Da nova geração, Leandro Sapucahy marca presença, numa escalação que conta até mesmo com Xuxa, a Rainha dos Baixinhos.

Estão lá versões refinadas de Gosto de me Enrosco, de Sinhô; Preciso me Encontrar (Candeia), ao lado de Marisa Monte, Yamandú Costa e Hamilton de Carvalho; Diz que Fui por Aí, de Zé Keti; O Sol Nascerá, de Cartola e Elton Medeiros; Foi um Rio que Passou em Minha Vida, de Paulinho da Viola; Trem das Onze, de Adoniran Barbosa; e Aquarela do Brasil, de Silas de Oliveira, entre diferentes clássicos.

“Muita música que está ali eu cantava em casa, mas só sabia o refrão, a parte mais marcante. Na segunda parte, tinha que perguntar à minha mãe, aos meus primos. O grande medo era chegar na hora da gravação e começar a errar”, confessou.

Esse medo era particular por Mascarada, de Zé Keti e Elton Medeiros. No usual tom descontraído, Zeca a apelidou de a canção “lexotan” do disco, pelo temor em não conseguir aprender a cantá-la. Segundo o cantor, a canção foi tão ouvida que seus filhos se cansaram dela e pediam que a faixa fosse mudada.

Referência: terra

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!